Estuda.com Estuda.com
  • Meu painel
  • Treinar
      Questões
    • Questões
    • Lista de exercícios
    • Provas
    • Simulados TRI
    • Simulados
    • Redações
    • Temas de redações
  • Estudar
      Plano de estudo
    • Cronograma de Estudos
    • Trilha de Estudo
    • Aulas
    • Videoaulas
    • Aulas ao vivo
    • Inteligência Artificial
    • Plano Adaptativo (via IA)
    • Duda IA
    • Conteúdos Gratuitos
    • Blogs e Ebooks
    • Resumos
  • Desempenho
      Desempenho
    • Meu Desempenho
    • Raio-X ENEM
    • Simulador SISU
  • Desafios
      Desafios
    • Ranking
    • Medalhas
    • Desafios da Duda
  • Login Criar conta grátis
    Estuda.com
  • Login Criar conta grátis

  • Meu painel
  • Treinar
      Questões
    • Questões
    • Lista de exercícios
    • Provas
    • Simulados TRI
    • Simulados
    • Redações
    • Temas de redações
  • Estudar
      Plano de estudo
    • Cronograma de Estudos
    • Trilha de Estudo
    • Aulas
    • Videoaulas
    • Aulas ao vivo
    • Inteligência Artificial
    • Plano Adaptativo (via IA)
    • Duda IA
    • Conteúdos Gratuitos
    • Blogs e Ebooks
    • Resumos
  • Desempenho
      Desempenho
    • Meu Desempenho
    • Raio-X ENEM
    • Simulador SISU
  • Desafios
      Desafios
    • Ranking
    • Medalhas
    • Desafios da Duda

  • Notificações 20
    • ⚠️ ÚLTIMO DIA DA OFERTA RELÂMPAGO
      Você só tem até às 23h59 de HOJE pra resgatar 35% OFF + Apostila de Redação. Vai ignorar?
    • 🚨 O simulado te espera até dia 07/09
      Faça agora o 2º Simulado Enem 2026 e descubra sua nota no modelo TRI. É grátis!
    • 🚨 OFERTA RELÂMPAGO EXCLUSIVA PRA VOCÊ
      R$ 307 DE DESCONTO + Apostila Redação Nota 1000 DE GRAÇA. Válido por 48h. Corre!
    • ⚠️⚠️⚠️ EI, VOCÊ JÁ COMEÇOU O SIMULADO?
      É sua chance de descobrir sua nota no modelo TRI e concorrer a uma bolsa 100% da Estuda.
    • 🚨🚨🚨 NOTÍCIA URGENTE!
      Assine hoje com 30% OFF e ganhe a Apostila Assuntos que mais caem no Enem. Use cupom ENEM!
    • 🚨 2º SIMULADO ENEM DISPONÍVEL, VEMMMM
      Realize as provas do 2º Simulado Enem 2026 e teste seu desempenho para a prova oficial.
    • 🤔 Se o Enem fosse hoje...
      Qual seria sua nota? Participe do 2º Simulado Enem 2026, receba seu diagnóstico e descubra
    • 🎁 R$ 263 OFF LIBERADO SÓ PARA VOCÊ!
      Resgate HOJE e LEVE DE GRAÇA a Apostila Assuntos que mais caem no Enem. ÚLTIMOS DIAS!
    • 🚨 PRESENTÃO EXCLUSIVO PRA VOCÊ!
      R$ 307 DE DESCONTO nos nossos planos + ALMANAQUE ENEM DE GRAÇA. Válido só HOJE. Corre!
    • 🚨 URGENTE!!!
      Você GANHOU R$ 281 OFF + Manual de Redação Enem 2026. Últimos dias para resgatar, corre!
    • ⚠️ ÚLTIMO DIAAAA DO 08.08 ESTENDIDO
      Você só tem até às 23h59 de HOJE pra resgatar 50% OFF no seu plano preferido. Vai ignorar?
    • 🚨🚨🚨 ACABANDO EM BREVE...
      Correeee que tá acabando sua chance de assinar um dos nossos planos com 50% DE DESCONTO!
    • 😱 APROVAÇÃO NO ENEM = 50% DE DESCONTO!
      É quase uma Black Friday antecipada. Corre pra assinar seu plano com 50% DE DESCONTO!
    • 😱 DESCONTAÇO DO 08.08!
      Por tempo limitado, você tem 50% OFF para assinar o PLANO da sua APROVAÇÃO no Enem. Corre!
    • 👀 Coloque alarme pra amanhã!
      Nosso 08.08 vem com uma condição ANTECIPADA, IMPERDÍVEL e EXCLUSIVA pra você. Não perde!
    • 🎁 PRESENTE PRA VOCÊ!
      35% OFF + Manual de Redação Enem 2026 no plano Aprovado com acesso até o fim do ano!
    • 🟢 A SEGUNDA AULA DO DIA COMEÇOU!
      O prof. Fernando está AO VIVO ensinando como passar no Enem em 100 dias, vem!
    • 🚨🚨🚨 O PROFINHO ESTÁ AO VIVO!
      Corre no YouTube pra conferir os 7 repertórios para TODOS os temas da redação do Enem 2026
    • 🟢 ESTAMOS AO VIVO, VEM!
      Clique no link e participe da aula de Mindfulness e Meditação Guiada antes do aulão!
    • ⚠️ AO VIVO EM 15 MINUTOS!
      17h30 entramos ao vivo no YouTube com Mindfulness + 7 repertórios de Redação, não perde!
    • Marcar tudo como lido
Cadastre-se grátis e treine com questões, provas, exercícios e muito mais → CADASTRAR AGORA
Descubra um novo jeito de estudar com a Estuda.com
Já tenho conta Criar conta
Google
- A senha deve conter no mínimo 5 caracteres.
*Usaremos o número de WhatsApp fornecido para contatos referentes a sua compra e/ou comunicações sobre o plano adquirido.
Ao fazer seu cadastro você concorda com nossos Termos de uso e Políticas da Estuda.com
Google
*Usaremos o número de WhatsApp fornecido para contatos referentes a sua compra e/ou comunicações sobre o plano adquirido.
Esqueceu a senha?
[Marketing] Questao Topo - deslogado

