Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 44 14507667
UPE SSA 2ª Fase - 1º Dia 2024Leia o texto a seguir.
A tecnologia da montagem e do efeito e o realismo exagerado fazem com que o cinema ande muito rápido para permitir reflexão do seu espectador, fazendo com que o indivíduo passe a se integrar à multidão; por outro lado, o rádio, enquanto comando aberto e de longo alcance, passou a ser o instrumento que coloca o discurso como verdadeiro e absoluto às massas.
O filme sonoro e a televisão podem criar a ilusão de um mundo que não é o que a nossa consciência espontaneamente pode perceber, mas uma realidade cinematográfica que interessa ao sistema econômico e político [...].
Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/161523059.pdf. Acesso em: 20/05/2023. Adaptado.
Os meios utilizados para divulgação da cultura podem ser manipulados para transmitir uma posição política e ideológica de um grupo específico, tornando-os pertencentes a um sistema de poder chamado de
Questão 25 14507490
UPE SSA 2ª Fase - 1º Dia 2024Observe a imagem a seguir, que retrata um site de notícia.

O conflito apresentado destaca processos sociais, políticos e econômicos que evidenciam a desigualdade e a exclusão sofridas pelos povos tradicionais no Brasil.
Além dos impactos ambientais, esses eventos provocam
Questão 7 14506145
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2024Leia, atentamente, o texto a seguir para responder à questão.
As muitas faces da educação midiática
[1] Em uma sala de aula do 5.° ano, crianças de dez anos preparam uma websérie que explica como os
seus influenciadores favoritos são remunerados, descobrindo a relação entre audiência expressiva e renda.
Em outra sala, o 8.° ano estuda o conflito em torno das terras indígenas, analisando como gráficos podem
construir narrativas distintas e buscando fontes que tragam diversidade de vozes nos relatos sobre a
[5] situação. No Ensino Médio, uma turma se debruça sobre fotos de Machado de Assis, discutindo como e por
que a manipulação das imagens promoveu o seu “branqueamento”.
O que todas essas atividades têm em comum é a possibilidade de levar para o cotidiano escolar, de
forma transdisciplinar, a prática constante de leitura crítica e a autoria ética e criativa de mídias, preparando
os jovens para que possam aprender, se comunicar, exercer os seus direitos e respeitar os direitos dos
[10] demais em uma sociedade fortemente midiatizada, em que se multiplicam não só as mensagens, mas
também os ambientes, formatos, intenções e autores.
A cidadania digital é um direito, reconhecido por organizações como a Unesco e estabelecido em
políticas públicas. Mas já foi o tempo em que a noção de “cidadania digital” representava apenas uma
perspectiva protetora, focada em fortalecer os jovens contra ameaças como cyberbullying, roubo de senhas,
[15] predadores ou superexposição. Hoje, entendemos que exercer a cidadania – dentro e fora do ambiente
digital – passa sobretudo por empoderar os jovens para que possam ocupar, de forma segura, ética e
responsável, a verdadeira praça pública que é a internet e seus diversos canais e formas de comunicação,
aproveitando as oportunidades trazidas pela democratização do acesso à informação, mas enfrentando
também os seus desafios. [...]
[20] Precisamos, por exemplo, mitigar o alcance e o impacto das fake news, que ameaçam desestabilizar
governos, atrapalhar processos democráticos e até prejudicar a saúde pública. É crítico educar todos os
cidadãos, [...] para que desenvolvam o hábito de checar as informações que recebem e, além disso, sejam
capazes de identificar fontes e informações confiáveis e entender como a mídia molda nossas opiniões e
crenças. Não é à toa que, por todo o mundo, [...] discutem-se também formas de introduzir o combate à
[25] desinformação via políticas públicas e de incorporar a educação para a informação ao design das próprias
plataformas sociais.
Mas a educação midiática é muito mais do que o combate às fake news. [...] Não basta apenas saber
avaliar a confiabilidade da informação. É preciso ir um pouco além, aprendendo a avaliar o que nos chega
em textos e imagens, reconhecendo seus autores e intenção; a pensar e refletir eticamente sobre normas,
[30] valores e crenças que regem nossa atuação nas mídias; a produzir conteúdos de forma criativa e ética,
avaliando se estamos ferindo os direitos de alguém; a participar ativamente de nossas comunidades através
das mídias, avaliando como podemos atuar para o bem coletivo.
Em suma, ler, escrever e participar do mundo conectado requer não só o desenvolvimento de
habilidades instrumentais e operacionais, para lidar com as tecnologias de informação e comunicação, como
[35] também atitudes dialógicas e reflexivas, consciência cidadã e responsabilização.
Toda a sociedade [...] precisa de educação midiática. Se a escola é o lugar natural para o
desenvolvimento mais sustentado e sistêmico dessas habilidades, não há como negar o valor de projetos
pontuais em outros contextos. Fora do contexto escolar, adultos e a população sênior também podem se
beneficiar de recursos e oficinas. E projetos que escolhem um determinado recorte, focando [...] no
[40] desenvolvimento de mídias comunitárias, também são valiosos.
Educar midiaticamente a sociedade [...] é trabalho para uma geração. É preciso desenvolver um
currículo de referência; ampliar a formação inicial e continuada de educadores; fomentar as iniciativas das
organizações da sociedade civil, dos veículos de comunicação e das empresas de tecnologia; mobilizar os
formadores de opinião; e fortalecer as políticas públicas que darão lastro a tudo isso. [...]
Fonte: OCHS, Mariana. As muitas faces da educação midiática. Folha de São Paulo. 16 fev. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/02/as-muitas-faces-da-educacao midiatica.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail. Acesso em: 26 set. 2023. Adaptado.
