Questões de Sociologia
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Questão 4 7334412
UNIPAM 2010/2CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA
A espécie humana, não sendo biologicamente determinada para agir no mundo, conta, entretanto, com a capacidade de pensar sobre a realidade e de construir significados para a natureza, para o tempo e o espaço, bem como para os outros seres humanos e todas as suas obras. A essa construção simbólica, que vai guiar toda a ação humana, dá-se o nome de cultura. Cultura, portanto, é o modo como indivíduos e comunidades respondem às suas necessidades e aos seus desejos simbólicos.
A cultura, assim entendida, engloba a língua que falamos, as idéias de um grupo, as crenças, os costumes, os códigos, as instituições, as ferramentas, a arte, a religião, a ciência, enfim, todas as esferas da atividade humana. Mesmo as necessidades básicas da espécie – como a reprodução e a alimentação – são realizadas de acordo com regras, usos e costumes de cada cultura particular. O preparo dos alimentos, por exemplo, seguirá normas específicas para aqueles que são consumidos crus e para os que devem ser cozidos; o tipo de tempero que será usado; o que pode ser misturado em uma mesma refeição. O peixe é consumido cru na cultura japonesa, peruana e dinamarquesa; no nordeste do Brasil, o uso do coentro é mais comum do que a salsinha, como tempero; a cultura judaica ortodoxa proíbe que se misturem carnes com leite ou seus derivados, necessitando até de vasilhas separadas para guardá-los. Com a língua se dá algo semelhante. No Brasil, por exemplo, apesar de todos falarem português, cada região tem um vocabulário específico, que responde às necessidades comunicativas locais: aipim, mandioca e macaxeira são termos que designam o mesmo alimento, em regiões diferentes do país.
A função da cultura é tornar a vida segura e contínua para a sociedade humana. Ela é o “cimento” que dá unidade a um certo grupo de pessoas que divide os mesmos usos e costumes, os mesmos valores.
Desse ponto de vista, portanto, podemos dizer que tudo o que faz parte do mundo humano é cultura e que todos nós somos cultos, pois dominamos a cultura do nosso grupo, seja ele urbano ou rural, indígena ou de outra etnia, de uma ou de outra crença religiosa ou de qualquer outro tipo. Na verdade, não há distinção hierárquica entre as culturas, uma vez que, como já dissemos, cada uma responde às necessidades e aos desejos simbólicos do grupo. Quando essas necessidades são complexas, a cultura também é complexa; quando as necessidades são mais básicas, a cultura é menos complexa.
Segundo Marilena Chaui, o momento da separação entre natureza e cultura é o do surgimento da lei humana, em substituição à lei natural. “A lei humana é um imperativo social que organiza toda a vida dos indivíduos e da comunidade, determinando o modo como são criados os costumes, como são transmitidos de geração em geração, como fundam as instituições sociais (religião, família, formas de trabalho, guerra e paz, distribuição das tarefas, formas de poder etc.). A lei não é uma simples proibição para certas coisas e obrigação para outras, mas é a afirmação de que os humanos são capazes de criar uma ordem de existência que não é simplesmente natural (física ou biológica). Esta ordem é a ordem simbólica.”
Uma vez que o símbolo ocupa o lugar de uma coisa que não está presente, é por meio dele que nos relacionamos com o que está fisicamente ausente, seja o passado e o futuro, as coisas e as pessoas distantes espacialmente ou os entes criados pela fantasia e imaginação.
(ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de filosofia. 3 ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2005, p. 21-22.
Assinale a alternativa em que as transformações sugeridas mantêm o sentido do fragmento selecionado.
Questão 3 7334411
UNIPAM 2010/2CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA
A espécie humana, não sendo biologicamente determinada para agir no mundo, conta, entretanto, com a capacidade de pensar sobre a realidade e de construir significados para a natureza, para o tempo e o espaço, bem como para os outros seres humanos e todas as suas obras. A essa construção simbólica, que vai guiar toda a ação humana, dá-se o nome de cultura. Cultura, portanto, é o modo como indivíduos e comunidades respondem às suas necessidades e aos seus desejos simbólicos.
A cultura, assim entendida, engloba a língua que falamos, as idéias de um grupo, as crenças, os costumes, os códigos, as instituições, as ferramentas, a arte, a religião, a ciência, enfim, todas as esferas da atividade humana. Mesmo as necessidades básicas da espécie – como a reprodução e a alimentação – são realizadas de acordo com regras, usos e costumes de cada cultura particular. O preparo dos alimentos, por exemplo, seguirá normas específicas para aqueles que são consumidos crus e para os que devem ser cozidos; o tipo de tempero que será usado; o que pode ser misturado em uma mesma refeição. O peixe é consumido cru na cultura japonesa, peruana e dinamarquesa; no nordeste do Brasil, o uso do coentro é mais comum do que a salsinha, como tempero; a cultura judaica ortodoxa proíbe que se misturem carnes com leite ou seus derivados, necessitando até de vasilhas separadas para guardá-los. Com a língua se dá algo semelhante. No Brasil, por exemplo, apesar de todos falarem português, cada região tem um vocabulário específico, que responde às necessidades comunicativas locais: aipim, mandioca e macaxeira são termos que designam o mesmo alimento, em regiões diferentes do país.