Questões de Sociologia

Filtro rápido

6.493 Questões

Marca Texto
Modo Escuro
Fonte

Questão 15 15000140
Médio 00:00

FUNORTE Medicina 2022/2
  • Sociologia
  • Sugira
  • Cultura Movimentos Sociais
  • Cultura e Sociedade Movimentos negros
  • Questão Racial
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto

 

Brasil e o sistema racist

 

O conceito de raça é usado para segregar e oprimir uma população que, ainda hoje, é invisibilizada, tendo os direitos humanos violados.
 

[1]    A morte do povo preto não pode continuar passando despercebida. Mas o que esperar de uma sociedade racializada? O genocídio da população não branca transforma em estatísticas vidas que se perderam sem chance de defesa. Ser negro é marcador social. E quem é negro sente na pele a dor de ser negro em um país onde o racismo prevalece. A Lei n° 7.716, de 1989, de autoria do deputado Carlos Alberto de Oliveira, daí ser mais conhecida como Lei Caó, criminaliza o racismo e possibilita ferramentas que poderíam mudar o cenário de violência atual. Mas o que faz uma lei valer é o uso. Ela precisa ser popularizada, trabalhada nas escolas e nas bases para que os jovens tenham conhecimento dela e se apropriem de seus efeitos. Até quando uma mãe preta vai chorar?

[2]    Há uma hierarquização, uma sociedade hegemônica que alimenta as desigualdades sociais, omitindo da população preta o acesso aos seus direitos, deixando-a à margem, em situação de risco e vulnerabilidade social. Naturalizando, diariamente, a morte dos jovens negros, que continuam tombando diante de um quadro generalizado de violência e opressão.

[3]    Não podemos ficar omissos frente a tantas atrocidades. Precisamos desconstruir as estruturas excludentes que se retroalimentam e mantêm a desigualdade, a apartação social e nos insere em uma inclusão perversa, matando irmãos nossos, tirando-nos a liberdade de ser quem somos, de construir nossa identidade e vivê-la de forma plena. A sociedade questiona a legitimidade de nossas ações, cultura e etnia, não levando em conta que o Brasil é o segundo país do mundo em população negra. Uma população que é de luta, resistência, mas que, infelizmente, ainda hoje perde vidas em razão de desigualdades e injustiça.

[4]    O conceito de raça é usado para segregar e oprimir uma população que, ainda hoje, é invisibilizada, tendo os direitos humanos violados. O racismo estrutural simbolicamente mantém o povo preto no tronco. Sem voz e anestesiado pelo sofrimento psíquico, leva com ele as dores de ser negro em um país patriarcal, machista, racista e classista. O artigo 5o da Constituição Federal de 1988 diz que somos iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. E que a prática do racismo constitui crime inafiançável. Direitos que não são respeitados. Há no Brasil uma coisificação. Negros e negras deixam de ser vistos como pessoas e são tratados como coisas, deixando à mostra uma sociedade cruel e desumana adoecida por padrões e valores deturpados que julgam e condenam pessoas por sua cor, raça e classe.

