Questões de Arte
3.523 Questões
Questão 5 257718
CESUPA 2018“Em 1933,a pintora Tarsila do Amaral, um dos expoentes do modernismo nacional, concluiu sua tela “Operários”, na qual retrata a enorme diversidade étnica dos brasileiros que chegavam aos magotes para trabalhar nas fábricas de São Paulo. Hoje, mais de oito décadas depois, a tela de Tarsila poderia trazer alguns brasileiros humildes usando um chapéu de formatura, para simbolizar que até filhos de operários, em certos casos, podem concluir um curso universitário.

O avanço das cotas – A tela de Tarsila do Amaral (à esquerda) e a intervenção de Veja, com os chapéus de formatura: a universidade, pelo menos, abriu as portas.” ( Veja, 16/ 08/ 2017)
Sobre a ação da revista sobre a tela de Tarsila, é verdadeiro dizer-se que:
Questão 30 254277
UNIFESP 2018Tal vanguarda rompeu radicalmente com a ideia de arte como imitação da natureza, prevalecente na pintura europeia desde a Renascença. Seus principais adeptos abandonaram as noções tradicionais de perspectiva, tentando representar solidez e volume numa superfície bidimensional, sem converter pela ilusão a tela plana num espaço pictórico tridimensional. Múltiplos aspectos do objeto eram figurados simultaneamente; as formas visíveis eram analisadas e transformadas em planos geométricos, que eram recompostos segundo vários pontos de vista simultâneos. Tal vanguarda era e dizia ser realista, mas tratava-se de um realismo conceitual, e não óptico.
(Ian Chilvers (org). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.)
Uma pintura representativa da vanguarda à qual o texto se refere está reproduzida em:
Questão 10 211863
UEG 2018/1Observe a imagem e leia o poema a seguir

A imagem possui elementos visuais que dialogam com o poema por apresentarem aspectos constitutivos com formato de
Questão 24 14061891
UECE 2º Fase 1º Dia 2017/2Texto
Moderna e Eterna
Cem anos após inaugurar a primeira
exposição modernista do Brasil, que serviu
de embrião para a Semana de 1922, Anita
Malfatti ganha uma grande mostra, em São
[5] Paulo, sobre seu legado.
Uma semana após inaugurar aquela que
seria a primeira exposição de arte moderna
no Brasil, no dia 12 de dezembro de 1917,
Anita Malfatti (1889-1964) teve cinco telas
[10] devolvidas por seus compradores, além de
receber dezenas de bilhetes anônimos
falando mal de suas obras. O motivo? A
crítica feroz do influente escritor Monteiro
Lobato (1882-1948), que comparou o
[15] trabalho da paulistana “aos desenhos de
internos dos manicômios”. A mostra de
Malfatti serviu de embrião para a revolução
artística que culminaria na Semana de Arte
Moderna de 1922, protagonizada por ela,
[20] Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald
de Andrade, Menotti Del Picchia –
conhecidos como o Grupo dos Cinco. É em
comemoração a essa emblemática exposição
que o MAM de São Paulo inaugura no
[25] próximo dia 7 Anita Malfatti: 100 Anos de
Arte Moderna.
Graças à crítica de Lobato, Anita tornou-
se a mártir do modernismo brasileiro”,
explica a curadoura Regina Teixeira de
[30] Barros. Foi depois da publicação do artigo do
escritor que começaram a se reunir em torno
dela jovens poetas e artistas inconformados
com a linguagem tradicional que dominava o
cenário cultural da época. Apesar de ser mais
[35] discreta na forma de agir e se vestir que sua
amiga Tarsila, Anita não deixou de ganhar
notoriedade e reconhecimento em mercado
ainda dominado por homens.
Aos 20 anos mudou-se para a Alemanha,
[40] onde se apaixonou pelo expressionismo.
Depois seguiu para os Estados Unidos, terra
natal de sua mãe, pintora nas horas vagas e
a primeira a incentivar a filha a seguir o
sonho de ser artista. Casada com o
[45] engenheiro italiano Samuelli Malfatti,
Elizabeth Krug viajava com a filha desde
pequena pela Europa, não apenas para
iniciá-la no mundo das artes, mas por causa
de um problema congênito de Anita – uma
[50] atrofia no braço e na mão direita. Sem
grandes resultados no tratamento, a pintora
usava lenços coloridos para enconder a
malformação na mão – o que a levou a ter
uma bela coleção do acessório para diversas
[55] ocasiões.
