Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 52 3188337
UFU 1° Dia 2019/2A Estação Primeira de Mangueira se sagrou vitoriosa no carnaval de 2019 do Rio com a proposta de contar o “avesso” da história do Brasil – com um samba-enredo que jogou os holofotes do Sambódromo sobre heróis “apagados” da história e sobre as lutas de negros, de indígenas e de mulheres ao longo dos séculos, após o descobrimento.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47409435.%20Acesso%20em%2009.mar.2019.
A questão da diversidade e do reconhecimento das diferenças faz parte da pauta de discussão dos movimentos sociais feministas, negros, étnicos e indígenas.
De acordo com os pressupostos sociológicos, constituem-se justificativas para o apagamento desses heróis
Questão 4 2951424
ACAFE Medicina 2019/2Texto
Por que a aposentadoria dos militares é uma bomba-relógio para os estados
A tendência de os militares se aposentarem mais cedo e com benefícios mais altos do que a média do funcionalismo público e dos trabalhadores do setor privado torna a categoria uma verdadeira bomba-relógio para as finanças dos estados.
Os estados brasileiros já gastam hoje R$ 80 bilhões, ou 13% de toda sua receita, com militares ativos e inativos – sendo que 90% são policiais militares ou bombeiros.
O crescimento do gasto na área com inativos é de 7% ao ano, enquanto a receita está praticamente estagnada.
“Hoje, os estados arrecadam o mesmo que arrecadavam em 2013”, diz o coordenador de Políticas Macroeconômicas do Ipea, Cláudio Hamílton dos Santos. “Basicamente, o país ficou seis anos patinando, com uma arrecadação constante. E grande parte dessa receita está sendo comprometida com inativos”, diz.
O problema tende a piorar. Estudo divulgado pelo Ipea no início da semana mostra que, em pouco mais de uma década, mais da metade (52%) do contingente militar nos estados já será de inativos.
No ano passado, dois estados já viviam esse cenário: Minas Gerais (283.614 inativos e 245.319 ativos) e Rio Grande do Sul (167.532 inativos e 107.906 ativos).
Minas Gerais e Rio de Janeiro estão em situação particularmente delicada do ponto de vista de receita, já que gastam um quinto de tudo que arrecadam com inativos e pensionistas militares.
Relatório do Tesouro Nacional de 2018 mostra que o número de aposentados dos Executivos estaduais cresceu, em média, 11% entre 2012 e 2017. No caso dos professores e dos militares, duas categorias com regras diferenciadas, as variações para o mesmo período foram de 239% e 167%, respectivamente.
Segundo relatório do Tesouro, as proporções maiores evidenciam a tendência desses servidores a se aposentarem mais cedo.
Pela lei, agentes de segurança se aposentam mais cedo do que outras categorias, em função, sobretudo, da periculosidade do trabalho que desempenham e da disponibilidade que têm em relação ao serviço.
Enquanto os servidores civis se aposentam, em média, aos 56,9 anos, segundo o estudo do Ipea, metade dos militares é transferida para a reserva antes dos 49 anos.
A dinâmica é particularmente preocupante, segundo Santos, porque ao contrário de civis, os policiais tendem a ser substituídos para que o contingente de policiais e bombeiros na rua não seja reduzido.
Uma questão adicional é a remuneração e a forma com que a carreira é configurada, aponta Juliana Damasceno, economista e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Quando entram para a reserva, os militares, geralmente, ganham como rendimento o montante equivalente ao da patente imediatamente superior. Você já estabelece uma certa rigidez”, explica Juliana.
O valor da remuneração mediana dos ativos em 2016 era de R$ 4.389,08, enquanto que para inativos estava em torno de R$ 6.453,99. A lógica é outra entre o conjunto dos servidores públicos estaduais, com o inativo ganhando em média 90% do salário do ativo.
TUON, Lígia. Disponível em: https://exame.abril.com.br/economia/por-que-a-aposentadoria-dos-militares-e-uma-bomba-relogio-para-os-estados/. Publicado em 01 mai. 2019. Acesso em 02 mai. 2019. [Fragmento adaptado.]
Assinale a pergunta que pode ser respondida com base no Texto.
Questão 53 2867631
Mackenzie Manhã 2019/1Leia com atenção.
– Senso de crise catastrófica além do alcance das soluções tradicionais;
– Primazia do grupo, diante do qual todos têm deveres superiores a qualquer direito, sejam eles individuais sejam universais, e a subordinação do indivíduo a esses deveres;
– Crença de que o próprio grupo é vítima, sentimento esse que justifica qualquer ação, sem limites jurídicos ou morais contra seus inimigos tanto internos quanto externos;
– Pavor à decadência do grupo sob a influência corrosiva do individualismo, dos conflitos de classe e das influências estrangeiras;
– Necessidade de chefes naturais capazes de encarnar o sentido histórico do grupo;
– Exaltação da beleza da violência e eficácia da vontade, sempre voltadas para o êxito do grupo.
É correto afirmar que o conjunto dos sentimentos descritos acima se relaciona diretamente com o pensamento
Questão 4 2856966
Mackenzie Manhã 2019/1Texto para a questão
É importante notar que o esforço para a produção dos sentidos
ocorre em virtude de os homens desejarem estabelecer cadeias
comunicativas, seja para informar, convencer, emocionar, seja para
explicar, determinar, aconselhar. Mas, para que isto acontecesse,
[05] foi necessária aos diversos grupos humanos a criação de códigos
linguísticos próprios, acordos que conhecemos pelo nome de línguas
e que expressam maneiras particulares de conceber os significados,
as formas de uso, os mecanismos de elaboração do universo das
palavras. Sem isto, as expressões linguísticas cairiam no vazio e as
[10] sentenças resultariam incompreensíveis. Imaginem como ficaria um
alemão que não sabe português diante da frase “A lição está difícil”.
Em nosso caso, o código comum é a língua portuguesa: graças
a ela produzimos, verbalmente, os efeitos de sentido. No entanto, não
se deve considerar o código comum como uma referência padrão que
[15] se mantém inalterada. Ao contrário, a língua possui variabilidades,
usos diferenciados conforme a situação cultural, econômica, etária,
regional do usuário.
Adilson Citelli, O texto argumentativo
Pela leitura do texto, depreende-se corretamente que:
Questão 2 2685475
FCM PB 2019/2TEXTO – A mentirosa liberdade
Comecei a escrever um novo livro sobre os mitos e mentiras, que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade? Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.
(LUFT,Lya. A mentirosa liberdade Disponível em: https://www.contioutra.com/a-mentirosa-liberdade-lya-uft/)
No segundo parágrafo, a articulista se refere à “ síndrome do ter de”.
Tal síndrome resulta
Questão 60 2651001
UNIMONTES 2° Etapa 2019Os valores científicos, que pouco a pouco substituíram os valores religiosos, passaram a orientar a conduta das pessoas em diversas esferas da vida social, resultando um processo de escolha por valores práticos ou utilitários. Assim, os homens passaram a levar em consideração os melhores meios para garantir a sobrevivência na vida diária, o que resultou no consequente enfraquecimento da religião na sociedade.
Esse processo é chamado de
06
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