[5]    As mulheres negras lutam contra machismo, racismo e exclusão. Há diferença enorme nas construções sociais de ser mulher e ser mulher negra. Existe uma desigualdade histórica que privilegia a população branca em detrimento da não branca. A nossa sociedade embasa comportamentos racistas e discriminatórios que se perpetuam e seguem ceifando vidas inocentes.

[6]    Precisamos lutar por uma sociedade mais justa, que se organiza no sentido de superar as injustiças sociais. A luta antirracista é de todos nós. Precisamos nos indignar e deixar claro para a sociedade que não admitimos racismo, não toleramos, e nada nem ninguém vai nos silenciar.

[7]    Nós, brasileiros, somos descendentes, sim, de povos africanos, e reconhecer nossa ancestralidade é passo importante para termos o direito à cidadania e lutarmos por políticas afirmativas. É inconcebível que, em pleno século 21, continuemos ignorantes em relação à cultura, etnia e tradições do povo preto. Ser negro transcende a cor. A ignorância gera preconceito racial que se manifesta de forma violenta, como os assassinatos dos jovens negros e a destruição das casas religiosas, tentando tirar do negro a identidade. A exclusão viola o principal direito humano, que é o direito à vida, e coloca a população não branca em uma realidade de terror e sofrimento, em que se tornam apenas dados estatísticos.

[8]    E todas essas situações reais de lutas e sofrimento são naturalizadas socialmente, impedindo a população negra de ter acesso a direitos humanos fundamentados, instituídos e efetivados. Para que haja mudança, lutemos por um Brasil melhor, sem racismo e com igualdade plena. Esse é nosso compromisso. E nossa esperança.

Josefina Serra dos Santos*, Denise da Costa Eleutério*, Neusa Maria* 'Membros da Comissão da Igualdade Racial da OAB-DF https://www.correiobraziliense.com.br/app/opiniao/2020/07/ll/internas _opiniao,871316/artigo-brasil-e-o-sistema-racista.shtml. Acesso em 13/05/2022.
 

Assinale a opção em que a análise entre colchetes sobre a oração destacada está INCORRETA:

Vídeos associados (4) Ver comentários

Questão 14 15000129
Médio 00:00

FUNORTE Medicina 2022/2
  • Sociologia
  • Sugira
  • Movimentos Sociais Poder, Estado e Política
  • Cidadania e Direitos Movimentos negros
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto

 

Brasil e o sistema racist

 

O conceito de raça é usado para segregar e oprimir uma população que, ainda hoje, é invisibilizada, tendo os direitos humanos violados.
 

[1]    A morte do povo preto não pode continuar passando despercebida. Mas o que esperar de uma sociedade racializada? O genocídio da população não branca transforma em estatísticas vidas que se perderam sem chance de defesa. Ser negro é marcador social. E quem é negro sente na pele a dor de ser negro em um país onde o racismo prevalece. A Lei n° 7.716, de 1989, de autoria do deputado Carlos Alberto de Oliveira, daí ser mais conhecida como Lei Caó, criminaliza o racismo e possibilita ferramentas que poderíam mudar o cenário de violência atual. Mas o que faz uma lei valer é o uso. Ela precisa ser popularizada, trabalhada nas escolas e nas bases para que os jovens tenham conhecimento dela e se apropriem de seus efeitos. Até quando uma mãe preta vai chorar?

[2]    Há uma hierarquização, uma sociedade hegemônica que alimenta as desigualdades sociais, omitindo da população preta o acesso aos seus direitos, deixando-a à margem, em situação de risco e vulnerabilidade social. Naturalizando, diariamente, a morte dos jovens negros, que continuam tombando diante de um quadro generalizado de violência e opressão.

[3]    Não podemos ficar omissos frente a tantas atrocidades. Precisamos desconstruir as estruturas excludentes que se retroalimentam e mantêm a desigualdade, a apartação social e nos insere em uma inclusão perversa, matando irmãos nossos, tirando-nos a liberdade de ser quem somos, de construir nossa identidade e vivê-la de forma plena. A sociedade questiona a legitimidade de nossas ações, cultura e etnia, não levando em conta que o Brasil é o segundo país do mundo em população negra. Uma população que é de luta, resistência, mas que, infelizmente, ainda hoje perde vidas em razão de desigualdades e injustiça.

