Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 3493394
O bloqueio do WhatsApp, o serviço de mensagem instantânea mais popular da atualidade, pela Justiça tornou-se um estranho e recorrente episódio na vida de nós, brasileiros. A narrativa é cíclica: uma decisão suspende o serviço em território nacional porque a empresa não cumpriu determinada ordem judicial; milhões são prejudicados pela suspensão; uma instância superior considera a medida desproporcional e sus? pende o bloqueio; repete-se o ciclo.
[...]
SILVA, Alexandre Pacheco da; LIGUORI FILHO, Carlos Augusto. Para punir crimes digitais, Câmara pode abrir brechas para censura. UOL Notícias, 21 nov. 2016. Disponível em:<http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2016/11/21/para-punir-crimes-digitais-camara-pode-abrir-brechas-para-censura.htm>. Acesso em: 23 nov. 2016.
O bloqueio do WhatsApp, o serviço de mensagem instantânea mais popular da atualidade, pela Justiça tornou-se um estranho e recorrente episódio na vida de nós, brasileiros. A narrativa é cíclica: uma decisão suspende o serviço em território nacional porque a empresa não cumpriu determinada ordem judicial; milhões são prejudicados pela suspensão; uma instância superior considera a medida desproporcional e sus? pende o bloqueio; repete-se o ciclo.
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SILVA, Alexandre Pacheco da; LIGUORI FILHO, Carlos Augusto. Para punir crimes digitais, Câmara pode abrir brechas para censura. UOL Notícias, 21 nov. 2016. Disponível em:<http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2016/11/21/para-punir-crimes-digitais-camara-pode-abrir-brechas-para-censura.htm>. Acesso em: 23 nov. 2016.
Os recorrentes bloqueios no serviço de mensagens instantâneas mencionados pela notícia sofrem críticas por
Questão 3493380
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Etnomusicologia é uma palavra relativamente nova, amplamente utilizada para referir-se ao estudo dos diferentes sistemas musicais do mundo. Suas oito sílabas não acrescentam nenhuma vantagem estética às seis da palavra "musicologia", porém ao menos nos servem para nos lembrar de que os membros de muitas das assim chamadas "culturas primitivas" usavam escalas de sete notas e harmonias muito antes de haver escutado a música da Europa Ocidental. Talvez necessitemos de uma palavra assim, complicada, para equilibrar um pouco um mundo musical que ameaça desvanecer flutuando entre nuvens de elitismo. Precisamos nos lembrar de que na maioria dos conservatórios só se ensina uma disciplina de música étnica, e que a musicologia é, na verdade, uma musicologia étnica.
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BLACKING John. How musical is man. Washington: University of Washington Press, 1974. (Traduzido).
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Etnomusicologia é uma palavra relativamente nova, amplamente utilizada para referir-se ao estudo dos diferentes sistemas musicais do mundo. Suas oito sílabas não acrescentam nenhuma vantagem estética às seis da palavra "musicologia", porém ao menos nos servem para nos lembrar de que os membros de muitas das assim chamadas "culturas primitivas" usavam escalas de sete notas e harmonias muito antes de haver escutado a música da Europa Ocidental. Talvez necessitemos de uma palavra assim, complicada, para equilibrar um pouco um mundo musical que ameaça desvanecer flutuando entre nuvens de elitismo. Precisamos nos lembrar de que na maioria dos conservatórios só se ensina uma disciplina de música étnica, e que a musicologia é, na verdade, uma musicologia étnica.
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BLACKING John. How musical is man. Washington: University of Washington Press, 1974. (Traduzido).
O livro How musical is man, de John Blacking, é um trabalho que constitui um importante pilar teórico da Etnomusicologia. O autor faz, nesse livro, constantes críticas ao juízo de valor existente na mentalidade musical ocidental, que tende a ver a música de outras culturas como exótica e menos avançada. Quando Blacking afirma que "a musicologia é, na verdade, uma musicologia étnica", ele quer dizer que
Questão 3493322
[...] O que são raças para a sociologia, portanto" São discursos sobre as origens de um grupo, que usam termos que remetem à transmissão de traços fisionômicos, qualidades morais, intelectuais, psicológicas, etc., pelo sangue (conceito fundamental para entender raças e certas essências). Existem vários outros tipos de discursos que são também discursos sobre lugares: lugares geográficos de origem " "a minha Bahia, o meu Amazonas, a minha Itália" ?, aquele lugar de onde se veio e que permite a nossa identificação com um grupo enorme de pessoas. [...]
GUIMARÃES, Antônio Sérgio. Como trabalhar com raça em Sociologia.Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 93-107, jan./jun. 2003. p. 96.
