Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 4 16165601
IDOMED Unificado medicina - online (edital 2) 2025/2A relação entre fanatismo religioso e saúde mental
(1.º§) Muitas pessoas, sejam religiosas ou espiritualizadas, encontram conforto na certeza de que existe um propósito maior na vida e de que há uma força responsável pela existência da humanidade. Entretanto, em alguns casos, o apego exagerado a uma doutrina pode gerar sofrimento e estabelecer barreiras mentais.
(2.º§) O fanatismo religioso pode estar presente em qualquer credo e manifestar-se de maneiras variadas — seja por meio de ações organizadas, como atentados terroristas, seja em atitudes individuais; com violência física ou em atos de discriminação e agressões verbais. Há, contudo, um traço comum em todas essas expressões: radicalismo, extremismo e uma devoção desmedida a determinada crença. Trata-se, em muitos casos, de um excesso exagerado de fé, que ultrapassa os limites do equilíbrio emocional e racional. Concentrar-se cada vez mais na religião ou em atividades religiosas, conforme apontam estudos, pode configurar um sintoma de mania ou hipomania no transtorno bipolar. Não se trata, porém, de um traço exclusivo dessa condição. Também pode estar presente em quadros como a esquizofrenia, o transtorno esquizofreniforme, o transtorno esquizoafetivo, entre outros transtornos psicóticos.
(3.º§) “Embora cerca de um terço das psicoses tenham delírios religiosos, nem todas as experiências religiosas são psicóticas”, afirma um psiquiatra da Duke University (EUA), em revisão publicada em 2007. Muitos pacientes com transtornos psicóticos relatam que a fé espiritual é um recurso importante de enfrentamento. E, segundo pesquisas, aqueles que não apresentam delírios tendem a associar práticas religiosas a melhores resultados no processo de tratamento.
(4.º§) Por outro lado, o aparecimento de delírios religiosos costuma sinalizar um curso mais grave da doença, com evolução mais difícil e desfechos clínicos menos favoráveis. Pacientes com esse perfil, revelam os estudos, manifestam sintomas mais intensos, um histórico mais prolongado da enfermidade e pior desempenho funcional antes do surto.
(5.º§) Em vez de buscarem auxílio médico, muitos dos que vivenciam esses delírios recorrem apenas a seus líderes espirituais ou às divindades em que creem. Em última instância, tais escolhas podem levar à interpretação de quadros de esquizofrenia como possessões demoníacas, ou ao entendimento de doenças físicas como castigos pela falta de fé ou por uma devoção considerada insuficiente. Neste aspecto, a fé, para muitos pacientes com transtornos psicóticos, é percebida como uma âncora subjetiva diante do sofrimento. Quando não há delírio envolvido, práticas e crenças religiosas têm se mostrado, em certos estudos, associadas a desfechos terapêuticos mais positivos. Contudo, quando a fé assume contornos delirantes, o prognóstico tende a se agravar.
(6.º§) Por isso, é essencial que os profissionais de saúde, atentos à complexidade da subjetividade religiosa, avaliem com rigor as crenças dos pacientes, distinguindo com clareza entre a fé intensa e o delírio psicótico.
A relação entre fanatismo religioso e saúde mental Texto adaptado. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/fanatismo-religioso/. Acesso em: 6 abr. 2025.
Leia atentamente o trecho:
"Quando não há delírio envolvido, práticas e crenças religiosas têm se mostrado, em certos estudos, associadas a desfechos terapêuticos mais positivos." (5.º§)
Considerando o trecho acima, a escolha do autor por iniciar a frase com a expressão “Quando não há delírio envolvido” revela que:
Questão 1 16165590
IDOMED Unificado medicina - online (edital 2) 2025/2A relação entre fanatismo religioso e saúde mental
(1.º§) Muitas pessoas, sejam religiosas ou espiritualizadas, encontram conforto na certeza de que existe um propósito maior na vida e de que há uma força responsável pela existência da humanidade. Entretanto, em alguns casos, o apego exagerado a uma doutrina pode gerar sofrimento e estabelecer barreiras mentais.