O universo midiático da internet é chamado no texto de “[...] verdadeira praça pública [...]” (linha 17). Isso se expressa no fato de que
Questão 6 14506115
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2024Leia, atentamente, o texto a seguir para responder à questão.
As muitas faces da educação midiática
[1] Em uma sala de aula do 5.° ano, crianças de dez anos preparam uma websérie que explica como os
seus influenciadores favoritos são remunerados, descobrindo a relação entre audiência expressiva e renda.
Em outra sala, o 8.° ano estuda o conflito em torno das terras indígenas, analisando como gráficos podem
construir narrativas distintas e buscando fontes que tragam diversidade de vozes nos relatos sobre a
[5] situação. No Ensino Médio, uma turma se debruça sobre fotos de Machado de Assis, discutindo como e por
que a manipulação das imagens promoveu o seu “branqueamento”.
O que todas essas atividades têm em comum é a possibilidade de levar para o cotidiano escolar, de
forma transdisciplinar, a prática constante de leitura crítica e a autoria ética e criativa de mídias, preparando
os jovens para que possam aprender, se comunicar, exercer os seus direitos e respeitar os direitos dos
[10] demais em uma sociedade fortemente midiatizada, em que se multiplicam não só as mensagens, mas
também os ambientes, formatos, intenções e autores.
A cidadania digital é um direito, reconhecido por organizações como a Unesco e estabelecido em
políticas públicas. Mas já foi o tempo em que a noção de “cidadania digital” representava apenas uma
perspectiva protetora, focada em fortalecer os jovens contra ameaças como cyberbullying, roubo de senhas,
[15] predadores ou superexposição. Hoje, entendemos que exercer a cidadania – dentro e fora do ambiente
digital – passa sobretudo por empoderar os jovens para que possam ocupar, de forma segura, ética e
responsável, a verdadeira praça pública que é a internet e seus diversos canais e formas de comunicação,
aproveitando as oportunidades trazidas pela democratização do acesso à informação, mas enfrentando
também os seus desafios. [...]
[20] Precisamos, por exemplo, mitigar o alcance e o impacto das fake news, que ameaçam desestabilizar
governos, atrapalhar processos democráticos e até prejudicar a saúde pública. É crítico educar todos os
cidadãos, [...] para que desenvolvam o hábito de checar as informações que recebem e, além disso, sejam
capazes de identificar fontes e informações confiáveis e entender como a mídia molda nossas opiniões e
crenças. Não é à toa que, por todo o mundo, [...] discutem-se também formas de introduzir o combate à
[25] desinformação via políticas públicas e de incorporar a educação para a informação ao design das próprias
plataformas sociais.
Mas a educação midiática é muito mais do que o combate às fake news. [...] Não basta apenas saber
avaliar a confiabilidade da informação. É preciso ir um pouco além, aprendendo a avaliar o que nos chega
em textos e imagens, reconhecendo seus autores e intenção; a pensar e refletir eticamente sobre normas,
[30] valores e crenças que regem nossa atuação nas mídias; a produzir conteúdos de forma criativa e ética,
avaliando se estamos ferindo os direitos de alguém; a participar ativamente de nossas comunidades através
das mídias, avaliando como podemos atuar para o bem coletivo.
Em suma, ler, escrever e participar do mundo conectado requer não só o desenvolvimento de
habilidades instrumentais e operacionais, para lidar com as tecnologias de informação e comunicação, como
[35] também atitudes dialógicas e reflexivas, consciência cidadã e responsabilização.
Toda a sociedade [...] precisa de educação midiática. Se a escola é o lugar natural para o
desenvolvimento mais sustentado e sistêmico dessas habilidades, não há como negar o valor de projetos
pontuais em outros contextos. Fora do contexto escolar, adultos e a população sênior também podem se
beneficiar de recursos e oficinas. E projetos que escolhem um determinado recorte, focando [...] no
[40] desenvolvimento de mídias comunitárias, também são valiosos.
Educar midiaticamente a sociedade [...] é trabalho para uma geração. É preciso desenvolver um
currículo de referência; ampliar a formação inicial e continuada de educadores; fomentar as iniciativas das
organizações da sociedade civil, dos veículos de comunicação e das empresas de tecnologia; mobilizar os
formadores de opinião; e fortalecer as políticas públicas que darão lastro a tudo isso. [...]
Fonte: OCHS, Mariana. As muitas faces da educação midiática. Folha de São Paulo. 16 fev. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2023/02/as-muitas-faces-da-educacao midiatica.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail. Acesso em: 26 set. 2023. Adaptado.
A educação midiática possui “muitas faces” devido à
Questão 35 14500233
UPE SSA 1ª Fase - 1º Dia 2024Leia o texto a seguir.
[Interseccionalidade é] uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras.
CRENSHAW, Kimberlé. A interseccionalidade na discriminação de raça e gênero. In: CRENSHAW et al. (orgs.). Interseccionalidade: uma abordagem essencial para a igualdade de gênero. Brasília: ONU Mulheres Brasil, 2019.
O que é interseccionalidade e qual é a importância dela para a compreensão das desigualdades sociais?
Questão 29 14500131
UPE SSA 1ª Fase - 1º Dia 2024Leia o texto a seguir.
O machismo é uma forma de opressão que afeta as mulheres e também os homens, pois impõe padrões de comportamento e de identidade que limitam a liberdade e a diversidade de todos. O machismo se manifesta em diversas esferas da vida social, como na família, na escola, no trabalho, na política, na cultura e na religião. O machismo também está relacionado com outras formas de discriminação, como o racismo, a homofobia, a transfobia e a xenofobia.
Ruth Manus, Guia Prático Antimachismo, p. 15.
Sobre a relação entre machismo, política e ética, é correto afirmar que o machismo é um problema
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