Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 5 15553959
UFJF - PISM Módulo III dia 1 2021TEXTO
UMA CARTA SOBRE JUSTIÇA E DEBATE ABERTO
7 de julho de 2020
Nossas instituições culturais enfrentam um momento de julgamento. Protestos poderosos por justiça racial e social estão levando a reivindicações há muito tempo esperadas por reforma da polícia, ao lado de chamados mais amplos por igualdade e inclusão maiores em toda a nossa sociedade, especialmente no ensino superior, no jornalismo, na filantropia e nas artes. Porém, essa necessária prestação de contas também intensificou um novo conjunto de atitudes morais e engajamentos políticos que tendem a enfraquecer nossas normas de debate aberto e tolerância de diferenças, em favor da conformidade ideológica. Aplaudimos o primeiro acontecimento, mas levantamos nossas vozes contra o segundo. As forças do iliberalismo vêm ganhando espaço em todo o mundo e contam com um aliado poderoso em Donald Trump, que representa uma ameaça real à democracia. Contudo, não se deve permitir que a resistência endureça, tornando-se um tipo próprio de dogma ou coerção – algo que demagogos de direita já vêm explorando. A inclusão democrática que buscamos só pode ser alcançada se nos manifestarmos contra o clima de intolerância que se instalou por todos os lados.
O livre intercâmbio de informação e ideias, força vital que alimenta uma sociedade liberal, está sendo mais restrito a cada dia que passa. Já nos acostumamos a esperar isso por parte da direita radical, mas a atitude censuradora também está se disseminando mais amplamente em nossa cultura: uma intolerância a visões opostas, uma propensão a humilhar pessoas publicamente e submetê-las ao ostracismo, a tendência a dissolver questões políticas complexas em uma certeza moral ofuscante. Defendemos o valor do discurso contrário robusto e até cáustico vindo de todos os lados. Hoje, porém, é lamentavelmente comum ouvir chamados por represálias imediatas e severas em resposta a discursos e pensamentos interpretados como transgressivos. Ainda mais perturbador é o fato de, em um esforço desesperado para controlar os danos, líderes institucionais andarem impondo castigos apressados e desproporcionais em lugar de reformas bem pensadas. Editores são demitidos por publicar artigos controversos; livros são tirados de circulação por suposta inautenticidade; jornalistas são impedidos de escrever sobre certos temas; professores universitários são investigados por citar obras de literatura em sala de aula; um pesquisador é demitido por circular um estudo acadêmico revisto por pares; e diretores de organizações são afastados por iniciativas que, em alguns casos, não passaram de equívocos imprudentes. Sejam quais forem os argumentos apresentados em torno de cada incidente em particular, o resultado vem sendo o estreitamento constante dos limites do que pode ser dito sem ameaças de represália. Já estamos pagando o preço por isso em termos de maior aversão a riscos da parte de escritores, artistas e jornalistas que temem por seus meios de subsistência se se distanciarem do consenso geral ou até mesmo demonstrarem zelo insuficiente em concordar com ele.
Esse ambiente sufocante vai acabar, em última análise, prejudicando as causas mais cruciais de nossos tempos. A imposição de restrições ao debate, quer seja por um governo repressor ou uma sociedade intolerante, invariavelmente prejudica aqueles que não têm poder e torna todos menos capazes de participação democrática. O melhor modo de derrotar más ideias é pela exposição das ideias, a discussão e a persuasão, não por tentativas de silenciá-las ou simplesmente desejar que não existissem. Rejeitamos qualquer escolha falsa entre justiça e liberdade, que não podem existir em separado. Como escritores, precisamos de uma cultura que nos deixe espaço para experimentação, riscos e até erros. Precisamos preservar a possibilidade de divergências de boa-fé sem consequências profissionais graves. Se não defendermos a própria coisa da qual nosso trabalho depende, não devemos esperar que o público ou o Estado a defendam por nós.
Elliot Ackerman; SaladinAmbar, Universidade Rutgers; Martin Amis;AnneApplebaum; Marie Arana, escritora; Margaret Atwood; John Banville; Mia Bay, historiadora; Louis Begley, escritor; Roger Berkowitz, BardCollege; Paul Berman, escritor; SheriBerman, BarnardCollege; Reginald DwayneBetts, poeta; Neil Blair, agente; David W. Blight, Universidade Yale; Jennifer Finney Boylan, autora; David Bromwich; David Brooks, colunista; Ian Buruma, BardCollege; Lea Carpenter; Noam Chomsky, MIT (emérito); Nicholas A. Christakis, Universidade Yale; Roger Cohen, escritor; Embaixadora Frances D. Cook, aposentada; Drucilla Cornell, fundadora, uBuntu Project; KamelDaoud; MeghanDaum, escritora; Gerald Early, Universidade Washington-St. Louis; Jeffrey Eugenides, escritor; Dexter Filkins; Federico Finchelstein, The New School; CaitlinFlanagan; Richard T. Ford, Stanford Law School; Kmele Foster; David Frum, jornalista; Francis Fukuyama, Universidade Stanford; AtulGawande, Universidade Harvard; Todd Gitlin, Universidade Columbia; Kim Ghattas; Malcolm Gladwell; Michelle Goldberg, colunista; Rebecca Goldstein, escritora; Anthony Grafton, Universidade