Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 26 6608848
FACISB 2018A doutrina econômica do neoliberalismo recebeu críticas de um de seus maiores defensores, o Fundo Monetário Internacional (FMI), em artigo recentemente publicado por três economistas da instituição. O documento sugere que o receituário neoliberal, prescrito pelo próprio FMI para o crescimento econômico, pode ter efeitos nocivos a longo prazo. A nova consideração dá suporte a uma legião de críticas feitas em países como a Grécia, que tem adotado políticas neoliberais propostas pela instituição.
(www.g1.globo.com, 31.05.2016. Adaptado.)
A partir do contexto econômico citado, uma política neoliberal alvo de questionamento é
Questão 8 6608252
FACISB 2018Leia o trecho do texto de Vera da Silva Telles para responder à questão.
Como bem sabemos, a produção da chamada “cidade ilegal” não é novidade, já desde bastante tempo é item obrigatório da agenda de estudos urbanos, quanto mais não seja pelas características predatórias da urbanização de nossas cidades, via de regra pela expansão da ocupação irregular do solo urbano, de que o crescimento exponencial do favelamento e das zonas de ocupação no correr dos anos 1990 é evidência gritante. No entanto, o que merece uma interrogação mais detida são as novas mediações e conexões pelas quais essas ilegalidades variadas vêm sendo urdidas no cenário urbano. Na verdade, esse jogo entre legal e ilegal é hoje feito em termos muito diferentes do tão debatido descompasso entre a cidade legal e a cidade real. Pois não se trata propriamente de ilegalidades (novas e velhas), mas de uma crescente e ampliada zona de indiferenciação entre o lícito e o ilícito, entre o direito e o não-direito, entre o público e o privado, entre a norma e a exceção, projetando uma inquietante linha de sombra no conjunto da vida urbana e de suas formas políticas. Zona de indiferenciação que cria situações, cada vez mais frequentes, que desfazem formas de vida e transformam todos e cada um em “vida matável”. uma zona incerta não se reduz fronteiras físicas (se é que elas existem) do que chamamos de “periferia”, passa por todo o entrelaçado da vida social, pelas práticas e suas mediações, pelos circuitos da vida urbana e pelas conexões que se fazem nas dobraduras da vida social.
(“Transitando na linha de sombra, tecendo as tramas da cidade”. In: Francisco de Oliveira e Cibele Rizek (orgs). A era da indeterminação, 2007. Adaptado.)
De acordo com o texto, a denominada “zona de indiferenciação”
Questão 77 6538272
FAMECA 2018Leia o texto de Frans de Waal para responder a questão.
O modo como as pessoas organizam a sociedade talvez não pareça o tipo de assunto com que um biólogo deva se preocupar. O certo seria eu me interessar pelo pica-pau-bico -de-marfim, pelo papel dos primatas na disseminação da aids ou do Ébola, pelo desaparecimento das florestas tropicais, ou se evoluímos ou não dos grandes primatas. Embora esta última questão continue a ser objeto de discussão para algumas pessoas, os paralelos com os animais são mais aceitos hoje em dia, o que facilita a vida dos biólogos. Daí minha decisão de avançar um passo a mais e ver se a biologia pode lançar alguma luz sobre a sociedade humana. Se isso significa entrar em controvérsias políticas, então, que seja. A verdade é que a biologia já faz parte delas. Todo debate sobre a sociedade e o governo parte de enormes pressuposições sobre a natureza humana, apresentadas como se elas derivassem diretamente da biologia. Mas isso quase nunca é verdade.
Nas ciências sociais, por exemplo, a natureza humana é representada pelo velho provérbio hobbesiano1 Homo homini lupus (“O homem é o lobo do homem”), uma afirmação questionável sobre a nossa espécie baseada em premissas falsas sobre uma espécie diferente. Por essa razão, um biólogo que se interesse em explorar a relação entre a sociedade e a natureza humana não estará realmente fazendo nada de novo. A diferença é que em vez de tentar justificar um modelo ideológico em particular, o biólogo tem um interesse genuíno em compreender o que é a natureza humana e qual a sua origem.
