Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 4 9598377
UniNassau Medicina 1º dia 2016/2Texto
Clique Cidadão
Nunca fui boa de bola. Sempre fui uma das últimas a ser escolhida na divisão de times das brincadeiras de minha infância. Nem me vexava mais. Assistia resignada, sem ânsia pelo poder, à eterna briga dos líderes pela justa partilha. Brincar era o que todos queriam, mas o caminho para a organização da brincadeira, muitas vezes, conseguia acabar com ela.
Nunca me aventurei nas diretorias. No grêmio escolar, cheguei à módica função de escrivã das atas e, de novo, ocupei um lugar privilegiado para a observação das disputas. Vi meus amigos se pavoneando em opiniões intermináveis, enquanto eu titubeava com a caneta suspensa. Testemunhei projetos nascidos de decisões unânimes deixarem de encontrar seus caminhos para a realização, atravancados pela logística das vaidades.
Calada, eu adorava quando as rusgas chegavam ao ponto de precisarmos votar. Eu levantava o braço, orgulhosa de meu poder no silêncio. Um alívio, o voto. Quando os líderes eleitos não conseguiam tomar suas decisões, nós os ajudávamos votando nas pautas. Simples assim.
Tenho me perguntado muitas vezes por que posso pagar impostos pela internet, mas não posso usá-la para votar em como deve ser gasto o dinheiro. Se tenho senhas, tarjas magnéticas, leituras digitais e um arsenal de segurança que me permitem depositar o meu rico dinheirinho no mundo virtual, por que não posso usar as mesmas armas para dizer o que quero e o que não quero como cidadã? Será que com tamanho arsenal tecnológico, preciso, por exemplo, me subjugar a este descarado jogo político, que ultraja dia a dia a minha inteligência, me fazendo até minimizar a decepção que sinto com um governo de mãos sujas, porque simplesmente prefiro morrer a ser salva do afogamento por ameaças a nossa conquista democrática? Quero votar em decisões, não em homens. Quero reforma política. Quero orçamento participativo. Quero liberdade e justiça.
Quero saber a verdade sem rodeios. Quero confiar em juízes. Quero uma reforma radical e emergencial na educação, única saída para não repetirmos este impasse em que a pior crise é a do material humano. Utopia? Que seja. Mas preciso sentir que tenho algum poder. Quero usar minha digital como meu braço levantado no grêmio escolar. No poder do meu silêncio. Já que todas as palavras andam destorcidas.
(Denize Fraga - http://goo.gl/Km1ZCY)
No texto, a autora:
Questão 14 7314205
PUC-MG Medicina 2016
Extraído de uma reportagem sobre os impactos do sistema de cotas no país, esse gráfico ilustra a distribuição de jovens brancos, negros e pardos em quatro níveis de ensino.
As informações representadas permitem observar que, na faixa etária pesquisada,
Questão 19 7309443
PUC-MG Demais Cursos 2016Cidadania é uma noção construída coletivamente que ganha sentido nas experiências históricas, sociais e individuais. Cidadania e Liberdade também não caminharam exatamente lado a lado na História do Brasil. A Comissão da Verdade foi criada pela Lei 12.528/2011 e instituída em maio de 2012 pela presidente Dilma. Foi constituída a fim de apurar as denúncias de violações de direitos humanos entre 1946 e 1988, período que abrange o regime militar, e entregou no fim do ano passado o relatório final da sua ação e coleta de depoimentos responsabilizando, direta ou indiretamente, 377 pessoas pela prática de tortura e assassinatos entre os anos de 1964 e 1985.
Trinta anos após o fim da Ditadura, podemos comparar o período aos nossos dias e afirmar CORRETAMENTE o seguinte:
Questão 18 7309431
PUC-MG Demais Cursos 2016Liberdade é também um conceito importante nas sociedades pós-escravistas e contemporâneas e geralmente está associada à discussão sobre cidadania. Cidadania teve sua construção e elaboração na Roma Antiga. Na legislação romana, são explicitados os direitos que denotam a civis (o cidadão) e, portanto, o distinguem. São eles: “constituir família, ter servos e libertá-los (conferindo-lhes, assim, cidadania), contrair obrigações, votar decidindo sobre a paz, sobre a guerra e sobre a criação de magistrados, ser eleito nas magistraturas”.
