Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 4 1337314
UNCISAL 1° Dia 2019Imaginar que uma sociedade voltada explicitamente à satisfação das necessidades humanas vai alterar por si só os potenciais destrutivos embutidos inevitavelmente no avanço da ciência e da técnica é mais que ilusório: é expressão de prepotência.
ABRAMOVAY, Ricardo. A heurística do medo, muito além da precaução. Estudos avançados. São Paulo, v. 30, n. 86, jan.-abr. 2018, p. 176.
Considerando-se o trecho anterior e o fato de que a vida social tem-se transformado continuamente a partir de mudanças da ciência, da técnica e da tecnologia, deduz-se que
Questão 3 1263410
UVV 2019/1A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos, políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a todos.
Disponível em: shorturl.at/blvL1 - Acesso em: 11/08/2018. Adaptado.
A respeito do texto acima, pode-se inferir que
Questão 65 1253690
ENEM 1° Dia (Amarela) 2019Localizado a 160 km da cidade de Porto Velho (capital do estado de Rondônia), nos limites da Reserva Extrativista Jaci-Paraná e Terra Indígena Karipunas, o povoado de União Bandeirantes surgiu em 2000 a partir de movimentos de camponeses, madeireiros, pecuaristas e griileiros que, à revelia do ordenamento territorial e diante da passividade governamental, demarcaram e invadiram terras na área rural fundando a vila. Atualmente, constitui-se na região de maior produção agrícola e leiteira do município de Porto Velho, fornecendo, inclusive, alimentos para a Hidrelétrica de Jirau.
SILVA, R.G.C. Amazônia globalizada - o exemplo de Rondônia. Confins, n. 23, 2015 (adaptado).
A dinâmica de ocupação territorial descrita foi decorrente da
Questão 7 1204639
EPCAR 2019TEXTO
Rap: uma linguagem dos guetos
Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
[5] hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
[10] essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
[15] país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.
O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
[20] sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
[25] Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
[30] conta dos guetos negros.
/.../
Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
[35] conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
[40] condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
Por essa época ou um pouco antes, jovens
[45] negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
Finalmente, além da música e da dança,
[50] propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
[55] experiência comum, a cultura de rua. /.../
Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
[60] centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
[65] Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.
[70] /.../
Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
[75] críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
[80] ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".
(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)
Há, em um dos fragmentos abaixo, uma marca evidente da presença dos autores no texto.
Assinale-o.
Questão 56 1109847
FGV-RJ Administração 2019/2
Meme sobre a proibição do Governo de usar imagens sem créditos para criação de memes do presidente Michel Temer.
A expressão "meme da internet" é usada para se referir a uma nova forma de comunicação própria do mundo digital, disseminada em campanhas políticas, publicitárias e no âmbito das redes sociais.
Nesse sentido, os memes
Questão 65 1101066
FGV-RJ Administração, Economia, C. Sociais e Direito 2019/1
Em 2018, circulou nas redes sociais a imagem de uma nota de dois reais com a pergunta "Quem matou Marielle?" carimbada. Tratava-se de uma referência anônima a duas obras famosas do Projeto Cédulas do artista plástico carioca Cildo Meireles. Em 1975, o artista produziu "Quem matou Herzog?", repetindo o seu próprio gesto em 2013, com "Cadê Amarildo?".
Considerando as imagens, analise as afirmações a seguir:
I A escolha de um objeto cotidiano como veículo temporário de obra de arte visa minar o controle das informações pela TV, pelo rádio e pela imprensa escrita, ao burlar clandestinamente a censura.
II O ato de carimbar cédulas do mais baixo valor com indagações de cunho ético permite registrar e divulgar opiniões críticas, ao fazêlas circular de modo abrangente e aleatório.
III A repetição anônima dos gestos de Cildo Meireles reitera a relação entre arte e engajamento político, ao denunciar a impunidade e o assassinato de intelectuais e lideranças populares.
É correto o que se informa em
06
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