[4]    O conceito de raça é usado para segregar e oprimir uma população que, ainda hoje, é invisibilizada, tendo os direitos humanos violados. O racismo estrutural simbolicamente mantém o povo preto no tronco. Sem voz e anestesiado pelo sofrimento psíquico, leva com ele as dores de ser negro em um país patriarcal, machista, racista e classista. O artigo 5o da Constituição Federal de 1988 diz que somos iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. E que a prática do racismo constitui crime inafiançável. Direitos que não são respeitados. Há no Brasil uma coisificação. Negros e negras deixam de ser vistos como pessoas e são tratados como coisas, deixando à mostra uma sociedade cruel e desumana adoecida por padrões e valores deturpados que julgam e condenam pessoas por sua cor, raça e classe.

[5]    As mulheres negras lutam contra machismo, racismo e exclusão. Há diferença enorme nas construções sociais de ser mulher e ser mulher negra. Existe uma desigualdade histórica que privilegia a população branca em detrimento da não branca. A nossa sociedade embasa comportamentos racistas e discriminatórios que se perpetuam e seguem ceifando vidas inocentes.

[6]    Precisamos lutar por uma sociedade mais justa, que se organiza no sentido de superar as injustiças sociais. A luta antirracista é de todos nós. Precisamos nos indignar e deixar claro para a sociedade que não admitimos racismo, não toleramos, e nada nem ninguém vai nos silenciar.

[7]    Nós, brasileiros, somos descendentes, sim, de povos africanos, e reconhecer nossa ancestralidade é passo importante para termos o direito à cidadania e lutarmos por políticas afirmativas. É inconcebível que, em pleno século 21, continuemos ignorantes em relação à cultura, etnia e tradições do povo preto. Ser negro transcende a cor. A ignorância gera preconceito racial que se manifesta de forma violenta, como os assassinatos dos jovens negros e a destruição das casas religiosas, tentando tirar do negro a identidade. A exclusão viola o principal direito humano, que é o direito à vida, e coloca a população não branca em uma realidade de terror e sofrimento, em que se tornam apenas dados estatísticos.

[8]    E todas essas situações reais de lutas e sofrimento são naturalizadas socialmente, impedindo a população negra de ter acesso a direitos humanos fundamentados, instituídos e efetivados. Para que haja mudança, lutemos por um Brasil melhor, sem racismo e com igualdade plena. Esse é nosso compromisso. E nossa esperança.

Josefina Serra dos Santos*, Denise da Costa Eleutério*, Neusa Maria* 'Membros da Comissão da Igualdade Racial da OAB-DF https://www.correiobraziliense.com.br/app/opiniao/2020/07/ll/internas _opiniao,871316/artigo-brasil-e-o-sistema-racista.shtml. Acesso em 13/05/2022.
 

As orações reduzidas também possuem carga semântica.

 

Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação INCORRETA entre colchetes sobre a oração reduzida de gerúndio que antecede tal interpretação.

Vídeos associados (4) Ver comentários

Questão 3 14999047
Médio 00:00

FUNORTE Medicina 2022/2
  • Sociologia
  • Sugira
  • Movimentos Sociais Poder, Estado e Política
  • Cidadania e Direitos Movimento Feminista, LGBT e Negro
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto

 

Múltiplas faces da violência contra a mulher
 

[1]    A violência atinge as mulheres todos os dias. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento que permita compreender e construir soluções baseadas em evidências e na escuta das mulheres brasileiras em sua diversidade. Neste ano eleitoral, conclamamos partidos e candidaturas a se comprometerem com a agenda do combate à violência contra mulheres e meninas.

[2]    Desde os anos 1980, os movimentos feministas brasileiros lutam por políticas públicas e marcos legais para garantir às brasileiras uma vida sem violência. Um ponto alto dessa luta foi a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, reconhecida como uma das mais completas do mundo. Aos desafios que já existiam para a sua efetivação, entre os quais o monitoramento por estados e municípios, soma-se o atual desmonte das políticas públicas e mecanismos de participação cidadã.

[3]    A violência de gênero se conecta às desigualdades em todas as esferas: na casa, no trabalho, na política. Visões romantizadas da família podem desviar as ações para combatê-la no espaço doméstico, onde ocorre a maioria dos casos. Impedir o debate sobre gênero nas escolas retira das meninas informações que as ajudam a reconhecer e denunciar situações de violência. Posturas sexistas e misóginas de lideranças políticas normalizam a violência política de gênero.

[4]    A violência de gênero se combina ao racismo e à discriminação contra mulheres LGBTQIA+. Mulheres negras estão mais vulneráveis ao feminicídio que mulheres brancas, e o desmonte das políticas de proteção social e combate à pobreza, somado à pandemia de Covid-19, vêm agravando desigualdades preexistentes.

[5]    Já as políticas que favorecem a mineração e a agropecuária aumentam tensões com os povos originários, expondo as mulheres indígenas à violência. É algo que fica evidente na morte de uma menina de 12 anos estuprada por garimpeiros ilegais na terra indígena Yanomami. Por sua vez, mulheres LGBTQIA+ estão sujeitas a agressões nas esferas pública e privada em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero.

