Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 2 16079630
IDOMED Medicina 2022/2O VÍRUS DA DESIGUALDADE E COMO COMBATÊ-LO
(1.º§) A Covid-19 exacerbou as desigualdades de oportunidades para crianças e suas famílias. Novos dados mostram que suas repercussões atingiram drasticamente a todos, principalmente os mais vulneráveis. O desemprego aumentou, o acompanhamento vacinal diminuiu e o risco de insegurança alimentar cresceu. Essas são conclusões do grupo de pesquisadores das entidades que integram o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).
(2.º§) Embora as crianças não tenham sido consideradas grupo de risco na pandemia, elas têm sofrido seus impactos. É urgente colocá-las em primeiro lugar ao pensar políticas públicas e ao eleger prioridades de investimento de curto, médio e longo prazo. As famílias com crianças cujos adultos têm menor escolaridade foram as que tiveram sua renda mais afetada. O percentual é quase o dobro que o do grupo de famílias com ensino médio ou superior. A constatação é de um economista do Insper. Outra pesquisa do Data Favela mostra que, para 76% dos moradores de comunidades, faltou dinheiro para comprar comida em pelo menos um dia da semana.
(3.º§) A criança está no centro do turbilhão causado pelo estresse, fruto do desemprego e do risco da fome. Ela absorve os efeitos desse ambiente hostil em seu desenvolvimento físico, mental e emocional. Pesquisadores do Laboratório de Pesquisas em Oportunidades Educacionais da UFRJ constataram que crianças pobres têm 88% mais chances de terem problemas de saúde mental em comparação às mais ricas.
(4.º§) Outro número preocupante foi identificado pelo Epicovid-19, estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas: 22,7 % das crianças mais pobres deixaram de ser vacinadas em 2020; entre os mais ricos, o índice foi de 15%.
(5.º§) Esses dados são o retrato do retrocesso que tivemos nos cuidados com nossas crianças. É hora de reverter essas estatísticas. As evidências mostram que há três tipos de atendimento que, juntos, são capazes de endereçar a maior parte dos desafios aqui apontados: a Estratégia Saúde da Família (ESF); a oferta de escola e creche de qualidade para todas as crianças; e a ampliação do repasse de renda aos mais pobres, com o fim das filas de espera.
(6.º§) Os programas de visitação domiciliar da ESF são efetivos para o atendimento de saúde e de assistência social. É preciso ampliar essa política.
(7.º§) O retorno seguro das crianças às escolas e às creches é uma das estratégias mais eficientes para garantir o estímulo e o ambiente necessário para o desenvolvimento. Oferecer nesses locais programas de atendimento socioemocional para as crianças e, também, para os adultos é uma alternativa para ajudar essas famílias a superar estresses da pandemia e seguir adiante.
(8.º§) As crianças têm o direito de serem olhadas como prioridade e de serem protegidas. E nós todos temos a obrigação de incorporar essa urgência para tirá-las da situação de vulnerabilidade e elevá-las ao patamar mais alto de oportunidades, cuidados e bem-estar que houver. Nós sabemos o que fazer para chegar lá. Vamos juntos?
Mariana Luz. Folha de São Paulo, 01 de dezembro de 2021.
Um efeito, apontado no texto, do processo vivenciado pelas crianças durante a pandemia reside em:
Questão 1 16079576
IDOMED Medicina 2022/2O VÍRUS DA DESIGUALDADE E COMO COMBATÊ-LO
(1.º§) A Covid-19 exacerbou as desigualdades de oportunidades para crianças e suas famílias. Novos dados mostram que suas repercussões atingiram drasticamente a todos, principalmente os mais vulneráveis. O desemprego aumentou, o acompanhamento vacinal diminuiu e o risco de insegurança alimentar cresceu. Essas são conclusões do grupo de pesquisadores das entidades que integram o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).
(2.º§) Embora as crianças não tenham sido consideradas grupo de risco na pandemia, elas têm sofrido seus impactos. É urgente colocá-las em primeiro lugar ao pensar políticas públicas e ao eleger prioridades de investimento de curto, médio e longo prazo. As famílias com crianças cujos adultos têm menor escolaridade foram as que tiveram sua renda mais afetada. O percentual é quase o dobro que o do grupo de famílias com ensino médio ou superior. A constatação é de um economista do Insper. Outra pesquisa do Data Favela mostra que, para 76% dos moradores de comunidades, faltou dinheiro para comprar comida em pelo menos um dia da semana.
(3.º§) A criança está no centro do turbilhão causado pelo estresse, fruto do desemprego e do risco da fome. Ela absorve os efeitos desse ambiente hostil em seu desenvolvimento físico, mental e emocional. Pesquisadores do Laboratório de Pesquisas em Oportunidades Educacionais da UFRJ constataram que crianças pobres têm 88% mais chances de terem problemas de saúde mental em comparação às mais ricas.
