Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 78 110913
UEMA PAES 2013
Leia o fragmento a seguir:
Não é de hoje que a crítica justa e necessária aos excessos do capitalismo é apenas um aperitivo para a negação total e utópica do sistema. Sob esse ponto de vista, tem razão quem acha que a presidente Dilma precisou de coragem para anunciar a adoção de práticas de livre mercado em seu governo, por meio de associações com empresas privadas dentro da regra do jogo de mercado [...]. É preciso ter coragem para celebrar o capitalismo, sistema econômico que está longe de ser perfeito, mas, a exemplo da democracia na política, é melhor do que todos os demais.
VEJA. São Paulo: Abril, 15 ago. 2012.
As características do capitalismo como sistema político-econômico são
Questão 77 110912
UEMA PAES 2013
O Bumba meu boi é considerado como uma das manifestações de cultura popular mais expressivas do Maranhão, reconhecido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) como Patrimônio Cultural do Brasil. As mudanças inerentes a essa manifestação sofrem influências identificadas nos seguintes conceitos sociológicos:
Questão 76 110911
UEMA PAES 2013Leia o fragmento abaixo:
Quando exerço meus deveres de irmão, de marido ou de cidadão e ponho em prática os compromissos aos quais me empenhei, cumpro obrigações que estão definidas na lei e no costume e que são externas a mim mesmo e às minhas ações. [...] os sistemas de sinais que emprego para expressar meus pensamentos, o sistema monetário que uso para pagar minhas dívidas e os instrumentos de crédito que utilizo em minhas relações comerciais, as práticas que sigo em minha profissão, etc. – tudo funciona independente do modo como os aproveito.
DURKHEIM, É. As regras do método sociológico. São Paulo: Abril Cultural, 1996.
De acordo com o fragmento do texto de Durkheim, as características de fatos sociais são as seguintes:
Questão 75 110910
UEMA PAES 2013Novas tecnologias, acirramento do processo de globalização interferem nas interações sociais, que assumem novas significações. A citação abaixo retrata um olhar sobre as implicações do reordenamento nas interações humanas:
Como um gigantesco ouroboros acéfalo e descontrolado, a humanidade curva-se anelarmente sob si mesma e tenta devorar sua própria cauda, misturando-se a suas tecnologias, absorvendo seus frutos, efetuando simbiogêneses de extrema complexidade com elas, inaugurando relações, instaurando políticas, constituindo o presente e o futuro. O humano, diante desta pós-modernidade tecnocêntrica e impositiva, revela-se pós-humano, e com seu sistema nervoso hiper-expandido pelas redes computacionais artificiais, ganha o mundo ciber-espacial, e estas extensões funcionam como prolongamento dele mesmo.
QUARESMA, A. Tecnolatria antropofágica. In: Sociologia, ano 4, Edições 40, jun/jul, 2012.
Em face dessa ‗nova‘ forma de ordenamento social, a interação social consiste em um processo de
Questão 23 107070
UNIVAG 2013/2
Examine as informações organizadas pelo IBGE sobre a distribuição espacial por situação do domicílio e a pirâmide etária da população indígena com base no Censo Demográfico realizado em 2010.

A partir das informações, é correto afirmar que
Questão 65 105338
FAMEVAÇO Tipo A 2013/1TEXTO 01 - Novos tempos, novos desafios (excerto)
1 Presentemente, no Brasil, faz-se uma reflexão sobre temas como inclusão social, mobilidade social, classe social, apontando novas tendências e interpretações da realidade social. Por certo, são temas de forte impacto ideológico, que repercutiram e compuseram a retórica política durante a última década. Em nosso país, de modo recente, políticas redistributivas vêm priorizando a redução da desigualdade. Trata-se de desnaturalizar a desigualdade. A inclusão social, antes vista como parte de uma utopia generosa, mas utopia, emerge no debate e na agenda política da sociedade brasileira na primeira década do século XXI.
2 Na primeira década do século XXI, a sociedade brasileira viveu um momento de reversão: após um período de estagnação, abriu-se um cenário de mudanças substanciais. Novos atores do fazer político personificaram o sentimento dos setores excluídos da população. O debate em torno da temática da inclusão social repercutiu em nosso país, inserindo-se na agenda política. As transformações sociais, econômicas, culturais e políticas demandam novas análises. Uma grande parcela de críticos recorda que nos últimos anos o Brasil tem enfrentado, com relativo êxito, o desafio de combinar crescimento econômico, distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico, redução das desigualdades e inclusão social, tendo como ponto de partida a implantação de políticas públicas para diversos segmentos, social e economicamente excluídos.
3 Na última década, a expansão econômica, combinada com políticas sociais, possibilitou uma mobilidade social ascendente para determinados estratos de renda. Há certa mistificação ideológica em torno do conceito "nova classe média", de significado controverso. O período marca também a coexistência de um forte clima de otimismo e uma esquerda gentil, e a sensação de êxito com présal, cotas e TV de plasma para a classe C. Ao contrário do que parecem pensar críticos que raciocinam por default, não se pode minimizar o significado do acesso a classes sociais economicamente superiores por meio do consumismo. Parece óbvio, mas é preciso lembrar que a questão da inclusão social está, hoje, mais vinculada a uma relação de consumo do que a uma cidadania conquistada.
