Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 2 9766251
IMEPAC Itumbiara 2022/2Pedro, 42 anos, um técnico que subsiste economicamente consertando aparelho de televisão. Sua oficina funciona em um box de um mercado público nesta capital. Trabalha de sol a sol. Aprendeu seu ofício com o pai, já falecido, e hoje tem uma qualidade de vida compatível com sua renda. Pedro é pardo. Mora em uma favela (comunidade), com mulher e dois filhos menores. Se desloca sobre uma motocicleta que possui. Nos círculos da estratificação social, Pedro está bem abaixo da denominada classe média. Bem de saúde, por enquanto não corre o risco de bater às portas de um hospital público. Plano de saúde, nem pensar. De temperamento pacífico, Pedro nasceu, cresceu e constituiu família em ambiente impróprio para ascensão social. Enfim, Pedro é um ser economicamente ativo, híbrido, produto de uma miríade das complexas relações de produção que existem no país. Faz parte de uma imensa maioria que ocupa um espaço considerável na denominada economia informal. Pedro tem um ofício pra chamar de seu. Esse exemplo contrasta com o bordão quem vem sendo divulgado na mídia e redes sociais, segundo o qual devemos intensificar a luta contra as desigualdades sociais, sem, no entanto, apontar soluções.
[...]
Alardear uma luta contra as desigualdades não pode omitir a barbárie contemporânea do racismo, que continua firme e forte, mas agora com outro verniz. Apesar de ter havido algum progresso nessa luta heroica contra a discriminação racial, estamos muito longe de alcançar uma condição socioeconômica satisfatória para os homens de cor; a começar pelo acesso à educação superior. A digna comunidade negra já ultrapassou vários obstáculos antes considerados fora do seu alcance. A luta está apenas começando. Contudo, sem o acesso pleno à educação e à cultura, o rumo da história não muda.
Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2022/02/a-metafora-da-desigualdade-social.html. Acesso em: 12 abr. 2022 (adaptado).
Para construir a argumentação de seu texto, o articulista utilizou uma estratégia de
Questão 52 9554071
UEG 2022/1Karl Marx compreende o capitalismo como um modo de produção fundamentado na extração de mais-valia oriunda da exploração do trabalho do proletariado pela burguesia. Contemporaneamente, o capitalismo assume uma forma específica de organização do trabalho que é muito bem retratada no filme Eu, Daniel Blake (Ken Loach, 2016). Este filme apresenta como personagem principal um trabalhador em busca da sobrevivência em meio às relações de trabalho na sociedade contemporânea. No filme, Daniel sofre um ataque cardíaco que o impossibilita de trabalhar e, ao mesmo tempo, ele encontra enorme dificuldade em conseguir benefícios do governo devido à burocracia.
Na contemporaneidade, tal como retratado no filme citado, o capitalismo apresenta as seguintes características:
Questão 29 9541728
FACASPER 2022“Se não existissem instituições sociais que conhecessem o uso da violência, [...] surgiria uma situação que poderíamos designar como ‘anarquia’, no sentido específico da palavra. [...] No passado, as instituições mais variadas – a partir do clã – conheceram o uso da força física como perfeitamente normal. Hoje, porém, temos de dizer que [há] uma comunidade humana que pretende, com êxito, o ‘monopólio do uso legítimo da força física’ dentro de um determinado território. [...] Especificamente, no momento presente, o direito de usar a força física é atribuído a outras instituições ou pessoas apenas na medida em que [essa comunidade humana] o permite.” (WEBER, Max. Política como vocação).
De acordo com o texto acima, o que define o Estado – um conceito-chave para a compreensão da política, especialmente a partir da Era Moderna – é “o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território”.
Tomando como referência tal definição, assinale a opção que identifica corretamente um exemplo da crise do Estado vivida no Brasil.