[6]    No campo da saúde, a cultura científica pode favorecer a invisibilidade da violência. Ela é produzida pelas dificuldades e silêncio que rondam as mulheres, assim como pelas dificuldades dos profissionais de saúde de perguntar e reconhecer situações de violência. Somam-se a isso processos culturais de banalização, com a naturalização de atos cotidianos de violência, essencializados como impulsos naturais masculinos e não tomados como comportamento intencional culturalmente válido.

[7]    Aí também estão presentes outras discriminações, perpetradas inclusive por agentes estatais: mulheres negras recebem menos anestesia no parto que as brancas, pela noção errônea de que seus corpos suportam melhor a dor. O tratamento dado às indígenas durante a gravidez e o parto pela Secretaria Especial de Saúde Indígena não respeita as formas culturais de atendimento por parteiras e pajés. Por sua vez, as mulheres LGBTQIA+ muitas vezes encontram desconhecimento e práticas de discriminação nos serviços de saúde.

[8]    No caso da atenção às mulheres em situação de violência, a principal referência terapêutica será a de bem ouvir seu relato, dando crédito às revelações e agindo de modo respeitoso, sem revitimizà-las ou discriminá-las. A melhor intervenção busca, na narrativa que elas oferecem, pontos de apoios para reconhecer e valorizar sua cultura e seus direitos do ponto vista ético e legal.

[9]    Movimentos feministas e de mulheres negras, indígenas e LGBTQIA+ têm trabalhado para romper esse silêncio e informá-las para que reconheçam e saibam como agir em casos de agressão. O combate e as garantias fundamentais que estão em jogo dependem de compromissos coletivos e políticas públicas.

[10]    Essa luta se confunde com os desafios mais amplos para a cidadania e a democracia. Nunca foi apenas sobre as mulheres - e continua a não ser.

O uso de pronomes representa um dos mais relevantes mecanismos de coesão referencial na construção do texto.

 

Em relação a esses elementos coesivos, assinale a alternativa correta:

Vídeos associados (4) Ver comentários

Questão 1 14998974
Médio 00:00

FUNORTE Medicina 2022/2
  • Sociologia
  • Sugira
  • Movimentos Sociais Poder, Estado e Política
  • Cidadania e Direitos Movimento Feminista, LGBT e Negro
  • Exibir tags
Resolução comentada

Texto

 

Múltiplas faces da violência contra a mulher
 

[1]    A violência atinge as mulheres todos os dias. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento que permita compreender e construir soluções baseadas em evidências e na escuta das mulheres brasileiras em sua diversidade. Neste ano eleitoral, conclamamos partidos e candidaturas a se comprometerem com a agenda do combate à violência contra mulheres e meninas.

[2]    Desde os anos 1980, os movimentos feministas brasileiros lutam por políticas públicas e marcos legais para garantir às brasileiras uma vida sem violência. Um ponto alto dessa luta foi a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, reconhecida como uma das mais completas do mundo. Aos desafios que já existiam para a sua efetivação, entre os quais o monitoramento por estados e municípios, soma-se o atual desmonte das políticas públicas e mecanismos de participação cidadã.

[3]    A violência de gênero se conecta às desigualdades em todas as esferas: na casa, no trabalho, na política. Visões romantizadas da família podem desviar as ações para combatê-la no espaço doméstico, onde ocorre a maioria dos casos. Impedir o debate sobre gênero nas escolas retira das meninas informações que as ajudam a reconhecer e denunciar situações de violência. Posturas sexistas e misóginas de lideranças políticas normalizam a violência política de gênero.

[4]    A violência de gênero se combina ao racismo e à discriminação contra mulheres LGBTQIA+. Mulheres negras estão mais vulneráveis ao feminicídio que mulheres brancas, e o desmonte das políticas de proteção social e combate à pobreza, somado à pandemia de Covid-19, vêm agravando desigualdades preexistentes.

[5]    Já as políticas que favorecem a mineração e a agropecuária aumentam tensões com os povos originários, expondo as mulheres indígenas à violência. É algo que fica evidente na morte de uma menina de 12 anos estuprada por garimpeiros ilegais na terra indígena Yanomami. Por sua vez, mulheres LGBTQIA+ estão sujeitas a agressões nas esferas pública e privada em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero.

