Questões de Arte
3.523 Questões
Questão 20 215666
UNESP 2018/1Na Europa, os artistas continuam a explorar caminhos traçados pelos primeiros pintores abstratos. Mas a abstração desses artistas não é geométrica: sua pintura não representa nenhuma realidade, tampouco procura reproduzir formas precisas. Cada artista inventa sua própria linguagem. Cores, formas e luz são exploradas, desenvolvidas e invadem as telas. Traços vivos e dinâmicos... Para cada um, uma abstração, um lirismo.
(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.)
O comentário do historiador Christian Demilly aplica-se à obra reproduzida em:
Questão 53 173605
UEL 1° Fase 2018
Com base na figura e nos conhecimentos sobre arte paleolítica, assinale a alternativa CORRETA.
Questão 11 173438
UEL 1° Fase 2018Leia o texto e observe a figura a seguir.
Para Tadeusz Kantor (Polônia, 1915-1990), nada expressa melhor a vida do que a ausência de vida, sendo a morte um processo que está muito distante do religioso-sobrenatural. Ela é a condição finita da temporalidade que fundamenta o sentido da existência e que permeia o tempo todo a vida humana. Em sua concepção, o teatro se constrói na ação e não pelo aparato de reprodução literá- ria. Um texto dramático, não fechado, não conclusivo.
(Adaptado de: CINTRA, W. F. A. A morte como poética no teatro de Tadeusz Kantor. In: VI Congresso de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas, 2010.)

Com base no texto, na figura e nos conhecimentos sobre o teatro, na relação entre obra e contexto e na arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir.
I. A proposição teatral de Kantor se dá de acordo com a ideia de mimesis e, para ele, a função do teatro é demonstrar, a partir da definição das personagens e das suas falas, o modo como o homem e a arte se constituem na vida cotidiana.
II. É perceptível, na disposição dos objetos em cena e dos atores, o modo como o autor evoca o sentido de vida e morte, intensificado pela atmosfera criada por esses elementos.
III. A concepção teatral de Kantor considera o texto não como determinante de toda ação, mas como guia; nesse sentido, o processo de construção da peça é um fator importante, ficando de lado a representação da vida e, em jogo, sua presentificação.
IV. Em A classe morta, a morte é elevada à condição de elemento estético e, como elemento, constitui um processo criativo que nada tem de sobrenatural e se institui como realidade sensível.
Assinale a alternativa correta.
Questão 32 14062025
UECE 2º Fase 1º Dia 2017/2Texto
Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira
exposição modernista do Brasil, que serviu
de embrião para a Semana de 1922, Anita
Malfatti ganha uma grande mostra, em São
[5] Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que
seria a primeira exposição de arte moderna
no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917,
Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas
[10] devolvidas por seus compradores, além de
receber dezenas de bilhetes anônimos
falando mal de suas obras. O motivo? A
crítica feroz do influente escritor Monteiro
Lobato (1882-1948), que comparou o
[15] trabalho da paulistana “aos desenhos de
internos dos manicômios”. A mostra de
Malfatti serviu de embrião para a revolução
artística que culminaria na Semana de Arte
Moderna de 1922, protagonizada por ela,
[20] Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald
de Andrade, Menotti Del Picchia –
conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em
comemoração a essa emblemática exposição
que o MAM de São Paulo inaugura no
[25] próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de
Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-
se a mártir do modernismo brasileiro”,
explica a curadoura Regina Teixeira de
[30] Barros. Foi depois da publicação do artigo do
escritor que começaram a se reunir em torno
dela jovens poetas e artistas inconformados
com a linguagem tradicional que dominava o
cenário cultural da época. Apesar de ser mais
[35] discreta na forma de agir e se vestir que sua
amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar
notoriedade e reconhecimento em mercado
ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha,
[40] onde se apaixonou pelo expressionismo.
