Questões de Arte
3.523 Questões
Questão 16 15208005
UNESP Conhecimentos Gerais 2026Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- )
Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.
Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.
O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.
(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)
Considerando as informações contidas no ensaio, constitui uma obra de Gustave Courbet aquela que está representada em:
Questão 14 15207991
UNESP Conhecimentos Gerais 2026Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- )
Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.
Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.
O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.
(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)
Caracteriza-se por uma menor impessoalidade o seguinte trecho do ensaio:
Questão 13 15207967
UNESP Conhecimentos Gerais 2026Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- )
Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.
Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.
O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.
(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)
De acordo com Jorge Coli, a obra de Courbet, em contradição com o modo de ser do artista, caracteriza-se
Questão 36 16264131
UFSM PSS Prova 3 - Tarde 2025A arte apresenta uma relação estreita com a tecnologia, esta que costuma proporcionar a expansão de processos técnicos e criativos para os artistas. Contudo, os novos adventos tecnológicos também podem despertar temores e rejeições por diversos motivos no meio artístico. O pintor francês Paul Delaroche (1797-1856), reconhecido pelas influências do ______________, devido ao apelo emocional explorado nas telas, e do neoclassicismo, pela execução de pinturas com um realismo pragmático, é autor da frase “A partir de hoje, a pintura está morta!”. A frase de Delaroche, datada de 1839, surgiu na demonstração do daguerreótipo, equipamento precursor da criação ______________, que teve impactos profundos nas décadas seguintes, em diversos movimentos da Arte Moderna.
Hoje, vê-se a Inteligência Artificial também promovendo amplas discussões que envolvem a criação artística, como nos sistemas de geração de imagem baseados em comandos textuais, tais como o DALL-E ou Leonardo.ai. Em relação à primeira ferramenta, o nome resulta da junção dos nomes do personagem robótico da Pixar chamado Wall-E com o do artista Salvador Dalí, um dos principais representantes do ______________. Na imagem a seguir, gerada no sistema Leonardo.ai, um robô está realizando uma pintura no estilo de Pablo Picasso, artista que, junto com Georges Braque, é responsável pelo ______________.

Fonte: Imagem gerada em: com o prompt “a robot painting in the style of Pablo Picasso art”. Acesso em: 11 set. 2024.
Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas.
Questão 35 16264129
UFSM PSS Prova 3 - Tarde 2025Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem se tornado uma ferramenta poderosa, provocando um grande impacto nas áreas que envolvem a criatividade, como as Artes Visuais, o Design, a Comunicação, entre outras. No entanto, essa inovação tecnológica suscita questionamentos importantes sobre a natureza da criatividade e a originalidade das obras. Há também implicações éticas e legais da propriedade intelectual, por se tratarem de criações geradas por algoritmos capazes de identificarem e combinarem padrões em dados previamente produzidos por humanos.
Com base nas informações sobre o uso da IA na arte, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) A originalidade e a intenção do autor são elementos fundamentais da criação artística. Contudo, quando uma ferramenta de IA gera uma imagem, está reutilizando e combinando outras imagens já existentes. Esse processo de produção levanta questões sobre a originalidade dessas obras, pois a IA não tem limitação em sua criatividade devido a sua capacidade de processamento de dados.
( ) O uso da IA pode proporcionar o surgimento de novas formas de arte e atuar como uma ferramenta com a capacidade de democratizar o processo de criação artística. Ao mesmo tempo, pode levar a uma desvalorização da mão de obra humana devido à substituição de processos da criação artística tradicional.
( ) No processo de criação artística, é comum a ocorrência de apropriação, referência e transformação de obras existentes, o que pode suscitar discussões que envolvem a ética. Neste contexto, ao considerar o modo como acontece a apropriação e o processamento de dados a partir da IA, levantam-se novas preocupações, como o respeito à privacidade dos indivíduos e o seu direito de saber o que acontece com os seus dados.
A sequência correta é
Questão 31 16249073
UFSM PSS Prova 1 - Tarde 2025Heitor Villa-Lobos (1887-1959) é considerado o mais importante compositor erudito brasileiro em todos os tempos. Foi personalidade marcante na linguagem estética nacionalista, com a qual atingiu expressão artística mundial. Sua produção abarcou inúmeras canções: peças para piano solo ou com orquestra (ou conjuntos camerísticos), sinfonias, música coral, música religiosa, musicais e óperas. Compôs uma série de Choros, num total de quatorze obras nesse gênero, escritas entre os anos de 1920 a 1928, todas com diferentes organizações vocais e instrumentais. Dentre essas se destaca Choros nº. 10, subintitulada “Rasga o Coração”, obra para coro e orquestra escrita em 1926, com poesia de Catulo da Paixão Cearense (1863-1946). Mais tarde, em 1957, Villa-Lobos substituiu o texto original por uma vocalização com sílabas neutras (onomatopaicas) e, por isso, ficou mais conhecido.
Sobre o movimento musical nacionalista no Brasil, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) É característica do movimento musical nacionalista a inspiração para suas composições nos elementos encontrados em canções e danças folclóricas e populares, através de suas melodias e ritmos originais.
( ) Além de Heitor Villa-Lobos, tiveram grande destaque no movimento musical nacionalista Francisco Manuel da Silva (1795-1865), autor da música de nosso Hino Nacional, e também Camargo Guarnieri (1907-1993), autor de Choro para violino e orquestra.
( ) Heitor Villa-Lobos, em seu Choros nº. 10, procura descrever o canto dos pássaros amazônicos e a realidade cotidiana das tribos indígenas como importantes motivos para sua inspiração musical.
A sequência correta é
06
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