Os estudantes de direito, economia e política carecem dos instrumentos para examinar a sociedade humana com alguma objetividade. Com o que poderão compará-la? Raramente (ou talvez nunca) eles consultam o vasto conhecimento sobre o comportamento humano acumulado pela psicologia, pela biologia ou pela neurociência. Em poucas palavras, a resposta encontrada por essas disciplinas é de que os homens são animais gregários, altamente cooperativos e sensíveis à injustiça, belicosos às vezes, mas na maior parte do tempo amantes da paz. Uma sociedade que ignore essas tendências não poderá funcionar bem. É verdade que somos também animais movidos a incentivos, preocupados com o prestígio social, com o território e com a segurança alimentar, de modo que toda sociedade que desconsidere essas tendências tampouco poderá funcionar adequadamente. A nossa espécie tem um lado social e um lado egoísta.
(A era da empatia, 2009. Adaptado.)
1 hobbesiano: relativo ao filósofo inglês Thomas Hobbes.
“É verdade que somos também animais movidos a incentivos, preocupados com o prestígio social, com o território e com a segurança alimentar, de modo que toda sociedade que desconsidere essas tendências tampouco poderá funcionar adequadamente.” (3º parágrafo)
A alternativa que reescreve o período e substitui adequadamente a expressão destacada, mantendo o sentido original e a correção gramatical, é:
Questão 75 6538113
FAMECA 2018Leia o texto de Frans de Waal para responder a questão.
O modo como as pessoas organizam a sociedade talvez não pareça o tipo de assunto com que um biólogo deva se preocupar. O certo seria eu me interessar pelo pica-pau-bico -de-marfim, pelo papel dos primatas na disseminação da aids ou do Ébola, pelo desaparecimento das florestas tropicais, ou se evoluímos ou não dos grandes primatas. Embora esta última questão continue a ser objeto de discussão para algumas pessoas, os paralelos com os animais são mais aceitos hoje em dia, o que facilita a vida dos biólogos. Daí minha decisão de avançar um passo a mais e ver se a biologia pode lançar alguma luz sobre a sociedade humana. Se isso significa entrar em controvérsias políticas, então, que seja. A verdade é que a biologia já faz parte delas. Todo debate sobre a sociedade e o governo parte de enormes pressuposições sobre a natureza humana, apresentadas como se elas derivassem diretamente da biologia. Mas isso quase nunca é verdade.
Nas ciências sociais, por exemplo, a natureza humana é representada pelo velho provérbio hobbesiano1 Homo homini lupus (“O homem é o lobo do homem”), uma afirmação questionável sobre a nossa espécie baseada em premissas falsas sobre uma espécie diferente. Por essa razão, um biólogo que se interesse em explorar a relação entre a sociedade e a natureza humana não estará realmente fazendo nada de novo. A diferença é que em vez de tentar justificar um modelo ideológico em particular, o biólogo tem um interesse genuíno em compreender o que é a natureza humana e qual a sua origem.
Os estudantes de direito, economia e política carecem dos instrumentos para examinar a sociedade humana com alguma objetividade. Com o que poderão compará-la? Raramente (ou talvez nunca) eles consultam o vasto conhecimento sobre o comportamento humano acumulado pela psicologia, pela biologia ou pela neurociência. Em poucas palavras, a resposta encontrada por essas disciplinas é de que os homens são animais gregários, altamente cooperativos e sensíveis à injustiça, belicosos às vezes, mas na maior parte do tempo amantes da paz. Uma sociedade que ignore essas tendências não poderá funcionar bem. É verdade que somos também animais movidos a incentivos, preocupados com o prestígio social, com o território e com a segurança alimentar, de modo que toda sociedade que desconsidere essas tendências tampouco poderá funcionar adequadamente. A nossa espécie tem um lado social e um lado egoísta.
(A era da empatia, 2009. Adaptado.)
1 hobbesiano: relativo ao filósofo inglês Thomas Hobbes.
A opinião do autor sobre “O homem é o lobo do homem” é:
Questão 39 6525181
FASM 2018Observe o cartaz veiculado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), criada em 23 de dezembro de 1963, que reproduz a imagem do trabalhador rural de um quadro de Candido Portinari, para responder a questão.

A imagem participa de um contexto político-governamental de
Questão 38 6525154
FASM 2018Observe o cartaz veiculado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), criada em 23 de dezembro de 1963, que reproduz a imagem do trabalhador rural de um quadro de Candido Portinari, para responder a questão.

A imagem representa o camponês como
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