Depois seguiu para os Estados Unidos, terra
natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e
a primeira a incentivar a filha a seguir o
sonho de ser artista. Casada com o
[45] engenheiro italiano Samuelli Malfatti,
Elizabeth Krug viajava com a filha desde
pequena pela Europa, não apenas para
iniciá-la no mundo das artes, mas por causa
de um problema congênito de Anita – uma
[50] atrofia no braço e na mão direita. Sem
grandes resultados no tratamento, a pintora
usava lenços coloridos para enconder a
malformação na mão – o que a levou a ter
uma bela coleção do acessório para diversas
[55] ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a
pintar com a mão esquerda, algo marcante
em sua personalidade. Conforme crescia,
experimentava voluntariamente a fome, a
[60] cegueira e a sede, na busca de sensações
físicas de “superação do eu”, como ela
mesma descrevia. Um dos fatos
insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem
tão secreta assim pelo grande amigo Mário
[65] de Andrade. Homossexual convicto, o
modernista nunca correspondeu (sic) o amor
de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar
de sua profunda admiração pela amiga),
Mário decidiu não apoiá-la quando, nas
[70] décadas de 30 e 40, a artista decidiu
inspirar-se nas pinturas da academia em
suas novas produções. “Ela fraquejou, sua
mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à
época. Mário recusou também as pinturas de
[75] Anita para o Salão de Belas Artes, o que
provocou uma fissura na relação dos dois.
“Ele foi um dos críticos que não assimilou
que o modernismo não era apenas feito de
ruptura à tradição, mas também [de] uma
[80] reflexão sobre o passado, algo que Anita
conseguiu colocar de forma magistral em
suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a
amizade do Grupo dos Cinco, a mais
[85] conhecida é certamente um desenho
homônimo assinado por Anita, destaque da
mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário
aparecem tocando piano, enquanto Tarsila,
Oswald e Menotti estão deitados. A cena
[90] mostra o ambiente genuíno no qual a
Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu,
resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
“Casada com o engenheiro italiano Samuelle Malfatti, Elizabeth Krug viajava com a filha pequena pela Europa, não apenas para iniciá-la no mundo das artes, mas por causa de um problema congênito de Anita — uma atrofia no braço e na mão direita.” (linhas 44-50)
O enunciado acima peca por falta de paralelismo sintático. Assinale a opção em que o paralelismo está presente.
Questão 26 14061895
UECE 2º Fase 1º Dia 2017/2Texto
Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira
exposição modernista do Brasil, que serviu
de embrião para a Semana de 1922, Anita
Malfatti ganha uma grande mostra, em São
[5] Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que
seria a primeira exposição de arte moderna
no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917,
Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas
[10] devolvidas por seus compradores, além de
receber dezenas de bilhetes anônimos
falando mal de suas obras. O motivo? A
crítica feroz do influente escritor Monteiro
Lobato (1882-1948), que comparou o
[15] trabalho da paulistana “aos desenhos de
internos dos manicômios”. A mostra de
Malfatti serviu de embrião para a revolução
artística que culminaria na Semana de Arte
Moderna de 1922, protagonizada por ela,
[20] Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald
de Andrade, Menotti Del Picchia –
conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em
comemoração a essa emblemática exposição
que o MAM de São Paulo inaugura no
[25] próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de
Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-
se a mártir do modernismo brasileiro”,
explica a curadoura Regina Teixeira de
[30] Barros. Foi depois da publicação do artigo do
escritor que começaram a se reunir em torno
dela jovens poetas e artistas inconformados
com a linguagem tradicional que dominava o
cenário cultural da época. Apesar de ser mais
[35] discreta na forma de agir e se vestir que sua
amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar
notoriedade e reconhecimento em mercado
ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha,
[40] onde se apaixonou pelo expressionismo.
Depois seguiu para os Estados Unidos, terra
natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e
a primeira a incentivar a filha a seguir o
sonho de ser artista. Casada com o
[45] engenheiro italiano Samuelli Malfatti,
Elizabeth Krug viajava com a filha desde
pequena pela Europa, não apenas para
iniciá-la no mundo das artes, mas por causa
de um problema congênito de Anita – uma
[50] atrofia no braço e na mão direita. Sem
grandes resultados no tratamento, a pintora
usava lenços coloridos para enconder a
malformação na mão – o que a levou a ter
uma bela coleção do acessório para diversas
[55] ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a
pintar com a mão esquerda, algo marcante
em sua personalidade. Conforme crescia,
experimentava voluntariamente a fome, a
[60] cegueira e a sede, na busca de sensações
físicas de “superação do eu”, como ela
mesma descrevia. Um dos fatos
insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem
tão secreta assim pelo grande amigo Mário
[65] de Andrade. Homossexual convicto, o
modernista nunca correspondeu (sic) o amor
de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar
de sua profunda admiração pela amiga),
Mário decidiu não apoiá-la quando, nas
[70] décadas de 30 e 40, a artista decidiu
inspirar-se nas pinturas da academia em
suas novas produções. “Ela fraquejou, sua
mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à
época. Mário recusou também as pinturas de
[75] Anita para o Salão de Belas Artes, o que
provocou uma fissura na relação dos dois.
