Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 16 11616998
APMBB 2016Se um comportamento é considerado natural para uma sociedade e não para outra, isso significa que ele não é natural e, sim, cultural.
(Caderno do Professor: sociologia, ensino médio – 1a . série, vol. 3)
Por essa afirmação, entende-se que
Questão 15 11616985
APMBB 2016A socialização é o processo de imersão dos indivíduos no universo simbólico e cultural de uma sociedade. Os indivíduos vão se inserindo na sociedade por meio da interiorização de normas, regras, valores, crenças, saberes, modos de pensar e tantas outras coisas que fazem parte da herança cultural de um grupo social humano.
É correto afirmar que a socialização dos indivíduos
Questão 14 11616975
APMBB 2016Analise a imagem a seguir.

(Disponível em www.rioturismoradical.com.br/jogos-futebol.htm. Acesso em 27.09.2016)
Uma partida de futebol pode ser descrita por diversos ângulos de observação: do juiz; dos bandeirinhas; dos jogadores dos diferentes times; das diferentes torcidas no estádio; de quem assiste ao jogo pela televisão; dos comentaristas esportivos profissionais; dos vendedores ambulantes; dentre outros. Portanto são múltiplas as possibilidades de olhar a realidade.
A sociologia se constrói a partir de um cuidado metodológico ao olhar a realidade.
Com base nisso, o cuidado fundamental da sociologia para afastar-se do senso comum é:
Questão 13 11616967
APMBB 2016Como a programação se dirige ao que já sabemos e já gostamos, e como toma a cultura sob a forma de lazer e entretenimento, a mídia satisfaz imediatamente nossos desejos porque não exige de nós atenção, pensamento, reflexão, crítica, perturbação de nossa sensibilidade e de nossa fantasia. Em suma, não nos pede o que as obras de arte e de pensamento nos pedem: trabalho sensorial e mental para compreendê- -las, amá-las, criticá-las, superá-las. A Cultura nos satisfaz, se tivermos paciência para compreendê-la e decifrá-la. Exige maturidade. A mídia nos satisfaz porque nada nos pede, senão que permaneçamos para sempre infantis.
(Marilena Chauí, Convite à Filosofia)
De acordo com o texto, sobre a mídia, ou indústria cultural, é correto afirmar que
Questão 8 11434838
UNIMONTES 2° Etapa 2016INSTRUÇÃO: Leia, atentamente, o texto a seguir para responder à questão que a ele se refere.
Algoritmos, mídias digitais e as novas dinâmicas do racismo estrutural
O que você faz quando precisa descobrir uma informação ou encontrar um determinado conteúdo,
como uma imagem ou um vídeo? Possivelmente, sua resposta a essa pergunta foi: “Procuro no Google!”.
[...] Com isso, nos acostumamos a fazer buscas na Internet e, a partir daí, tomar decisões, ou nos posicionar
sobre um tema. Porém, você já se perguntou quem ou o que decide qual a resposta correta para a busca
que você faz?
[5] Buscadores, como o Google, o Bing ou o DuckDuckGo, assim como plataformas de redes sociais,
como o Facebook, TikTok, Instagram e Twitter, são sistemas computacionais complexos. [...]
Na medida em que essas ferramentas passam a ser os principais meios informativos, e considerando
a natureza dos seus mecanismos de recomendação, as mídias digitais passam a ter um papel fundamental
[10] na definição de temas socialmente complexos. Pense na seguinte questão: o que é um cabelo bonito?
Qualquer resposta depende da pessoa que irá respondê-la e, obviamente, de suas preferências pessoais.
Ao mesmo tempo, essa pergunta retoma um espinhoso debate sobre padrões de beleza, os quais,
principalmente nas sociedades ocidentais, têm, historicamente, consagrado a brancura como ideal de belo
(o cabelo liso, o olho claro, a pele branca). Logo, trata-se de um tópico complexo, multifacetado e, em termos
[15] de debate, contextualmente dependente.
Esse mesmo tópico, quando pesquisado no Google, especialmente até o ano de 2019, levantava um
importante debate sobre como as mídias digitais participam (e reforçam) as dinâmicas estruturais do
racismo. [...]
Sistemas de busca como o Google funcionam por meio de modelos computacionais – os chamados
[20] algoritmos – que, genericamente falando, são desenvolvidos a partir da análise de uma imensa quantidade
de dados digitais: páginas da web, histórico das buscas, cliques realizados, termos utilizados etc. É nesse
processo que o chamado algoritmo do Google produz associações semânticas que servirão como elemento
chave para definição do que é apresentado em cada busca. Para o cientista da computação Gustavo
Honorato (COSTA, 2019), essa associação entre o termo, por exemplo, “cabelo feio” e a imagem de pessoas
[25] com cabelo crespo ou encaracolado deriva da análise que o algoritmo faz dos conteúdos disponíveis na
Internet:
O Google ainda não é capaz de ver e interpretar as imagens nas páginas disponíveis na
internet. Se ele lê citações das palavras “crespo” junto de palavras pejorativas como “feio”,
“ruim” ou outra qualquer, ele também vai entender que existe forte relação semântica entre
[30] esses termos. O robô é alimentado e cataloga as informações que estão disponíveis na
própria rede e não é ele, por si só, que define o que é feio ou bonito (COSTA, 2019, on-line).
