Questões de Sociologia
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Questão 35 14598914
Campo Real Medicina 2024/1O perigoso glamour da velocidade
[1] Fui secretário de Mobilidade e Transportes da cidade de São Paulo entre 2017 e 2018. No rol das atribuições formais do cargo,
[2] uma me chamou a atenção logo que assumi: autorizar ou não o fechamento de ruas para o trânsito de veículos. Eram muitos os
[3] pedidos que chegavam. Fiquei curioso para saber a origem de tantas solicitações. Descobri que boa parte delas vinha de agências
[4] de publicidade, com o propósito de utilizarem o espaço para a gravação de filmes de propaganda. Quando um assistente me informou
[5] que a maioria dos pedidos era para gravar comerciais de automóveis, lembrei que não se vê anúncio de carro que tenha trânsito. O
[6] veículo destinado a encantar os consumidores está frequentemente rodando, soberano, por ruas vazias. Publicidade não costuma
[7] rimar com realidade – a pessoa compra o automóvel e quando sai da concessionária para no primeiro de muitos engarrafamentos.
[8] Penso que esse tipo de anúncio mereceria uma reprimenda do Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária,
[9] uma vez que se assemelha ao que chamam de “propaganda enganosa”.
[10] Mas não é apenas essa falsa realidade que a indústria automobilística utiliza para vender seus carros-chefes, com o perdão
[11] do trocadilho. Há também o uso da velocidade como atrativo para a comercialização dos veículos. Essa mesma indústria, que reforça
[12] o tempo todo os atributos de aceleração, potência e velocidade máxima de seus produtos, é a grande fomentadora das competições
[13] esportivas entre carros. São elas que ajudam a referenciar o “voo” sobre quatro rodas como sinônimo de ousadia, habilidade e,
[14] acima de tudo, sucesso.
[15] Vivemos bombardeados por diversas mensagens enaltecendo _____ velocidade como se fosse um elemento formador do
[16] caráter e, especialmente, da masculinidade. Nos dias de hoje, as redes sociais se tornaram as grandes impulsionadoras do culto
[17] _____ velocidade. Uma delas monetiza e permite monetização por meio da exaltação da velocidade e até de crimes de trânsito –
[18] como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu mesmo já denunciei vários vídeos com esse conteúdo. Em vez de tomar
[19] providências, a rede prefere seguir ganhando dinheiro com publicidade e permitir que os criminosos de trânsito participem dos lucros,
[20] incentivando um comportamento que é a maior causa de mortes entre jovens no planeta. Não por coincidência, as empresas desse
[21] segmento gastam fortunas em lobbies para evitar a regulação de suas atividades.
[22] Muitas medidas poderiam ser adotadas para melhorar nossa percepção quanto ao risco da velocidade – e também para conter
[23] a exposição _____ esse risco. Desde cedo, nas escolas, as aulas de ciências deveriam demonstrar _____ crianças que velocidade
[24] é o maior risco no trânsito e nas demais atividades humanas. Aulas de física deveriam destacar o perigo ao qual um corpo é
[25] submetido quando exposto _____ velocidade. Na formação de condutores, a velocidade deveria ser apresentada como a maior
[26] responsável por lesões e mortes.
[27] Bastaria uma simples resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para determinar a parametrização da velocidade
[28] máxima dos veículos a serem vendidos no país destinados ao trânsito em vias públicas. Naturalmente, qualquer um poderia comprar
[29] um carro para alcançar qualquer velocidade desejada, desde que somente em pistas fechadas, sem risco a terceiros. Trata-se,
[30] porém, de uma discussão que nem sequer é cogitada nos órgãos de trânsito do Brasil. Parece-me óbvio: nenhum automóvel apto a
[31] ser licenciado para trafegar em vias públicas deveria estar habilitado a ultrapassar o limite de velocidade máxima previsto no Código
[32] de Trânsito Brasileiro. Do mesmo modo, o Conar já deveria ter editado normas para a publicidade de veículos proibindo qualquer
[33] alusão a potência, velocidade, manobras arriscadas ou quaisquer outros elementos que induzam a comportamentos ilícitos e
[34] perigosos no trânsito.