“Ele foi um dos críticos que não assimilou
que o modernismo não era apenas feito de
ruptura à tradição, mas também [de] uma
[80] reflexão sobre o passado, algo que Anita
conseguiu colocar de forma magistral em
suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a
amizade do Grupo dos Cinco, a mais
[85] conhecida é certamente um desenho
homônimo assinado por Anita, destaque da
mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário
aparecem tocando piano, enquanto Tarsila,
Oswald e Menotti estão deitados. A cena
[90] mostra o ambiente genuíno no qual a
Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu,
resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
Releia o excerto transcrito: “A mostra de Malfatti serviu de embrião para a revolução artística que culminaria na Semana de Arte Moderna de 1922” (linhas 16-19).
Assinale a opção em que estejam presentes todas as informações necessárias para a total compreensão do que está em negrito.
Questão 22 14061882
UECE 2º Fase 1º Dia 2017/2Texto
Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira
exposição modernista do Brasil, que serviu
de embrião para a Semana de 1922, Anita
Malfatti ganha uma grande mostra, em São
[5] Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que
seria a primeira exposição de arte moderna
no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917,
Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas
[10] devolvidas por seus compradores, além de
receber dezenas de bilhetes anônimos
falando mal de suas obras. O motivo? A
crítica feroz do influente escritor Monteiro
Lobato (1882-1948), que comparou o
[15] trabalho da paulistana “aos desenhos de
internos dos manicômios”. A mostra de
Malfatti serviu de embrião para a revolução
artística que culminaria na Semana de Arte
Moderna de 1922, protagonizada por ela,
[20] Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald
de Andrade, Menotti Del Picchia –
conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em
comemoração a essa emblemática exposição
que o MAM de São Paulo inaugura no
[25] próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de
Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-
se a mártir do modernismo brasileiro”,
explica a curadoura Regina Teixeira de
[30] Barros. Foi depois da publicação do artigo do
escritor que começaram a se reunir em torno
dela jovens poetas e artistas inconformados
com a linguagem tradicional que dominava o
cenário cultural da época. Apesar de ser mais
[35] discreta na forma de agir e se vestir que sua
amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar
notoriedade e reconhecimento em mercado
ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha,
[40] onde se apaixonou pelo expressionismo.
Depois seguiu para os Estados Unidos, terra
natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e
a primeira a incentivar a filha a seguir o
sonho de ser artista. Casada com o
[45] engenheiro italiano Samuelli Malfatti,
Elizabeth Krug viajava com a filha desde
pequena pela Europa, não apenas para
iniciá-la no mundo das artes, mas por causa
de um problema congênito de Anita – uma
[50] atrofia no braço e na mão direita. Sem
grandes resultados no tratamento, a pintora
usava lenços coloridos para enconder a
malformação na mão – o que a levou a ter
uma bela coleção do acessório para diversas
[55] ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a
pintar com a mão esquerda, algo marcante
em sua personalidade. Conforme crescia,
experimentava voluntariamente a fome, a
[60] cegueira e a sede, na busca de sensações
físicas de “superação do eu”, como ela
mesma descrevia. Um dos fatos
insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem
tão secreta assim pelo grande amigo Mário
[65] de Andrade. Homossexual convicto, o
modernista nunca correspondeu (sic) o amor
de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar
de sua profunda admiração pela amiga),
Mário decidiu não apoiá-la quando, nas
[70] décadas de 30 e 40, a artista decidiu
inspirar-se nas pinturas da academia em
suas novas produções. “Ela fraquejou, sua
mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à
época. Mário recusou também as pinturas de
[75] Anita para o Salão de Belas Artes, o que
provocou uma fissura na relação dos dois.
“Ele foi um dos críticos que não assimilou
que o modernismo não era apenas feito de
ruptura à tradição, mas também [de] uma
[80] reflexão sobre o passado, algo que Anita
conseguiu colocar de forma magistral em
suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a
amizade do Grupo dos Cinco, a mais
[85] conhecida é certamente um desenho
homônimo assinado por Anita, destaque da
mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário
aparecem tocando piano, enquanto Tarsila,
Oswald e Menotti estão deitados. A cena
[90] mostra o ambiente genuíno no qual a
Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu,
resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
O texto centraliza-se
06
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