Questão 2 9541485
FACASPER 2022Leia a seguir a entrevista concedida por Paola Ricaurte, professora do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, México, à Revista Communicare, do Centro Interdisciplinar de Pesquisa (CIP) da Faculdade Cásper Líbero, e responda à questão:
ENTREVISTA
Revista Communicare: Vivemos o que parece ser um grande potencial de inovação tecnológica do ponto de vista dos aparatos, da técnica e da infraestrutura. No entanto, esse suposto “progresso” não é necessariamente acompanhado pelo que diz respeito ao conteúdo circulante: uma comunicação com tendências retrógradas, cada vez mais reacionárias. Como você avalia esse cenário?
Profa. Paola Ricaurte: Parece-me que há duas dimensões que poderiam ser discutidas a partir dessa provocação. Por um lado, a ideia arraigada de que o curso do desenvolvimento tecnológico atual é sinônimo de “desenvolvimento”, “modernidade” ou “progresso” em termos históricos e a partir de uma leitura hegemônica do que significam os processos civilizatórios contemporâneos. Isso tem várias implicações, tais como, por exemplo, situar certas sociedades como “possuidoras” de conhecimento e tecnologia e outras como “usuárias” ou “consumidoras”. Em outras palavras, em termos geopolíticos, algumas sociedades têm a capacidade de impor certas tecnologias a outras e, com elas, certos modelos e visões de mundo, como, por exemplo, a avaliação de quais tecnologias são boas ou más. Essa superioridade é sustentada através da construção de um conjunto de narrativas sobre o poder da tecnologia. O tecnodeterminismo é um deles: um imaginário sobre a capacidade da tecnologia para definir nosso destino. Ou seja, um destino tecnologicamente forjado que nos desresponsabiliza como sujeitos e como coletividade. Portanto, para resumir, não devemos necessariamente assumir que as tecnologias que temos são boas, nem que elas são as que precisamos para nos permitir construir as sociedades e as vidas que queremos. O outro lado dessa provocação, a circulação do conteúdo, é uma questão muito complexa que não é necessariamente abordada a partir de suas causas. A comunicação é um processo de troca de informações associado ao lugar enunciativo dos sujeitos que falam. Portanto, através da comunicação, as relações de poder, assimetrias, formas de dominação e violência associadas às diferenças entre um e outro também se materializam. Esse tem sido sempre o caso. Entretanto, hoje em dia, vemos que essas disputas por poder também se manifestam nas lutas comunicativas que se expressam nos espaços digitais. Essas batalhas nos espaços digitais, a violência, a polarização, não são “desordens” de informação como às vezes é sugerido. Elas são a expressão de um exercício de dominação. É a disputa para impor um senso de realidade que permite legitimar a hegemonia de um determinado grupo ou comunidade. Os grupos que exercem violência, polarizam ou atacam são os grupos que representam um sistema que legitima e endossa essa violência que se expressa em espaços digitais e físicos. Ou seja, o que vemos nos espaços sociodigitais é um correlato daqueles sistemas de polarização e violência que foram historicamente construídos como narrativas válidas para nos imaginarmos no mundo: a construção de quem é o inimigo, a superioridade racial, a superioridade dos homens sobre as mulheres, a superioridade dos países industrializados sobre os países não industrializados, entre outros.
Revista Communicare: Se, por um lado, podemos considerar que houve avanços no sentido das oportunidades de expressão, será que avançamos em comunicação, entendida como arena pública, como organização do comum?
Profa. Paola Ricaurte: Penso que também há diferentes áreas a serem consideradas aqui. É verdade que através de ferramentas digitais o grupo de pessoas com acesso a elas pôde experimentar uma expansão de seus direitos à informação. As pessoas conectadas podem implantar sua capacidade de comunicação e expressão, o que também tem levado a novos espaços de intercâmbio e organização dos bens comuns. Por exemplo, existem grupos que constroem espaços de cuidado e organização da luta social através de ferramentas digitais. Entretanto, se olharmos para o quadro geral, as lacunas ainda são muito profundas e vão além do acesso à Internet. Quase três bilhões de pessoas no mundo ainda estão desconectadas e privadas das condições que lhes permitem utilizar essas ferramentas para seu bem-estar pessoal e comunitário. E a pergunta que devemos sempre nos fazer quando falamos sobre acesso é a qualidade desse acesso e o tipo de tecnologias que procuramos acessar. Temos que mudar a lógica segundo a qual o acesso está associado ao uso de tecnologias proprietárias.
