Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 2 386183
IFSulDeMinas 2018/1Texto
Indígenas na cidade: pobreza e preconceito marcam condições de vida
Há muito tempo, a floresta amazônica deixou de ser o lar de milhares de indígenas. A escassez de alimentos, o desmatamento e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que motivaram povos tradicionais a migrar para áreas urbanas. Em Manaus, no Amazonas, eles podem ser encontrados em todas as regiões da cidade. A Fundação Estadual do Índio estima que de 15 a 20 mil indígenas de diversas etnias vivam em áreas urbanas amazonenses, como os sateré-mawé, apurinã, kokama, miraña, dessana, tukano e piratapuia. “Acredito que 90% dos bairros de Manaus tenham indígenas morando”, informou o presidente da Fundação Estadual do Índio, Raimundo Atroari.
Apesar de buscar melhores condições de vida na cidade, a maioria dos indígenas vive em situação de pobreza, tem dificuldade de conseguir emprego e a principal renda vem do artesanato. “Geralmente, as comunidades estão localizadas em área de risco. Nunca é numa área boa. A gente sente muita essa dificuldade de viver na cidade. A maioria dos Sateré daqui da aldeia está no trabalho informal, sem carteira assinada. A maior parte fica dentro da aldeia trabalhando com artesanato. A gente consegue gerar uma renda mais no mês de abril quando o público procura. Fora isso a gente fica dependendo de doações”, contou o tuxaua ou cacique Moisés Sateré, líder de uma comunidade no bairro da Paz, zona oeste de Manaus, onde vivem 14 famílias.
A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, confirma que é comum os indígenas, mesmo em áreas urbanas, viverem em comunidade. “Conforme vai passando o tempo, vem um, vem outro e mais outros, as famílias acabam se juntando em determinado bairro, ou em uma periferia que ninguém morava, e os indígenas foram morar. Você vai ver que nas grandes cidades como Manaus, Campo Grande, Porto Alegre têm bairros eminentemente indígenas, ou segmentos de bairros, ressaltou a antropóloga.”
[...]
Morar em centros urbanos sem ocultar a ancestralidade e as próprias referências é ainda uma luta para mais de 315 mil indígenas, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 49% do total da população indígena do país.
“Há ainda forte preconceito e discriminação. E os indígenas que moram nas cidades são realmente os que enfrentam a situação assim no dia a dia, constantemente”, conta o presidente da Organização dos Índios da Cidade, de Boa Vista, Eliandro Pedro de Sousa, do povo Wapixana.
Em todo o Brasil, São Paulo é a cidade com maior população indígena, com cerca de 12 mil habitantes; seguida de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, com pouco mais de 11 mil e Salvador, com mais de 7,5 mil índios.
A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca que desde a colonização, a presença indígena nas cidades é constante, mas, em décadas passadas, a cidade era um espaço proibido.
“Eles iam pras cidades e não diziam que eram indígenas. Ocultavam a origem e também ocultavam as referências culturais, digamos assim”, explica. De acordo com ela, o medo da discriminação e de represálias do antigo Serviço de Proteção ao Índio impedia os indígenas de se apresentarem como tal.
Foi na década de 50, com o desenvolvimento industrial, que o processo de migração para as cidades se intensificou. Moradores do campo seguiam em busca de emprego nas fábricas e, com os indígenas, não foi diferente, conta a professora.
A própria Fundação Nacional do Índio (Funai), que tem como missão promover os direitos dos povos indígenas no Brasil, sofre o preconceito e percebe a situação dos indígenas que moram nas cidades. “Essa questão do preconceito é até com os servidores [da Funai]. Se é com o servidor, imagine para o próprio indígena”, indaga o coordenador regional da Funai em Roraima, Riley Mendes.
Bianca Paiva, Maíra Heinen – repórteres do radiojornalismo – EBC – Agência Brasil, 19/04/2017.
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-04/indigenasna-cidade-pobreza-e-preconceito-marcam-condicao-de-vida. Acesso em: 10 set. 2017.
De acordo com o texto, a presença dos índios nos centros urbanos NÃO se encontra marcada pela:
Questão 4 382863
IFBA 2018Texto
Erro de português
Tira a mão do meu quadril
não sou mulata exportação Brasil
você vacilou, perdeu a vez
enjoei do seu perfume francês
Bancou o superior com seu estilo europeu
Ei, essa cooperação internacional já deu...
fazendo piadas, meu cabelo não é bombril
pra remediar me chamando de “a preta
mais linda que você já viu”
Você desconhece a profundidade da minha
língua
minha saliva tem tupi, guarani
bantu com iorubá
italiano com sueco e tupinambá
vai ler muito livrinho de história
pra me contextualizar na sua memória
(...)
Sua diplomaticamente elaborada cara
simpática
não entra mais na minha gramática
não adianta apelar para a reforma
ortográfica...
você foi reprovado pelo seu erro
erro de português.
SOBRAL, Cristiane. Erro de português. Disponível em: https://cristianesobral.blogspot.com. br/2012/11/erro-de-portugues-poesia-de-cristiane. html. Acesso em 25 jul. 2017.
Leia as afirmativas abaixo sobre o poema “Erro de português” de Cristiane Sobral:
I – O texto poético questiona esterótipos historicamente atribuídos às mulheres negras.
II – A personagem-mulher é uma representante do feminino, mas também do feminino negro na luta por um espaço na sociedade.
III – Ressignifica o corpo da mulher negra através da negação da representação da mulata como mercadoria para exportação.
Assinale a alternativa que corresponde às afirmativas verdadeiras:
Questão 46 335544
CESMAC Medicina 1° Dia 2018/1Quando afirmamos que, através do conhecimento dos conteúdos da Sociologia, se obtém um maior e mais profundo conhecimento do homem, enquanto ser em sociedade, estamos implicitamente afirmando:
Questão 48 331095
CESMAC Medicina 1° Dia 2018/2Devemos definir Sociedade (conforme entendida no âmbito da Sociologia) como sendo:
1) um grupo de pessoas que, dentro de uma comunidade geral, se juntam em torno de uma unidade de crenças e convicções religiosas.
2) um grupo de pessoas, agindo e convivendo em coesão, numa comunidade organizada segundo deliberados objetivos comuns.
3) uma comunidade que, aceitando as mesmas instâncias reguladoras, persegue livremente interesses próximos ou idênticos.
4) uma comunidade, unida em torno de semelhantes ideais político-partidários, que cria, para si, suas regras de atuação moral.
5) um grupo de pessoas que, movido pelo ideal de ser útil através da pesquisa científica, prescinde da participação de pessoas alheias a esse ideal.
Estão corretas apenas:
Questão 46 331091
CESMAC Medicina 1° Dia 2018/2A importância de a disciplina Sociologia fazer parte de uma grade curricular advém do fato de ser ela uma ciência:
Questão 45 331089
CESMAC Medicina 1° Dia 2018/2Podemos definir Instituições Sociais como sendo:
06
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