Questões de Arte
3.523 Questões
Questão 1 39484
ENEM 2008Texto para a questão
A Ema
O surgimento da figura da Ema no céu, ao leste, no anoitecer, na segunda quinzena de junho, indica o início do inverno para os índios do sul do Brasil e o começo da estação seca para os do norte. É limitada pelas constelações de Escorpião e do Cruzeiro do Sul, ou Cut'uxu. Segundo o mito guarani, o Cut’uxu segura a cabeça da ave para garantir a vida na Terra, porque, se ela se soltar, beberá toda a água do nosso planeta. Os tupisguaranis utilizam o Cut'uxu para se orientar e determinar a duração das noites e as estações do ano.
A ilustração a seguir é uma representação dos corpos celestes que constituem a constelação da Ema, na percepção indígena.

A próxima figura mostra, em campo de visão ampliado, como povos de culturas não-indígenas percebem o espaço estelar em que a Ema é vista.

Considerando a diversidade cultural focalizada no texto e nas figuras acima, avalie as seguintes afirmativas.
I - A mitologia guarani relaciona a presença da Ema no firmamento às mudanças das estações do ano.
II - Em culturas indígenas e não-indígenas, o Cruzeiro do Sul, ou Cut'uxu, funciona como parâmetro de orientação espacial.
III - Na mitologia guarani, o Cut'uxu tem a importante função de segurar a Ema para que seja preservada a água da Terra.
IV - As três Marias, estrelas da constelação de Órion, compõem a figura da Ema.
É correto apenas o que se afirma em
Questão 21 87558
UEMG Caderno 1 2006
Em todas as alternativas, são pertinentes os comentários a respeito da trajetória de Jorge, personagem central de Jorge, um brasileiro, EXCETO:
Questão 9 16394331
ACAFE Medicina Inverno 2026/2FIGURA 1

Yogendra Singh. Disponível em: https://www.pexels.com Acesso
FIGURA 2

Capoeira. Disponível em: https://unicam.org/capoeira/ Acesso em: 26 abr. 2026.
Observe com atenção as imagens apresentadas nas Figuras 1 (balé contemporâneo) e 2 (capoeira).
Comparando a composição e os movimentos corporais transmitidos nas imagens, analise as afirmações e assinale a alternativa que apresenta uma análise CORRETA.
Questão 13 16277545
UEG Conhecimentos Gerais 2026/1Observe a figura e responda à questão

Joseph Kosuth. Uma e Três Cadeiras, 1965. Cadeira de madeira, fotografia da cadeira e a definição do termo “cadeira” encontrada no dicionário, no caso, em língua inglesa. Cadeira: 82,2 x 37,8 x 53 cm, painel fotográfico: 91,5 x 61 cm, painel de texto: 61 x 62,2 cm. The Museum of Modern Art (MoMA), Nova Iorque.
A obra Uma e Três Cadeiras (1965) é uma instalação. As instalações, assim como as performances, procuraram superar os suportes artísticos amplamente adotados na arte moderna.
O suporte adotado na obra Uma e Três Cadeiras (1965) se constitui de
Questão 12 16277467
UEG Conhecimentos Gerais 2026/1Observe a figura e responda à questão

Joseph Kosuth. Uma e Três Cadeiras, 1965. Cadeira de madeira, fotografia da cadeira e a definição do termo “cadeira” encontrada no dicionário, no caso, em língua inglesa. Cadeira: 82,2 x 37,8 x 53 cm, painel fotográfico: 91,5 x 61 cm, painel de texto: 61 x 62,2 cm. The Museum of Modern Art (MoMA), Nova Iorque.
A obra Uma e Três Cadeiras (1965), de Joseph Kosuth (1945- ), como indicado na figura ao lado, inaugurou, quando exposta pela primeira vez em 1963, o movimento que passou a ser chamado de Arte Conceitual e que vigorou nas décadas de 1960 e 1970. Kosuth, líder intelectual desse grupo de artistas, avançou no que tinha feito René Magritte em Isso não é um cachimbo (1929), acrescentando à relação imagem-texto o próprio objeto.
Kosuth e essa obra têm uma relação direta com os escritos da filosofia da linguagem de Ludwig Wittgenstein (1889-1951), especialmente no que se refere à consciência de que a linguagem se coloca, à revelia da fixidez da forma lógica, dinâmica, e que se constitui na práxis, ou seja, na interação entre seus usos e contextos.
Essa concepção, que foi base para a criação e divulgação do termo pós-moderno por parte do filósofo Jean-François Lyotard (1924-1998), se refere
Questão 39 15472287
UDESC Manhã 2026/1Texto 1
Revista Sul, no Brasil, primeira internacionalização da literatura angolana
Florianópolis em África versus África em Florianópolis:
«As tramas do destino, o momento, as circunstâncias»
Por Zetho Cunha Gonçalves (BUALA 29/10/2021)

