Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 21 127609
UNITAU Medicina Verão - 1ª Fase 2016A terceirização pode provocar a precarização das relações de trabalho, porque não há vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das empresas contratadas. Em relação a essa afirmação, pode-se dizer que
Questão 3 127204
FDF 2016Jornalismo brasileiro não tem maturidade para o
#AgoraÉQueSãoElas
Carta Capital,
06/11/2015
Se for para ficar uma lição como legado da campanha #AgoraÉQueSãoElas, que seja a de que, no limite, em discursos sobre feminismo e direitos da mulher, são as mulheres que devem ser protagonistas. Se der para ficar duas lições, que seja a de que até para ser ativista você precisa estudar.
A ideia inicial era que homens com destacado espaço de fala em mídias de grande alcance dessem lugar para que uma mulher ali escrevesse. Poderia até ter dado certo não fossem dois fatores que o fadavam ao fracasso: os homens e a mídia.
Há por exemplo muitos homens progressistas que relutam em aceitar que apoiar as demandas e o discurso feminista não é tomar a frente para brigar no lugar delas. É usar as vantagens que já lhe sãoconcedidas para que uma mulher defenda, ela sim, seu ponto de vista. Um raciocínio bem direto.
Foi isso, ao que tudo indica, que a campanha tentou ilustrar. Não contava com o poder pernicioso do jornalismo brasileiro de deturpar todo e qualquer debate socialmente relevante.
Coube aos homens então vestir a camisa do altruísmo e chamar mulheres para escrever. Quem? Suas esposas, filhas, primas, vizinhas. É claro que todas as mulheres devem ter espaço e oportunidade de expressar suas opiniões, mas o objetivo da campanha era trazer à ribalta vozes, histórias e visões que confrontassem esse confortável discurso massificado. Não aconteceu.
Pessoas que vivem numa bolha conversando com seus vizinhos e surdas às convocações por diversidade não podem ir muito longe em suas reflexões.
Ou então: uma escritora autora de mais de dez livros e presença constante em veículos diversos realmente necessita ocupar o espaço de um colunista de grande jornal? Não havia em lugar nenhum do planeta outro nome à altura que confere a si mesmo aquele espaço?
É a típica situação que levanta a bandeira desse marketing que acena para movimentos sociais enquanto se certifica de manter as coisas todas como estão.
Deveria ser tipificado como crime o que viria depois. O preconceito que ainda vai ser defendido como “pluralidade” ou “direito democrático de divergência de opiniões” tomou conta de textos que praticamente defendiam os projetos retrógrados da bancada evangélica ou, à custa de suposta ironia, só faziam demonstrar ignorância sobre princípios do feminismo e do bom senso.
Não cabe personificar críticas e direcioná-las a mulheres individualmente. Mas até para ser ativista você precisa estudar. Isso implica ler, conversar com pessoas diferentes, acompanhar pesquisas, estudos, comissões e projetos em debate. O feminismo não é um estilo de vida ou tendência de moda. Nem essa máquina de cliques que se está gestando.
Depender da suposta benevolência de homens para conseguir um espaço limitado tem a ver com tentar mudar o jogo de dentro. Acontece que nenhum jogo vai virar com argumentos que defendem a cultura do estupro, por exemplo.
Ele pode começar a entornar para outro lado quando mais e mais mulheres forem direto nos veículos exigir seu espaço na mídia como um todo. Por que uma coluna e não mais colunistas? Mais editorialistas e repórteres, mais mulheres defendendo que elas estejam representadas de formas não sexualizadas, que sejam contempladas em reportagens, em políticas públicas etc.
Poucas áreas de atuação foram tão precarizadas tão rapidamente como o jornalismo. Existe um déficit óbvio de mulheres nos cargos de chefia nas redações brasileiras, e não é preciso dizer que há casos de machismo diário que não têm nada a ver com meritocracia.
Isso explica a falta de qualidade generalizada do conteúdo que essas empresas jornalísticas produzem há um tempo, o que inclui o caso atual. A oportunidade de dar voz às mulheres virou o oportunismo que distorce qualquer coisa que possa gerar cliques ou uma falsa fama virtual. Como sempre.
Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/jornalismo-brasileironao- tem-maturidade-para-o-agoraequesaoelas-1574.html. Acesso em: 06 nov.2015. (Adaptado para fins de vestibular.)
Indique o efeito de sentido decorrente do que está em destaque neste trecho do terceiro parágrafo: “É usar as vantagens que já lhe são concedidas para que uma mulher defenda, ela sim , seu ponto de vista”.
Questão 48 126770
EBMSP Medicina 2016/1
O termo desigualdades sociais se refere a disparidades existentes entre indivíduos nas chances de acesso a bens e recursos sociais escassos e disputados. Tais bens e recursos podem ser de vários tipos e variam historicamente.
BERTONCELO, Edison Ricardo E. A teoria do capital de Bourdieu. Grandes temas do conhecimento Sociologia.São Paulo: Mythos, a. 1, n.1, p. 42-46. Adaptado.
A observação da charge, associada ao texto, permite afirmar:
Questão 47 126768
EBMSP Medicina 2016/1O Estado Islâmico demoliu três tumbas na cidade histórica síria de Palmira, disse ontem, 4 de setembro de 2015, o diretor de antiguidades do país, Maamoun Abdulkarim. A informação é divulgada dias após o grupo radical destruir templos que eram dois dos mais antigos e venerados locais religiosos do Oriente Médio.
Nesta semana, o grupo detonou explosivos no Templo de Bel, que tinha 2 mil anos de idade, em sua campanha para destruir monumentos antigos e artefatos considerados por eles contrários ao Islã.