Princeton; David Greenberg, Universidade Rutgers; Linda Greenhouse; Rinne B. Groff, dramaturga; Sarah Haider, ativista; Jonathan Haidt, NYU-Stern; RoyaHakakian, escritora; ShadiHamid, BrookingsInstitution; JeetHeer, The Nation; Katie Herzog, apresentadora de podcast; SusannahHeschel, DartmouthCollege; Adam Hochschild, autor; Arlie Russell Hochschild, autor; Eva Hoffman, escritora; Coleman Hughes, escritor/Instituto Manhattan; Hussein Ibish, Instituto dos Países do Golfo Árabe; Michael Ignatieff; ZaidJilani, jornalista; Bill T. Jones, New York Live Arts; Wendy Kaminer, escritora; Matthew Karp, Universidade Princeton; GarryKasparov, RenewDemocracyInitiative; Daniel Kehlmann, escritor; Randall Kennedy; KhaledKhalifa, escritor; ParagKhanna, autor; Laura Kipnis, Universidade Northwestern; Frances Kissling, Center for Health, Ethics, Social Policy; Enrique Krauze, historiador; Anthony Kronman, Universidade Yale; JoyLadin, Universidade Yeshiva; Nicholas Lemann, Universidade Columbia; Mark Lilla, Universidade Columbia; Susie Linfield, Universidade de Nova York; Damon Linker, escritor; DahliaLithwick, Slate; Steven Lukes, Universidade de Nova York; John R. MacArthur, publisher, escritor; Susan Madrak, escritora; Phoebe MaltzBovy, escritora; Greil Marcus; Wynton Marsalis, Jazz at Lincoln Center; KatiMarton, autora; DebraMashek, acadêmica; DeirdreMcCloskey, Universidade de Illinois em Chicago; John McWhorter, Universidade Columbia; UdayMehta, City Universityof New York; Andrew Moravcsik, Universidade Princeton; YaschaMounk, Persuasion; Samuel Moyn, Universidade Yale; Meera Nanda, escritora e professora; Cary Nelson, Universidade de Illinois em Urbana-Champaign; Olivia Nuzzi, New York Magazine; Mark Oppenheimer, Universidade Yale; DaelOrlandersmith, escritora/performer; George Packer; NellIrvinPainter, Universidade Princeton (emérita); Greg Pardlo, Universidade Rutgers – Camden; Orlando Patterson, Universidade Harvard; Steven Pinker, Universidade Harvard; LettyCottinPogrebin; KathaPollitt, escritora; Claire Bond Potter, The New School; TaufiqRahim; Zia Haider Rahman, escritor; Jennifer Ratner-Rosenhagen, Universidade de Wisconsin; Jonathan Rauch, BrookingsInstitution/The Atlantic; Neil Roberts, teórico político; Melvin Rogers, Universidade Brown; Kat Rosenfield, escritora; Loretta J. Ross, Smith College; J.K. Rowling; Salman Rushdie, Universidade de Nova York; KarimSadjadpour, Carnegie Endowment; Daryl Michael Scott, Universidade Howard; Diana Senechal, professora e escritora; Jennifer Senior, colunista; Judith Shulevitz, escritora; Jesse Singal, jornalista; Anne-Marie Slaughter; Andrew Solomon, escritor; Deborah Solomon, crítica e biógrafa; Allison Stanger, MiddleburyCollege; Paul Starr, American Prospect/Universidade Princeton; Wendell Steavenson, escritor; Gloria Steinem, escritora e ativista; Nadine Strossen, New York Law School; Ronald S. Sullivan Jr., Harvard Law School; KianTajbakhsh, Universidade Columbia; ZephyrTeachout, Universidade Fordham; Cynthia Tucker, Universidade do Sul do Alabama; AdanerUsmani, Universidade Harvard; ChloeValdary; Helen Vendler, Universidade Harvard; Judy B. Walzer; Michael Walzer; Eric K. Washington, historiador; Caroline Weber, historiadora; RandiWeingarten, Federação Americana de Professores; Bari Weiss; Sean Wilentz, Universidade Princeton; GarryWills; Thomas Chatterton Williams, escritor; Robert F. Worth, jornalista e autor; Molly Worthen, Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill; Matthew Yglesias; Emily Yoffe, jornalista; Cathy Young, jornalista; FareedZakaria As instituições são mencionadas apenas para fins de identificação.
Texto adaptado. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/07/leia-manifestos-sobre-cultura-do-cancelamento-eliberdade-de-expressao.shtml. Acesso em: 27/11/2020
O primeiro parágrafo do texto traça um quadro do "momento de julgamento" enfrentado pelas instituições culturais. Para descrever esse cenário, utilizou-se como estratégia:
Questão 4 15553956
UFJF - PISM Módulo III dia 1 2021TEXTO
UMA CARTA SOBRE JUSTIÇA E DEBATE ABERTO
7 de julho de 2020
Nossas instituições culturais enfrentam um momento de julgamento. Protestos poderosos por justiça racial e social estão levando a reivindicações há muito tempo esperadas por reforma da polícia, ao lado de chamados mais amplos por igualdade e inclusão maiores em toda a nossa sociedade, especialmente no ensino superior, no jornalismo, na filantropia e nas artes. Porém, essa necessária prestação de contas também intensificou um novo conjunto de atitudes morais e engajamentos políticos que tendem a enfraquecer nossas normas de debate aberto e tolerância de diferenças, em favor da conformidade ideológica. Aplaudimos o primeiro acontecimento, mas levantamos nossas vozes contra o segundo. As forças do iliberalismo vêm ganhando espaço em todo o mundo e contam com um aliado poderoso em Donald Trump, que representa uma ameaça real à democracia. Contudo, não se deve permitir que a resistência endureça, tornando-se um tipo próprio de dogma ou coerção – algo que demagogos de direita já vêm explorando. A inclusão democrática que buscamos só pode ser alcançada se nos manifestarmos contra o clima de intolerância que se instalou por todos os lados.
