Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 52 790729
USS (Univassouras) 2013/1
A situação apresentada nos quadrinhos é um exemplo da intolerância de indivíduos ou grupos que repudiam ou negam a possibilidade da convivência com a diferença, seja ela de origem cultural, étnica, social ou mesmo econômica.
Esse comportamento relaciona-se a uma prática cultural denominada:
Questão 1 458811
IFRN 2013/1TEXTO

Saúde e Segurança no Trabalho
UM DIREITO HUMANO!
Este é um tema que abrange diversos aspectos na rotina do trabalhador. Neste artigo, pretendemos conscientizar o profissional de saúde para a prevenção de acidentes. O primeiro passo é o uso correto dos EPIs.
Você sabe o que é EPI?
EPI significa Equipamento de Proteção Individual. O Ministério do Trabalho e Emprego define como obrigatório o seu fornecimento pelo empregador, já a sua utilização é de responsabilidade do empregado, conforme a Portaria nº 3214/78-NR-06 e o Art. 158 da Consolidação das Leis Trabalhistas.
Esses equipamentos são definidos como dispositivo ou produto de uso individual do trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis a ameaças da segurança e saúde no trabalho. Os profissionais devem utilizar os EPIs ao exercer uma atividade na qual existem riscos específicos como:
1) contato com secreções, sangue e fluidos corporais;
2) utilização de produtos químicos;
3) radiação ionizante;
4) trato de doenças infectocontagiosas.
Essas situações, entre outras, podem expor e contaminar o trabalhador, caracterizando um acidente de trabalho. No caso de acidente com material biológico, há uma preocupação de suporte técnico e psicológico para com o ”acidentado”.
Outro fator importante é a orientação e a capacitação dos funcionários de diversas áreas. Para isso, promovem-se cursos periódicos, sempre com foco na prevenção de acidentes de trabalho. A base é introduzir nas rotinas pequenas atitudes que se tornem um hábito.
Disponível em < http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/hospital_do_servidor_publico_municipal>. Acesso em: 3 fev. 2013.
Considerando a leitura do Texto, saúde e segurança no trabalho são um direito humano porque
Questão 2 458676
IFRN 2013/2TEXTO
Cinco motivos que justificam as manifestações nas ruas do Brasil
Por CicloVivo
Publicada em 23/06/2013 11:04:00
O Brasil não melhorou seus índices de saúde, educação e renda e ainda piorou os dados relacionados à pobreza e desigualdade de gênero, apurou o estudo Indicador Anefac dos países do G-20. Por conta disso, o Brasil recua novamente para a 15ª posição em relação às 20 maiores economias do mundo. Em 2012, nós fomos superados pela Turquia e pela Arábia Saudita que, no contexto geral, tiveram melhor desempenho do que o Brasil.
O Indicador Anefac dos países do G-20 é um conjunto de resultantes de indicadores da ONU publicados pelos países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia. “As informações foram extraídas do site da ONU, na data de 07/04/2013, e refletem a posição vigente desses indicadores publicados pelos países correspondentes até essa data”, informam os coordenadores do Conselho, Gianni Ricciardi e Roberto Vertamatti, respectivamente, vice-presidente de administração e presidente do conselho da entidade.
Sem evolução no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
De acordo com o documento, o Brasil, que está na 85ª posição do IDH no contexto mundial, tendo perdido uma posição em relação ao ano passado onde era o 84º, também não apresentou evolução dentro do ranking do IDH, quando considerado apenas os países do G-20, permanecendo na 14ª posição.
Ranking da Educação
O ranking da educação apresentou 93,6% de correlação com o IDH, permanecendo como uma categoria de importante influência no IDH das Nações. O Brasil se manteve na 14ª posição, considerando os países do G-20, repetindo o resultado do ano anterior. Esses indicadores não conseguem inferir na qualidade da educação e, no Brasil, pela percepção geral, essa qualidade está muito aquém dos padrões dos países desenvolvidos. Enquanto no Brasil as crianças ficam 14,2 anos na escola, em média, nos países desenvolvidos, as crianças ficam na escola ao redor de 16,5 anos. No Brasil, em média, os adultos passaram 7,2 anos na escola, enquanto que, nos países desenvolvidos, a média está próxima dos 12 anos.