EI destroi três tumbas históricas em Palmira. Estadão Conteúdo, in A TARDE. Salvador: ATARDE, 5 set. 2015, Caderno B-9. Adaptado.
A violência cultural executada pelo Estado Islâmico pode ser identificada, também, no Brasil,
Questão 1 126543
UFGD 2016TV Brasil Ano 50
Em seus cinquenta anos de existência, a televisão brasileira passou por inúmeras transformações. O aprimoramento profissional, a evolução tecnológica e a mudança da mentalidade referente à utilização do veículo fizeram com que a TV adquirisse novas características ao longo do tempo. Os anos 50 marcaram uma época de muito trabalho, improvisação e criatividade. Na busca pela audiência, aconteceram as primeiras conquistas técnicas e diversas experiências de linguagem. O objetivo era transmitir uma programação baseada no respeito ao telespectador e na ética social da época.
Na década de 1960, o público telespectador cresceu e a programação se tornou mais popular. Surgiram os comunicadores de auditório e intensificou-se a transmissão da telenovela que, recebida com grande aceitação, transformou-se no principal produto do veículo, permitindo o início de sua industrialização. A telenovela aumentou ainda mais a audiência e, consequentemente, as verbas publicitárias, além do uso da gravação em fitas de vídeo, as quais podiam ser vendidas em todo o país. Foi ainda responsável pelas primeiras ideias de formação de redes de emissoras, as quais transmitiriam um mesmo produto em diversas cidades. Por meio da telenovela, a TV iniciou sua força de manipulação social e, por essa razão, foi muito vigiada pela ditadura militar que, na época, assumia o governo do país.
Nos anos 70, época da maturidade da TV brasileira, confirmou-se sua industrialização. Devido às novas conquistas tecnológicas, como a cor e os efeitos eletrônicos,os programas passaram a ter um melhor nível de produção. Com o estabelecimento de redes via satélite, ocorreu a disseminação do veículo por todo território brasileiro. Isso acentuou a força de influência social provocada pela TV, responsável pela modificação de costumes e opiniões. As telenovelas, realizadas com muito esmero de encenação e interpretação, confirmavam a preferência popular, tanto que começaram a ser exportadas para outros países. Dessa forma, a televisão brasileira era divulgada.
Com o término da ditadura militar na década de 1980, surge uma grande variedade de programas jornalísticos (debates, entrevistas, noticiários), favorecendo diferentes formas de expressão. A religião, inclusive, foi introduzida ao meio, com a catequese eletrônica exibida em muitos programas. Surgiram também as primeiras transmissões via cabo, as produtoras independentes de vídeo (que tentavam colocar suas programações no ar por meio das grandes redes) e a expansão do aparelho de vídeo cassete residencial, que permitiria ao telespectador ampliar suas opções de programação. Mais do que nunca, a televisão exerceu sua influência no comportamento da população, induzindo-a até a eleger como presidente do país um político completamente desconhecido.
Os anos 90 continuaram trazendo à televisão novidades de expansão, de técnica e de conteúdo. Novas redes surgiram, o sistema de TV a cabo aumentou e inúmeras emissoras independentes foram inauguradas, dirigindo-se a públicos mais específicos. Surgiram novos comunicadores e a transmissão esportiva foi incentivada, o jornalismo fortaleceu o seu papel de utilidade pública e de esclarecimento social e foi introduzida a TV interativa, modalidade na qual o telespectador, por telefone, passa a decidir o final da atração exibida. A década foi marcada pela veiculação da violência em todos os tipos de programas (inclusive na telenovela, que continuou sendo a produção de maior audiência da TV), com total exploração do sensacionalismo e comercialização desenfreada, que transformou o vídeo brasileiro em uma vitrine de ofertas.
AMORIM, Edgar Ribeiro de. TV Brasil ANO 50; Centro Cultural de São Paulo. Disponível em: <http://www.centrocultural.sp.gov.br/tvano50/intro.htm>. Acesso em: 20 out. 2015.
Assinale a alternativa correta quanto à interpretação do texto apresentado.
Questão 7 126324
FAMEMA 2016A pedra fundamental do liberalismo costuma ser identificada com Adam Smith, mais especialmente com a publicação de A riqueza das nações, em 1776.
Smith afirma que o mundo seria melhor – mais justo, racional,eficiente e produtivo – se houvesse a mais livre iniciativa, se as atitudes econômicas dos indivíduos e suas relações não fossem limitadas por regulamentos e monopólios garantidos pelo Estado ou pelas corporações de ofício. Prega a necessidade de desregulamentar e privatizar as atividades econômicas, reduzindo o Estado a funções definidas, que delimitassem apenas parâmetros bastante gerais para as atividades livres dos agentes econômicos. São três as funções do governo na argumentação de Smith: a manutenção da segurança interna e externa, a garantia da propriedade e dos contratos e a responsabilidade por serviços essenciais de utilidade pública.
Segundo a doutrina liberal, a procura do lucro e a motivação do interesse próprio são inclinações fundamentais da natureza do homem. Elas estimulam o empenho e o engenho dos agentes, recompensam a poupança, a abstinência presente,e remuneram o investimento. Além disso, premiam a iniciativa criadora, incitando ao trabalho e à inovação. Como resultado, cria-se um sistema ordenador (e coordenador) das ações humanas, identificadas com ofertas e demandas mediadas por um mecanismo de preços. Esse sistema social revelaria de modo espontâneo e incontestável as necessidades de cada um e de todos os indivíduos. O sistema também indicaria a eficácia da empresa e dos empreendedores, sancionando as escolhas individuais, atribuindo-lhes valores negativos ou positivos.
(Neoliberalismo, 2001. Adaptado.)
O terceiro parágrafo do texto
06
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