Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 13 652268
UP Medicina 2018/1Nós, cozinheiros, podemos fazer muito em defesa dos nossos biomas e das nossas culturas. Um grande exemplo disso é a pimenta Baniwa. Resultado de um projeto incrível com a comunidade Baniwa, essa pimenta arrebatou a mim e a outros cozinheiros do mundo inteiro. Conhecer esta pimenta é mais do que uma experiência gastronômica, é uma experiência cultural. Valorizá-la significa valorizar uma cultura riquíssima da nossa terra, porém quase desconhecida de nós, brasileiros.
(Alexis Atala, do Instituto Atá, 2016.)
Os Baniwa são um povo indígena que vive em cerca de 200 comunidades e sítios, como parte do complexo cultural do noroeste amazônico, nas cabeceiras da bacia do rio Negro, entre Brasil, Colômbia e Venezuela, com uma população total de 15 a 18 mil pessoas, das quais encontram-se localizadas em território nacional entre 7 e 8 mil.
A respeito da relação entre cultura indígena e preservação da biodiversidade, considere as seguintes afirmativas:
1. Em um mundo ameaçado pela monotonia e pela uniformidade, resultantes da expansão da civilização ocidental, a cultura Baniwa representa a possibilidade de conformação de um mundo no qual a coligação de culturas prevaleça sobre uma civilização unitária.
2. A adesão espontânea ao gênero de vida ocidental, que se dá através da comercialização da pimenta, torna o povo Baniwa vulnerável às influências dos “brancos”, tornando a manutenção da biodiversidade no noroeste amazônico ainda mais exposta.
3. O comentário de Alexis Atala representa um reposicionamento do indígena em nossa sociedade, um caminho para a construção de visões plurais através do compartilhamento de outras formas de expressão cultural e tecnológica.
Assinale a alternativa correta.
Questão 28 601927
UFN Verão 2018# AgoraÉQueSãoElas
Em 2017, o mundo das celebridades foi agitado por várias denúncias de abuso e violência contra a mulher, fatos que, evidenciados pela grande mídia, ganharam conhecimento público e intensificaram o debate da questão. No início do ano, o ator José Mayer é acusado de assédio por uma funcionária da TV, o que resultou em seu afastamento da empresa e ainda em um “mea culpa” de sua parte. Os atos de violência e abuso pulam da tela para a passarela, quando a ex-modelo Luíza Brunet rompe o silêncio e denuncia o companheiro e empresário Lírio Parisotto por agressão.
Tais fatos revelam o quanto a sociedade brasileira precisa debater esse tema para modificar valores e práticas sociais. Pelo viés da literatura, tal problemática há muito vem sendo enfatizada. Na obra Quarto de despejo, Maria Carolina de Jesus constrói sua narrativa com uma linguagem inusitada, imperfeita e poética a revelar o silencioso drama da fome, da exclusão, da violência. Nessa obra, a referência à violência praticada contra as mulheres é recorrente, como se pode verificar no excerto abaixo.
26 de julho ...Eram 19 horas quando o senhor Alexandre começou a brigar com a sua esposa. Dizia que ela havia deixado seu relógio cair no chão e quebrar-se. Foi alterando a voz e começou a espancá-la. Ela pedia socorro. Eu não me imprecionei (sic), porque já estou acostumada com os espetáculos que ele representa (...) A cena não era para rir, não era comédia. Era drama.
(DE JESUS, Maria Carolina. Quarto de despejo: diário de uma favelada. Ática, São Paulo,1993, p.162.)
Considerando o enunciado e o excerto da obra, pode-se afirmar:
I. Ao evidenciar de forma crítica os contínuos relatos de violência contra as mulheres, Maria Carolina de Jesus, já na década de sessenta, rompeu com o estigma do machismo, mostrando-se uma precursora do debate das questões feministas.
II. No excerto, percebe-se que, apesar de escrever com problemas de linguagem, Maria Carolina tem um estilo poético sensível e particular. Tal fato pode ser evidenciado na eleição de um campo semântico que emprega para descrever o acontecimento: cena, espetáculo, drama, comédia.
III. Dentre vários aspectos, a obra surpreende, pois antecipa temáticas contemporâneas como questões de gênero, raça e distinção social.
Está(ão) correta(s)
Questão 43 601713
EBMSP Medicina 2018/2 O processo de globalização desencadeou vários problemas socioeconômicos em diversas partes do Globo, inclusive nos países desenvolvidos. Esse fenômeno originou os movimentos antiglobalização, formados por distintas organizações da sociedade civil como Organizações Não–Governamentais, ONG, sindicatos, movimentos ambientalistas, grupos indígenas, entre outros.
Disponível em: . Acesso em: abr. 2018.
Nas discussões históricas sobre globalização e antiglobalização, é possível afirmar:
Questão 48 600578
UNIC 2018/1
A juventude, em diversos momentos da história da civilização ocidental atual, atuou politicamente e ativamente, provocando mudanças nas estruturas políticas e comportamentais de determinadas sociedades, como
Questão 47 600577
UNIC 2018/1[...] a propriedade da terra era monopólio do Estado, restando às comunidades locais apenas a posse privada da terra e dos frutos por ela produzidos. Aqui, a propriedade era estatal e somente a posse era privada, mas, mesmo assim, era uma posse a nível de aldeia comunal, e não propriamente individual. [...]. Quem se apropriava do excedente da produção não eram indivíduos privados e nem mesmo os agrupamentos locais comunais, mas sim o Estado, a unidade superior agregadora e ratificadora do nexo social entre as várias comunidades aldeãs, espalhadas pela quase infinita vastidão do território.
(MARX. 2017).
O conceito de modo de produção é uma construção teórica marxista, que busca entender a formação e o desenvolvimento das sociedades humanas.
Dessa maneira, as características apontadas no texto podem ser corretamente aplicadas
Questão 45 600575
UNIC 2018/1Em 1996, o Governo Federal anunciou a criação do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH), um plano de ação composto por 227 medidas com o objetivo de defender os direitos do cidadão. No entanto, três anos depois, a Human Rights Watch – organização internacional que luta pela garantia dos Direitos Humanos em todo o mundo – entregou ao então presidente Fernando Henrique Cardoso um documento no qual afirmava que o PNDH não havia saído do papel. Segundo a entidade, casos, como trabalho forçado, tortura, massacres em prisões, violência contra as populações indígenas, homicídios cometidos por policiais, conflitos sangrentos pela posse de terra, violência doméstica e impunidades dos crimes cometidos durante a ditadura militar, continuavam a ocorrer no Brasil.
(DIMENSTEIN; GIANSANTI. 2007. p.160-161).
A luta pelos direitos humanos e pela concretização da cidadania no Brasil se fez sentir desde a época colonial, mesmo que os termos “cidadania e direitos humanos” não fossem correntes no período.
Assim, identificam-se aspectos dessa luta
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)