Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 18 155527
UFRR Módulo 2 2017Na aula magna que proferiu na UFRR em maio de 2016, Davi Kopenawa afirmou: “Não só índio vai sofrer, todo mundo vai sofrer, todo mundo vai tomar água suja...” Relacionando a afirmação do autor com a história de contato dos povos indígenas durante a colonização de Roraima, é INCORRETO afirmar:
Questão 52 153303
UEG 2017/2Considerando algumas tendências sociológicas e filosóficas no pensamento contemporâneo, observam-se algumas correntes que fazem uma crítica da razão em seus fundamentos, nos seguintes termos:
Questão 49 153300
UEG 2017/2A educação é um processo pelo qual as gerações mais velhas impõem às gerações mais novas determinadas formas de agir, sentir, pensar, visando constituir o ser social em cada indivíduo e socializá-lo para seu lugar na divisão social do trabalho (classe social, profissão, etc.). Essa concepção de educação é
Questão 40 153291
UEG 2017/2Leia o trecho da entrevista que a jornalista Betty Milan realizou com a cientista social francesa Juliette Minus, pesquisadora especialista da condição feminina no mundo muçulmano.
Betty Milan: (no Islã) Em que condições o homem pode repudiar a mulher com que se casou?
Juliette Minus: Em quaisquer condições. Por ser estéril, por não ter filhos homens, por não cozinhar bem, ter mau humor, enfim, por qualquer coisa. E o homem não tem que prestar contas a ninguém. Basta usar a fórmula do repúdio, com ou sem testemunha, e o que resta à mulher é ir embora.
MILAN, Betty. As mulheres do véu. Folha de São Paulo, 06 jan. 2002, Caderno Mais, p. 14 – 15.
Normalmente, a muçulmana repudiada volta para a casa dos pais ou do irmão mais velho sem ficar necessariamente estigmatizada socialmente, recuperando inclusive seu dote e podendo se casar novamente depois de três meses. Porém, fica privada de levar seus filhos. Tal situação se justifica em termos religiosos e sociais pelo fato de que no Islã
Questão 5 153249
UEG 2017/2Consumidor controlado: um produto à venda
O capitalismo contemporâneo se ergue sobre uma imensa capacidade de processamento digital e metaboliza as forças vitais e as práticas da vida cotidiana com voracidade inaudita, criando necessidades e lançando constantemente novas mercadorias, serviços e subjetividades. Estas últimas constituem produtos muito especiais, que são adquiridos e de imediato descartados pelos diversos tipos de consumidores aos quais se destinam, alimentando uma espiral de consumo em aceleração crescente. Assim, a ilusão de uma identidade fixa e estável, característica da sociedade moderna e industrial, vai cedendo terreno aos “kits de perfis-padrão” ou “identidade prêt-à-porter”, segundo as denominações da psicanalista brasileira Suely Rolnik. Trata-se de modelos subjetivos efêmeros, descartáveis, sempre vinculados aos voláteis interesses do mercado.
Atualmente, tanto as noções de massa e de povo quanto a própria ideia de indivíduo moderno estão perdendo força. No lugar dessas figuras, outras emergem. O papel do consumidor, por exemplo, assume relevância cada vez maior. Mais do que integrar uma massa ou um povo – como os cidadãos dos Estados-nação da era industrial –, ele faz parte de diversas amostras, nichos de mercado, segmentos de público e bancos de dados
O sujeito da sociedade contemporânea detém cada vez mais cartões, chips e senhas de acesso – todos dispositivos digitais. De maneira crescente, a identificação do consumidor passa pelo seu perfil: uma série de dados sobre sua condição socioeconômica, seus hábitos e suas preferências de consumo. Todas essas informações se acumulam por meio do preenchimento de fichas de cadastro e formulários de pesquisa, que são processados digitalmente para serem armazenados em bancos de dados conectados em rede. Estes, por sua vez, serão acessados, vendidos, comprados e usados pelas empresas em suas estratégias de marketing. Desse modo, o consumidor passa a ser, ele mesmo, um produto à venda.
Uma amostra desse processo é uma tendência bem atual que se verifica, sobretudo, na internet, onde as empresas mais cotadas do momento oferecem uma variedade de serviços gratuitos a grandes quantidades de usuários, em troca dos quais estes devem fornecer dados sobre seus perfis. Tais informações são muito valiosas em termos de marketing, pois permitem enviar publicidade direcionada de acordo com cada tipo de consumidor, além de terem uma infinidade de outros usos, atuais e futuros. Assim, sem pedir dinheiro em troca, são oferecidos serviços cada vez mais fundamentais para os sujeitos contemporâneos: contas de correio eletrônico ou páginas nas redes sociais, espaço para armazenar ou compartilhar arquivos, bem como para publicar sites ou blogs, acesso ao conteúdo de revistas e jornais, sistemas de busca de informações, inclusive a própria conexão à internet. Mas, em todos esses casos, o produto comprado e vendido é ele: o consumidor.
SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado).
De acordo com a argumentação da autora, o sujeito social contemporâneo
Questão 52 153240
UEG 2017/1A mercantilização é um dos fenômenos característicos da modernidade. O mercado foi tematizado pelas ciências humanas e cada vez mais vem sendo abordado por filósofos, especialmente o fenômeno que alguns denominam “idolatria do mercado”. Partindo das análises sociológicas e filosóficas a respeito da relação entre mercantilização das relações sociais e consciência, verifica-se que
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