(2.º§) O fanatismo religioso pode estar presente em qualquer credo e manifestar-se de maneiras variadas — seja por meio de ações organizadas, como atentados terroristas, seja em atitudes individuais; com violência física ou em atos de discriminação e agressões verbais. Há, contudo, um traço comum em todas essas expressões: radicalismo, extremismo e uma devoção desmedida a determinada crença. Trata-se, em muitos casos, de um excesso exagerado de fé, que ultrapassa os limites do equilíbrio emocional e racional. Concentrar-se cada vez mais na religião ou em atividades religiosas, conforme apontam estudos, pode configurar um sintoma de mania ou hipomania no transtorno bipolar. Não se trata, porém, de um traço exclusivo dessa condição. Também pode estar presente em quadros como a esquizofrenia, o transtorno esquizofreniforme, o transtorno esquizoafetivo, entre outros transtornos psicóticos.
(3.º§) “Embora cerca de um terço das psicoses tenham delírios religiosos, nem todas as experiências religiosas são psicóticas”, afirma um psiquiatra da Duke University (EUA), em revisão publicada em 2007. Muitos pacientes com transtornos psicóticos relatam que a fé espiritual é um recurso importante de enfrentamento. E, segundo pesquisas, aqueles que não apresentam delírios tendem a associar práticas religiosas a melhores resultados no processo de tratamento.
(4.º§) Por outro lado, o aparecimento de delírios religiosos costuma sinalizar um curso mais grave da doença, com evolução mais difícil e desfechos clínicos menos favoráveis. Pacientes com esse perfil, revelam os estudos, manifestam sintomas mais intensos, um histórico mais prolongado da enfermidade e pior desempenho funcional antes do surto.
(5.º§) Em vez de buscarem auxílio médico, muitos dos que vivenciam esses delírios recorrem apenas a seus líderes espirituais ou às divindades em que creem. Em última instância, tais escolhas podem levar à interpretação de quadros de esquizofrenia como possessões demoníacas, ou ao entendimento de doenças físicas como castigos pela falta de fé ou por uma devoção considerada insuficiente. Neste aspecto, a fé, para muitos pacientes com transtornos psicóticos, é percebida como uma âncora subjetiva diante do sofrimento. Quando não há delírio envolvido, práticas e crenças religiosas têm se mostrado, em certos estudos, associadas a desfechos terapêuticos mais positivos. Contudo, quando a fé assume contornos delirantes, o prognóstico tende a se agravar.
(6.º§) Por isso, é essencial que os profissionais de saúde, atentos à complexidade da subjetividade religiosa, avaliem com rigor as crenças dos pacientes, distinguindo com clareza entre a fé intensa e o delírio psicótico.
A relação entre fanatismo religioso e saúde mental Texto adaptado. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/fanatismo-religioso/. Acesso em: 6 abr. 2025.
Leia o trecho:
Muitas pessoas, sejam religiosas ou espiritualizadas, encontram conforto na certeza de que existe um propósito maior na vida e de que há uma força responsável pela existência da humanidade. (1.º§)
Esse trecho tem como objetivo, dentro da estrutura do texto, de:
Questão 43 16012227
CEFSA Conhecimentos Gerais 2025/2Recentemente, o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, sob nova administração desde a mudança no poder executivo do país, removeu referências a pessoas trans do website que relembra a Revolta de StoneWall, deletando nomes de ativistas que impulsionaram a luta por direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) no país em 1969. O monumento A revolta de StoneWall celebra a memória de Stonewall Inn, um bar LGBT em Nova Iorque que resistiu à violência que aterrorizava a comunidade. Um grande protesto em frente ao bar foi um marco na luta por direitos LGBT na América do Norte. Com a mudança, a sigla exibida no website passa a apresentar apenas as iniciais LGB.
(Caio César. www.cartacapital.com.br, 14.02.2025. Adaptado.)