O livre intercâmbio de informação e ideias, força vital que alimenta uma sociedade liberal, está sendo mais restrito a cada dia que passa. Já nos acostumamos a esperar isso por parte da direita radical, mas a atitude censuradora também está se disseminando mais amplamente em nossa cultura: uma intolerância a visões opostas, uma propensão a humilhar pessoas publicamente e submetê-las ao ostracismo, a tendência a dissolver questões políticas complexas em uma certeza moral ofuscante. Defendemos o valor do discurso contrário robusto e até cáustico vindo de todos os lados. Hoje, porém, é lamentavelmente comum ouvir chamados por represálias imediatas e severas em resposta a discursos e pensamentos interpretados como transgressivos. Ainda mais perturbador é o fato de, em um esforço desesperado para controlar os danos, líderes institucionais andarem impondo castigos apressados e desproporcionais em lugar de reformas bem pensadas. Editores são demitidos por publicar artigos controversos; livros são tirados de circulação por suposta inautenticidade; jornalistas são impedidos de escrever sobre certos temas; professores universitários são investigados por citar obras de literatura em sala de aula; um pesquisador é demitido por circular um estudo acadêmico revisto por pares; e diretores de organizações são afastados por iniciativas que, em alguns casos, não passaram de equívocos imprudentes. Sejam quais forem os argumentos apresentados em torno de cada incidente em particular, o resultado vem sendo o estreitamento constante dos limites do que pode ser dito sem ameaças de represália. Já estamos pagando o preço por isso em termos de maior aversão a riscos da parte de escritores, artistas e jornalistas que temem por seus meios de subsistência se se distanciarem do consenso geral ou até mesmo demonstrarem zelo insuficiente em concordar com ele.
Esse ambiente sufocante vai acabar, em última análise, prejudicando as causas mais cruciais de nossos tempos. A imposição de restrições ao debate, quer seja por um governo repressor ou uma sociedade intolerante, invariavelmente prejudica aqueles que não têm poder e torna todos menos capazes de participação democrática. O melhor modo de derrotar más ideias é pela exposição das ideias, a discussão e a persuasão, não por tentativas de silenciá-las ou simplesmente desejar que não existissem. Rejeitamos qualquer escolha falsa entre justiça e liberdade, que não podem existir em separado. Como escritores, precisamos de uma cultura que nos deixe espaço para experimentação, riscos e até erros. Precisamos preservar a possibilidade de divergências de boa-fé sem consequências profissionais graves. Se não defendermos a própria coisa da qual nosso trabalho depende, não devemos esperar que o público ou o Estado a defendam por nós.
Elliot Ackerman; SaladinAmbar, Universidade Rutgers; Martin Amis;AnneApplebaum; Marie Arana, escritora; Margaret Atwood; John Banville; Mia Bay, historiadora; Louis Begley, escritor; Roger Berkowitz, BardCollege; Paul Berman, escritor; SheriBerman, BarnardCollege; Reginald DwayneBetts, poeta; Neil Blair, agente; David W. Blight, Universidade Yale; Jennifer Finney Boylan, autora; David Bromwich; David Brooks, colunista; Ian Buruma, BardCollege; Lea Carpenter; Noam Chomsky, MIT (emérito); Nicholas A. Christakis, Universidade Yale; Roger Cohen, escritor; Embaixadora Frances D. Cook, aposentada; Drucilla Cornell, fundadora, uBuntu Project; KamelDaoud; MeghanDaum, escritora; Gerald Early, Universidade Washington-St. Louis; Jeffrey Eugenides, escritor; Dexter Filkins; Federico Finchelstein, The New School; CaitlinFlanagan; Richard T. Ford, Stanford Law School; Kmele Foster; David Frum, jornalista; Francis Fukuyama, Universidade Stanford; AtulGawande, Universidade Harvard; Todd Gitlin, Universidade Columbia; Kim Ghattas; Malcolm Gladwell; Michelle Goldberg, colunista; Rebecca Goldstein, escritora; Anthony Grafton, Universidade Princeton; David Greenberg, Universidade Rutgers; Linda Greenhouse; Rinne B. Groff, dramaturga; Sarah Haider, ativista; Jonathan Haidt, NYU-Stern; RoyaHakakian, escritora; ShadiHamid, BrookingsInstitution; JeetHeer, The Nation; Katie Herzog, apresentadora de podcast; SusannahHeschel, DartmouthCollege; Adam Hochschild, autor; Arlie Russell Hochschild, autor; Eva Hoffman, escritora; Coleman Hughes, escritor/Instituto Manhattan; Hussein Ibish, Instituto dos Países do Golfo Árabe; Michael Ignatieff; ZaidJilani, jornalista; Bill T. Jones, New York Live Arts; Wendy Kaminer, escritora; Matthew Karp, Universidade Princeton; GarryKasparov, RenewDemocracyInitiative; Daniel Kehlmann, escritor; Randall Kennedy; KhaledKhalifa, escritor; ParagKhanna, autor; Laura Kipnis, Universidade Northwestern; Frances Kissling, Center for Health, Ethics, Social Policy; Enrique Krauze, historiador; Anthony Kronman, Universidade Yale; JoyLadin, Universidade Yeshiva; Nicholas Lemann, Universidade Columbia; Mark Lilla, Universidade Columbia; Susie Linfield, Universidade de Nova York; Damon Linker, escritor; DahliaLithwick, Slate; Steven Lukes, Universidade de Nova York; John R. MacArthur, publisher, escritor; Susan