Ranking da Desigualdade
O ranking da desigualdade é a categoria que apresenta a segunda maior correlação com o IDH, com 96,8%. Esses indicadores mostram as desigualdades com relação à distribuição de renda, e o Brasil está no 17º lugar com relação ao G-20, mantendo a mesma posição do ano anterior. No contexto mundial, o Brasil ocupa a 117ª posição nesse coeficiente.
Ranking da Pobreza
O ranking da pobreza apresenta 90,7% de correlação com o IDH. O Brasil caiu para a 14ª posição. A situação do Brasil com relação à pobreza indica que pioramos uma posição em relação ao ano anterior e ainda estamos em pior situação do que Rússia, Argentina e México. Aproximadamente 8,5% da população brasileira, algo como 17 milhões de habitantes, vivem na miséria, dentre os quais, dez milhões vivem com US$ 1,25 por dia.
Ranking de Sustentabilidade
O ranking de sustentabilidade é o que apresenta a menor correlação com o IDH, apenas 49,1%. Há que se considerar tratar-se de uma categoria nova, com indicadores novos considerados e outros removidos a cada ano, até que sejam identificados e mantidos indicadores mais estáveis para a categoria.
O Brasil está na 3ª colocação. O fato de desfrutar de uma matriz energética favorável referente à emissão de CO2 se reflete no indicador, porém os 9,6% de variação na área de floresta, e o fato de não informar a população que vive em áreas degradadas, tais como no sertão e áreas de manguezais, são elementos que podem influenciar negativamente na posição do Brasil nesse ranking no futuro.
Disponível em: <http://www.tribunadabahia.com.br/2013/06/23/cinco-motivos-que-justificam-as-manifestacoes-nas-ruas-dobrasil>. Acesso em: 18 jul. 2013. Texto adaptado para uso nesta avaliação.
Segundo o Texto, entre os cinco motivos para as manifestações no Brasil está
Questão 56 385795
UNIMONTES 2013/2Para o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920), a concepção de classe combina, na sua análise mais geral, a ação social do indivíduo no mercado e a sua posição nesse mercado. A ação econômica é definida como uma conduta humana que procura adquirir, por meios pacíficos, o controle de bens e serviços. A ação econômica competitiva, tendo em vista a obtenção de lucro, ocorre no mercado. Portanto, as classes surgem após se ter constituído esse mercado.
Com base no texto e nas proposições desse autor, analise as afirmativas a seguir.
I - As relações econômicas libertam-se dos laços e obrigações inerentes a uma estrutura comunitária local quando, no mercado, indivíduos desempenham ações competitivas em busca do lucro.
II - Aqueles que se encontram em situações econômicas semelhantes, perante o mercado, formam um agregado de indivíduos que partilham da mesma situação de classe.
III - Aqueles que possuem propriedade são classificados conforme o que possuem e a maneira como utilizam a sua propriedade para fins econômicos, como, por exemplo, os fazendeiros ou os banqueiros.
IV - Mesmo com grande variedade de interesses de classes, a possibilidade de ocorrência de conflitos de classes é inexistente, pois a consciência de classe é objetivamente orientada pelo mercado.
Estão CORRETAS as afirmativas
Questão 51 369637
UNIMONTES 2013/1A doutrina positivista, cujo principal representante foi o francês Augusto Comte (1798 -1857), nasceu em um ambiente cientificista. Em sua obra Curso de Filosofia Positiva, propôs-se a examinar como ocorreu o desenvolvimento da inteligência humana desde os primórdios, a fim de dar as diretrizes de como seria melhor pensar o progresso da ciência. Para Comte, o termo “positivo” designa
Questão 4 367352
UNIMONTES 2013/1O instinto animal
[1] Alguns traduzem por "instinto animal" o que o economista inglês John Maynard Keynes na década
de 30 descreveu como "animal spirit", isto é, espírito animal. A tradução do termo original não importa
muito, importa o que significa, e significa várias coisas: o gosto ou a capacidade pelo risco ao investir, por
exemplo, quando se fala em empresários e economia. Neste artigo tomo a expressão como nossa capacidade
[5] geral de sentir, pressentir algo, e agir conforme. Isso se refere não só a indivíduos, mas a grupos,
instituições, estados, governos. Sendo intuição e audácia, ele melhora se misturado com alguma prudência e
sabedoria, para que o bolo não desande.