[...] O que são raças para a sociologia, portanto" São discursos sobre as origens de um grupo, que usam termos que remetem à transmissão de traços fisionômicos, qualidades morais, intelectuais, psicológicas, etc., pelo sangue (conceito fundamental para entender raças e certas essências). Existem vários outros tipos de discursos que são também discursos sobre lugares: lugares geográficos de origem " "a minha Bahia, o meu Amazonas, a minha Itália" ?, aquele lugar de onde se veio e que permite a nossa identificação com um grupo enorme de pessoas. [...]
GUIMARÃES, Antônio Sérgio. Como trabalhar com raça em Sociologia.Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 93-107, jan./jun. 2003. p. 96.
Raça e origem geográfica são aspectos que afetam a vida das pessoas quanto à distribuição social de riqueza material, prestígio e poder. O status de que desfrutam os indivíduos em função de sua raça e/ou sua origem geográfica é
Questão 3493307
Os sinais de alívio na economia brasileira vistos no segundo trimestre deste ano [2016] ficaram para trás e começam a dar lugar a expectativas cada vez mais sombrias para o próximo ano. O mercado ainda não acordou para isso, mas o Brasil está entrando em uma situação crítica, avalia Pablo Spyer, diretor de operações da corretora Mirae Asset, em entrevista ao InfoMoney.
"Eu não entendo esse otimismo do mercado. A Bolsa [de Valores] a 62 000 pontos é uma "exuberância irracional". O PIB não vai crescer ano que vem. Acredito que será negativo. Sem investimentos, a economia não tem como voltar a crescer", comentou Spyer.
O PIB deve cair em 2017 e a Bolsa a 62 000 pontos é uma "exuberância irracional". InfoMoney. Disponível em: . Acesso em: <www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/5903684/pib-deve-cair-2017-bolsa-000-pontos-uma-exuberancia-irracional> 8 fev. 2017.
Os sinais de alívio na economia brasileira vistos no segundo trimestre deste ano [2016] ficaram para trás e começam a dar lugar a expectativas cada vez mais sombrias para o próximo ano. O mercado ainda não acordou para isso, mas o Brasil está entrando em uma situação crítica, avalia Pablo Spyer, diretor de operações da corretora Mirae Asset, em entrevista ao InfoMoney.
"Eu não entendo esse otimismo do mercado. A Bolsa [de Valores] a 62 000 pontos é uma "exuberância irracional". O PIB não vai crescer ano que vem. Acredito que será negativo. Sem investimentos, a economia não tem como voltar a crescer", comentou Spyer.
O PIB deve cair em 2017 e a Bolsa a 62 000 pontos é uma "exuberância irracional". InfoMoney. Disponível em: . Acesso em: <www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/5903684/pib-deve-cair-2017-bolsa-000-pontos-uma-exuberancia-irracional> 8 fev. 2017.
Segundo Karl Marx, é da essência do Capitalismo procurar sua constante reprodução. Em sua época industrial, o Capitalismo produzia sua riqueza principalmente por meio da produção de bens reais, mas, na sua atual fase de financeirização
Questão 3493299
A Federação de Futebol de Ruanda anunciou que irá punir com três jogos de suspensão e quase R$ 400 qualquer jogador que utilizar bruxaria para tirar vantagem dentro de campo, além de quase R$ 800 de multa para treinadores. Tudo isso depois de um gol pra lá de curioso que saiu no meio deste mês, no jogo do Mukura Victory contra o líder da liga ruandesa, o Rayon Sports.
Na ocasião, o Rayon perdia por 1 a 0 até o finzinho da primeira etapa. Aos 40 minutos, o atacante Moussa Camara perdeu um gol incrível, ao cabecear sozinho e acertar o travessão. Pouco depois, o mesmo Camara foi até a linha de gol e "benzeu" a meta para ter mais sorte, colocando " ou retirando " um objeto ao lado da trave direita. O camisa 9 saiu correndo e foi acossado pelos jogadores adversários, até entregar o "objeto da sorte" nas mãos de um companheiro de time no banco de reservas.
Apesar de toda a confusão, Camara levou só amarelo e pode continuar em campo. O jogo prosseguiu por mais sete minutos além dos 45 e, aos 52 minutos, Camara fez o gol de empate do Rayon Sports. Aparentemente, sua "magia" deu certo. [...]
[...]
Para o ex-jogador Jimmy Mulisa, as crenças são prejudiciais para o futebol ruandês. "Isso não só dá uma má imagem ao país como também mata o desenvolvimento do nosso futebol", afirmou.
Ruanda proíbe magia negra no futebol local após "gol enfeitiçado"?. UOL Esporte, 28 dez. 2016. Blog da Redação. Disponível em: <https://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2016/12/28/ruanda-proibe-magia-negra-no-futebol-local-apos-gol-enfeiticado/> . Acesso em: 6 abr. 2017.
A Federação de Futebol de Ruanda anunciou que irá punir com três jogos de suspensão e quase R$ 400 qualquer jogador que utilizar bruxaria para tirar vantagem dentro de campo, além de quase R$ 800 de multa para treinadores. Tudo isso depois de um gol pra lá de curioso que saiu no meio deste mês, no jogo do Mukura Victory contra o líder da liga ruandesa, o Rayon Sports.
