Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 29 14507530
UPE SSA 2ª Fase - 1º Dia 2024Leia o texto a seguir.
[...] a participação social tem sido reafirmada no Brasil como um fundamento dos mecanismos institucionais que visam garantir a efetiva proteção social contra riscos e vulnerabilidades, assim como a vigência dos direitos sociais. Com maior ou menor sucesso, esta foi uma das importantes inovações institucionais ocorridas no Brasil pós-Constituinte. A garantia de direitos sociais nos campos da educação, saúde, assistência social, previdência social e trabalho foi acompanhada da consolidação de uma nova institucionalidade objetivando assegurar a presença de múltiplos atores sociais, seja na formulação, na gestão, na implementação ou no controle das políticas sociais.
SILVA, F. B.; JACCOUD, L.; BEGHIN, N. Políticas sociais no Brasil: participação social, conselho e parcerias. Disponível em: https://direito.mppr.mp.br/arquivos/File/politicassociais.pdf. Acesso em: 23/05/2023.
No texto, a lei nacional permitiu a consolidação do processo democrático, oportunizando a consciência e ação coletiva significativa. Para garantir os benefícios constitucionais, a participação social deve
Questão 24 14507479
UPE SSA 2ª Fase - 1º Dia 2024Analise os gráficos e as seguintes informações
Distribuição dos domicílios chefiados por homens e mulheres por posição na ocupação do(a) chefe de família e sexo, 2019

Distribuição dos domicílios chefiados por homens e mulheres por faixa de renda, Brasil, 2019