Madrak, escritora; Phoebe MaltzBovy, escritora; Greil Marcus; Wynton Marsalis, Jazz at Lincoln Center; KatiMarton, autora; DebraMashek, acadêmica; DeirdreMcCloskey, Universidade de Illinois em Chicago; John McWhorter, Universidade Columbia; UdayMehta, City Universityof New York; Andrew Moravcsik, Universidade Princeton; YaschaMounk, Persuasion; Samuel Moyn, Universidade Yale; Meera Nanda, escritora e professora; Cary Nelson, Universidade de Illinois em Urbana-Champaign; Olivia Nuzzi, New York Magazine; Mark Oppenheimer, Universidade Yale; DaelOrlandersmith, escritora/performer; George Packer; NellIrvinPainter, Universidade Princeton (emérita); Greg Pardlo, Universidade Rutgers – Camden; Orlando Patterson, Universidade Harvard; Steven Pinker, Universidade Harvard; LettyCottinPogrebin; KathaPollitt, escritora; Claire Bond Potter, The New School; TaufiqRahim; Zia Haider Rahman, escritor; Jennifer Ratner-Rosenhagen, Universidade de Wisconsin; Jonathan Rauch, BrookingsInstitution/The Atlantic; Neil Roberts, teórico político; Melvin Rogers, Universidade Brown; Kat Rosenfield, escritora; Loretta J. Ross, Smith College; J.K. Rowling; Salman Rushdie, Universidade de Nova York; KarimSadjadpour, Carnegie Endowment; Daryl Michael Scott, Universidade Howard; Diana Senechal, professora e escritora; Jennifer Senior, colunista; Judith Shulevitz, escritora; Jesse Singal, jornalista; Anne-Marie Slaughter; Andrew Solomon, escritor; Deborah Solomon, crítica e biógrafa; Allison Stanger, MiddleburyCollege; Paul Starr, American Prospect/Universidade Princeton; Wendell Steavenson, escritor; Gloria Steinem, escritora e ativista; Nadine Strossen, New York Law School; Ronald S. Sullivan Jr., Harvard Law School; KianTajbakhsh, Universidade Columbia; ZephyrTeachout, Universidade Fordham; Cynthia Tucker, Universidade do Sul do Alabama; AdanerUsmani, Universidade Harvard; ChloeValdary; Helen Vendler, Universidade Harvard; Judy B. Walzer; Michael Walzer; Eric K. Washington, historiador; Caroline Weber, historiadora; RandiWeingarten, Federação Americana de Professores; Bari Weiss; Sean Wilentz, Universidade Princeton; GarryWills; Thomas Chatterton Williams, escritor; Robert F. Worth, jornalista e autor; Molly Worthen, Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill; Matthew Yglesias; Emily Yoffe, jornalista; Cathy Young, jornalista; FareedZakaria As instituições são mencionadas apenas para fins de identificação.
Texto adaptado. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/07/leia-manifestos-sobre-cultura-do-cancelamento-eliberdade-de-expressao.shtml. Acesso em: 27/11/2020
Com base na leitura do texto, podemos afirmar que:
Questão 2 15553945
UFJF - PISM Módulo III dia 1 2021TEXTO
O "Tribunal da Internet" e os efeitos da cultura do cancelamento
ThaysBertoncini da Silva e Erica Marie Viterito Honda
De acordo com o dicionário australiano Macquarie, a "cultura do cancelamento" foi eleita o termo do ano de 2019, e não é para menos. Mesmo não tendo um marco exato de origem, a cultura do cancelamento aparentemente teve início a partir da mobilização de vítimas de assédio e abuso sexual (Movimento #MeToo), que ganhou maior visibilidade em 2017 por força das denúncias realizadas em Hollywood.
Desde então, mesmo o Movimento #MeToo traduzindo a coragem de se expor problemas há anos escondidos, a cultura do cancelamento vem seguindo um caminho que aparentemente diferencia-se da iniciativa de conscientização e debate de assuntos relevantes no âmbito digital e no âmbito real, como assédio, racismo, homofobia etc.
A cultura do cancelamento tem chamado a atenção, principalmente nas redes sociais, por tratar-se de uma onda que incentiva pessoas a deixarem de apoiar determinadas personalidades ou empresas, públicas ou não, do meio artístico ou não, em razão de erro ou conduta reprovável. Nos termos da definição da palavra "cancelar", a ideia do movimento é literalmente "eliminar" e "tornar sem efeito" o agente do erro ou conduta tidos como reprováveis.
Ao analisarmos o movimento sob o prisma das modalidades de regulação da Internet proposta por Lawrence Lessig, composta por direito, normas sociais, mercado e arquitetura1 , podemos considerar a cultura do cancelamento como uma sanção imposta pelos próprios usuários no âmbito da Internet, diante da violação de normas sociais existentes. Assim como as demais modalidades de regulação, as normas sociais são eficientes, uma vez que inibem o comportamento reprovável por parte da comunidade que assim o entende.
Exemplo que demonstra a eficiência das normas sociais é a campanha de boicote à publicidade (#StopHateforProfit), iniciada no último dia 17. A ideia foi aderida por diversas empresas que manifestaram interesse em suspender seus anúncios em uma das maiores redes sociais da Internet, de modo a protestar contra "discurso de ódio" e pressionar a empresa para adotar medidas satisfatórias e criar mecanismos eficientes de combate. Em contrapartida, outra gigante da tecnologia informou maiores medidas internas e externas para combater o racismo e aumentar a representatividade na empresa, reforçando as políticas já existentes contra o discurso do ódio.
