Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 22 14868519
PAS - UFLA 2 Etapa 2 Dia 2020-2022“A necessidade de obter graus acadêmicos e de usá-los na competição intelectual definiu culturalmente certos alvos e obrigações na carreira científica dos sociólogos. O ensino universitário possibilita a associação do ensino à pesquisa, cria padrões de trabalho intelectual e orienta as atividades individuais segundo os móveis básicos da investigação científica.”
Fonte: FERNANDES, Florestan. A sociologia no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1976, p. 39-40.
As considerações sobre o padrão de trabalho acadêmico caracterizam a carreira científica da sociologia como uma atividade
Questão 20 14868513
PAS - UFLA 2 Etapa 2 Dia 2020-2022“Plano e ações, impulsos emocionais e racionais de pessoas isoladas constantemente se entrelaçam de modo amistoso e hostil. Esse tecido básico, resultante de muitos planos e ações isolados, pode dar origem a mudanças e modelos que nenhuma pessoa isolada planejou ou criou. Dessa interdependência de pessoas surge algo mais irresistível e mais forte do que a vontade e a razão das pessoas isoladas que a compõem.”
Fonte: ELIAS, Norbert. O processo civilizador: formação do Estado e civilização. vol. 2. Rio de Janeiro: Zahar, 1993, p. 194. (Adaptado)
A resultante desse processo de entrelaçamento de ações individuais corresponde à definição do conceito sociológico de:
Questão 22 14861754
PAS - UFLA 1 Etapa 2 Dia 2020-2022"Na realidade, o moderno capitalismo empresarial racional necessita tanto de meios técnicos de produção calculáveis como de um direito previsível e de uma administração segundo regras formais, sem o que é evidentemente possível um capitalismo comercial aventureiro e especulativo, bem como todas as formas de capitalismo de dependência política, mas não a empresa racional privada com capital fixo e um cálculo seguro".
Fonte: WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 3ª ed. Lisboa: Presença, 1990, p.19.
O aspecto fundamental na caracterização weberiana do moderno capitalismo empresarial está na
Questão 2 14730519
UPE SSA 1ª Fase - 1° Dia 2020(1) Juventude, cidadania e participação: que papo é esse? Pode ser um papo furado, que não leve a nada. Pode ser que não renda, que seja insuficiente em termos de contribuição à democracia, de questionar padrões da cultura brasileira. Por outro lado, este papo pode render muito. Pode render, sim, com muitos desafios. Não é nada automático, nada mágico. Pode ser um importante elemento construtor de democracia, de uma sociedade mais justa de direitos.
(2) Acho que essa pergunta "que papo é esse?" poderia ser substituída por "que onda é essa?", "que moda é essa?". Por que está na moda falar em políticas públicas para a juventude? Por que se inventou agora que a juventude é depositária de todas as possibilidades? Por que agora a juventude aparece? Infelizmente, não é por uma coisa boa. Poderia ser por reconhecimento. Mas não é. A questão da juventude vem para a cena pública quando ela passa a ser o segmento mais vulnerável frente às mudanças sociais que acontecem no mundo de hoje.
(3) Quando a gente soma, em especial no Brasil, uma história de desigualdades sociais e de exclusão com uma realidade mundial de mudanças de relações de produção e de exclusão de grupos sociais, a juventude torna-se o segmento mais atingido. É por isso que a juventude aparece, atualmente, como um ator social, enfrentando diversos desafios da sociedade contemporânea. A grande questão é que o jovem dos dias atuais tem medo de sobrar. A sua inserção produtiva não está garantida.