O trecho da notícia descreve
Questão 24 15868605
Sírio-Libanês Prova 2 - Medicina 2025Ecoansiedade: entenda como as mudanças climáticas impactam a saúde mental
Um estudo publicado em 2021 na revista científica The Lancet Planet Health, realizado com mais de 10 mil crianças e jovens (entre 16 e 25 anos) de dez países, incluindo o Brasil, mostrou que a preocupação com as alterações climáticas era comum entre os entrevistados. Mais de 50% dos entrevistados relataram cada uma das seguintes preocupações: tristeza, ansiedade, raiva, impotência e culpa. Além disso, 75% dos entrevistados disseram que pensam que o futuro é assustador e 83% afirmaram que acham que as pessoas falharam em cuidar do planeta.
(www.cnnbrasil.com.br, 12.09.2024. Adaptado.)
Na problemática apresentada pelo excerto, o termo “ecoansiedade” evidencia
Questão 1 15734231
UFAM PSC 2 etapa 2025Considere o trecho transcrito a seguir para responder à questão.
DESINFORMAÇÃO, MESINFORMAÇÃO E MALINFORMAÇÃO
Desinformação é um conteúdo intencionalmente falso e criado para causar danos. É motivado por três fatores distintos: ganhar dinheiro; ter influência política, internacional ou nacional; ou causar problemas por causa disso. Quando a desinformação é compartilhada, muitas vezes se transforma em mesinformação.
Mesinformações também descrevem conteúdo falso, mas a pessoa que compartilha não percebe que é falso ou enganoso. Muitas vezes, uma desinformação é vista por alguém que não percebe que é falsa e compartilha com suas redes, acreditando que estão ajudando. O compartilhamento de mesinformações é motivado por fatores sociopsicológicos. Quando estão on-line, as pessoas desempenham suas identidades. Elas querem se sentir conectadas à sua “tribo”, isso pode significar membros do mesmo partido político, pais que não vacinam seus filhos, ativistas preocupados com a mudança climática ou aqueles pertencentes a uma determinada religião, raça ou grupo étnico.
A terceira categoria que usamos é a malinformação. O termo descreve informações genuínas que são compartilhadas com a intenção de causar danos. Um exemplo disso foi quando agentes russos invadiram emails do Comitê Nacional Democrata e da campanha de Hillary Clinton e vazaram certos detalhes ao público para prejudicar reputações.
Claire Wardle. Guias Essenciais da First Draft para Entender a Desordem Informacional. 2ª edição, 2020 (adaptado). Disponível: https://firstdraftnews.org/wpcontent/uploads/2020/07/Information_Disorder_Digital_AW_PTBR.pdf?x75440)
Considerando as informações dadas no texto, avalie as asserções a seguir e as relações propostas entre elas:
I. Desinformação equivale à mesinformação, todavia, na ocorrência da segunda, não se tem consciência de que o conteúdo gera desinformação.
II. Embora mesinformação e desinformação sejam o mesmo, as motivações do primeiro são exclusivamente os desempenhos de identidades e a participação em grupos políticos.
III. Uma vez que desinformação e malinformação geram danos, não há distinção clara entre ambas.
IV. As informações genuínas, quando compartilhadas a fim de gerar danos, causam malinformação.
Assinale a opção CORRETA:
Questão 1 15603770
UFJF - PISM Módulo II dia 1 2025Leia o texto a seguir, um projeto de lei do deputado José Nelto, para responder à questão.
TEXTO I
PROJETO DE LEI Nº 2347, DE 2022
(Do Sr. JOSÉ NELTO)
Dispõe sobre a regulamentação da atividade profissional de influenciador digital profissional no âmbito Federal.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º Fica regulamentada a atividade profissional de Influenciador Digital Profissional no âmbito Federal, conforme os parâmetros estabelecidos nesta lei.
Art. 2º Compete ao Influenciador Digital Profissional criar e publicar conteúdo na Internet, em redes sociais, blogs e sites, na forma de vídeos, imagens ou textos, capaz de influenciar opiniões, comportamentos e manifestações de seus seguidores e afins, além de informar a população sobre temas que julga relevantes.
Art. 3º As novas denominações e descrições das funções em que se desdobram as atividades do Influenciador Digital Profissional constarão do Regulamento desta Lei.