Ocorre que, especificamente com relação à cultura do cancelamento, e ao contrário do Direito em que há um devido processo legal para justificar uma punição ou não, o "Tribunal da Internet" não costuma oportunizar sequer o exercício do contraditório. Na maioria das vezes, aliás, a cultura do cancelamento costuma ter efeitos imediatos, de modo que a onda de boicote tem início tão logo o erro ou conduta tidos como reprováveis são notados e expostos. Tal imediatismo, porém, traz à tona certa intolerância e muita polarização, demonstrando assim que a sanção antecede a defesa. Dessa forma, o ambiente virtual torna-se hostil, seletivo e, por vezes, injusto.
Nota-se que, a partir da constatação de erro ou conduta reprovável por um grupo de pessoas, cria-se um movimento na rede social de exposição para que não somente os usuários deixem de "seguir" a pessoa ou de comprar determinada marca, por exemplo, mas também para que parem de dar visibilidade ao trabalho de alguém ou determinada empresa. Por meio da onda de ataque aos perfis em redes sociais, os efeitos são sentidos em todos os aspectos: na vida pessoal de pessoas físicas que perdem trabalhos, contratos, patrocínios e até desenvolvem problemas psicoemocionais, bem como na atividade de empresas que deixam de realizar vendas, atender clientes etc.
Um dos exemplos recentes da cultura do cancelamento nas redes sociais ocorreu com uma digital influencer do mundo fitness que, durante a pandemia e o isolamento social, meses após ser diagnosticada e "se curar" do coronavírus, reuniu alguns amigos em sua casa, fazendo publicações da "festinha". A anfitriã foi imediatamente cancelada nas redes sociais, com a consequente perda de diversas parcerias e rescisão de contratos. E apesar do pedido de desculpas e reconhecimento do erro, o cancelamento se manteve, beirando o linchamento virtual e fazendo com que ela desativasse seu perfil em uma de suas redes sociais.
Nesse contexto, observa-se que o "Tribunal da Internet" não realiza seus julgamentos com igualdade ou proporcionalidade. Primeiro, porque deixa-se de discutir ideias e passa-se a discutir pessoas ou empresas. Segundo, porque poucos preferem ouvir, entender e formar uma opinião antes de atacar. Terceiro, porque outras pessoas ou empresas envolvidas em situações análogas, por exemplo, não sofrem sanções na mesma intensidade que as "canceladas". Quarto, porque, no mundo virtual, é muito tênue a linha entre a crítica construtiva e o ataque revestido de ofensas.
Apesar dos julgamentos, porém, a cultura do cancelamento também pode gerar um efeito contrário ao pretendido, já que a proporção da exposição faz com que a pessoa ganhe mais visibilidade nas redes sociais e, a depender de seus próximos passos, acabe transformando a visibilidade do ocorrido a seu favor, fazendo mais sucesso e ganhando mais engajamento. Numa breve analogia, comparar o Direito com o "Tribunal da Internet" seria como se, após a sentença do "cancelamento", o recurso do "cancelado" fosse provido para afastar a condenação.
O que se extrai de interessante dessa dicotomia na cultura do cancelamento é que não apenas comportamentos reprováveis são objeto da onda de boicote, mas também opiniões contrárias sobre determinados temas. E, em que pese a liberdade de expressão seja um direito fundamental, isso acontece porque muitos usuários, ao se depararem com divergências, ao invés de promoverem um debate saudável, dão lugar à cultura do cancelamento, boicotando pessoas físicas ou jurídicas.
Acontece que, além do mero "cancelamento", os ataques virtuais tornam-se massificados e, por muitas vezes, extrapolam os limites da livre manifestação de pensamento de modo a ensejar, de fato, um linchamento virtual que, mesmo revestido de boa intenção, pode provocar uma propagação de discurso de ódio e, ainda, incorrer em crimes como injúria ou difamação. Em situações como esta, o "cancelado", que não encontra formas de se justificar sobre o ocorrido em tempo de reparar sua imagem, acaba por adotar medidas judiciais em face daqueles que propagaram ofensas, divulgaram informações eventualmente falsas e coisas do tipo. (...)
A pergunta que fica diante de tantos julgamentos e sanções imediatamente impostas sem a possibilidade de defesa ou reflexão é: como seria se todos fôssemos "cancelados" por um erro ou conduta reprovável, já que estamos em constante evolução? (...)
Nas palavras do atual Ministro Alexandre de Moraes: "a liberdade de expressão constitui um dos fundamentos essenciais de uma sociedade democrática e compreende não somente as informações consideradas como inofensivas, indiferentes ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtornos, resistência, inquietar pessoas, pois a democracia somente existe a partir da consagração do pluralismo de ideia e pensamento, da tolerância de opiniões e do espírito aberto ao diálogo"2 . (...)
Com isso, o propósito de exposição de temas para que haja liberdade de comunicação social, garantindo-se a livre circulação de ideias e informações de forma pluralista, na realidade, tornou-se uma ferramenta de autocensura ao invés de promover o debate, como a contranarrativa. A cultura do cancelamento, na forma como praticada atualmente, afeta, ainda que de maneira indireta, o exercício dos direitos da livre manifestação de pensamento e da liberdade de expressão, obstando o debate de questões que, de forma saudável, traria benefícios para a sociedade e ainda promoveria o progresso intelectual e a evolução pessoal de cada um.
