Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 37 15959451
SARESP Provão Paulista - 2 Ano | MT-CHSA 2024A constituição dos Estados Nacionais, isto é, sua criação/ surgimento, consolidação institucional, estabilização e desenvolvimento, é estudada a partir de diferentes perspectivas teóricas, como as propostas por Karl Marx e Max Weber.
De acordo com a perspectiva marxista, especificamente, o estudo da constituição dos Estados Nacionais focaliza
Questão 35 15959442
SARESP Provão Paulista - 2 Ano | MT-CHSA 2024A crise de representatividade no Brasil está cada dia mais evidente. Em um país com uma população negra do tamanho da do Brasil, é no mínimo estranho caminhar pelos corredores do Parlamento e quase não encontrar representantes negras e negros. Um país com a maioria da população negra ou mestiça que tem o Congresso Nacional essencialmente composto por brancos.
De acordo com uma pesquisa feita pelo sociólogo Luiz Augusto Campos, a bancada federal eleita para a legislatura atual é composta por 71% de homens brancos. Não só as mulheres não encontram representação no Congresso Nacional. O número de negros que ocupam as cadeiras do Congresso é ainda muito pequeno. A mulher negra, por exemplo, representa apenas 0,6% do parlamento.
(http://projetolegal.org.br/. Acesso em. Adaptado)
De acordo com o texto, a crise de representatividade está relacionada a formas de exclusão
Questão 20 15953401
SARESP Provão Paulista - 2 Ano | MT-CHSA 2024Vivemos em uma sociedade arranjada em grande parte segundo os votos do filósofo iluminista Montesquieu: nela, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário são separados; em princípio, as penas são proporcionais aos crimes. Tudo isso nos é de tal modo familiar que mal prestamos atenção. É natural como o ar que respiramos.
(Jean Starobinski. A democracia contemporânea e o mundo de Montesquieu, 2018. Adaptado)
Nas sociedades atuais, as ideias de Montesquieu são regulamentadas, a princípio,
Questão 36 15944826
SARESP Provão Paulista - 1 Ano | MT-CHSA 2024A soberania é a capacidade de definir quem importa e quem não importa, quem é “descartável” e quem não é.
(Achille Mbembe. Necropolítica, 2018. Adaptado)
O excerto traz a definição do conceito de necropolítica, elaborado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe. Um exemplo dessa política é
Questão 34 15944721
SARESP Provão Paulista - 1 Ano | MT-CHSA 2024O estado do Rio Grande do Sul enfrentou durante o mês de maio de 2024 uma situação de calamidade pública, climática e social jamais vista. Os estragos causados foram considerados sem precedentes e impactaram grande parte do estado gaúcho. Segundo o Observatório das Metrópoles de Porto Alegre, os bairros mais atingidos pelas enchentes nos municípios de Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Guaíba têm uma concentração maior de habitantes negros. O racismo está intrinsecamente ligado a estruturas sociais mais amplas de desigualdade, discriminação e injustiça. Ele reflete e perpetua disparidades raciais e socioeconômicas que marginalizam grupos raciais negros e indígenas na sociedade, negando-lhes o direito a um ambiente seguro e saudável. Essas desigualdades ambientais estão relacionadas à distribuição desigual de benefícios e riscos ambientais, como poluição, falta de saneamento básico, exposição a substâncias tóxicas, degradação ambiental, acesso inadequado a recursos naturais.
(Elaine de Oliveira Soares. Enchentes no RS e a população negra: caminhos equânimes para a reconstrução. https://abrasco.org.br/. Acesso em: 07.06.2024. Adaptado)
De acordo com o texto, os impactos às populações ocasionados pelas grandes enchentes nos municípios do Rio Grande do Sul estão associados às
Questão 1 15648616
UFJF - PISM Módulo III dia 1 2024TEXTO
LEIA AUTORES NEGROS
Mesmo vencendo todos os obstáculos que acompanham a pele não branca e ingressando na pós-graduação, o estudante encontrará outro desafio: epistemicídio, isto é, o apagamento sistemático de produções e saberes produzidos por grupos oprimidos. [...]
Os sinais de apagamento da produção negra são evidentes. É raro que as bibliografias dos cursos indiquem mulheres ou pessoas negras; mais raro ainda é que indiquem a produção de mulheres negras, cuja presença no debate universitário e intelectual é extremamente apagada. Durante os quatro anos de minha graduação em filosofia, não me sugeriram a leitura de nenhuma autora branca, que dirá negra. A gravidade disso está exemplificada por Abdias do Nascimento em O genocídio do negro brasileiro, no qual afirma que o genocídio é toda forma de aniquilação de um povo, seja moral, cultural ou epistemológica. [...]
Um belo exemplo de feminista negra brasileira é Lélia Gonzalez, atuante nas décadas de 1970 e 1980 e professora do curso de sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que encantou plateias com o poder transformador de suas palavras. As propostas de Lélia para pensar a “amefricanidade”, propondo um feminismo afro-latino-americano, se perpetuam até hoje ao se propor uma luta transnacional.
O apagamento da produção e dos saberes negros e anticoloniais contribui significativamente para a pobreza do debate público, seja na academia, na mídia ou em palanques políticos. Se somos a maioria da população, nossas elaborações devem ser lidas, debatidas e citadas.
A importância de estudar autores negros não se baseia numa visão essencialista, ou seja, na crença de que devem ser lidos apenas por serem negros. A questão é que é irrealista que numa sociedade como a nossa, de maioria negra, somente um grupo domine a formulação do saber. É possível acreditar que pessoas negras não elaborem o mundo? É sobre isso que a escritora Chimamanda Ngozi Adichie alerta ao falar do perigo da história única. O privilégio social resulta no privilégio epistêmico, que deve ser confrontado para que a história não seja contada apenas pelo ponto de vista do poder. É danoso que, numa sociedade, as pessoas não conheçam a história dos povos que a construíram.
[...]
As construções sobre raça se dão de forma singular e complexa nas diferentes regiões do país. Por isso, precisamos conhecer a produção de mulheres negras de fora das grandes metrópoles – como Nilma Bentes, Zélia Amador e Marcela Bonfim – e ampliar as nossas visões de mundo. Procure conhecer o trabalho realizado por núcleos de estudos afro-brasileiros em universidades, valorize editoras que publicam produções intelectuais negras e apoie iniciativas que têm como objetivo a visibilidade de pensamentos decoloniais. Precisamos ir além do que já conhecemos.
Fonte: RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 61-67.
O texto I é um trecho do capítulo intitulado “Leia autores negros”, do livro Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro.
No que se refere ao título do capítulo em consonância aos argumentos trazidos pela autora, é possível afirmar que ela:
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