Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 44 96493
UDESC Tarde 2015/1
A produção de alimentos segue uma série de possibilidades e limitações que vão desde as condições pedológicas do clima e da cultura de um povo. A religião é um elemento cultural que também interfere nos hábitos alimentares e, consequentemente, na produção de alimentos.
Numere as colunas, relacionando os costumes alimentares às seitas religiosas.
(1) Islamismo
(2) Budismo
(3) Judaísmo
(4) Catolicismo
( ) A restrição alimentar acontece em um período específico: a quaresma.
( ) A ingestão de bebidas alcoólicas é proibida, assim como a de carnes de suínos, cães, macacos e animais selvagens.
( ) Não há leis proibindo ou permitindo a ingestão de alguns alimentos. A conduta alimentar varia entre as vertentes de acordo com os princípios práticos e filosóficos do grupo, embora haja grupos veganos, que não consomem produtos animais, pelo princípio de não causar danos a outras vidas.
( ) Os mamíferos permitidos na alimentação precisam ruminar e ter unhas fendidas, por isso não é permitida a ingestão de carne de suínos e de camelos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Questão 34 96483
UDESC Tarde 2015/1Leia os seguintes textos:
TEXTO 1
“Os bugres adultos e jovens eram os principais alvos de caçadas empreendidas por fazendeiros ou por bugreiros (caboclos especializados em localizar, destruir aldeamentos e capturar alguns sobreviventes). Só conseguiam escapar da morte algumas mulheres jovens que seriam transformadas em esposas e companheiras de peões, pequenos sitiantes e tropeiros. (...) Segundo os mais experientes bugreiros, das crianças, só as de colo conseguiam “se salvar”, mas mesmo assim era para serem criadas longe de suas mães.”
MACHADO, Paulo Pinheiro. Bugres, tropeiros e birivas: aspectos do povoamento do planalto serrano. In: AREND, Silvia M. Fávero. BRANCHER, Ana. (org.) História de Santa Catarina no século XIX. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2001.
TEXTO 2
“O que se percebe, então, é uma Desterro negra transgressora, que existia sob o controle exercido pelos senhores e administradores. Ela é ao mesmo tempo uma ‘cidade esconderijo’ porque o meio urbano escondia a condição social do negro escravo, do liberto e pretos livres, e uma ‘cidade solidária’ pois solidariedades poderiam se estabelecer de formas diferentes e sobre os mais várias objetivos. Dentro deste contexto, temos a Irmandade Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito dos Homens Pretos, como uma espaço de expressão de africanos e afro-descendentes escravos, livres, libertos de Desterro.”
MORTARI, Claudia. CARDOSO, Paulino de Jesus. Territórios negros em Florianópolis no século XX. In: BRANCHER, Ana (org.) História de Santa Catarina. Estudos Contemporâneos. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 1999, p. 89.
Analise as proposições em relação aos textos.
I. As expressões “Desterro transgressora” e “Cidade esconderijo” evidenciam as situações de improviso e sobrevivência vivenciadas pelos povos afrodescendentes na cidade de Desterro (atual Florianópolis).
II. O Texto 2 fala das irmandades como “espaço de expressão” de africanos e afrodescendentes. Neste sentido, entende-se que naqueles lugares estes grupos podiam celebrar suas práticas religiosas, suas festividades e vivenciar suas sociabilidades.
III. O Texto 1 relata a situação de violência empreendida sobre os povos indígenas no planalto do Estado de Santa Catarina, a única região em que ocorreram conflitos entre colonos e povos nativos.
IV. As situações expressas, nos dois textos, são localizadas apenas nos contextos em que foram vivencias e não têm, portanto, relação com a atual situação dos povos indígenas e afrodescendentes no estado catarinense.
V. As situações apresentadas nos textos e que evidenciam situações de violência e controle social para povos indígenas e afrodescendentes são exceções no espaço catarinense, onde a diversidade cultural não ofereceu motivos para a existência de conflitos.
Assinale a alternativa correta.
Questão 49 96182
ESCS 1° Dia 2015O Brasil viveu muitas transformações no último século, pois esse país nunca foi tão povoado (a população foi multiplicada por doze), tão urbanizado (a taxa de urbanização se aproxima hoje dos 80%) e tão rico (a renda per capita foi multiplicada por treze). Contudo, deve-se acrescentar também que nunca o Brasil foi tão diverso, tão dividido e tão injusto como hoje.
Hervé Thery. Retrato cartográfico do Brasil. In: I. Sachs et al (orgs.). Brasil: um século de transformações. São Paulo: Cia das Letras, p. 396 (com adaptações).
A partir do texto apresentado acima, assinale a opção correta com relação à formação sociocultural do Brasil.
Questão 3 94996
ESPM 2015/1Numa sociedade fortemente hierarquizada, onde as pessoas se ligam entre si e essas ligações são consideradas como fundamentais (valendo mais, na verdade, do que as leis universalizantes que governam as instituições e as coisas), as relações entre senhores e escravos podiam se realizar com muito mais “intimidade, confiança e consideração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou culpado por estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas, muito pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias atividades que são as do espírito. Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e inferiores, porque o mundo está realmente hierarquizado, tal qual o céu da Igreja Católica, também repartido e totalizado em esferas, círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins, santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualdade e hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.(...)
Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o mulato, o índio e o negro, porque as hierarquias asseguram a superioridade do branco como grupo dominante.
(Roberto da Matta, Relativizando - Uma Introdução à Antropologia Social)
Depreende-se do texto que:
Questão 1 94994
ESPM 2015/1Numa sociedade fortemente hierarquizada, onde as pessoas se ligam entre si e essas ligações são consideradas como fundamentais (valendo mais, na verdade, do que as leis universalizantes que governam as instituições e as coisas), as relações entre senhores e escravos podiam se realizar com muito mais “intimidade, confiança e consideração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou culpado por estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas, muito pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias atividades que são as do espírito. Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e inferiores, porque o mundo está realmente hierarquizado, tal qual o céu da Igreja Católica, também repartido e totalizado em esferas, círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins, santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualdade e hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.(...)
Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o mulato, o índio e o negro, porque as hierarquias asseguram a superioridade do branco como grupo dominante.
(Roberto da Matta, Relativizando - Uma Introdução à Antropologia Social)
Conforme o autor:
Questão 28 94259
UEL 1° Fase 2015Leia o texto a seguir.
A sociedade, com sua regularidade, não é nada externa aos indivíduos; tampouco é simplesmente um “objeto oposto” ao indivíduo; ela é aquilo que todo indivíduo quer dizer quando diz “nós”. Mas esse “nós” não passa a existir porque um grande número de pessoas isoladas que dizem “eu” a si mesmas posteriormente se une e resolve formar uma associação. As funções e as relações interpessoais que expressamos com partículas gramaticais como “eu”, “você”, “ele” e “ela”, “nós” e “eles” são interdependentes. Nenhuma delas existe sem as outras e a função do “nós” inclui todas as demais. Comparado àquilo a que ela se refere, tudo o que podemos chamar “eu”, ou até “você”, é apenas parte.
(ELIAS, N. A Sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p.57.)
O modo como as diferentes perspectivas teóricas tratam da noção de identidade vincula-se à clássica preocupação das Ciências Sociais com a questão da relação entre indivíduo e sociedade.
Com base no texto e nos conhecimentos da sociologia histórica, de Norbert Elias, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a noção de origem do indivíduo e da sociedade.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)