Art. 4º É vedado ao Influenciador Digital Profissional a divulgação de conteúdo visando à prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 5º É dever do Influenciador Digital Profissional respeitar:
I - o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem das pessoas;
II - o direito autoral e intelectual em todas as suas formas;
III - os direitos das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias.
Art. 6º O Poder Executivo regulamentará a presente lei, sendo responsável pelo cadastramento e autorização para exercício da atividade profissional.
Art. 7º Para regulamentação dessa profissão se faz necessário apresentar conhecimento técnico, representado por um título de graduação que envolva assuntos relacionados à área em atuação.
Art. 8º Nos casos em que o influenciador digital não possuir graduação específica voltada para sua área de atuação, tal trabalho será considerado como uma das ocupações existentes no mercado de trabalho.
JUSTIFICATIVA
O projeto de lei pretende regulamentar as atividades dos influenciadores digitais, pois trata-se de uma classe com um alto índice de participantes e tal dispositivo futuramente terá grande relevância até em questão da contribuição em razão da previdência social.
O Brasil é campeão mundial em número de influenciadores digitais na categoria Instagram. São 10,5 milhões, com pelo menos 1 mil seguidores cada um, em média, segundo pesquisa da Nielsen, que contabilizou postagens feitas entre novembro de 2021 e abril deste ano nas plataformas Instagram, TikTok e YouTube. O mercado mundial de influenciadores movimentou neste ano cerca de US$ 16,4 bilhões, segundo o site especializado Influencer Marketing Hub (IMH), um aumento de 19% em relação ao ano anterior. O site computou entrevistas feitas este ano com 2 mil agências, marcas e profissionais. O número de empresas de marketing oferecendo serviços especializados com influenciadores chegou a 18.900 no mundo, segundo a pesquisa.
Uma profissão, para ser considerada como tal, deve ser caracterizada como uma forma especial de ocupação com potencialidade de gerar resultados econômicos e que está regulamentada por uma norma que define a possibilidade de seu exercício e os requisitos para a sua prática. Por outro lado, existem formas de ocupação econômica que resultam em ganhos econômicos para quem a pratica e que, entretanto, não possuem norma regulamentadora, formalismo ou rigor para a sua execução.
Por existirem normas que regulamentam determinada profissão, nunca haverá dificuldade para identificar se um cidadão pode (ou deve) ser qualificado como profissional de determinada área. Entretanto, diferentemente, sempre existirá alguma dificuldade prática em classificar as muitas formas de ocupação existentes na sociedade. Como exemplos de profissões regulamentadas pelo Estado Brasileiro, seguem algumas consideradas bastante curiosas:
Peão de Rodeio — Norma Regulamentadora: Lei nº 10.220, de 11 de abril de 2001 – Institui normas gerais à atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional.
Pescador Profissional — Norma Regulamentadora: Decreto-Lei nº 221, de 28 de fevereiro de 1967 – Dispõe sobre a proteção e estímulos à pesca e dá outras providências.
– Norma Regulamentadora: Lei nº 6.242, de 23 de setembro de 1975 – Dispõe sobre o exercício da profissão de Guardador e Lavador de veículos automotores, e dá outras providências. Decreto nº 79.797, de 8 de junho de 1977 – regulamenta a lei nº 6.242/75.
Em virtude da potencialidade e proporcionalidade que o mercado mundial de influenciadores digitais vem movimentando, além do número de habitantes que consomem aquele conteúdo diariamente, é de extrema importância que regulamente tal profissão para que a mesma passe a ser reconhecida de acordo com as normas estabelecidas nesta proposição.
Dada a relevância temática, submeto esta proposição aos ilustres pares, rogando o imprescindível apoio para sua aprovação.
Sala das Sessões, 2022.
Deputado JOSÉ NELTO
(PP/GO)
Fonte: NELTO, José. 2022. Disponível em: https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=913963&ts=1655307556958&disposition=inline Acesso em: 12 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.
Projeto de Lei (PL) é um gênero de texto que objetiva elaborar uma proposta com normas que regulamentem a sociedade brasileira.
Este, depois de lido e discutido, passa por uma votação, podendo ser aprovado (com ou sem modificações) ou recusado.
Dentre as características estruturantes de um PL, há
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