Revista Communicare: Faz sentido pensar que vivemos uma expansão das possibilidades de expressão, mas vivemos também uma espécie de “recolonização” em outras bases, a partir da ação das empresas de tecnologia, com as redes sociais, dados e algoritmos?
Profa. Paola Ricaurte: Bem, há um grupo de pesquisadores, incluindo eu mesma, que pensam que a colonialidade, como operação lógica que legitima a dominação baseada na superioridade racial e de gênero, hoje se manifesta através de sistemas sociotécnicos. Como mencionei antes, a capacidade de impor um modelo do mundo ainda está sob o controle dos países industrializados. As plataformas tecnológicas hegemônicas, derivadas de um modelo corporativo e neoliberal, contribuem para ampliar o domínio econômico e cognitivo de alguns países sobre outros, de formas de existir no mundo, o que é, naturalmente, racista e patriarcal. Para alguns autores, estamos vivendo um momento de digitalização de dados que envolve a digitalização da existência para fins mercantilistas. Esse extrativismo de dados serve como base para alimentar o sistema de produção de conhecimento através de algoritmos que geram modelos preditivos sobre pessoas e fenômenos sociais. Esse conhecimento é capitalizado por um pequeno conjunto de atores.
Revista Communicare: Seria possível, de alguma forma, pensar em saídas para os problemas da comunicação hoje? Do seu ponto de vista, quais são os principais problemas e quais seriam as eventuais soluções (ou caminhos)?
Profa. Paola Ricaurte: A produção de um modelo de mundo transcende o nível do conteúdo. É por isso que prefiro falar de sistemas sociotécnicos, pois isso implica compreender o papel da tecnologia como um produto social que reflete as condições de sua produção e que responde a um sistema econômico, com seu correspondente sistema de produção de conhecimento e seu ambiente de mídia. Não podemos ver essas dimensões isoladamente, pois estamos deixando de fora a base do que mencionei no início: um problema que tem a ver com as relações de poder que entram em jogo no nível social e que são realizadas através das relações comunicativas, tecnológicas, econômicas e políticas. Existem, por exemplo, iniciativas como o Movimento dos Não Alinhados Digitais que procuram retomar essas ideias que surgiram há muitas décadas como resultado de uma reflexão crítica sobre o desequilíbrio de forças no mundo e que deveríamos transformar urgentemente. Como o problema não é simples, as soluções são múltiplas e envolvem todos os atores sociais. Desde os aspectos mais macro em termos geopolíticos, até os mais micro, envolvendo práticas pessoais e coletivas. (Texto adaptado).
A primeira pergunta da entrevista:
Questão 1 9541368
FACASPER 2022Leia a seguir a entrevista concedida por Paola Ricaurte, professora do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, México, à Revista Communicare, do Centro Interdisciplinar de Pesquisa (CIP) da Faculdade Cásper Líbero, e responda à questão:
ENTREVISTA
Revista Communicare: Vivemos o que parece ser um grande potencial de inovação tecnológica do ponto de vista dos aparatos, da técnica e da infraestrutura. No entanto, esse suposto “progresso” não é necessariamente acompanhado pelo que diz respeito ao conteúdo circulante: uma comunicação com tendências retrógradas, cada vez mais reacionárias. Como você avalia esse cenário?