(4.º§) Outro número preocupante foi identificado pelo Epicovid-19, estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas: 22,7 % das crianças mais pobres deixaram de ser vacinadas em 2020; entre os mais ricos, o índice foi de 15%.
(5.º§) Esses dados são o retrato do retrocesso que tivemos nos cuidados com nossas crianças. É hora de reverter essas estatísticas. As evidências mostram que há três tipos de atendimento que, juntos, são capazes de endereçar a maior parte dos desafios aqui apontados: a Estratégia Saúde da Família (ESF); a oferta de escola e creche de qualidade para todas as crianças; e a ampliação do repasse de renda aos mais pobres, com o fim das filas de espera.
(6.º§) Os programas de visitação domiciliar da ESF são efetivos para o atendimento de saúde e de assistência social. É preciso ampliar essa política.
(7.º§) O retorno seguro das crianças às escolas e às creches é uma das estratégias mais eficientes para garantir o estímulo e o ambiente necessário para o desenvolvimento. Oferecer nesses locais programas de atendimento socioemocional para as crianças e, também, para os adultos é uma alternativa para ajudar essas famílias a superar estresses da pandemia e seguir adiante.
(8.º§) As crianças têm o direito de serem olhadas como prioridade e de serem protegidas. E nós todos temos a obrigação de incorporar essa urgência para tirá-las da situação de vulnerabilidade e elevá-las ao patamar mais alto de oportunidades, cuidados e bem-estar que houver. Nós sabemos o que fazer para chegar lá. Vamos juntos?
Mariana Luz. Folha de São Paulo, 01 de dezembro de 2021.
Um dos aspectos apresentados no texto para sustentar a necessidade de atenção às crianças é:
Questão 8 15587808
UFJF - PISM Módulo II dia 1 2022Em MG, 17 crianças são vítimas de abuso sexual por dia; quarentena pode aumentar os números, alerta perita

(...)
‘A cada dia, 17 crianças ou adolescentes são vítimas de abuso em Minas Gerais. Por definição, a violência sexual abrange todo “ato ou jogo sexual” em que os autores estão em estágio mais avançado de desenvolvimento psicossexual do que a criança ou adolescente, segundo a psicóloga Cris Aline Krindges.
A violência sexual engloba diversos “tipos de ações que incluem contato físico com – ou sem – penetração. Abrange, ainda, situações de exploração sexual visando o lucro, tais como a exploração sexual, e a exposição à pornografia”, relata a psicóloga.
Os números de violência doméstica vêm crescendo significativamente com a quarentena. (...)
“Como a maior parte dos abusos sexuais acontecem no âmbito familiar, a tendência é que essas crianças, que já sofriam ou que estavam sendo assediadas, possam vir a sofrer mais ainda”, aponta Cris Krindges.’
https://www.noticiasgerais.net/em-mg-17-criancas-sao-vitimas-de-abuso-sexual-por-dia-quarentena-pode-aumentar-os-numeros-alertaperita/. Acesso em 05/10/2021
A partir da observação do gráfico anterior, marque a opção CORRETA:
Questão 60 15410760
UENP 2022A exclusão social é um conceito utilizado amplamente pela Sociologia Contemporânea.
Assinale a alternativa que melhor corresponde à definição de exclusão social:
Questão 55 15410751
UENP 2022Assinale a alternativa que melhor corresponde à concepção do Sociólogo E. Durkheim sobre o fundamento da vida social:
Questão 37 15410711
UENP 2022Texto-base para a questão.
Como a desigualdade no pagamento entre homens e mulheres prejudica a economia brasileira
Luiza Franco e Paula Adamo Idoeta
Da BBC News Brasil em São Paulo - 6 janeiro 2019
O mundo avançou pouco na igualdade de gêneros no último ano: menos mulheres do que homens têm entrado no mercado de trabalho; sua participação na política e em cargos privados sêniores ainda é inferior à masculina, e sua presença em setores emergentes de tecnologia, como o de Inteligência Artificial, ainda é irrisória.
As conclusões são de um relatório recente do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que traçou um panorama pouco animador da igualdade de gêneros em 149 países sob os aspectos político, econômico, educacional e de saúde.
O Brasil não está bem posicionado no ranking do relatório: caiu cinco posições, para a 95ª, porque “o abismo entre gêneros está em seu maior nível desde 2011”, diz o WEF. Os motivos disso são, sobretudo, as persistentes disparidades em participação e oportunidade econômicas.
Aqui, segundo o Estudo de Estatísticas de Gênero, do IBGE, as mulheres trabalham em média três horas por semana a mais do que os homens (somando-se trabalho remunerado, atividades domésticas e cuidados com outras pessoas), mas ganham apenas dois terços (76%) do rendimento deles.
Nas ocupações que exigem nível superior completo ou mais, a diferença salarial é ainda maior: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016, dado mais recente disponível. [...]
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46655125
Segundo o conteúdo do texto, é CORRETO afirmar que
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