[35] Não há dúvida de que medidas assim exigem coragem para enfrentar uma indústria gigantesca, que, como foi dito
[36] anteriormente, sempre fez da velocidade um elemento de atração para o consumo dos seus produtos. Também não será pouca a
[37] resistência de toda uma geração alimentada pelo glamour da velocidade. Mas, diante da mortandade no trânsito, a tragédia que
[38] ceifa cotidianamente no Brasil a vida de mais de 120 pessoas, fora as centenas de sequelados, qual a alternativa?
[39] Vejo muitas montadoras fazendo propagandas sublinhando sua responsabilidade social. Por que não se reúnem e decidem,
[40] em conjunto, limitar a velocidade de seus produtos, protegendo e salvando milhares de vidas em todo o globo? Até quando o discurso
[41] que se apresenta nobre conviverá com a realidade da comercialização de veículos que são verdadeiras máquinas de matar? Já
[42] passou [ ] hora [ ] indústria automobilística e [ ] governos se conscientizarem de que a velocidade é o principal elemento
[43] causador das mortes e sequelas no trânsito. É preciso que eles ajam, imediatamente, para acabar com a rotina de carnificina nas
[44] vias públicas – que rouba o futuro das vítimas, devasta familiares e envergonha o país.
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/o-perigoso-glamour-da-velocidade/. Adaptado.
Sobre as características do texto, é correto afirmar:
Questão 32 14598886
Campo Real Medicina 2024/1O perigoso glamour da velocidade
[1] Fui secretário de Mobilidade e Transportes da cidade de São Paulo entre 2017 e 2018. No rol das atribuições formais do cargo,
[2] uma me chamou a atenção logo que assumi: autorizar ou não o fechamento de ruas para o trânsito de veículos. Eram muitos os
[3] pedidos que chegavam. Fiquei curioso para saber a origem de tantas solicitações. Descobri que boa parte delas vinha de agências
[4] de publicidade, com o propósito de utilizarem o espaço para a gravação de filmes de propaganda. Quando um assistente me informou
[5] que a maioria dos pedidos era para gravar comerciais de automóveis, lembrei que não se vê anúncio de carro que tenha trânsito. O
[6] veículo destinado a encantar os consumidores está frequentemente rodando, soberano, por ruas vazias. Publicidade não costuma
[7] rimar com realidade – a pessoa compra o automóvel e quando sai da concessionária para no primeiro de muitos engarrafamentos.
[8] Penso que esse tipo de anúncio mereceria uma reprimenda do Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária,
[9] uma vez que se assemelha ao que chamam de “propaganda enganosa”.
[10] Mas não é apenas essa falsa realidade que a indústria automobilística utiliza para vender seus carros-chefes, com o perdão
[11] do trocadilho. Há também o uso da velocidade como atrativo para a comercialização dos veículos. Essa mesma indústria, que reforça
[12] o tempo todo os atributos de aceleração, potência e velocidade máxima de seus produtos, é a grande fomentadora das competições
[13] esportivas entre carros. São elas que ajudam a referenciar o “voo” sobre quatro rodas como sinônimo de ousadia, habilidade e,
[14] acima de tudo, sucesso.
[15] Vivemos bombardeados por diversas mensagens enaltecendo _____ velocidade como se fosse um elemento formador do
[16] caráter e, especialmente, da masculinidade. Nos dias de hoje, as redes sociais se tornaram as grandes impulsionadoras do culto
[17] _____ velocidade. Uma delas monetiza e permite monetização por meio da exaltação da velocidade e até de crimes de trânsito –
[18] como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu mesmo já denunciei vários vídeos com esse conteúdo. Em vez de tomar
[19] providências, a rede prefere seguir ganhando dinheiro com publicidade e permitir que os criminosos de trânsito participem dos lucros,
[20] incentivando um comportamento que é a maior causa de mortes entre jovens no planeta. Não por coincidência, as empresas desse
[21] segmento gastam fortunas em lobbies para evitar a regulação de suas atividades.
