Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 18 90371
UEFS Caderno 2 2011/1
Apesar de sua origem remontar a grupos étnicos específicos da África, na Bahia, o candomblé se caracterizou por um movimento crescente de mistura cultural, étnica, racial e social. Isso começou entre os próprios africanos de diferentes etnias.
Documentos relativos ao fim do século XVIII e à primeira metade do século XIX, ainda que escassos, sugerem a formação de identidades étnicas a partir dessa mistura. Em 1785, por exemplo, seis africanos foram presos em um calundu na vila de Cachoeira, no Recôncavo, onde danças, batuques e cantos eram frequentes.
Foram identificados por uma testemunha africana no inquérito policial como dois “marris”, dois “jejes”, um “dagomé” e um “tapá” (termo yorubá que se usava, na Bahia, para designar os nupes, povo da África ocidental. (REIS, 2005, p. 28).
De acordo com o texto, o candomblé, uma das expressões religiosas do Brasil, caracteriza-se por ser
Questão 5 90298
UEFS Caderno 1 2011/1TEXTO:
O advento do homem-massa

Na decadente conjuntura da degradação cultural
promovida pelo nivelamento vulgar das qualidades
humanas, vivemos sob o jugo da “ditadura da
massificação”, na qual se diluem todo destaque pessoal,
[5] todo brilho singular.
As inúmeras transformações sociais e valorativas
ocorridas na modernidade oitocentista a partir da queda
do ideário aristocrático e sua substituição pela visão de
mundo burguesa trouxeram consigo um projeto cultural
[10] de instauração da noção de “igualdade” na esfera política,
econômica ou social. Todavia, o projeto moderno de
estabelecimento da “igualdade” humana se revelou uma
farsa, pois nenhum ser humano manifesta qualquer tipo
de característica semelhante a outrem e, se falamos de
[15] “igualdade”, estamos certamente estabelecendo uma
redução simbólica da condição individual.
Ortega y Gasset foi um dos principais filósofos a
problematizar a questão da massificação da cultura na
modernidade ocidental e suas diversas implicações na
[20] esfera simbólica e social da vida humana.
É importante destacar que a configuração valorativa
do “homem-massa” não segue parâmetros sociais ou
econômicos específicos, mas a análise da existência
ou não de uma nobreza de espírito interior. Assim, uma
[25] pessoa detentora de posses materiais, caso avalie sua
existência pelos parâmetros quantitativos da ganância,
da falta de finesse e da degradação do gosto cultural,
associa-se ao grupo dos “homens-massa”; por sua vez,
uma pessoa desprovida de instrução formal e de bens
[30] materiais, mas que é dotada de espírito avaliativo e
sensibilidade cultural para apreciar aquilo que é belo ou
sublime, se encontra longe da esfera vulgar da tipologia
da massa, caracterizada justamente pela ausência de
critérios seletivos em suas avaliações. Para Ortega y
[35] Gasset, “massa é todo aquele que não atribui a si
mesmo um valor — bom ou mau — por razões especiais,
mas que se sente como todo ‘mundo’ e, certamente,
não se angustia com isso, sente-se bem por ser idêntico
aos demais”.
BITTENCOURT, Renato Nunes. O advento do homem-massa. Disponível em: < http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/52/o-adventodo-homem-massa-na-decadente-conjuntura-da-degradacao-cultural-187560-1.asp>. Acesso em: nov. 2010. Adaptado.
Considerando-se a organização do texto, é correto o que se afirma em
Questão 13 90089
UEFS Caderno 1 2011/2
A charge em destaque foi retirada de uma edição histórica do Jornal Estado de São Paulo. No entanto tematiza um problema que parece atemporal.
Ela denuncia principalmente
Questão 2 90078
UEFS Caderno 1 2011/2TEXTO:
O equívoco de uma nova lei de imprensa
A cultura brasileira é a de que todos os problemas
sociais podem ser consertados por meio da edição de
alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis
por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de
5 felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto
ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo,
sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos
de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar
penalidades, restringir liberdades, como se fossem
10 saídas mágicas para impedir a recorrência dos males.
Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais
intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o
compõem são consideradas exemplares pelo mundo
afora. O problema é que, com frequência, muitas
15 simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de
pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por
desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção.
Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa
lei não pegou” para explicar por que determinada
20 legislação, embora vigente, simplesmente não se
cumpre.
O fato é que há enorme simpatia social por leis
que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no
Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a
25 maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta
liberdade de expressão para o seu próprio discurso e
absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso
de seus oponentes, adversários ou inimigos.
Se alguém se sente prejudicado por palavras, que
30 recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos
com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás,
já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de
governantes em comparação com governados: o artigo
141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra
35 a honra do presidente da República e chefe de governo
estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em
razão de suas funções”.
É quase inacreditável que jornais e jornalistas
se unam para pedir que o Estado seja dotado de
40 instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais
porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo
lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão
não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira
como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei
45 de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram
porque a sociedade, atualmente, não admite sua
aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea
constitucional que promulgasse a mais total garantia
de liberdade de expressão se houvesse um consenso
50 nacional de que a censura é necessária. Se isso
ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na
Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer
maneira, de um jeito ou de outro.
SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. Disponível em: . Acesso em: maio 2011. Adaptado.
Sobre o texto, está correto o que se afirma em
Questão 1 90077
UEFS Caderno 1 2011/2TEXTO:
O equívoco de uma nova lei de imprensa
A cultura brasileira é a de que todos os problemas
sociais podem ser consertados por meio da edição de
alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis
por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de
5 felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto
ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo,
sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos
de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar
penalidades, restringir liberdades, como se fossem
10 saídas mágicas para impedir a recorrência dos males.
Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais
intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o
compõem são consideradas exemplares pelo mundo
afora. O problema é que, com frequência, muitas
15 simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de
pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por
desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção.
Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa
lei não pegou” para explicar por que determinada
20 legislação, embora vigente, simplesmente não se
cumpre.
O fato é que há enorme simpatia social por leis
que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no
Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a
25 maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta
liberdade de expressão para o seu próprio discurso e
absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso
de seus oponentes, adversários ou inimigos.
Se alguém se sente prejudicado por palavras, que
30 recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos
com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás,
já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de
governantes em comparação com governados: o artigo
141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra
35 a honra do presidente da República e chefe de governo
estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em
razão de suas funções”.
É quase inacreditável que jornais e jornalistas
se unam para pedir que o Estado seja dotado de
40 instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais
porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo
lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão
não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira
como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei
45 de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram
porque a sociedade, atualmente, não admite sua
aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea
constitucional que promulgasse a mais total garantia
de liberdade de expressão se houvesse um consenso
50 nacional de que a censura é necessária. Se isso
ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na
Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer
maneira, de um jeito ou de outro.
SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. Disponível em: . Acesso em: maio 2011. Adaptado.
A leitura do texto permite afirmar:
Questão 54 88490
UNCISAL 3° Dia 2011Assinale a alternativa que contém o conceito de sociedade utilizado por Horkheimer e Adorno.
06
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