Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 46 15416029
CESUPA Medicina 2026Abaixo estão duas charges do cartunista Laerte

Laerte no Blog do Xandro. Tiras No 17.216: Há pouca eclipse. -Laerte! 14 02 2023. Link https://blogdoxandro. blogspot.com/2023/02/tiras-n17216-ha-pouca-elipse-laerte.html

(Fonte: Laerte. Folha de São Paulo de 01/05/2025 - Link: https://cartum.folha.uol.com.br/cartunistas/laerte. shtml#90 )
As duas tirinhas da Laerte expõem alguns problemas contemporâneos decorrentes das novas tecnologias de telecomunicação e, em especial, denunciam o uso abusivo e irrefletido das Inteligências Artificiais (I. As.).
Nesse sentido, as imagens denunciam o fato de que as I. As. podem
Questão 45 15414357
UFRGS 1 Dia 2026Leia o texto abaixo, samba-enredo da Escola de Samba do Rio de Janeiro, Paraíso do Tuiuti, em 2025.
Quem Tem Medo de Xica Manicongo?
A cada 34 horas
Há um assassinato de pessoa LGBTQIAPN+
Colocando o Brasil como número 1 neste tipo
de morte violenta
Por isso, trazer luz à história de Xica Manicongo
é fundamental
O Paraíso do Tuiuti é Xica
Todas somos Xica
Xica vive na fumaça
Vim da África Mãe, ê-ô
Mas se a vida é vã, ê-ô, mumunha
Kimbanda me fiz, nganga é raiz
Eu pego o touro na unha
Ê pajubá
Acuendar sem xoxar pra fazer fuzuê
É mojubá
Põe marafo, fubá e dendê
Ê pajubá
Acuendar sem xoxar pra fazer fuzuê
É mojubá
Põe marafo, fubá e dendê
Só não venha me julgar, ô-ô
Pela boca que eu beijo
Pela cor da minha blusa
E a fé que eu professar
Não venha me julgar
Eu conheço o meu desejo
Este dedo que acusa
Não vai me fazer parar
Faz tempo que eu digo não
Ao velho discurso cristão, sou Manicongo
Há duas cabeças em um coração
São tantas e uma só, eu sou a transição
Carrego dois mundos no ombro
[...] (Eu sou) a bicha, invertida e vulgar
A voz que calou o cis tema
A bruxa do conservador
O prazer e a dor
Fui pombogirar na jurema
Chama a Navalha, a da Praia e a Padilha
As perseguidas na parada popular
E a Mavambo reza na mesma cartilha
Pra quem tem medo, o meu povo vai gritar
Eu, travesti
Estou no cruzo da esquina
Pra enfrentar a chacina
Que assim se faça
Meu Tuiuti
Que o Brasil da terra plana
Tenha consciência humana, Xica vive na
fumaça
[...]
O samba-enredo Quem Tem Medo de Xica Manicongo? aborda a questão dos atravessamentos sociais vivenciados pela população LGBTQIAPN+ no Brasil, por meio de uma figura histórica, cuja experiência remonta ao período escravista, e também revela problemas enfrentados no tempo presente, que são pauta de movimentos sociais, especialmente dos LGBTQIAPN+.
Com relação ao tema, considere as afirmações abaixo.
I - O Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, é o que mais registra violência contra pessoas LGBTQIAPN+.
II - O movimento LGBTQIAPN+ conquistou, em 1985, a vitória de retirar a homossexualidade, até então denominada homossexualismo, da lista internacional de doenças.
III- A noção de homossexualidade e transexualidade são construções sociais com diferentes expressões e significados associados ao longo da história, os quais nem sempre se vincularam à moralidade cristã ou à binariedade de gênero.
Quais estão corretas?
Questão 40 15338401
FUVEST (USP) Conhecimento Gerais 2026Considere os dois fragmentos a seguir:
O fundamento psicológico sobre o qual se eleva o tipo das individualidades da cidade grande é a intensificação da vida nervosa, que resulta da mudança rápida e ininterrupta de impressões [...]. Talvez não haja nenhum fenômeno tão característico da cidade grande como o caráter blasé. [...] A essência do caráter blasé é o embotamento frente à distinção das coisas [...]. Em parte por conta dessa situação psicológica, em parte em virtude do direito à desconfiança que temos perante os elementos da vida na cidade grande, que passam por nós em um contato fugaz, somos coagidos a uma reserva, em virtude da qual mal conhecemos os vizinhos que temos por muitos anos [...]. Ao mesmo tempo, essa reserva garante ao indivíduo uma espécie [...] de liberdade pessoal.