Profa. Paola Ricaurte: Parece-me que há duas dimensões que poderiam ser discutidas a partir dessa provocação. Por um lado, a ideia arraigada de que o curso do desenvolvimento tecnológico atual é sinônimo de “desenvolvimento”, “modernidade” ou “progresso” em termos históricos e a partir de uma leitura hegemônica do que significam os processos civilizatórios contemporâneos. Isso tem várias implicações, tais como, por exemplo, situar certas sociedades como “possuidoras” de conhecimento e tecnologia e outras como “usuárias” ou “consumidoras”. Em outras palavras, em termos geopolíticos, algumas sociedades têm a capacidade de impor certas tecnologias a outras e, com elas, certos modelos e visões de mundo, como, por exemplo, a avaliação de quais tecnologias são boas ou más. Essa superioridade é sustentada através da construção de um conjunto de narrativas sobre o poder da tecnologia. O tecnodeterminismo é um deles: um imaginário sobre a capacidade da tecnologia para definir nosso destino. Ou seja, um destino tecnologicamente forjado que nos desresponsabiliza como sujeitos e como coletividade. Portanto, para resumir, não devemos necessariamente assumir que as tecnologias que temos são boas, nem que elas são as que precisamos para nos permitir construir as sociedades e as vidas que queremos. O outro lado dessa provocação, a circulação do conteúdo, é uma questão muito complexa que não é necessariamente abordada a partir de suas causas. A comunicação é um processo de troca de informações associado ao lugar enunciativo dos sujeitos que falam. Portanto, através da comunicação, as relações de poder, assimetrias, formas de dominação e violência associadas às diferenças entre um e outro também se materializam. Esse tem sido sempre o caso. Entretanto, hoje em dia, vemos que essas disputas por poder também se manifestam nas lutas comunicativas que se expressam nos espaços digitais. Essas batalhas nos espaços digitais, a violência, a polarização, não são “desordens” de informação como às vezes é sugerido. Elas são a expressão de um exercício de dominação. É a disputa para impor um senso de realidade que permite legitimar a hegemonia de um determinado grupo ou comunidade. Os grupos que exercem violência, polarizam ou atacam são os grupos que representam um sistema que legitima e endossa essa violência que se expressa em espaços digitais e físicos. Ou seja, o que vemos nos espaços sociodigitais é um correlato daqueles sistemas de polarização e violência que foram historicamente construídos como narrativas válidas para nos imaginarmos no mundo: a construção de quem é o inimigo, a superioridade racial, a superioridade dos homens sobre as mulheres, a superioridade dos países industrializados sobre os países não industrializados, entre outros.
Revista Communicare: Se, por um lado, podemos considerar que houve avanços no sentido das oportunidades de expressão, será que avançamos em comunicação, entendida como arena pública, como organização do comum?
Profa. Paola Ricaurte: Penso que também há diferentes áreas a serem consideradas aqui. É verdade que através de ferramentas digitais o grupo de pessoas com acesso a elas pôde experimentar uma expansão de seus direitos à informação. As pessoas conectadas podem implantar sua capacidade de comunicação e expressão, o que também tem levado a novos espaços de intercâmbio e organização dos bens comuns. Por exemplo, existem grupos que constroem espaços de cuidado e organização da luta social através de ferramentas digitais. Entretanto, se olharmos para o quadro geral, as lacunas ainda são muito profundas e vão além do acesso à Internet. Quase três bilhões de pessoas no mundo ainda estão desconectadas e privadas das condições que lhes permitem utilizar essas ferramentas para seu bem-estar pessoal e comunitário. E a pergunta que devemos sempre nos fazer quando falamos sobre acesso é a qualidade desse acesso e o tipo de tecnologias que procuramos acessar. Temos que mudar a lógica segundo a qual o acesso está associado ao uso de tecnologias proprietárias.
Revista Communicare: Faz sentido pensar que vivemos uma expansão das possibilidades de expressão, mas vivemos também uma espécie de “recolonização” em outras bases, a partir da ação das empresas de tecnologia, com as redes sociais, dados e algoritmos?
