Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 52 76561
UFU 1° Dia 2013/2Na parte mais tardia de sua carreira, Comte elaborou planos ambiciosos para a reconstrução da sociedade francesa em particular, e para as sociedades humanas em geral, baseado no seu ponto de vista sociológico. Ele propôs o estabelecimento de uma “religião da humanidade”, que abandonaria a fé e o dogma em favor de um fundamento científico. A Sociologia estaria no centro dessa nova religião
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 28.
Com base nessa assertiva, Comte aponta para o papel da Sociologia como ciência fundamental para a compreensão
Questão 51 76560
UFU 1° Dia 2013/2Ao contrário de outros pensadores sociológicos anteriores, Weber acreditava que a Sociologia deveria se concentrar na ação social e não nas estruturas
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 33.
De acordo com esta assertiva, Weber considera que
Questão 22 75878
ENEM 1° Dia (Branca) 2013Um trabalhador em tempo flexível controla o local do trabalho, mas não adquire maior controle sobre o processo em si. A essa altura, vários estudos sugerem que a supervisão do trabalho é muitas vezes maior para os ausentes do escritório do que para os presentes. O trabalho é fisicamente descentralizado e o poder sobre o trabalhador, mais direto.
SENNETT, R. A corrosão do caráter: consequências pessoais do novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999 (adaptado).
Comparada à organização do trabalho característica do taylorismo e do fordismo, a concepção de tempo analisada no texto pressupõe que
Questão 15 75871
ENEM 1° Dia (Branca) 2013Vida social sem internet?

Disponível em: http://tv-video-edc.blogspot.com. Acesso em: 30 maio 2010.
A charge revela uma crítica aos meios de comunicação, em especial à internet, porque
Questão 25 49661
USF 2013/1Fragilidade moral
Ainda que sejam condenados todos os réus do mensalão cujas responsabilidades forem apuradas e reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ficará para o país uma incômoda sensação de fragilidade moral de uma parcela considerável do Congresso, que se revelou vulnerável à compra de votos por parte de representantes do Executivo. O golpe do STF na impunidade, certamente, ajuda a reduzir o espaço para a imoralidade, ao desfazer a ideia de vale-tudo na política e, ao mesmo tempo, definir parâmetros claros sobre até onde vão os limites legais da negociação, particularmente quando está em jogo a formação de complexas bases de apoio parlamentar. De qualquer forma, é essencial que também os legisladores e partidos políticos desenvolvam novos mecanismos de controle e de transparência para evitar a promiscuidade revelada pelo episódio em julgamento.
O Brasil, mesmo na condição de signatário de algumas das mais importantes convenções internacionais cujo compromisso é combater a corrupção, desperdiça cerca de R$ 7 bilhões a cada ano apenas com as perdas causadas por fraudes, nos cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os desvios em excesso, que fazem o país figurar em todos os rankings de nações nos quais a corrupção é um problema, são explicados em grande parte pela falta de leis mais rígidas contra corruptos e corruptores e pela pouca ou nenhuma disposição de homens públicos em levá-las a sério. Além disso, há a histórica dificuldade do Judiciário, que o julgamento do mensalão começa a atenuar, de punir beneficiários de mau uso de dinheiro público, particularmente quando ocorre o envolvimento de governantes e parlamentares.
Obviamente, o combate a deformações no uso de verbas governamentais depende não da quantidade de leis, mas da determinação de aplicá-las. É inaceitável, porém, que na Câmara e no Senado tramitem hoje 139 projetos de lei com a disposição de enfrentar de alguma forma essa chaga nacional, mas não haja o mínimo de disposição do conjunto de parlamentares em fazê-los andar. A única explicação para a resistência dos responsáveis pela elaboração de leis em aprovar as destinadas especificamente a moralizar o país só pode ser o temor de que elas possam se voltar contra eles mesmos.
Assim como os ministros do STF, também os políticos e dirigentes de agremiações partidárias deveriam demonstrar maior empenho contra a corrupção, a começar pela imposição de critérios mais rígidos na seleção de candidatos. Essa, porém, é uma questão que vai depender de pressão constante por parte da sociedade, pois é improvável que os políticos, entre os quais costumam predominar interesses corporativistas e até mesmo financeiros, se disponham a enfrentá-la por vontade própria.
Zero Hora. Editorial. 21 set. 2012.
Além da herança judicial, que, possivelmente, o julgamento do mensalão legará à sociedade brasileira, o texto explicita outra herança:
Questão 23 49659
USF 2013/1Fragilidade moral
Ainda que sejam condenados todos os réus do mensalão cujas responsabilidades forem apuradas e reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ficará para o país uma incômoda sensação de fragilidade moral de uma parcela considerável do Congresso, que se revelou vulnerável à compra de votos por parte de representantes do Executivo. O golpe do STF na impunidade, certamente, ajuda a reduzir o espaço para a imoralidade, ao desfazer a ideia de vale-tudo na política e, ao mesmo tempo, definir parâmetros claros sobre até onde vão os limites legais da negociação, particularmente quando está em jogo a formação de complexas bases de apoio parlamentar. De qualquer forma, é essencial que também os legisladores e partidos políticos desenvolvam novos mecanismos de controle e de transparência para evitar a promiscuidade revelada pelo episódio em julgamento.
O Brasil, mesmo na condição de signatário de algumas das mais importantes convenções internacionais cujo compromisso é combater a corrupção, desperdiça cerca de R$ 7 bilhões a cada ano apenas com as perdas causadas por fraudes, nos cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os desvios em excesso, que fazem o país figurar em todos os rankings de nações nos quais a corrupção é um problema, são explicados em grande parte pela falta de leis mais rígidas contra corruptos e corruptores e pela pouca ou nenhuma disposição de homens públicos em levá-las a sério. Além disso, há a histórica dificuldade do Judiciário, que o julgamento do mensalão começa a atenuar, de punir beneficiários de mau uso de dinheiro público, particularmente quando ocorre o envolvimento de governantes e parlamentares.
Obviamente, o combate a deformações no uso de verbas governamentais depende não da quantidade de leis, mas da determinação de aplicá-las. É inaceitável, porém, que na Câmara e no Senado tramitem hoje 139 projetos de lei com a disposição de enfrentar de alguma forma essa chaga nacional, mas não haja o mínimo de disposição do conjunto de parlamentares em fazê-los andar. A única explicação para a resistência dos responsáveis pela elaboração de leis em aprovar as destinadas especificamente a moralizar o país só pode ser o temor de que elas possam se voltar contra eles mesmos.
Assim como os ministros do STF, também os políticos e dirigentes de agremiações partidárias deveriam demonstrar maior empenho contra a corrupção, a começar pela imposição de critérios mais rígidos na seleção de candidatos. Essa, porém, é uma questão que vai depender de pressão constante por parte da sociedade, pois é improvável que os políticos, entre os quais costumam predominar interesses corporativistas e até mesmo financeiros, se disponham a enfrentá-la por vontade própria.
Zero Hora. Editorial. 21 set. 2012.
O texto permite ao leitor perceber que há um paradoxo evidente no Brasil.
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