[22] Muitas medidas poderiam ser adotadas para melhorar nossa percepção quanto ao risco da velocidade – e também para conter
[23] a exposição _____ esse risco. Desde cedo, nas escolas, as aulas de ciências deveriam demonstrar _____ crianças que velocidade
[24] é o maior risco no trânsito e nas demais atividades humanas. Aulas de física deveriam destacar o perigo ao qual um corpo é
[25] submetido quando exposto _____ velocidade. Na formação de condutores, a velocidade deveria ser apresentada como a maior
[26] responsável por lesões e mortes.
[27] Bastaria uma simples resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para determinar a parametrização da velocidade
[28] máxima dos veículos a serem vendidos no país destinados ao trânsito em vias públicas. Naturalmente, qualquer um poderia comprar
[29] um carro para alcançar qualquer velocidade desejada, desde que somente em pistas fechadas, sem risco a terceiros. Trata-se,
[30] porém, de uma discussão que nem sequer é cogitada nos órgãos de trânsito do Brasil. Parece-me óbvio: nenhum automóvel apto a
[31] ser licenciado para trafegar em vias públicas deveria estar habilitado a ultrapassar o limite de velocidade máxima previsto no Código
[32] de Trânsito Brasileiro. Do mesmo modo, o Conar já deveria ter editado normas para a publicidade de veículos proibindo qualquer
[33] alusão a potência, velocidade, manobras arriscadas ou quaisquer outros elementos que induzam a comportamentos ilícitos e
[34] perigosos no trânsito.
[35] Não há dúvida de que medidas assim exigem coragem para enfrentar uma indústria gigantesca, que, como foi dito
[36] anteriormente, sempre fez da velocidade um elemento de atração para o consumo dos seus produtos. Também não será pouca a
[37] resistência de toda uma geração alimentada pelo glamour da velocidade. Mas, diante da mortandade no trânsito, a tragédia que
[38] ceifa cotidianamente no Brasil a vida de mais de 120 pessoas, fora as centenas de sequelados, qual a alternativa?
[39] Vejo muitas montadoras fazendo propagandas sublinhando sua responsabilidade social. Por que não se reúnem e decidem,
[40] em conjunto, limitar a velocidade de seus produtos, protegendo e salvando milhares de vidas em todo o globo? Até quando o discurso
[41] que se apresenta nobre conviverá com a realidade da comercialização de veículos que são verdadeiras máquinas de matar? Já
[42] passou [ ] hora [ ] indústria automobilística e [ ] governos se conscientizarem de que a velocidade é o principal elemento
[43] causador das mortes e sequelas no trânsito. É preciso que eles ajam, imediatamente, para acabar com a rotina de carnificina nas
[44] vias públicas – que rouba o futuro das vítimas, devasta familiares e envergonha o país.
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/o-perigoso-glamour-da-velocidade/. Adaptado.
Os termos “rol”, “soberano”, “fomentadora” e “alusão”, extraídos do texto, podem ser susbtituídos repectivamente e sem prejuízo de sentido por:
Questão 6 14596049
UFGD 2024Quando a proteção desprotege as mulheres
Projeto de lei pode fazer com que as mulheres passem a ser consideradas como contratações de risco
Por José Pastore
Com frequência, os legisladores, com a boa intenção de proteger as mulheres e conquistar o seu voto, acabam criando tantas dificuldades que o resultado final é uma verdadeira desproteção. Esse é o espírito do Projeto de Lei 1.558/2021 da Câmara dos Deputados que busca igualar o salário das mulheres ao dos homens. O projeto impõe ao empregador multa em favor da empregada no valor de cinco vezes a diferença verificada entre o seu salário e o dos empregados na mesma função durante todo o período de contratação. Isso vai causar uma verdadeira explosão de ações trabalhistas.