(4) Há quem possa dizer que sempre foi assim. Sempre existiu o jovem pobre e o jovem rico, o jovem incluído e o excluído. Sim, isto é verdade. Mas acontece que tínhamos um sistema de produção que garantia uma reprodução: o filho do camponês continuaria o trabalho do pai, da mesma forma que o filho do operário. Era injusto porque o jovem não tinha possibilidade de ascender socialmente, mas havia a possibilidade de pensar o futuro a partir de um lugar social. Aqueles que estudavam, que passavam no funil, tinham a garantia de que poderiam exercer a sua profissão ao final dos estudos. Com a mudança do mundo do trabalho, cada vez mais restritivo e mutante, os jovens foram e são atingidos. Todos os jovens passaram a ter medo do futuro. Neste cenário, temos que ver todas as diferentes juventudes e suas questões sociais e raciais, suas questões de gênero e
opções/orientações sexuais. Os mais vulneráveis têm mais medo de sobrar e são os mais atingidos. Estamos diante de uma geração que é atingida na possibilidade de pensar o futuro a partir de mudanças estruturais da sociedade. [...]
(5) As políticas públicas têm que somar estas duas coisas: os direitos universais (o acesso à educação, ao trabalho etc.) e os específicos. As políticas públicas têm que pensar então numa nova interface entre escolaridade e preparação para o mundo do trabalho. O Estado tem que ter o compromisso de fazer as suas políticas macro, mas tem que fazer isto com a sociedade civil, para que cada um participe, transformando a política de juventude numa política de Estado, não de Governo. Queremos colocar duas palavras na roda: direitos e oportunidades.
(6) Mas para que isso aconteça e para que este papo seja produtivo e dê resultado positivo, dependemos muito da ação de levar para a sociedade a perspectiva geracional. Uma questão complicada. A questão da juventude é uma questão marcada por uma faixa etária específica. Portanto, ela não pode ser pensada sem levar em conta a relação intergeracional. Os jovens e os adultos se colocam em todos os espaços sociais. É preciso que os jovens consigam aprender com os adultos valores da cidadania que são trazidos pela história social do país. Os jovens não podem achar que estão começando do zero. É preciso promover um diálogo intergeracional, um diálogo que traz valores. Os jovens têm que escutar os adultos e vice-versa, o que provocará um aprendizado mútuo. Só sabe o que é ser jovem hoje quem é jovem. Os adultos de hoje foram jovens em outro tempo histórico.
(7) É necessário, também, que haja um diálogo intrageracional. Esse é o maior desafio, porque as tribos existem, os grupos são heterogêneos e têm objetivos diferentes. Precisamos encontrar o que une esta geração e a partir daí desenvolver políticas públicas. Claro que as diferenças continuarão existindo.
(8) Os jovens estarão no mesmo jogo dos adultos (que às vezes não é um jogo muito bom) se eles se fragmentarem completamente, não perceberem o que há de comum entre eles a partir dos desafios e dos direitos de sua geração. Estabelecer os diálogos é difícil. Não é fácil porque muitas vezes os jovens reproduzem os preconceitos e os 'faccionalismos' dos adultos. Esta geração tem uma chance de inovar na cultura política, inovar a partir de seus interesses e de uma forma que faça até mesmo que os adultos aprendam.
Regina Novaes. Disponível em: http://revistapontocom.org.br/edicoes-anteriores-artigos/juventude-participacao-e-cidadania-que-papo-e-esse. Acesso em: 16/08/2019. Adaptado.
Segundo a autora do Texto 1, "a grande questão é que o jovem dos dias atuais tem medo de sobrar".
Em outras palavras, o jovem da atualidade teme
Questão 45 14725065
UPE SSA 2ª Fase - 2° Dia 2020Observe a tirinha a seguir:

Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/galerias/ Acesso em: 20/06/2019.
Calvin faz uma contestação às normas criadas pelo grupo social para estruturar e organizar as relações entre os membros.
Como se classifica sociologicamente o comportamento de Calvin?
Questão 44 14725058
UPE SSA 2ª Fase - 2° Dia 2020Observe a charge a seguir:

Disponível em: http://cafecomcharge.blogspot.com/2016/05/1-de-maio.html Acesso em: 20/06/2019.
A charge apresenta um tipo de relação comum nas sociedades modernas capitalistas.
Sobre o conceito sociológico nela destacado, é CORRETO afirmar que
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