Profa. Paola Ricaurte: Bem, há um grupo de pesquisadores, incluindo eu mesma, que pensam que a colonialidade, como operação lógica que legitima a dominação baseada na superioridade racial e de gênero, hoje se manifesta através de sistemas sociotécnicos. Como mencionei antes, a capacidade de impor um modelo do mundo ainda está sob o controle dos países industrializados. As plataformas tecnológicas hegemônicas, derivadas de um modelo corporativo e neoliberal, contribuem para ampliar o domínio econômico e cognitivo de alguns países sobre outros, de formas de existir no mundo, o que é, naturalmente, racista e patriarcal. Para alguns autores, estamos vivendo um momento de digitalização de dados que envolve a digitalização da existência para fins mercantilistas. Esse extrativismo de dados serve como base para alimentar o sistema de produção de conhecimento através de algoritmos que geram modelos preditivos sobre pessoas e fenômenos sociais. Esse conhecimento é capitalizado por um pequeno conjunto de atores.
Revista Communicare: Seria possível, de alguma forma, pensar em saídas para os problemas da comunicação hoje? Do seu ponto de vista, quais são os principais problemas e quais seriam as eventuais soluções (ou caminhos)?
Profa. Paola Ricaurte: A produção de um modelo de mundo transcende o nível do conteúdo. É por isso que prefiro falar de sistemas sociotécnicos, pois isso implica compreender o papel da tecnologia como um produto social que reflete as condições de sua produção e que responde a um sistema econômico, com seu correspondente sistema de produção de conhecimento e seu ambiente de mídia. Não podemos ver essas dimensões isoladamente, pois estamos deixando de fora a base do que mencionei no início: um problema que tem a ver com as relações de poder que entram em jogo no nível social e que são realizadas através das relações comunicativas, tecnológicas, econômicas e políticas. Existem, por exemplo, iniciativas como o Movimento dos Não Alinhados Digitais que procuram retomar essas ideias que surgiram há muitas décadas como resultado de uma reflexão crítica sobre o desequilíbrio de forças no mundo e que deveríamos transformar urgentemente. Como o problema não é simples, as soluções são múltiplas e envolvem todos os atores sociais. Desde os aspectos mais macro em termos geopolíticos, até os mais micro, envolvendo práticas pessoais e coletivas. (Texto adaptado).
Ao longo da entrevista, a Profa. Paola Ricaurte:
Questão 96 9361358
UNICENTRO 2022Leia o textos a seguir.
Texto 1
A universalização do trabalho livre não beneficiou o negro e o pardo submersos na economia de subsistência (o que aliás também aconteceu com os brancos que fizessem parte desse setor); mas, nas condições em que se efetuou, em regra prejudicou o negro e o pardo que faziam parte do sistema de ocupações assalariadas, mais ou menos vitimados pela competição com o emigrante. O resultado foi que, três quartos de século após a abolição, ainda são pouco numerosos os segmentos da população negra e parda que conseguiram se integrar, efetivamente, na sociedade competitiva e nas classes sociais que a compõem.
(Adaprtado de: FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972. p. 28.)
Texto 2
A desigualdade racial no mercado de trabalho brasileiro é histórica e se acentuou diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. É o que apontam dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Economia.
Os principais indicadores mostram que os pretos e pardos, que representam mais da metade da população do país (56,8%) foram os mais prejudicados pelos efeitos da crise no mercado de trabalho, sobretudo os pretos. Os dados apontam que:
- O desemprego aumentou mais entre os pretos.
- A taxa de desemprego entre os pretos foi mais expressiva que entre os demais.
- O nível da ocupação entre os pretos ficou ainda menor que o dos brancos.
- A queda da taxa de ocupação entre os pretos foi mais intensa que entre os demais.
- Pretos têm menor proporção entre os trabalhadores com carteira assinada.
- A remuneração dos pretos é menor que a dos demais em todos os segmentos.
(SILVEIRA, Daniel; CAVALLINI, Marta. Pandemia aumenta desigualdade racial no mercado de trabalho brasileiro, apontam dados oficiais. G1 Economia. 17 nov. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/11/17/pandemia-aumenta-desigualdade-racial-no-mercado-de-trabalhobrasileiro-apontam-dados-oficiais.ghtml. Acesso em: 8 nov. 2021.)
Sobre as análises propostas nos textos 1 e 2, assinale a alternativa correta.
06
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