Em finais de 1947, um grupo de jovens irreverentes
(Salim Miguel, a sua companheira de toda a vida, Eglê
Malheiros, Aníbal Nunes Pires, Ody Fraga e Silva e
Antônio Paladino) forma o Grupo Sul, em Florianópolis,
[5] “numa tentativa de produzir alguma coisa na área da
cultura, em Santa Catarina”.
Operando em várias frentes, desde o teatro ao cinema,
das artes plásticas ao jornalismo e à literatura, o grupo
publicará em janeiro de 1948 o primeiro número da
[10] revista Sul – título que, mais que o fator geográfico,
pediu emprestado e traduziu da já mítica Sur de Buenos
Aires, capitaneada por Victoria Ocampo (1890-1979) e
onde pontuaram Ernesto Sábato (1991-2011), Adolfo
Bioy Casares (1914-1999) e Jorge Luis Borges (1899-
[15] 1986), entre tantos outros –, de que, até ao início de
1958, saem trinta números.
A aventura da Sul terminará com “pompas fúnebres”,
porque, segundo os seus responsáveis, “a revista
estava tornando-se muito acadêmica”, não obstante a
[20] sua tremenda repercussão pelo mundo, contando com
correspondentes e assinantes em nada menos que vinte
e nove países.
Quando, no Rio de Janeiro, o escritor Marques Rebelo
(1907-1973) toma conhecimento da revista e do projeto cultural que lhe estava subjacente, entra
[25] em contato com o grupo propondo a realização de uma exposição de arte moderna em
Florianópolis. O repto é aceito sem medir consequências, e a consequência maior terá sido a
criação, oficializada a 18 de março de 1949, do Museu de Arte Moderna de Florianópolis, hoje,
Museu de Arte de Santa Catarina.
Marques Rebelo, que já se correspondia com alguns intelectuais portugueses − entre os quais, o
[30] hoje tão injustamente olvidado e silenciado poeta, crítico, artista plástico e agitador cultural
Augusto dos Santos Abranches (1912-1963), então residente em Moçambique −, é o primeiro
responsável pelo intercâmbio cultural entre a revista Sul de Florianópolis e os poetas e
nacionalistas africanos que nela passariam a colaborar e de cujas livrarias catarinenses se faziam
abastecer de todo o tipo de literatura então proibida pelo regime salazarista.
[35] E é justamente por via de Augusto dos Santos Abranches que a revista chega a Angola, às mãos
dos poetas e nacionalistas Viriato da Cruz e António Jacinto, que não demoram a se corresponder
com Salim Miguel.
As primeiras cartas datam de 23 e 24 de setembro de 1952, respectivamente, onde Viriato da
Cruz anuncia que conhece Salim Miguel pela sua obra Velhice e outros contos (1951), que estava
[40] então sendo lida por António Jacinto. [...]
E assim começa um intercâmbio cultural e político que viria definitivamente a influenciar, não só
a literatura emergente, como também a conscientização e o fortalecimento da causa nacionalista
angolana, como lembrou José Luandino Vieira à revista África 21, quando da morte de
Salim Miguel:
[45] “A ação da Eglê e do Salim foi de capital importância para a nossa formação ética, política e
literária, com os livros marxistas e de escritores brasileiros que nos enviavam, por vezes aos
pedaços. Nós (eu, António Cardoso, Benúdia, Adolfo Maria, Henrique Abranches e o grupo Força
Nova) quisemos imitar a Sul, tal foi a sua influência, publicando cadernos idênticos. O primeiro
que era para sair eram poemas do Cardoso, mas eram demasiado fortes, e publicamos o I vol.
[50] d’A cidade e a infância, que foi logo apreendido… Angola lhes deve imensamente.”
Disponível em: https://www.buala.org/pt/a-ler/revista-sul-no-brasil-primeira-internacionalizacao-da-literaturaangolana. Acesso em: 01 set. 2025. [Adaptado].
Texto 2
Verbetes
repto: S.m. 1. Ato ou efeito de reptar; reptação.
2. Desafio, provocação, reptação.
olvidar: V.t.d. 1. Perder de memória; não se lembrar de; esquecer. 2. Deixar cair no esquecimento. P. 3. Não se lembrar; esquecer-se. § olvidável, adj. 2 g.
FERREIRA, A. B. de H. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa: Básico. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988, p. 466; 565. [Adaptado].
Com base nos Textos 1 e 2 e na variedade padrão escrita, assinale a alternativa correta.
06
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