(extraído de BOTELHO, André e SCHWARCZ, Lilia Moritz. Cidadania e Direitos: aproximações e relações. In.: BOTELHO, André e SCHWARCZ, Lilia Moritz (orgs). Cidadania, um projeto em construção. São Paulo: Claro Enigma, 2012, p. 8).
Percebe-se portanto que cidadania e escravidão (ou ausência de liberdade) são termos opostos.
Sendo assim, é CORRETO afirmar:
Questão 9 7278512
PUC-GO 2016/2TEXTO
O suplício da mangueira centenária
[...]
Foi um momento de drama e de emoção. A raiz da mangueira reagiu à força dos homens e das máquinas. Ela resistia para não ir embora. Depois de cem anos, ela fazia parte daquela terra, daquele espaço. Vieram homens da Prefeitura com a Grande Máquina que prendia em si fortes correntes. Foi retirado o portão e parte do muro para que ela pudesse passar. Aquele povo todo descendo para a Rua de Baixo para assistir ao espetáculo e ela parada, dentro da cratera, não movia uma farpa sequer de seu enorme corpo. Os homens da Prefeitura, então, amarraram-lhe o corpo com as enormes correntes e começaram a acionar o motor da Grande Máquina para forçar a saída da raiz de dentro da enorme cratera. Mas as correntes escapavam e tudo voltava à estaca zero. Depois de algumas tentativas e rearranjos de matérias foi dado um forte arranque e ela foi jogada para fora. Daí, o sofrimento foi bem maior. Aquela raiz meio batata gigante rolava para um lado e para o outro como os loucos que não querem ser segurados ou como um animal feroz que se vê indo para a jaula. E a máquina começou a andar em direção da rua que estava encrespada de gente. O olho do povo estava arregalado e alguns até choravam. Muitas e muitas daquelas pessoas iam todos os anos lá pelos meados de dezembro buscar frutas que a mangueira produzia. Era das mais doces da cidade.
Naquela dificuldade de puxar a raiz, a máquina ziguezagueava e isso causava um barulho ensurdecedor. E simultaneamente, a última parte da árvore parecia responder a isso ao persistir nos gestos de resistência, enrolando-se e enrolando as correntes, ameaçando, tombando para os lados para dificultar a linha reta da máquina, enfim, não tinha como encontrar um acordo para a expulsão da raiz de seu habitat. E, assim, com todo esse esforço, a máquina conseguiu atravessar os limites do quintal e atingir a rua, arrastando a raiz. A raiz foi dominada ou foi domada pela força do homem. Mas ao entrar na rua, ela ainda guardava muita energia. Conforme a máquina a puxava ela ia amassando o asfalto e deixando seu rastro por onde passava.
(GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 62-63.)
O Texto nos relata os “gestos de resistência” da natureza a uma ação devastadora de força do homem. Na economia de mercado, tem-se ampliado cada vez mais a apropriação da natureza para satisfazer as necessidades do crescimento econômico. Com isso, estabeleceu- -se com os recursos naturais uma nova relação de troca, determinada pela lógica do capitalismo.
Sobre essa questão, assinale a alternativa correta:
Questão 22 7166047
PAS - UFLA 2° Etapa - 2° Dia 2016Para compreender um clube atlético ou um laboratório científico, uma igreja ou um museu, teríamos de nos familiarizar com as regras legais, técnicas e administrativas que coordenam as atividades dos membros. Isso significa que teríamos de definir a hierarquia, a divisão de funções, e o status legal de cada membro, assim como também suas relações com os outros.
Fonte: MALINOWSKI, Bronislau. Uma teoria científica da cultura. 2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1970, p. 52.
Essa citação de Malinowiski traduz em exemplos concretos o conceito sociológico de
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)