Questões de Arte
3.523 Questões
Questão 44 15388220
ENEM 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul) 2025TEXTO I
Em casa, Iberê menino traçava a memória da infância. A mãe, concentrada no coser das roupas, mal escutava o lápis de ponta grossa riscar a vida por baixo da mesa. Os carretéis sem linhas ficavam ali, amontoados de solidão. Quando perdiam sua razão de ser para a realidade da mãe, eles desenrolavam longos fios no ar do olhar menino de lberê.
NEVES, A.; DIAS, C. Iberê Camargo: menino. São Paulo: DCL, 2007 (adaptado).
TEXTO II

CAMARGO, I. Carretéis 4. Serigrafia, 13,4 × 23,4 cm. Fundação lberê Camargo, Porto Alegre, 1959.
Disponível em: www.bolsadearte.com. Acesso em: 15 out. 2024.
A multiplicidade das formas, presente em Carretéis 4, de Iberê Camargo, sugere que
Questão 42 15388207
ENEM 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul) 2025
CARTIER-BRESSON, H. Atrás da estação de Saint-Lazare. Fotografia em preto e branco (lente 35 mm), 44,8 × 29,8 cm. Paris, 1932.
Disponível em: http://100photos.time.com. Acesso em: 19 jun. 2019.
Nessa fotografia, há um diálogo visual entre diversos elementos da cena. Com esse tipo de composição, Henri Cartier-Bresson revolucionou a fotografia do século XX ao
Questão 30 15388062
ENEM 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul) 2025Em Tiriyó, imenu quer dizer “desenho” ou “pintura”, mas também “jenipapo” (menu), planta que fornece uma das principais matérias-primas utilizadas na produção de tintas e corantes. Imenu diz respeito aos desenhos de formas geométricas que se aplicam sobre os mais variados suportes: da pele ao papel, passando pelos artefatos. A isso que os Tiriyó definem como imenu, em sua própria língua, os Kaxuyana chamam de imenuru.
Observando as artes gráficas dos povos da região que vai do Amapá ao norte do Pará, é possível observar que muitos dos padrões que compõem o repertório tiriyó são recorrentes entre os Kaxuyana, os Wayana, os Aparai e os Wajãpi. Também encontramos padrões semelhantes entre os Waiwa e outros grupos do norte amazônico.
GRUPIONE, D. F. Arte visual dos povos Tiriyó e Kaxuyana: padrões de uma estética ameríndia. São Paulo: lepé, 2009 (adaptado).
Entre os grupos indígenas do norte amazônico, as recorrências nas criações gráficas revelam a
Questão 27 15388028
ENEM 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul) 2025A gravura como obra múltipla
Na experiência mexicana, a gravura se destacava como meio para ilustrar panfletos e material para mobilizar e informar os trabalhadores rurais e urbanos, de acordo com a luta iniciada na Revolução Mexicana. Inexistindo no Brasil uma “revolução em marcha”, as gravuras, realizadas pelos Clubes de Gravuras, limitavam-se a representar os temas rural e/ou urbano, focalizando o trabalhador e seu ambiente de trabalho, assim como suas lutas reivindicatórias. Além disso, as gravuras circulavam apenas entre os associados do clube e não amplamente, como no caso mexicano, em que eram distribuídas pela cidade e pelo campo.
AMARAL, A. Arte para quê?: a preocupação social na arte brasileira, 1930-1970. São Paulo: Studio Nobel, 2003 (adaptado).
Em relação à produção mexicana, as obras que circulavam pelos Clubes de Gravura no Brasil caracterizam uma produção que
Questão 30 15251975
FCMSCSP - Santa Casa Conhecimentos Gerais 2025Examine a pintura, intitulada “A troca do brinquedo”, composta pelo artista britânico Banksy, em 2020.

(https://banksyexplained.com)
A pintura, produzida durante a recente pandemia de covid-19, simboliza
Questão 37 15242684
ENEM 1° Dia (Verde) 2025TEXTO 1
Origem, tradição e resistência
Foi sentada em seu banco de quartzo que a avó do universo, moradora da Maloca do Céu, criou os homens, os animais, a terra e as águas. O banco foi entregue aos ancestrais dos atuais Tukano, que passaram a reproduzilo em madeira. O mito Tukano – povo do noroeste da Amazônia que ainda hoje fabrica os bancos em seu estilo tradicional – indica o lugar dos bancos entre os objetos sagrados, ao mesmo tempo parte do universo primitivo e fonte do poder de criação. A presença nos mitos de origem de alguns povos atesta a antiguidade da arte de talhar bancos: os primeiros registros do uso desses objetos entre ameríndios das terras baixas da América do Sul, do Caribe e da América Central datam de, pelo menos, 4 mil anos.
ASSIS, R.; MENDES JR., L. Bancos indígenas do Brasil. São Paulo: BEI Comunicação, 2013.
TEXTO II

KAMAYURÁ, Y. Tatu Kamayurá 1. Madeira, 61 x 24 x 20 cm. Xingu (MT), s.d. Disponível em: www.colecaobei.com.br. Acesso em: 15 out. 2024.
Os textos I e II demonstram, na confecção dos bancos, uma íntima relação de sacralidade entre o ser humano e a natureza, perceptível por meio da
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