A função da cultura é tornar a vida segura e contínua para a sociedade humana. Ela é o “cimento” que dá unidade a um certo grupo de pessoas que divide os mesmos usos e costumes, os mesmos valores.
Desse ponto de vista, portanto, podemos dizer que tudo o que faz parte do mundo humano é cultura e que todos nós somos cultos, pois dominamos a cultura do nosso grupo, seja ele urbano ou rural, indígena ou de outra etnia, de uma ou de outra crença religiosa ou de qualquer outro tipo. Na verdade, não há distinção hierárquica entre as culturas, uma vez que, como já dissemos, cada uma responde às necessidades e aos desejos simbólicos do grupo. Quando essas necessidades são complexas, a cultura também é complexa; quando as necessidades são mais básicas, a cultura é menos complexa.
Segundo Marilena Chaui, o momento da separação entre natureza e cultura é o do surgimento da lei humana, em substituição à lei natural. “A lei humana é um imperativo social que organiza toda a vida dos indivíduos e da comunidade, determinando o modo como são criados os costumes, como são transmitidos de geração em geração, como fundam as instituições sociais (religião, família, formas de trabalho, guerra e paz, distribuição das tarefas, formas de poder etc.). A lei não é uma simples proibição para certas coisas e obrigação para outras, mas é a afirmação de que os humanos são capazes de criar uma ordem de existência que não é simplesmente natural (física ou biológica). Esta ordem é a ordem simbólica.”
Uma vez que o símbolo ocupa o lugar de uma coisa que não está presente, é por meio dele que nos relacionamos com o que está fisicamente ausente, seja o passado e o futuro, as coisas e as pessoas distantes espacialmente ou os entes criados pela fantasia e imaginação.
(ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de filosofia. 3 ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2005, p. 21-22.
Do ponto de vista antropológico, a cultura só NÃO é
Questão 33 4710944
UERN 2010 A licença [maternidade] de seis meses atende a recomendações médicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mãe deve amamentar o bebê por, pelo menos, 6 meses e, preferencialmente, até os 2 anos. Estudos mostram que a amamentação e a dedicação da mãe são fundamentais para a saúde e para o desenvolvimento, tanto físico quanto emocional, do bebê. O aleitamento supre as necessidades de nutrientes e sais minerais nessa fase da criança, além de colaborar para a formação de seu sistema imunológico, prevenindo alergias, obesidade e intolerâncias alimentares. “É importante que a criança mame no peito, sinta a pele da mãe, olhe nos olhos dela. Isso ajuda no seu desenvolvimento cognitivo”, diz Dioclécio Campos, presidente da SBP.
Mas há quem diga que a ampliação do benefício pode atrapalhar a mulher profissionalmente e prejudicá-la na hora de disputar uma vaga com um homem. Além disso, muitos empresários consideram um luxo manter uma funcionária afastada por tanto tempo. “Empregadas e empregadores não têm noção dos benefícios desses seis meses de integração total entre mãe e filho”, diz a senadora. “Gastamos R$ 5 bilhões por ano com internações no Sistema Único de Saúde de crianças de até 5 anos e, hoje, sabemos que a amamentação até os 6 meses reduz casos de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças.” O sonho de Patrícia é ampliar o benefício a todas as brasileiras. “Ainda precisamos vencer o preconceito”, diz.
(JORDÃO, 2009, p. 56).
A questão social provocou uma situação de extrema pobreza e exploração da classe trabalhadora. A conquista de direitos trabalhistas foi lenta. Contudo, os direitos alcançados não podem ser considerados uma garantia definitiva.
Ao longo da história recente, esses direitos sociais
Questão 37 1482036
ESA 2010Quanto aos trabalhadores do campo, os posseiros são ocupantes de terras
Questão 30 1366547
UFAL 2010A vida social requer regras e tradições. Há renovações políticas, desacordos, transgressões, mas a ética deve alimentar a convivência e a construção de valores que transcendam a desigualdade entre as pessoas.
Nessa perspectiva, a conquista da cidadania é:
Questão 41 440488
UCPEL Inverno 2010A RAS (República da África do Sul) é a sede do mundial de futebol de 2010; nesse mesmo local, também teve origem o apartheid. Sobre esse assunto, considere as afirmativas:
I – O apartheid foi criado pela classe dominante, a qual determinou que os negros não tinham direito ao voto, nem à propriedade da terra na África do Sul.
II – De acordo com o apartheid, os negros precisavam de um passaporte especial para entrar em determinados locais (as denominadas zonas brancas da África do Sul).
III – O Congresso Nacional Africano (CNA) e o Partido Comunista da África do Sul (PCAS) eram as principais organizações que lutavam contra o apartheid.
IV – Muito embora o apelo dos Estados Unidos, a Inglaterra e a União Soviética mantinham forte apoio ao anticapitalismo e ao regime discriminatório vigente na África do Sul.
As afirmativas corretas são
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