Questões de Arte
3.523 Questões
Questão 58 14525160
UPE SSA 3ª Fase - 2º Dia 2024O movimento armorial, criado pelo escritor Ariano Suassuna, tem suas origens culturais baseadas no estilo literário ibérico-medieval.
Além disso, esse movimento artístico-cultural buscou agregar as produções artísticas dos romanceiros populares do Nordeste, que
Questão 40 14507641
UPE SSA 2ª Fase - 1º Dia 2024Leia o texto a seguir.
Leão do Norte
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou um boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba, ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo num baque solto de um Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca no Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira pra Nova Jerusalém
Sou Luiz Gonzaga, eu sou do mangue também
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte
[...]
LEÃO do norte. Intérprete: Elba Ramalho. Compositores: Oswaldo Lenine Macedo Pimentel e Paulo Cesar Francisco Pinheiro. São Paulo: Ariola Records, 1996. CD (4:01).
Esse trecho da música cantada por Elba Ramalho descreve um tipo de saber presente na vida cultural do Nordeste.
Essa diversidade de saberes apresentada no texto deve ser compreendida como
Questão 7 14473741
UNEB Dia 1 2024Os berimbaus comandam os golpes, variados e terríveis: meia-lua, rasteira, cabeçada, rabo de arraia, aú com rolê, aú de cambaleão, açoite, bananeira, galopante, martelo, escorão, chibata armada, cutilada, boca de siri, boca de calça, chapa de frente, chapa de costas e chapa de pé. Os rapazes jogam ao som dos berimbaus, na louca geografia dos toques: São Bento Grande, São Bento Pequeno, Santa Maria, Cavalaria, Amazonas, Angola, Angola Dobrada, Angola Pequena, Apanhe a Laranja no Chão Tico-Tico, Iúna, Samongo e Cinco Salomão — e tem mais, oxente!, ora se tem: aqui nesse território a capoeira angola se enriqueceu e transformou: sem deixar de ser luta, foi balé. A agilidade de mestre Budião é inaudita: haverá gato tão destro, leve e imprevisto? Salta para os lados e para trás, jamais adversário algum conseguirá tocá-lo. No recinto da escola demonstraram valor e competência, todo o seu saber, os grandes mestres: Querido de Deus, Saveirista, Chico da Barra, Antônio Maré, Zacaria Grande, Piroca Peixoto, Sete Mortes, Bigode de Seda, Pacífico do Rio Vermelho, Bom Cabelo, Vicente Pastinha, Doze Homens, Tiburcinho de Jaguaribe, Chico Me Dá, Nô da Empresa, e Barroquinha:
Menino, quem foi seu mestre?
Meu mestre foi Barroquinha
Barba ele não tinha
Metia o facão na polícia
E paisano tratava bem
Um dia chegaram os coreógrafos e encontraram os passos do balé. Vieram os compositores, de todas as bossas, os decentes e os vigaristas, e para todos há e sobra, então não é? Aqui, no território do Pelourinho, nessa universidade livre, na criação do povo nasce a arte. Noite adentro, os alunos cantam:
Ai, ai, Aidé
Jogo bonito que eu quero aprendê
Ai, ai, Aidé
Os professores estão em cada casa, em cada tenda, em cada oficina. No mesmo prédio da escola de Budião, num pátio interno, ensaiou e preparou-se para o desfile o Afoxé dos Filhos da Bahia e ali tem sua sede o Terno da Sereia, sob o comando do moço Valdeloir, um porreta em folias de pastoril e Carnaval: sobre capoeira sabe tudo e lhe acrescentou golpes e toques quando abriu sua própria escola, no Tororó. No grande pátio se estabeleceu também o samba de roda, aos sábados e domingos, e nele se exibe o negro Ajaiy, rival de Lídio Corró no posto de embaixador de afoxé, mas único e absoluto na roda de samba, seu ritmista principal, seu maior coreógrafo. São vários os riscadores de milagres, a traçá-los no óleo, nas tintas de água e cola, no lápis de cor. Quem fez promessa a Nosso Senhor do Bonfim, a Nossa Senhora das Candeias, a outro santo qualquer, e foi atendido, mereceu graça, benefício, vem às tendas dos riscadores de milagres para lhes encomendar um quadro a ser pendurado na igreja, em grato pagamento. Esses pintores primitivos chamam-se João Duarte da Silva, mestre Licídio Lopes, mestre Queiroz, Agripiniano Barros, Raimundo Fraga. Mestre Licídio abre também gravuras na madeira, capas para folhetos da literatura de cordel.
Trovadores, violeiros, repentistas, autores de pequenas brochuras, compostas e impressas na tipografia de mestre Lídio Corró e em outras desprovidas oficinas, vendem a cinquenta réis e a tostão o romance e a poesia no livre território.