1 Leonardi, Marcel. Fundamentos de Direito Digital, São Paulo, 2019, Thomson Reuters, pág.. 47 e ss.- 2.5. As modalidades de regulação proposta por Lawrence Lessing.
2 MORAES, Alexandre de. Direitos Humanos Fundamentais; 9ª edição, São Paulo. Atlas S.A. 2011.
*ThaysBertoncini da Silva é advogada, sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e especialista em Direito Digital Aplicado e Direito das Plataformas Digitais pela FGV.
*Erica Marie Viterito Honda é advogada, sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e especialista em Direito Digital Aplicado pela FGV.
Texto adaptado, disponível em: https://migalhas.uol.com.br/depeso/331363/o--tribunal-da-internet--e-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento. Acesso em 27/11/2020.
A construção metafórica “Tribunal da Internet” é autorizada devido
Questão 4 15528961
UFJF - PISM Módulo I dia 1 2021TEXTO
Como se Tornar um Ativista
Coescrito por Equipe wikiHow
Os ativistas são pessoas que acreditam que o mundo precisa mudar e, assim, dedicam tempo a ações que facilitem tais transformações. Como se pode ver em ativistas jovens, as barreiras estruturais, sociais ou econômicas da sociedade não podem impedir ninguém de ir atrás daquilo em que acredita e de promover coisas positivas. Se tem interesse por algo assim, comece a estudar o problema, busque maneiras de se envolver (pessoal e virtualmente) e, se possível, desenvolva uma carreira nessa área. Leia as dicas deste artigo para saber mais!
Método 1 - Buscando e alimentando a vontade de promover mudanças
1. Identifique e especifique as causas que despertam o seu interesse. Quando olha para o mundo à sua volta, o que parece interessante? O que traz esperança? E raiva? O que faz você ter medo do futuro? Pense em coisas boas (como lutar pela distribuição de merendas mais saudáveis nas escolas) ou ruins (como lutar contra o bullying entre adolescentes).
2. Trace metas ambiciosas, mas realistas. Ao longo da história, ativistas individuais conseguiram derrubar impérios, libertar os oprimidos e abrir as mentes das pessoas para ideias novas. Hoje, até os adolescentes conseguem melhorar os lugares onde moram ou conscientizar as pessoas em relação aos movimentos de igualdade social por meio do ativismo. Se você quiser conquistar uma meta, seja específico quanto ao que espera e como pretende chegar lá.
3. Comece a participar (ou crie) uma organização que defenda a causa. Se lutar pelas mesmas causas sociais que outros ativistas, você pode começar a participar das organizações que já existem nessa área. Tudo é válido: desde um grupo pequeno de estudantes a uma instituição mais nacional, como uma ONG.
4. Faça ações voluntárias. Uma das melhores formas de fazer a diferença é dedicar tempo a uma causa social. Entre em contato com organizações locais que façam um trabalho interessante e mostre que está disposto a colaborar.
5. Envolva parentes e amigos. Fale sobre a causa social e convide-os a participar. Se eles se interessarem, instrua-os sobre todas as atividades de ativismo nas quais você está se envolvendo e conte as suas experiências. Se alguém quiser participar, dê todo o apoio.
6. Seja uma pessoa exemplar. Uma das formas de ativismo mais simples e importante é colocar em prática aquilo em que você acredita — ou seja, fazer um "ativismo consciente". Incorpore a causa ao seu dia a dia: viva e aja de formas que contribuam diretamente com o problema em questão (reduzir a emissão de gases poluentes, usar produtos sustentáveis etc.).
Método 2 - Fazendo ativismo na internet
1. Divulgue a causa nas redes sociais. Você pode usar a rede para compartilhar as causas que defende com amigos e seguidores. Poste artigos informativos, escreva sobre o que está fazendo e convide as pessoas para eventos ou incentive-as a doar dinheiro e outros recursos. O Facebook, o Twitter e o Instagram são ótimos lugares para começar.
2. Explique e comprove os dados da causa de acordo com a sua perspectiva. Seja qual for — desde a proliferação da identidade de gênero às questões relacionadas ao respeito, por exemplo —, você vai se deparar com muitas pessoas que têm opiniões diferentes na internet. Algumas delas nunca vão mudar de ideia, mesmo que você mostre que elas estão enganadas, enquanto outras vão ouvir a voz da razão.
3. Divulgue e compartilhe petições na internet. Graças à internet, criar abaixo-assinados já não envolve trabalho físico. Existem inúmeros sites e plataformas de redes sociais que disponibilizam esse recurso, como o change.org.
Método 3 - Sendo um ativista bem informado
1. Leia bastante sobre a causa. Antes de se envolver com o problema, informe-se bem. Vá à biblioteca pública ou da escola ou faculdade e pegue livros que estejam relacionados à causa. Faça uma pesquisa na internet para encontrar páginas de organizações de ativistas. Assista aos noticiários ou leia jornais, revistas ou outros meios para descobrir mais sobre a causa.
2. Participe de cursos sobre a causa que você representa. Se você está na escola ou faculdade, pode se matricular em disciplinas que ajudem a melhorar a sua compreensão da questão. Por exemplo: se quiser lutar por uma causa ambientalista, vá a aulas de biologia dedicadas ao assunto.
3. Ouça as pessoas que mais são afetadas pelo problema. Se você se interessar por uma causa que afeta outras pessoas, uma das melhores formas de ajudar é dar voz a elas. Caso não consiga fazer isso pessoalmente, use as redes sociais para entrar em contato ou leia livros e matérias na internet sobre tais indivíduos.