Não me parece muito apurado o espírito animal que, nas palavras de uma autoridade, declara que
empregar 7% do PIB em educação (e 10% em mais alguns anos) vai "quebrar o país". Educação não quebra
[10] nada: só constrói. Sendo bom esse instinto ou espírito, o fator educação terá de ser visto como o mais
importante de todos. Aquele, sólido e ótimo, sem o qual não há crescimento, não há economia saudável, não
há felicidade. Uso sem medo o termo "felicidade", pois não me refiro a uma cômoda alienação e ignorância
dos problemas, mas ao mínimo de harmonia interna pessoal, e com o mundo que nos rodeia. Não precisar
ter angústias extremas com relação ao essencial para a nossa dignidade: moradia, alimentação, saúde,
[15] trabalho. Como base para tudo isso, educação. Educação que pode consumir bem mais do que 7% do PIB
sem quebrar coisa alguma, exceto a nossa miséria nascida da ignorância; nossas escolhas erradas nascidas
da desinformação; nossa má qualidade de vida; e a falta de visão quanto àquilo que temos direito de receber
ou de conquistar, com a plena consciência que nasce da educação.
A verdadeira democracia só floresce no terreno da boa educação e ótima informação de seu povo.
[20] Pois não será governo de todos o comando dos poucos que estudaram bem, os informados, levando pela
argola do nariz de bicho domesticado milhões e milhões de seres humanos cegos, aflitos ou alienados, que
não sabem; e que, se quiserem boa educação desde as bases na infância, correm o risco de ser acusados de
querer quebrar o país.
Precisamos medir nossas palavras: cuidar do que dizemos, do que escrevemos, e também do que
[25] pensamos e não dizemos. Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites,
os ricos, os intelectuais, não importa: mas não acusem de querer o mal da nação aqueles que batalham pela
mera sobrevivência ou por uma vida melhor, num orçamento que tenha a educação como prioridade. Pois
não é certo que da treva sempre nasce a luz: dela brotam como flores fatídicas o sofrimento, a miséria, a
subserviência. Na treva da ignorância nasce o atraso, de suas raízes se alimenta a pobreza em todos os
[30] sentidos, financeira, moral, intelectual. Uma educação bem cuidada e fomentada, com professores bem
pagos, boas escolas desde a creche até a universidade, com orientação sadia e não ideológica, mas realmente
cultural, aberta ao mundo e não isolacionista, grande e não rasa, promove crescimento, nos insere no
chamado concerto das nações, e nos torna respeitados — nos faz incluídos, consultados, procurados. Dirão
que continuo repetitiva com esse tema: sou, e serei, porque acredito nisso. Precisamos ter cuidados pelos
[35] que nos governam: se nas relações pessoais amar é cuidar, na vida do país cuidar é nutrir não só o corpo e
fortalecer condições materiais de vida, mas iluminar a mente. Para que a gente possa ter esperanças
fundamentadas, emprego digno, salário compensador, morando e trabalhando num ambiente saudável,
aprendendo a administrar nossos ganhos, poucos ou abundantes. Para não estarmos entre os últimos nas
listas de povos mais ou menos educados e saudáveis, mas plenamente inseridos no mundo civilizado.
[40] Parece utopia, aceito isso. Mas batalharei, com muitos outros, para que ela se transforme na nossa
mais fundamental realidade: simples assim.
(LUFT, Lya. O instinto animal. Revista Veja, São Paulo, p. 2, julho de 2012.)
Segundo a autora, a falta de uma educação de qualidade gera, EXCETO
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