Ela não se deixou abater. Aprendeu a
pintar com a mão esquerda, algo marcante
em sua personalidade. Conforme crescia,
experimentava voluntariamente a fome, a
[60] cegueira e a sede, na busca de sensações
físicas de “superação do eu”, como ela
mesma descrevia. Um dos fatos
insuperáveis, no entanto, foi sua paixão nem
tão secreta assim pelo grande amigo Mário
[65] de Andrade. Homossexual convicto, o
modernista nunca correspondeu (sic) o amor
de Anita. Após a Semana de 1922 (e apesar
de sua profunda admiração pela amiga),
Mário decidiu não apoiá-la quando, nas
[70] décadas de 30 e 40, a artista decidiu
inspirar-se nas pinturas da academia em
suas novas produções. “Ela fraquejou, sua
mão, indecisa, se perdeu”, comentou ele à
época. Mário recusou também as pinturas de
[75] Anita para o Salão de Belas Artes, o que
provocou uma fissura na relação dos dois.
“Ele foi um dos críticos que não assimilou
que o modernismo não era apenas feito de
ruptura à tradição, mas também [de] uma
[80] reflexão sobre o passado, algo que Anita
conseguiu colocar de forma magistral em
suas pinturas”, explica Regina.
Entre as poucas obras que mostram a
amizade do Grupo dos Cinco, a mais
[85] conhecida é certamente um desenho
homônimo assinado por Anita, destaque da
mostra de São Paulo. Nele a pintora e Mário
aparecem tocando piano, enquanto Tarsila,
Oswald e Menotti estão deitados. A cena
[90] mostra o ambiente genuíno no qual a
Semana de Arte Moderna de 1922 nasceu,
resume a curadora.
(Ana Carolina Ralston. Vogue. Fevereiro de 2016. p. 86-87.)
A real responsabilidade pelo fracasso da exposição de Anita Malfatti deve-se
Questão 44 13063418
UECE 2ª Fase 1° Dia 2017/1GRITO
Quadro que fundou o expressionismo nasceu de um ataque de pânico.
1 Edvard Munch nasceu em 1863, mesmo
2 ano em que O piquenique no bosque, de
3 Édouard Manet, era exposto no Salão dos
4 Rejeitados, chamando a atenção para um
5 movimento que nem nome tinha ainda. Era o
6 impressionismo, superando séculos de pintura
7 acadêmica. Os impressionistas deixaram o
8 realismo para a fotografia e se focaram no que
9 ela não podia mostrar: as sensações, a parte
10 subjetiva do que se vê.
11 Crescendo durante essa revolução, Munch
12 – que, aliás, também seria fotógrafo – achava a
13 linguagem dos impressionistas superficial e
14 científica, discreta demais para expressar o que
15 sentia. E ele sentia: Munch tinha uma história
16 familiar trágica: perdeu a mãe e uma irmã na
17 infância, teve outra irmã que passou a vida em
18 asilos psiquiátricos. Tornou-se artista sob forte
19 oposição do pai, que morreria quando Munch
20 tinha 25 anos e o deixaria na pobreza. O artista
21 sempre viveu na boemia, entre bebedeiras,
22 brigas e romances passageiros, tornando-se
23 amigo do filósofo niilista Hans Jæger, que
24 acreditava que o suicídio era a forma máxima
25 da libertação.
26 Fruto de suas obsessões, O Grito não foi
27 seu primeiro quadro, mas o que o tornaria
28 célebre. A inspiração veio do que parece ter
29 sido um ataque de pânico, que ele escreveu em
30 seu diário, pouco mais de um ano antes do
31 quadro: “Estava andando por um caminho com
32 dois amigos – o sol estava se pondo – quando,
33 de repente, o sol tornou-se vermelho como o
34 sangue. Eu parei, sentindo-me exausto, e me
35 encostei na cerca – havia sangue e línguas de
36 fogo sobre o fiorde negro e a cidade. Meus
37 amigos continuaram andando, e eu fiquei lá,
38 tremendo de ansiedade – e senti um grito
39 infinito atravessando a natureza”.
40 Ali nasceria um novo movimento artístico.
41 O Grito seria a pedra fundadora do
42 expressionismo, a principal vanguarda alemã
43 dos anos 1910 aos 1930.
(Aventuras na História)
A acepção do vocábulo “revolução” na linha 11 é
Questão 46 10082793
CEFSA Conhecimentos Gerais 2017/1Leia o texto acerca de uma pintura de Van Gogh (1853-1890).
É uma pintura de Vincent van Gogh feita em 1889 com a utilização da técnica óleo sobre tela. No quadro, observa-se uma paisagem que faz uma combinação de elementos reais com as lembranças de Van Gogh, como uma típica igreja da Holanda, com sua torre pontiaguda. O vilarejo apresenta-se ao longe, com casas bem pequenas, contrastando densamente com o grande cipreste* visto em primeiro plano. Uma das características marcantes da obra é a diferença entre o céu turbulento e cheio de curvas e a tranquilidade do vilarejo. “A noite é muito mais viva e colorida do que o dia”, disse o pintor ao se referir à obra.
(Felipe Araújo. www.infoescola.com. Adaptado)
* espécie de árvore de grande porte.
O texto faz referência à seguinte pintura:
06
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