[6]    No campo da saúde, a cultura científica pode favorecer a invisibilidade da violência. Ela é produzida pelas dificuldades e silêncio que rondam as mulheres, assim como pelas dificuldades dos profissionais de saúde de perguntar e reconhecer situações de violência. Somam-se a isso processos culturais de banalização, com a naturalização de atos cotidianos de violência, essencializados como impulsos naturais masculinos e não tomados como comportamento intencional culturalmente válido.

[7]    Aí também estão presentes outras discriminações, perpetradas inclusive por agentes estatais: mulheres negras recebem menos anestesia no parto que as brancas, pela noção errônea de que seus corpos suportam melhor a dor. O tratamento dado às indígenas durante a gravidez e o parto pela Secretaria Especial de Saúde Indígena não respeita as formas culturais de atendimento por parteiras e pajés. Por sua vez, as mulheres LGBTQIA+ muitas vezes encontram desconhecimento e práticas de discriminação nos serviços de saúde.

[8]    No caso da atenção às mulheres em situação de violência, a principal referência terapêutica será a de bem ouvir seu relato, dando crédito às revelações e agindo de modo respeitoso, sem revitimizà-las ou discriminá-las. A melhor intervenção busca, na narrativa que elas oferecem, pontos de apoios para reconhecer e valorizar sua cultura e seus direitos do ponto vista ético e legal.

[9]    Movimentos feministas e de mulheres negras, indígenas e LGBTQIA+ têm trabalhado para romper esse silêncio e informá-las para que reconheçam e saibam como agir em casos de agressão. O combate e as garantias fundamentais que estão em jogo dependem de compromissos coletivos e políticas públicas.

[10]    Essa luta se confunde com os desafios mais amplos para a cidadania e a democracia. Nunca foi apenas sobre as mulheres - e continua a não ser.

Na progressão do raciocínio textual, as autoras utilizam várias estratégias e recursos linguísticos os quais corroboram com a intencionalidade discursiva do gênero textual artigo de opinião.

 

Sobre essas estratégias e recursos, assinale a afirmativa INCORRETA:

Vídeos associados (4) Ver comentários

Questão 54 14847745
Médio 00:00

PAS - UFLA 2 Etapa 2022-2024
  • Sociologia
  • Sugira
  • Movimentos Sociais Trabalho e Estratificação Social
  • Desigualdades Sociais Movimentos Urbanos
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia o Texto 1 para responder à questão.

 

TEXTO 1

 

O SLOGAN “A FAVELA VENCEU” INCLUI OS QUE PASSAM FOME?

A verdade é aquilo que está fora da sua cabeça. – Amílcar Cabral

 

[1]    Nós, moradores de territórios marginalizados, enfrentamos inúmeras adversidades resultantes da 
ausência do Estado na produção de políticas públicas que nos ofertem sobrevivência digna. E como reflexo, 
acostumamo-nos a comemorar com certo entusiasmo as pequenas conquistas pessoais. Celebramos a 
promoção no emprego, a publicação de artigo na imprensa, o curso concluído ou ingresso na universidade, a 
[5] reforma da residência, a aquisição de algum  bem material etc. Às vezes nem é sobre nós, comemoramos 
também as superações das pessoas que estão na mesma condição social. E acho importante que façamos isso, 
pois cultiva a esperança e fortalece a autoestima de um povo que se reinventa para sobreviver neste mundo 
abundante de injustiça social, como disse o intelectual Milton Santos (2000) “(…) os pobres não se entregam. 
Eles descobrem cada dia formas inéditas de trabalho e de luta
”. 
[10]    No entanto, as conquistas não são eventos comuns, muitas pessoas convivem somente com derrotas e 
sofrimentos. Por essa razão, critico os que colocam as experiências individuais como universais e 
representativas da população que sobrevive no mesmo espaço geográfico. De maneira mais específica, refiro
me aos artistas, militantes e políticos que lançam mão do slogan “A favela venceu” nas ocasiões em que os 
moradores da periferia conquistam algo material ou simbólico, ou situações que a própria cultura marginalizada 
[15] ocupa espaços privilegiados. Eu vejo nessa manifestação o mero ajuste ao ideário neoliberal, desconectado da 
realidade concreta da massa negra e pobre. É o flerte com a meritocracia, pois como pano de fundo considera o 
esforço a matéria-prima do sucesso, homogeniza as individualidades e abandona as críticas que deveriam ser 
feitas ao Estado por não garantir os direitos fundamentais da população. Decerto, se a sociedade não fosse 
estruturalmente racista, possivelmente, nem favelas existiriam neste país, já que os negros são a maioria nesses 
[20] lugares. Os disseminadores do slogan, simplesmente, desconsideram as dores das mães, familiares e amigos de 
pessoas que foram assassinadas pelas ações do poder público em nome do combate às drogas. Urge que 
sejamos críticos diante disso, e questionemos “como assim a favela venceu?” se o que vemos é a manutenção e 
aumento da violência contra os negros e pobres.  
    Devemos rechaçar pensamentos individualistas massificados, principalmente, por quem o sistema 
[25] concedeu migalhas e oportunidade de participação em espaços privilegiados. A realidade violenta exige a 
construção de ações concretas e  discursos radicalizados contra o sistema que oprime a população. 
Conversemos com as pessoas e mostremos que no capitalismo a mobilidade social dos pobres é descendente, e 
os que ascendem são apenas exceções confirmando a regra. Mas, se mesmo assim elas insistirem na 
reprodução do slogan, pergunte se os que andam revirando lixo, encarando a “fila do osso”, e os familiares que 
[30] perderam seus entes queridos, na “guerra às drogas”, compartilham da mesma opinião.  