4. Converse com outros ativistas. Se conhece outras pessoas locais que lutam pela mesma causa, entre em contato com elas para descobrir o que já está acontecendo na área e como você pode ajudar mais.
Método 4 - Seguindo carreira no ativismo
1. Faça um curso de graduação que tenha a ver com ativismo. Se você já está na faculdade ou ainda vai começar, pense em se dedicar a uma área que esteja ligada à causa social. Por exemplo: estude no campo da liderança organizacional ou faça algo mais específico ao problema, como na ciência ambientalista ou nos estudos sociais das mulheres.
2. Tente fazer estágios na área. Se é novato no mercado de trabalho, o melhor lugar para começar a carreira de ativista é no estágio. Durante ou depois da faculdade, tente encontrar oportunidades que tenham a ver com os seus interesses — nas organizações que mais lhe chamam a atenção. Converse com os responsáveis dessas instituições para descobrir mais. Fazer um ou mais estágios pode dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso.
3. Busque empregos na área. Se já está preparado para começar a trabalhar, tente encontrar vagas relevantes no mercado de trabalho. Veja se as instituições de caridade e afins nas quais se inspira têm alguma oportunidade legal. Por exemplo: se você é bom na redação e edição de textos, tente encontrar uma vaga de redator para um site de ativismo; se é bom para planejar e coordenar eventos, tente trabalhar como coordenador voluntário etc.
Dicas
• Seja criativo! Nem toda causa de ativismo precisa envolver grandes eventos. Você pode fazer a diferença mesmo se trabalhar dentro de casa. Os blogueiros podem ser ativistas por meio da internet; os professores podem incentivar os alunos a lutar pela causa; os artistas podem distribuir obras relacionadas ao tema pela cidade; os nerds da computação podem trabalhar com a parte da programação etc.
• Quando trabalhar com outras pessoas, pense primeiro nas necessidades coletivas. Disponha-se a dar o braço a torcer se isso for trazer benefícios a todos.
https://pt.wikihow.com/se-Tornar-um-Ativista
O uso das formas verbais no imperativo (trace / comece/ faça ...) evidencia
Questão 3 15528956
UFJF - PISM Módulo I dia 1 2021TEXTO
Como se Tornar um Ativista
Coescrito por Equipe wikiHow
Os ativistas são pessoas que acreditam que o mundo precisa mudar e, assim, dedicam tempo a ações que facilitem tais transformações. Como se pode ver em ativistas jovens, as barreiras estruturais, sociais ou econômicas da sociedade não podem impedir ninguém de ir atrás daquilo em que acredita e de promover coisas positivas. Se tem interesse por algo assim, comece a estudar o problema, busque maneiras de se envolver (pessoal e virtualmente) e, se possível, desenvolva uma carreira nessa área. Leia as dicas deste artigo para saber mais!
Método 1 - Buscando e alimentando a vontade de promover mudanças
1. Identifique e especifique as causas que despertam o seu interesse. Quando olha para o mundo à sua volta, o que parece interessante? O que traz esperança? E raiva? O que faz você ter medo do futuro? Pense em coisas boas (como lutar pela distribuição de merendas mais saudáveis nas escolas) ou ruins (como lutar contra o bullying entre adolescentes).
2. Trace metas ambiciosas, mas realistas. Ao longo da história, ativistas individuais conseguiram derrubar impérios, libertar os oprimidos e abrir as mentes das pessoas para ideias novas. Hoje, até os adolescentes conseguem melhorar os lugares onde moram ou conscientizar as pessoas em relação aos movimentos de igualdade social por meio do ativismo. Se você quiser conquistar uma meta, seja específico quanto ao que espera e como pretende chegar lá.
3. Comece a participar (ou crie) uma organização que defenda a causa. Se lutar pelas mesmas causas sociais que outros ativistas, você pode começar a participar das organizações que já existem nessa área. Tudo é válido: desde um grupo pequeno de estudantes a uma instituição mais nacional, como uma ONG.
4. Faça ações voluntárias. Uma das melhores formas de fazer a diferença é dedicar tempo a uma causa social. Entre em contato com organizações locais que façam um trabalho interessante e mostre que está disposto a colaborar.
5. Envolva parentes e amigos. Fale sobre a causa social e convide-os a participar. Se eles se interessarem, instrua-os sobre todas as atividades de ativismo nas quais você está se envolvendo e conte as suas experiências. Se alguém quiser participar, dê todo o apoio.
6. Seja uma pessoa exemplar. Uma das formas de ativismo mais simples e importante é colocar em prática aquilo em que você acredita — ou seja, fazer um "ativismo consciente". Incorpore a causa ao seu dia a dia: viva e aja de formas que contribuam diretamente com o problema em questão (reduzir a emissão de gases poluentes, usar produtos sustentáveis etc.).
Método 2 - Fazendo ativismo na internet
1. Divulgue a causa nas redes sociais. Você pode usar a rede para compartilhar as causas que defende com amigos e seguidores. Poste artigos informativos, escreva sobre o que está fazendo e convide as pessoas para eventos ou incentive-as a doar dinheiro e outros recursos. O Facebook, o Twitter e o Instagram são ótimos lugares para começar.
2. Explique e comprove os dados da causa de acordo com a sua perspectiva. Seja qual for — desde a proliferação da identidade de gênero às questões relacionadas ao respeito, por exemplo —, você vai se deparar com muitas pessoas que têm opiniões diferentes na internet. Algumas delas nunca vão mudar de ideia, mesmo que você mostre que elas estão enganadas, enquanto outras vão ouvir a voz da razão.