Na ocasião, o Rayon perdia por 1 a 0 até o finzinho da primeira etapa. Aos 40 minutos, o atacante Moussa Camara perdeu um gol incrível, ao cabecear sozinho e acertar o travessão. Pouco depois, o mesmo Camara foi até a linha de gol e "benzeu" a meta para ter mais sorte, colocando " ou retirando " um objeto ao lado da trave direita. O camisa 9 saiu correndo e foi acossado pelos jogadores adversários, até entregar o "objeto da sorte" nas mãos de um companheiro de time no banco de reservas.
Apesar de toda a confusão, Camara levou só amarelo e pode continuar em campo. O jogo prosseguiu por mais sete minutos além dos 45 e, aos 52 minutos, Camara fez o gol de empate do Rayon Sports. Aparentemente, sua "magia" deu certo. [...]
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Para o ex-jogador Jimmy Mulisa, as crenças são prejudiciais para o futebol ruandês. "Isso não só dá uma má imagem ao país como também mata o desenvolvimento do nosso futebol", afirmou.
Ruanda proíbe magia negra no futebol local após "gol enfeitiçado"?. UOL Esporte, 28 dez. 2016. Blog da Redação. Disponível em: <https://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2016/12/28/ruanda-proibe-magia-negra-no-futebol-local-apos-gol-enfeiticado/> . Acesso em: 6 abr. 2017.
Em sua obra, Max Weber descreve um processo histórico chamado por ele de "desencantamento do mundo", no qual, à medida que as religiões deixaram de ser fundadas na magia para serem fundadas na ética (prescrição de modos de agir), o ser humano foi deixando de buscar explicações sobrenaturais para os fatos da vida, privilegiando a ciência. O texto-base nos oferece um exemplo do processo de desencantamento do mundo, que pode ser entendido como contraditório na medida em que
Questão 3493256
"Há um descompasso entre a prática das ações afirmativas e o estardalhaço quanto a elas na mídia e em algumas instâncias da Justiça", avalia Fúlvia Rosemberg, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e responsável pelo programa de bolsas de pós-graduação da Fundação Ford. "O Brasil oferece acesso preferencial e benefícios a muitos grupos, mas esperneia-se nas universidades públicas porque são um reduto das elites."
No debate contra ou a favor das cotas para negros, diz a pesquisadora, não se discute o racismo de hostilidade e ofensas, mas um processo sutil de discriminação baseada em desigualdades com base étnica e social. Um padrão de segregação racial informal, mediado pelo nível socioeconômico. [?]
"As cotas têm o fator positivo de dar um tratamento de choque ao forçar a sociedade a pensar em um tema real, a discriminação e o racismo. Mas não deixam de ser uma forma de discriminação, mesmo que positiva", ressalva o educador e psicólogo da USP, Yves de La Taille. "É sempre delicado separar as pessoas pelo que for, fere a ideia de igualdade, por isso as cotas poderão gerar inclusão ou reforçar a discriminação."
ATHAYDE, Phydia de. Sim, somos racistas! Revista Carta Capital. In: Revista Fórum. Disponível em: <www.revistaforum.com.br/mariafro/2009/08/25/sim-somos-racistas/> . Acesso em: 21 jun. 2017.
"Há um descompasso entre a prática das ações afirmativas e o estardalhaço quanto a elas na mídia e em algumas instâncias da Justiça", avalia Fúlvia Rosemberg, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e responsável pelo programa de bolsas de pós-graduação da Fundação Ford. "O Brasil oferece acesso preferencial e benefícios a muitos grupos, mas esperneia-se nas universidades públicas porque são um reduto das elites."
No debate contra ou a favor das cotas para negros, diz a pesquisadora, não se discute o racismo de hostilidade e ofensas, mas um processo sutil de discriminação baseada em desigualdades com base étnica e social. Um padrão de segregação racial informal, mediado pelo nível socioeconômico. [?]
"As cotas têm o fator positivo de dar um tratamento de choque ao forçar a sociedade a pensar em um tema real, a discriminação e o racismo. Mas não deixam de ser uma forma de discriminação, mesmo que positiva", ressalva o educador e psicólogo da USP, Yves de La Taille. "É sempre delicado separar as pessoas pelo que for, fere a ideia de igualdade, por isso as cotas poderão gerar inclusão ou reforçar a discriminação."
ATHAYDE, Phydia de. Sim, somos racistas! Revista Carta Capital. In: Revista Fórum. Disponível em: <www.revistaforum.com.br/mariafro/2009/08/25/sim-somos-racistas/> . Acesso em: 21 jun. 2017.
No texto são apresentados pontos de vista distintos sobre as políticas de cotas nas universidades brasileiras. Comparando-os, os pesquisadores citados apresentam em comum a
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