Simmel, Georg. (2005). As grandes cidades e a vida do espírito. Mana, Trad. Leopoldo Waizbort. Adaptado.
As luzes da cidade se acendiam, as cortinas de aço das portas desciam com barulho e os caixeiros, os empregados que passavam o dia sorridentes ou abstratos, por trás dos balcões [...], se transformavam em homens misteriosos, individuais, que metiam um paletó, tinham uma casa, uma rua e iam comer o seu jantar, dormir o seu sono, trancar a sua porta. [...] Todos ali tinham a sua vida isolada, sua vida particular.
E, naquela hora, cortavam as amarras, cada um procurando o seu mundo pessoal, a sua pequenina ilha.
Rachel de Queiroz. Caminho de Pedras. Adaptado.
No primeiro trecho, publicado originalmente em 1903, o sociólogo Georg Simmel procurou condensar as características fundamentais da vida psíquica nas grandes cidades. Já no segundo, com que Rachel de Queiroz inicia o capítulo 7 de Caminho de Pedras, vemos como o protagonista Roberto percebe sua cidade a bordo de um bonde.
Lendo-os em conjunto, é possível afirmar:
Questão 15 15338040
FUVEST (USP) Conhecimento Gerais 2026Texto para a questão.
A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.
ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
Segundo o texto, a uberização é um processo que
Questão 41 15227636
UNICAMP Conhecimentos Gerais 2026Leia os textos 1 e 2.
Texto 1
A adolescência é uma questão de corporificação do social. Mudanças físicas, como hormônios em ebulição, são importantes, mas elas não determinam como se experimenta a adolescência. Essa é uma questão de como as práticas sociais se relacionam com as mudanças físicas, dando significados sociais a eventos biológicos. A adolescência é um processo de se tornar participante do mundo adulto. Ela é um período em que corpos em desenvolvimento enfrentam desafios, e às vezes são danificados. Instituições, incluindo a escola, e os poderes do mundo adulto são confrontados e negociados. Isso forma uma arena de prazer, humor, curiosidade, mas também de ansiedade e violência.
(Adaptado de CONNELL, R. Crescer como masculino. In: Gênero em termos reais. São Paulo: nVersos, p. 139-141, 2016.)
Texto 2
Ordens de gênero são centrais para a vida dos adolescentes. Quando insistem na diferença absoluta entre masculinidade e feminilidade criam um dilema e fazem com que os meninos exagerem na performance da masculinidade, procurando se aproximarem da posição social dos homens adultos. Práticas corporais, como a sexualidade e o esporte, se tornam importantes meios de diferenciação e espaços de produção das masculinidades hegemônicas e subordinadas. Aquelas que produzem maior status e prestígio masculino são as com os efeitos mais tóxicos sobre os corpos dos adolescentes, como por exemplo o hábito de fumar e praticar a violência física, etc.
(Adaptado de CONNELL, R. Crescer como masculino. In: Gênero em termos reais. São Paulo: nVersos, p. 139-151, 2016.)
A partir da leitura dos textos é correto afirmar que
Questão 60 15213638
UNESP Conhecimentos Gerais 2026Leia o trecho de uma entrevista concedida por Tarcízio Silva, autor do livro Racismo Algorítmico: mídia, inteligência artificial e discriminação nas redes digitais.
Quais os impactos do racismo algorítmico, principalmente em relação a minorias raciais no Brasil e no mundo?
— As tecnologias digitais possuem dualidades que podem pender para a opressão em sociedades marcadas pelas desigualdades. Manifestações mais individualizadas do racismo algorítmico podem acontecer em quase todas as esferas da vida e são cada vez mais mediadas por tecnologias digitais como plataformas, aplicativos e sistemas de classificação e ranqueamento. Assim, a mediação algorítmica de decisões em áreas como serviços públicos, liberdade de expressão, trabalho, remuneração, segurança e até acesso à saúde pode aumentar as disparidades já conhecidas socialmente.
Seria o racismo algorítmico apenas uma consequência do racismo estrutural?
— O racismo algorítmico é uma espécie de atualização do racismo estrutural. Nesse contexto, o desenvolvimento de tecnologias algorítmicas se alimenta do histórico social para oferecer uma pretensa inteligência artificial, ou seja, que, na verdade, é comprometida com o patriarcado e o colonialismo. Essa desinteligência artificial atualiza opressões como o racismo estrutural.
(Daiane Batista. “Tarcízio Silva: ‘O racismo algorítmico é uma espécie de atualização do racismo estrutural’”. https://cee.fiocruz.br, 30.03.2023. Adaptado.)
Com base nas respostas de Tarcízio Silva, compreender o racismo algorítmico como uma forma atualizada de racismo estrutural implica reconhecer que
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