3. Divulgue e compartilhe petições na internet. Graças à internet, criar abaixo-assinados já não envolve trabalho físico. Existem inúmeros sites e plataformas de redes sociais que disponibilizam esse recurso, como o change.org.
Método 3 - Sendo um ativista bem informado
1. Leia bastante sobre a causa. Antes de se envolver com o problema, informe-se bem. Vá à biblioteca pública ou da escola ou faculdade e pegue livros que estejam relacionados à causa. Faça uma pesquisa na internet para encontrar páginas de organizações de ativistas. Assista aos noticiários ou leia jornais, revistas ou outros meios para descobrir mais sobre a causa.
2. Participe de cursos sobre a causa que você representa. Se você está na escola ou faculdade, pode se matricular em disciplinas que ajudem a melhorar a sua compreensão da questão. Por exemplo: se quiser lutar por uma causa ambientalista, vá a aulas de biologia dedicadas ao assunto.
3. Ouça as pessoas que mais são afetadas pelo problema. Se você se interessar por uma causa que afeta outras pessoas, uma das melhores formas de ajudar é dar voz a elas. Caso não consiga fazer isso pessoalmente, use as redes sociais para entrar em contato ou leia livros e matérias na internet sobre tais indivíduos.
4. Converse com outros ativistas. Se conhece outras pessoas locais que lutam pela mesma causa, entre em contato com elas para descobrir o que já está acontecendo na área e como você pode ajudar mais.
Método 4 - Seguindo carreira no ativismo
1. Faça um curso de graduação que tenha a ver com ativismo. Se você já está na faculdade ou ainda vai começar, pense em se dedicar a uma área que esteja ligada à causa social. Por exemplo: estude no campo da liderança organizacional ou faça algo mais específico ao problema, como na ciência ambientalista ou nos estudos sociais das mulheres.
2. Tente fazer estágios na área. Se é novato no mercado de trabalho, o melhor lugar para começar a carreira de ativista é no estágio. Durante ou depois da faculdade, tente encontrar oportunidades que tenham a ver com os seus interesses — nas organizações que mais lhe chamam a atenção. Converse com os responsáveis dessas instituições para descobrir mais. Fazer um ou mais estágios pode dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso.
3. Busque empregos na área. Se já está preparado para começar a trabalhar, tente encontrar vagas relevantes no mercado de trabalho. Veja se as instituições de caridade e afins nas quais se inspira têm alguma oportunidade legal. Por exemplo: se você é bom na redação e edição de textos, tente encontrar uma vaga de redator para um site de ativismo; se é bom para planejar e coordenar eventos, tente trabalhar como coordenador voluntário etc.
Dicas
• Seja criativo! Nem toda causa de ativismo precisa envolver grandes eventos. Você pode fazer a diferença mesmo se trabalhar dentro de casa. Os blogueiros podem ser ativistas por meio da internet; os professores podem incentivar os alunos a lutar pela causa; os artistas podem distribuir obras relacionadas ao tema pela cidade; os nerds da computação podem trabalhar com a parte da programação etc.
• Quando trabalhar com outras pessoas, pense primeiro nas necessidades coletivas. Disponha-se a dar o braço a torcer se isso for trazer benefícios a todos.
https://pt.wikihow.com/se-Tornar-um-Ativista
Releia o trecho:
Hoje, até os adolescentes conseguem melhorar os lugares onde moram ou conscientizar as pessoas em relação aos movimentos de igualdade social por meio do ativismo.
O uso de “até” nesse excerto autoriza a afirmação de que
Questão 9 15268531
FCMSCSP - Santa Casa Conhecimento Gerais 2021Leia o trecho de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, para responder à questão.
Nas formas de vida coletiva podem assinalar-se dois princípios que se combatem e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aventureiro e do trabalhador. Já nas sociedades rudimentares manifestam-se eles, segundo sua predominância, na distinção fundamental entre os povos caçadores ou coletores e os povos lavradores. Para uns, o objeto final, a mira de todo esforço, o ponto de chegada, assume relevância tão capital, que chega a dispensar, por secundários, quase supérfluos, todos os processos intermediários. Seu ideal será colher o fruto sem plantar a árvore.
Esse tipo humano ignora as fronteiras. No mundo tudo se apresenta a ele em generosa amplitude e, onde quer que se erija1 um obstáculo a seus propósitos ambiciosos, sabe trans formar esse obstáculo em trampolim. Vive dos espaços ilimitados, dos projetos vastos, dos horizontes distantes.
O trabalhador, ao contrário, é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, não o triunfo a alcançar. O esforço lento, pouco compensador e persistente, que, no entanto, mede todas as possibilidades de esperdício e sabe tirar o máximo proveito do insignificante, tem sentido bem nítido para ele. Seu campo visual é naturalmente restrito. A parte maior do que o todo.
Existe uma ética do trabalho, como existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar, e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro — audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem. Por outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma recompensa imedia ta são enaltecidos pelos aventureiros; as energias que visam à estabilidade, à paz, à segurança pessoal e os esforços sem perspectiva de rápido proveito material passam, ao contrário, por viciosos e desprezíveis para eles. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho do que o ideal do trabalhador.
(Raízes do Brasil, 2014. Adaptado.)
1erigir: erguer.
O sentido do termo que qualifica o substantivo na expressão “generosa amplitude” (2o parágrafo) aproxima-se daquele que também qualifica o substantivo em
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