Atentem bem para a insegurança jurídica aqui embutida. Digamos que uma mulher, gerente de banco em uma pequena agência do interior ganhe menos do que seu colega que é gerente de uma grande agência numa região metropolitana. O nome da função é o mesmo. A empresa também é a mesma. Mas as responsabilidades são completamente diferentes. O projeto de lei não leva isso em conta, mas o mercado de trabalho considera muito a complexidade da função para definir a remuneração.
É evidente que a nova regra, se aprovada, vai provocar mais conflitos, mais despesas e mais desgastes emocionais. Não sei se os parlamentares avaliaram bem o valor da multa. Dou um exemplo para mostrar a extravagância. Para uma gerente que ganhe R$ 4 mil mensais e para a qual o auditor fiscal ou o juiz fixe o percentual de 30% referente à alegada diferença de remuneração ao longo de cinco anos de trabalho na empresa, o valor da multa chegará a R$ 520 mil. Se a funcionária tiver 20 anos na empresa, a multa ultrapassará os R$ 2 milhões, mais a correção dos débitos trabalhistas.
Está aí um irrecusável convite para judicializar o assunto e abalar a saúde financeira das empresas, pois nenhuma delas fez provisão desses montantes quando contrataram as referidas funcionárias, uma vez que essa regra não existia. Se esse projeto virar lei, temo que as mulheres passem a ser consideradas como contratações de risco, o que poderá levar os empregadores a evitá-las. Todos sairão perdendo.
Artigo originalmente publicado no Correio Braziliense em 3 de março de 2023.
Disponível em: https://www.fecomercio.com.br/noticia/quando-a-protecao-desprotege-as-mulheres. Acesso em: 20 jun. 2023 (adaptado).
Considerando gêneros textuais, como artigo, conto, crônica, etc., assinale a alternativa correta.
Questão 47 14595138
ETEC 2024/2Josué de Castro, médico e geógrafo pernambucano, escreveu, em 1967, o romance autobiográfico “Homens e Caranguejos”. O autor escreve sobre indivíduos que vivem nos mangues lamacentos do rio Capibaribe, em uma situação de miséria e de muita fome, relacionando o homem ao caranguejo. Segundo ele, o homem afunda-se na lama e torna-se alimento para caranguejos que alimentarão outros homens na mesma condição.
Embora não tenha utilizado o termo “homem-caranguejo”, Josué de Castro preocupou-se em estudar as semelhanças entre os homens e os caranguejos que dividiam essas áreas.
O conceito de “homem-caranguejo” surgiu como um desdobramento dos estudos de Castro sobre a fome e se caracteriza
Questão 28 14594736
ETEC 2024/2Leia o texto para responder à questão.

http://tinyurl.com/3yhzzds3 Acesso em: 01.02.2024. Original colorido.
A tomada de decisão, abordada no texto, é
Questão 13 14593893
ETEC 2024/2Para lidar com a questão do preconceito e discriminação contra as minorias, Stan Lee e Jack Kirby criaram, no universo dos quadrinhos, os “mutantes”: seres humanos que, em virtude de uma característica genética incomum, o “gene X”, desenvolviam capacidades extraordinárias quando alcançavam a adolescência. Lee e Kirby nomearam sua criação como os X-Men, um grupo que representava todas as minorias – negros, homossexuais, imigrantes, judeus, só para citar alguns – que sofriam de preconceito pela maioria dominante.
http://tinyurl.com/yrndd5sx Acesso em: 10.01.2024. Adaptado.
Cada alternativa apresenta um dito popular e sua respectiva interpretação.
Assinale a alternativa em que o dito popular aponta a melhor atitude para evitar a questão que levou à criação dos X-Men.
06
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