CORRÊA. Ricardo. O slogan “a favela venceu” inclui os que passam fome? Carta Campinas. Disponível em: https://cartacampinas.com.br/2022/06/o-slogan-a-fevela-venceu-inclui-os-que-passam-fome/ Acesso em 10 out 2022.

De acordo com o contexto em que os termos destacados aparecem no Texto 1, indique a alternativa em que o vocábulo NÃO apresenta o sentido indicado:

Vídeos associados (4) Ver comentários

Questão 53 14847738
Médio 00:00

PAS - UFLA 2 Etapa 2022-2024
  • Sociologia
  • Sugira
  • Movimentos Sociais Trabalho e Estratificação Social
  • Desigualdades Sociais Movimentos Urbanos
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia o Texto 1 para responder à questão.

 

TEXTO 1

 

O SLOGAN “A FAVELA VENCEU” INCLUI OS QUE PASSAM FOME?

A verdade é aquilo que está fora da sua cabeça. – Amílcar Cabral

 

[1]    Nós, moradores de territórios marginalizados, enfrentamos inúmeras adversidades resultantes da 
ausência do Estado na produção de políticas públicas que nos ofertem sobrevivência digna. E como reflexo, 
acostumamo-nos a comemorar com certo entusiasmo as pequenas conquistas pessoais. Celebramos a 
promoção no emprego, a publicação de artigo na imprensa, o curso concluído ou ingresso na universidade, a 
[5] reforma da residência, a aquisição de algum  bem material etc. Às vezes nem é sobre nós, comemoramos 
também as superações das pessoas que estão na mesma condição social. E acho importante que façamos isso, 
pois cultiva a esperança e fortalece a autoestima de um povo que se reinventa para sobreviver neste mundo 
abundante de injustiça social, como disse o intelectual Milton Santos (2000) “(…) os pobres não se entregam. 
Eles descobrem cada dia formas inéditas de trabalho e de luta
”. 
[10]    No entanto, as conquistas não são eventos comuns, muitas pessoas convivem somente com derrotas e 
sofrimentos. Por essa razão, critico os que colocam as experiências individuais como universais e 
representativas da população que sobrevive no mesmo espaço geográfico. De maneira mais específica, refiro
me aos artistas, militantes e políticos que lançam mão do slogan “A favela venceu” nas ocasiões em que os 
moradores da periferia conquistam algo material ou simbólico, ou situações que a própria cultura marginalizada 
[15] ocupa espaços privilegiados. Eu vejo nessa manifestação o mero ajuste ao ideário neoliberal, desconectado da 
realidade concreta da massa negra e pobre. É o flerte com a meritocracia, pois como pano de fundo considera o 
esforço a matéria-prima do sucesso, homogeniza as individualidades e abandona as críticas que deveriam ser 
feitas ao Estado por não garantir os direitos fundamentais da população. Decerto, se a sociedade não fosse 
estruturalmente racista, possivelmente, nem favelas existiriam neste país, já que os negros são a maioria nesses 
[20] lugares. Os disseminadores do slogan, simplesmente, desconsideram as dores das mães, familiares e amigos de 
pessoas que foram assassinadas pelas ações do poder público em nome do combate às drogas. Urge que 
sejamos críticos diante disso, e questionemos “como assim a favela venceu?” se o que vemos é a manutenção e 
aumento da violência contra os negros e pobres.  
    Devemos rechaçar pensamentos individualistas massificados, principalmente, por quem o sistema 
[25] concedeu migalhas e oportunidade de participação em espaços privilegiados. A realidade violenta exige a 
construção de ações concretas e  discursos radicalizados contra o sistema que oprime a população. 
Conversemos com as pessoas e mostremos que no capitalismo a mobilidade social dos pobres é descendente, e 
os que ascendem são apenas exceções confirmando a regra. Mas, se mesmo assim elas insistirem na 
reprodução do slogan, pergunte se os que andam revirando lixo, encarando a “fila do osso”, e os familiares que 
[30] perderam seus entes queridos, na “guerra às drogas”, compartilham da mesma opinião.  