4 Na sociedade aquisitiva ou afluente, a pobreza constitui um desvio da liberdade de consumo, como expressa o sociólogo Zygmund Bauman. Há um grande esforço em considerar que estamos diante de um novo modelo de desenvolvimento, capaz de distribuir renda, promover o crescimento com sustentabilidade e a inclusão social. Os visíveis exageros na sociedade são plenamente compreensíveis. Apesar de algumas críticas que classificam certos programas sociais como assistencialistas, especialistas reconhecem que ocorreu uma considerável mobilidade social, resultando em um novo perfil socioeconômico de parte da população brasileira. Ao longo da última década, políticas compensatórias, sobretudo econômicas, de redistribuição de renda, alteraram parte da estrutura social brasileira. Entre 2004 e 2010, aproximadamente 32 milhões de pessoas ascenderam à categoria de classes médias (A, B e C) e 19,3 milhões saíram da pobreza.
5 Há quem veja no acesso a bens e serviços, na inserção no consumo, o surgimento de uma "nova classe média" brasileira. É um equívoco pensar assim. Não se trata de classe social com os requisitos que a teoria social exige. É o estrato da classe mais pobre que teve um acréscimo de renda. A socióloga Céli Scalon adverte que "(...) aumentos marginais na renda dos indivíduos na base da pirâmide dificilmente serão vistos como capazes de abalar a estrutura social" (SCALON, 2011).
6 Esse segmento desponta de uma parcela da população antes marginalizada social e tecnologicamente, e virou mercado de consumo. Concentra-se basicamente na base da pirâmide social. É a grandenovidade do Brasil dos últimos anos. Cerca de 54% da população economicamente ativa passam a compor a chamada "nova classe média". Esse esforço, no entanto, parece limitar-se à classificação das classes pela renda.
7 O acesso de segmentos da população a nichos de consumo, visto como mudança social e como marca do surgimento de uma "nova classe média" parece ser a grande novidade política no Brasil na ultima década. Para os estudiosos das Ciências Sociais, a definição de classes sociais não se limita à variável "renda". De acordo com Márcio Pochmann, intelectual habituado a refletir sobre a exclusão social no Brasil, "(...) a mudança social dos últimos oito anos não resultou na criação de uma nova classe média no País. São segmentos novos no interior da classe trabalhadora, cuja ascensão social é movida pelo consumo e com uma despolitização crescente" (POCHMANN, 2012). Para Francisco de Oliveira, sociólogo com forte interlocução com os movimentos sociais, "a pobreza tornou-se algo administrável com o Bolsa-Família". No ensaio Hegemonia às Avessas, Oliveira assinala: "(...) não houve uma redução da desigualdade, embora certamente houvesse uma diminuição da pobreza".
8 Na interpretação do Brasil contemporâneo, o tema da inclusão social ganha expressão, mediado agora pelas questões de mobilidade social e classe social. A temática da inclusão social tem sido apropriada no quadro de uma certa estratégia retórica e política. Há pouca familiaridade com o rigor conceitual. No âmbito da universidade o debate parece mais arejado. Nas últimas décadas, as políticas públicas de inclusão, impulsionadas pelo debate sobre o desenvolvimento, tiveram grande avanço. O País busca romper o círculo da pobreza e passa a despontar pelo avanço da inclusão social. O período marca o reconhecimento de políticas de inclusão social como Bolsa-Família, aumento do salário mínimo, expansão do crédito, valorização da moeda, controle da inflação, estabilidade econômica, expansão e estímulo do crédito popular, além do avanço do emprego formal, contrariando os teóricos liberais ao reduzir no cenário pós-crise o trabalho informal que, até os anos 1980, era visto como sinônimo de atraso pela tradicional literatura econômica.
9 É preciso distinguir "inclusão pelo consumo" e "inclusão social". Parte da crítica considera que a inclusão social não se dá pelo consumo, mas pela ampliação das políticas sociais do Estado.
10 O Brasil do século XXI avançou, mas ainda não foi capaz de superar a exclusão social. Como se vê, houve um relativo avanço, mas prevalece em nossa cultura um déficit de cidadania, de solidariedade, e uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social. Tem ativismo demais. A revolução produtiva é do conhecimento. A velocidade, o crescimento e as sucessivas inovações da capacidade tecnológica se contrapõem a certa impotência dos homens para mudar seu destino. Há um certo "analfabetismo funcional" diante dos novos processos de automação e inovação tecnológica. Tentamos fugir da novela da crise europeia. Desenha-se no Brasil um futuro melhor. O Brasil tem pressa e Brasília parece distante do mundo do trabalho.
(FONTE: Sérgio Sanandaj Mattos, Revista Sociologia, ano IV, edição – ago./set. 2012)
Os trechos abaixo são comprobatórios de temáticas abordadas nesse texto, EXCETO:
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