Disponíveis em: https://www.dmtemdebate.com.br Acesso em: 25 de maio de 2023.
O crescimento dos domicílios chefiados por mulheres em 2019 corresponde a 48,2%, quando entre os homens o percentual é de 51,8%. Em 1995, somente 22% das famílias eram chefiadas por mulheres.
Nesse sentido, é CORRETO afirmar que
Questão 44 14507114
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2024As formas econômicas, sob as quais os homens produzem consomem e trocam, são transitórias e históricas. Ao adquirir novas forças produtivas, os homens mudam seu modo de produção e, com o modo de produção, mudam as relações econômicas, que não são mais que as relações necessárias daquele modo concreto de produção.
Considerando esse pensamento, analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa CORRETA.
Questão 43 14507104
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2024As transformações sociais no século XVIII, como a Revolução Francesa e o seu ideário de liberdade, assim como o individualismo e o anticlericalismo presentes no pensamento iluminista, inspiraram também uma reação profundamente conservadora e de certo modo retrógrada no seio do pensamento social, que se refletiu nas produções francesa e inglesa. Denominados “profetas do passado” estão o inglês Edmund Burke e os franceses Joseph de Maistre e Louis de Bonald, os quais ansiavam por uma sociedade estável, hierarquizada, fundada em valores familiares, religiosos e comunitários, na ordem, na coesão e na autoridade. Esses autores figuram entre os debatedores precursores da Sociologia, pois cultuavam uma rejeição ao moderno e glorificavam a tradição. Considerando o contexto e as ideias desses conservadores que contribuíram para o surgimento da Sociologia, analise as afirmativas a seguir.
I- Os “profetas do passado” defendiam que a origem da crise social estava na destruição da vida comunitária e familiar e do processo artesanal de trabalho, ambos arrasados pelo novo modo de produção capitalista e pela urbanização descontrolada.
II- Os “profetas do passado” valorizavam a própria modernidade, expressão de estabilidade e coesão social, fonte da moralidade e solidariedade necessárias às sociedades nascidas das duas grandes revoluções, a Industrial e a Francesa.
III- A Igreja e as associações de ofício, como instituições protetoras da vida social, enfraqueceram-se, perderam toda a sua força, proporcionando a instabilidade e a falta de coesão social.
Estão CORRETAS as afirmativas
Questão 8 14506152
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2024Leia, atentamente, o texto a seguir para responder à questão.
As muitas faces da educação midiática
[1] Em uma sala de aula do 5.° ano, crianças de dez anos preparam uma websérie que explica como os
seus influenciadores favoritos são remunerados, descobrindo a relação entre audiência expressiva e renda.
Em outra sala, o 8.° ano estuda o conflito em torno das terras indígenas, analisando como gráficos podem
construir narrativas distintas e buscando fontes que tragam diversidade de vozes nos relatos sobre a
[5] situação. No Ensino Médio, uma turma se debruça sobre fotos de Machado de Assis, discutindo como e por
que a manipulação das imagens promoveu o seu “branqueamento”.
O que todas essas atividades têm em comum é a possibilidade de levar para o cotidiano escolar, de
forma transdisciplinar, a prática constante de leitura crítica e a autoria ética e criativa de mídias, preparando
os jovens para que possam aprender, se comunicar, exercer os seus direitos e respeitar os direitos dos
[10] demais em uma sociedade fortemente midiatizada, em que se multiplicam não só as mensagens, mas
também os ambientes, formatos, intenções e autores.
A cidadania digital é um direito, reconhecido por organizações como a Unesco e estabelecido em
políticas públicas. Mas já foi o tempo em que a noção de “cidadania digital” representava apenas uma
perspectiva protetora, focada em fortalecer os jovens contra ameaças como cyberbullying, roubo de senhas,
[15] predadores ou superexposição. Hoje, entendemos que exercer a cidadania – dentro e fora do ambiente
digital – passa sobretudo por empoderar os jovens para que possam ocupar, de forma segura, ética e
responsável, a verdadeira praça pública que é a internet e seus diversos canais e formas de comunicação,
aproveitando as oportunidades trazidas pela democratização do acesso à informação, mas enfrentando
também os seus desafios. [...]
[20] Precisamos, por exemplo, mitigar o alcance e o impacto das fake news, que ameaçam desestabilizar
governos, atrapalhar processos democráticos e até prejudicar a saúde pública. É crítico educar todos os
cidadãos, [...] para que desenvolvam o hábito de checar as informações que recebem e, além disso, sejam
capazes de identificar fontes e informações confiáveis e entender como a mídia molda nossas opiniões e
crenças. Não é à toa que, por todo o mundo, [...] discutem-se também formas de introduzir o combate à
[25] desinformação via políticas públicas e de incorporar a educação para a informação ao design das próprias
plataformas sociais.
Mas a educação midiática é muito mais do que o combate às fake news. [...] Não basta apenas saber
avaliar a confiabilidade da informação. É preciso ir um pouco além, aprendendo a avaliar o que nos chega
em textos e imagens, reconhecendo seus autores e intenção; a pensar e refletir eticamente sobre normas,
[30] valores e crenças que regem nossa atuação nas mídias; a produzir conteúdos de forma criativa e ética,
avaliando se estamos ferindo os direitos de alguém; a participar ativamente de nossas comunidades através
das mídias, avaliando como podemos atuar para o bem coletivo.
Em suma, ler, escrever e participar do mundo conectado requer não só o desenvolvimento de
habilidades instrumentais e operacionais, para lidar com as tecnologias de informação e comunicação, como
[35] também atitudes dialógicas e reflexivas, consciência cidadã e responsabilização.
Toda a sociedade [...] precisa de educação midiática. Se a escola é o lugar natural para o
desenvolvimento mais sustentado e sistêmico dessas habilidades, não há como negar o valor de projetos
pontuais em outros contextos. Fora do contexto escolar, adultos e a população sênior também podem se
beneficiar de recursos e oficinas. E projetos que escolhem um determinado recorte, focando [...] no
[40] desenvolvimento de mídias comunitárias, também são valiosos.
Educar midiaticamente a sociedade [...] é trabalho para uma geração. É preciso desenvolver um
currículo de referência; ampliar a formação inicial e continuada de educadores; fomentar as iniciativas das
organizações da sociedade civil, dos veículos de comunicação e das empresas de tecnologia; mobilizar os
formadores de opinião; e fortalecer as políticas públicas que darão lastro a tudo isso. [...]
Fonte: OCHS, Mariana. As muitas faces da educação midiática. Folha de São Paulo. 16 fev. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/02/as-muitas-faces-da-educacao midiatica.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail. Acesso em: 26 set. 2023. Adaptado.
No texto “As muitas faces da educação midiática”, pelos conceitos, sentidos que são construídos a partir do contexto, é CORRETO afirmar:
Questão 42 14500345
UPE SSA 1ª Fase - 1º Dia 2024Leia o cartoon e o trecho da obra de Marx a seguir.

O trabalhador se empobrece cada vez mais à medida que produz mais riqueza, à medida que sua produção aumenta em poder e extensão. O trabalhador se torna uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais mercadorias. Com a valorização do mundo das coisas aumenta em proporção direta a desvalorização do mundo dos homens. O trabalho não produz somente mercadorias; ele produz a si mesmo e ao trabalhador como uma mercadoria – e isto na proporção em que produz mercadorias em geral.
MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.
A alienação é CORRETAMENTE compreendida como um(a)
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