Como sustenta Silva (2022), mesmo que não seja uma função inicialmente esperada no uso desses
mecanismos, o fomento a estereótipos e a violência discursiva acabam sendo consequências óbvias da
[35] ação de ferramentas desse tipo. Portanto, estereótipos e violência discursiva criados e mantidos por uma
maioria hegemônica acabam por, nesses sistemas, se converterem no que Silva (2022) chama de
microagressões algorítmicas contínuas: “As ofensas racistas a partir de interfaces como essas são
frequentes e geram uma agressão contínua aos grupos minorizados, alvos da algoritmização de ofensas,
o que tem impactos coletivos em diversas esferas, incluindo na saúde pública” (SILVA, 2022, p. 53). [...]
[40] Ao tentar refletir sobre esse tema, cabe aqui enfrentar as seguintes questões: tecnologias como
buscadores são racistas? Ou essa associação preconceituosa nas buscas é apenas um reflexo do racismo
que se manifesta na rede por meio de conteúdos que representam pejorativamente os negros? Não há uma
resposta certa para essas questões, e considero que a postura mais adequada nesse debate é fugir das
dicotomias, do sim e do não.
[45] O ponto central desta discussão é compreender que serviços digitais como os buscadores e sistemas
de recomendação (por exemplo, de vídeos, como no YouTube) amplificam e criam novas dimensões para
aspectos tóxicos das nossas sociedades, como a discriminação racial. [...] Nesse sentido, Silva e Araújo
(2020) defendem que aquilo que se passou a chamar de racismo algorítmico representa uma nova dinâmica,
mais complexa e exponencial, do racismo estrutural.
Fonte: ARAÚJO, Willian Fernandes. Algoritmos, mídias digitais e as novas dinâmicas do racismo estrutural. Disponível em: https://pedroejoaoeditores.com.br/2022/wp-content/uploads/2022/09/EBOOK_21-Textos-para-discutir-racismo-em-sala-deaula.pdf. Acesso em: 20 set. 2023. Adaptado.
É CORRETO afirmar, acerca da algoritmização enfocada no texto “Algoritmos, mídias digitais e as novas dinâmicas do racismo estrutural”, que
Questão 30 9605595
UniNassau Medicina 1º dia 2016/2Texto 1
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
§ 1º - São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Texto 2
[...] Agora, durante o mais novo ciclo de desenvolvimento dependente brasileiro, que teve início no governo Lula, é justamente essa dita fronteira agrícola que busca se expandir outra vez e, de novo, à custa dos povos originários ou dos camponeses sem terra. Mas, quando falamos em agricultura não está em questão aquela que produz comida para a mesa dos brasileiros, e sim a de exportação, que na linguagem empresarial ganhou o pomposo nome de agronegócio. Pois esse negócio representa mais de 22% da riqueza total produzida no país, o que não é pouca coisa. Só a China tem importado mais de 380 milhões de dólares em produtos agrícolas, bem como os Estados Unidos que encostase a essa mesma cifra. Segundo informações do governo federal (dados de2011), os produtos de maior destaque que saem do país são as carnes (US$ 1,14 bilhão); os produtos florestais (US$ 702 milhões); o complexo soja - grão, farelo e óleo (US$ 685milhões); o café (US$ 605 milhões) e o complexo sucroalcooleiro - álcool e açúcar (US$372 milhões). Nota-se que a maior parte da exportação diz respeito a grãos (que no geral servem para alimentar animais) e madeira, dois legítimos representantes da monocultura destruidora de terra.
Fonte:http://suedlucas.jusbrasil.com.br/artigos/203413790/os-conflitosacerca-da-demarcacao-de-terras-indigenas, acesso em 17 de julho de 2016 (adaptado)
Texto 3
Um conflito ocorrido na manhã desta terça feira (16 de junho de 2016), entre fazendeiros e indígenas, na região de Dourados (MS), resultou na morte de uma liderança indígena e ao menos cinco feridos. As informações foram confirmadas pelo ISA (Instituto Socioambiental). O ataque aos índios da etnia guarani-kaiowá ocorreu na terra indígena Durados-Amambaipegua I, no sul do Mato Grosso do Sul. O confronto, segundo informações preliminares, teria envolvido a participação de certa de 70 fazendeiros.
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2016/06/14/conflito-entre-fazendeiros-e-indios-em-ms-deixa-ummorto-e-cinco-feridos.htm acesso em 17 de julho de 2016 (adaptado)
Os três textos abordam um tema bastante polêmico: o acesso à terra e sua função socioeconômica. Após lê-los com cuidado
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