São poetas, panfletários, cronistas, moralistas. Noticiam e comentam a vida da cidade, pondo em rimas cada acontecido e as inventadas histórias, umas e outras de espantar: "A donzela do barbalho que enfiou uma banana" ou "A princesa Maricruz e o cavaleiro do ar". Protestam e criticam, ensinam e divertem, de quando em vez criam um verso surpreendente.
https://www.terra.com.br/diversao/infograficos/jorge-amado-centenario/ pdf/tenda-dos-milagres.pdf
O escritor Jorge Amado, em sua obra "Tenda dos Milagres", traz à tona uma reflexão:
Questão 2 14473601
UNEB Dia 1 2024Os berimbaus comandam os golpes, variados e terríveis: meia-lua, rasteira, cabeçada, rabo de arraia, aú com rolê, aú de cambaleão, açoite, bananeira, galopante, martelo, escorão, chibata armada, cutilada, boca de siri, boca de calça, chapa de frente, chapa de costas e chapa de pé. Os rapazes jogam ao som dos berimbaus, na louca geografia dos toques: São Bento Grande, São Bento Pequeno, Santa Maria, Cavalaria, Amazonas, Angola, Angola Dobrada, Angola Pequena, Apanhe a Laranja no Chão Tico-Tico, Iúna, Samongo e Cinco Salomão — e tem mais, oxente!, ora se tem: aqui nesse território a capoeira angola se enriqueceu e transformou: sem deixar de ser luta, foi balé. A agilidade de mestre Budião é inaudita: haverá gato tão destro, leve e imprevisto? Salta para os lados e para trás, jamais adversário algum conseguirá tocá-lo. No recinto da escola demonstraram valor e competência, todo o seu saber, os grandes mestres: Querido de Deus, Saveirista, Chico da Barra, Antônio Maré, Zacaria Grande, Piroca Peixoto, Sete Mortes, Bigode de Seda, Pacífico do Rio Vermelho, Bom Cabelo, Vicente Pastinha, Doze Homens, Tiburcinho de Jaguaribe, Chico Me Dá, Nô da Empresa, e Barroquinha:
Menino, quem foi seu mestre?
Meu mestre foi Barroquinha
Barba ele não tinha
Metia o facão na polícia
E paisano tratava bem
Um dia chegaram os coreógrafos e encontraram os passos do balé. Vieram os compositores, de todas as bossas, os decentes e os vigaristas, e para todos há e sobra, então não é? Aqui, no território do Pelourinho, nessa universidade livre, na criação do povo nasce a arte. Noite adentro, os alunos cantam:
Ai, ai, Aidé
Jogo bonito que eu quero aprendê
Ai, ai, Aidé
Os professores estão em cada casa, em cada tenda, em cada oficina. No mesmo prédio da escola de Budião, num pátio interno, ensaiou e preparou-se para o desfile o Afoxé dos Filhos da Bahia e ali tem sua sede o Terno da Sereia, sob o comando do moço Valdeloir, um porreta em folias de pastoril e Carnaval: sobre capoeira sabe tudo e lhe acrescentou golpes e toques quando abriu sua própria escola, no Tororó. No grande pátio se estabeleceu também o samba de roda, aos sábados e domingos, e nele se exibe o negro Ajaiy, rival de Lídio Corró no posto de embaixador de afoxé, mas único e absoluto na roda de samba, seu ritmista principal, seu maior coreógrafo. São vários os riscadores de milagres, a traçá-los no óleo, nas tintas de água e cola, no lápis de cor. Quem fez promessa a Nosso Senhor do Bonfim, a Nossa Senhora das Candeias, a outro santo qualquer, e foi atendido, mereceu graça, benefício, vem às tendas dos riscadores de milagres para lhes encomendar um quadro a ser pendurado na igreja, em grato pagamento. Esses pintores primitivos chamam-se João Duarte da Silva, mestre Licídio Lopes, mestre Queiroz, Agripiniano Barros, Raimundo Fraga. Mestre Licídio abre também gravuras na madeira, capas para folhetos da literatura de cordel.
Trovadores, violeiros, repentistas, autores de pequenas brochuras, compostas e impressas na tipografia de mestre Lídio Corró e em outras desprovidas oficinas, vendem a cinquenta réis e a tostão o romance e a poesia no livre território.
São poetas, panfletários, cronistas, moralistas. Noticiam e comentam a vida da cidade, pondo em rimas cada acontecido e as inventadas histórias, umas e outras de espantar: "A donzela do barbalho que enfiou uma banana" ou "A princesa Maricruz e o cavaleiro do ar". Protestam e criticam, ensinam e divertem, de quando em vez criam um verso surpreendente.
https://www.terra.com.br/diversao/infograficos/jorge-amado-centenario/ pdf/tenda-dos-milagres.pdf
O Modernismo chegou ao Brasil em 1922, com a Semana de Arte Moderna. A escola literária surgiu em um cenário muito conturbado, em virtude das transformações pelas quais o mundo passava.
Com base nesse contexto histórico, afirma-se que o Modernismo:
Questão 12 14440601
ENEM PPL 1° Dia (Amarelo) 2024TEXTO I

LORCA, G. À procura de emprego. Fotografia. 1949.
Disponível em: www.livrariacultura.com.br. Acesso em: 18 jun. 2019.
TEXTO II
A maestria da luz
Sombras duras recortadas contra uma parede de São Paulo, uma São Paulo irreconhecível, de superfícies de concreto limpas e lajotas impecáveis — sem nenhum papel, sem nenhuma sujeira. O título da obra, À procura de emprego (1949), explica a intensidade desses personagens que parecem querer mergulhar entre as páginas do Diário Popular — o jornal que, na época, oferecia a maior quantidade de anúncios com oportunidades de trabalho.
DURAN, J. R. Disponível em: www.livrariacultura.com.br. Acesso em: 18 jun. 2019 (adaptado).
O texto de J. R. Duran confere força expressiva à fotografia de German Lorca, produzida na década de 1940, ao
Questão 5 14021169
UEA - SIS 2º Serie 2025/2027 2024
Na medida em que retrata a dureza da vida rural, a pintura A morte e o lenhador, do artista francês Jean-François Millet (1814-1875), assume uma dimensão de crítica social. Nesse sentido, a pintura de Millet acaba por dialogar, sobretudo, com o movimento
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