CORRÊA. Ricardo. O slogan “a favela venceu” inclui os que passam fome? Carta Campinas. Disponível em: https://cartacampinas.com.br/2022/06/o-slogan-a-fevela-venceu-inclui-os-que-passam-fome/ Acesso em 10 out 2022.

Ao apresentar o questionamento “como assim a favela venceu?” (linha 22), o autor

Vídeos associados (4) Ver comentários
Anterior 123456789101112131415161718192021222324252627282930313233343536373839404142434445464748495051525354555657585960616263646566676869707172737475767778798081828384858687888990919293949596979899100101102103104105106107108109110111112113114115116117118119120121122123124125126127128129130131132133134135136137138139140141142143144145146147148149150151152153154155156157158159160161162163164165166167168169170171172173174175176177178179180181182183184185186187188189190191192193194195196197198199200201202203204205206207208209210211212213214215216217218219220221222223224225226227228229230231232233234235236237238239240241242243244245246247248249250251252253254255256257258259260261262263264265266267268269270271272273274275276277278279280281282283284285286287288289290291292293294295296297298299300301302303304305306307308309310311312313314315316317318319320321322323324325326327328329330331332333334335336337338339340341342343344345346347348349350351352353354355356357358359360361362363364365366367368369370371372373374375376377378379380381382383384385386387388389390391392393394395396397398399400401402403404405406407408409410411412413414415416417418419420421422423424425426427428429430431432433434435436437438439440441442443444445446447448449450451452453454455456457458459460461462463464465466467468469470471472473474475476477478479480481482483484485486487488489490491492493494495496497498499500501502503504505506507508509510511512513514515516517518519520521522523524525526527528529530531532533534535536537538539540541542543544545546547548549550551552553554555556557558559560561562563564565566567568569570571572573574575576577578579580581582583584585586587588589590591592593594595596597598599600601602603604605606607608609610611612613614615616617618619620621622623624625626627628629630631632633634635636637638639640641642643644645646647648649650651652653654655656657658659660661662663664665666667668669670671672673674675676677678679680681682683684685686687688689690691692693694695696697698699700701702703704705706707708709710711712713714715716717718719720721722723724725726727728729730731732733734735736737738739740741742743744745746747748749750751752753754755756757758759760761762763764765766767768769770771772773774775776777778779780781782783784785786787788789790791792793794795796797798799800801802803804805806807808809810811812813814815816817818819820821822823824825826827828829830831832833834835836837838839840841842843844845846847848849850851852853854855856857858859860861862863864865866867868869870871872873874875876877878879880881882883884885886887888889890891892893894895896897898899900901902903904905906907908909910911912913914915916917918919920921922923924925926927928929930931932933934935936937938939940941942943944945946947948949950951952953954955956957958959960961962963964965966967968969970971972973974975976977978979980981982983984985986987988989990991992993994995996997998999100010011002100310041005100610071008100910101011101210131014101510161017101810191020102110221023102410251026102710281029103010311032103310341035103610371038103910401041104210431044104510461047104810491050105110521053105410551056105710581059106010611062106310641065106610671068106910701071107210731074107510761077107810791080108110821083 Próximo
Pastas

/

06


Faça seu login GRÁTIS


Compartilhar questão
ENEM estuda.com é um sistema para estudantes que desejam ingressar em um curso de nível superior. Resolva questões através do computador, tablet ou celular. vestibular,enem,questoes,estudar,alunos,simulados,questões enem,simulados enem,simulados vestibular,vestibular,provas,provas enem Estuda.com
logo da estuda.com
  • Quem somos
  • Blog
  • Trabalhe conosco

SEJA TEAM ESTUDA

  • Assine agora
  • Cadastre-se

NOSSAS SOLUÇÕES

  • Planos
  • Estudantes
  • Escolas
  • Professores

NOSSAS MATÉRIAS

  • Questões de Matemática
  • Questões de Português
  • Questões de História
  • Questões de Biologia
  • Questões de Geografia

ENEM E VESTIBULARES

  • Questões de Enem
  • Temas de Redação
  • ITA Vestibular
  • Questões Fuvest
  • Vestibular Unesp

SUPORTE

  • Central de ajuda
  • Ouvidoria

Disponível no Google Play Disponível na App Store
Termos de uso Política de privacidade

Todos os direitos reservados

Estuda Tecnologias LTDA

CNPJ 22951899000160