Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 39 15151414
UNITINS Prova 1 2024/2Texto para a questão.
Preto demais
Compositores: Fernanda de Oliveira Bastos / Hugo
Albuquerque Araujo
Enquanto seu discurso ‘tá pronto na internet
Prenderam o neguinho ali na Praça Sete
Que ‘tava pedindo dinheiro pra vender chiclete
Mas com playboy fumando um boldo ali ninguém
se mete
Porque o pai é juiz e a mãe é delegada
Enquanto a mãe do neguinho é sua empregada
Um corre danado, maior agonia
E pega um busão lotado pra delegacia
Chegando na delegacia
A mãe do neguinho pergunta assim para o doutor
delegado
Mas o que foi que ele fez pra estar algemado?
O doutor começa então a descrever o caso
É que ele é preto demais
Corre demais, fala demais, sorri demais
‘Tá estudando demais, comprando demais
Viajando demais e assim não dá mais
Mas ele joga demais, dança demais
E canta demais, é bonito demais
‘Tá se unindo demais, planejando demais
Assim ele vai passar o meu filho pra trás
Preto demais, preto demais
Pro terror de vocês (preto demais, preto demais)
Os tempos de submissão do nosso povo (preto
demais, preto demais)
Estão com os dias contados (preto demais, preto
demais)
Vão tentar nos silenciar, nos forjar (preto demais,
preto demais)
Mas o nosso plano ‘tá mais que traçado (preto
demais, preto demais)
Então só quem é negão (preto demais)
E tem muito orgulho de ser preto (preto demais,
preto demais)
E preto demais (preto demais, preto demais)
Vai cantar assim, ó (preto demais, preto demais)
É que eu sou preto demais, corro demais
Falo demais, sorrio demais
‘To estudando demais, comprando demais
Viajando demais, eu só quero paz
Eu também jogo demais, danço demais
Canto demais, sou bonito demais
‘To me unindo demais, planejando demais
E vou fazer comer poeira os filhinhos de papai
É que sou preto, ele é preto
Eu sou preto, ele é preto
Eu sou preto, ele é preto
Preto demais
[...]
O trecho “Tá se unindo demais, planejando demais, assim ele vai passar o meu filho pra trás” reflete
Questão 38 15151387
UNITINS Prova 1 2024/2Texto para a questão.
Preto demais
Compositores: Fernanda de Oliveira Bastos / Hugo
Albuquerque Araujo
Enquanto seu discurso ‘tá pronto na internet
Prenderam o neguinho ali na Praça Sete
Que ‘tava pedindo dinheiro pra vender chiclete
Mas com playboy fumando um boldo ali ninguém
se mete
Porque o pai é juiz e a mãe é delegada
Enquanto a mãe do neguinho é sua empregada
Um corre danado, maior agonia
E pega um busão lotado pra delegacia
Chegando na delegacia
A mãe do neguinho pergunta assim para o doutor
delegado
Mas o que foi que ele fez pra estar algemado?
O doutor começa então a descrever o caso
É que ele é preto demais
Corre demais, fala demais, sorri demais
‘Tá estudando demais, comprando demais
Viajando demais e assim não dá mais
Mas ele joga demais, dança demais
E canta demais, é bonito demais
‘Tá se unindo demais, planejando demais
Assim ele vai passar o meu filho pra trás
Preto demais, preto demais
Pro terror de vocês (preto demais, preto demais)
Os tempos de submissão do nosso povo (preto
demais, preto demais)
Estão com os dias contados (preto demais, preto
demais)
Vão tentar nos silenciar, nos forjar (preto demais,
preto demais)
Mas o nosso plano ‘tá mais que traçado (preto
demais, preto demais)
Então só quem é negão (preto demais)
E tem muito orgulho de ser preto (preto demais,
preto demais)
E preto demais (preto demais, preto demais)
Vai cantar assim, ó (preto demais, preto demais)
É que eu sou preto demais, corro demais
Falo demais, sorrio demais
‘To estudando demais, comprando demais
Viajando demais, eu só quero paz
Eu também jogo demais, danço demais
Canto demais, sou bonito demais
‘To me unindo demais, planejando demais
E vou fazer comer poeira os filhinhos de papai
É que sou preto, ele é preto
Eu sou preto, ele é preto
Eu sou preto, ele é preto
Preto demais
[...]
A letra da música “Preto demais” aborda a diferença no tratamento entre jovens negros e brancos. Essa discrepância, segundo a música, é melhor exemplificada pela seguinte situação:
Questão 22 15151286
UNITINS Prova 1 2024/2O quesito “cor ou raça” foi pesquisado pelo IBGE no último Censo Demográfico e trouxe informações importantes sobre a configuração étnica ou racial da população brasileira. A classificação apresentada pelo IBGE inclui os termos: preta, parda, amarela, indígena ou branca. Esses termos trazem o foco no aspecto sociocultural para diferenciar os grupos populacionais não só pelas características físicas, mas também históricas de formação da população, ou seja, são categorias sociopolíticas coletadas através da autodeclaração de cada cidadão, respeitando as tradições e as ancestralidades do indivíduo.
Manual Quesito Cor/Raça e Etnia do Senado Federal (2023).
A partir dessas considerações, analise o gráfico a seguir.

Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/. Acesso em: 3 jun. 2024. (Adaptado)
Analisando os dados do gráfico, podemos afirmar que:
I. a classificação de cor ou raça do IBGE possibilita identificar lacunas em termos de acesso a direitos como educação, saúde, moradia, emprego digno, entre outras, na população. Há diferenças de acesso à educação entre os grupos de cor e raça;
II. entre a população branca e a preta, não há diferenças na taxa de alfabetização, especialmente em relação a homens;
III. a classificação de cor ou raça do IBGE permite identificar lacunas apenas em termos de acesso à educação na população brasileira. A alfabetização se apresenta igual em todos os grupos;
IV. a população de cor ou raça branca é a que apresenta a maior taxa de alfabetização no Brasil comparada às demais.
É correto o que se afirma em
Questão 28 15146523
UEMA EAD 2024A escravidão no Brasil deixou suas consequências ao longo da história da sociedade brasileira. Sendo um dos temas de estudo dos sociólogos brasileiros. Florestan Fernandes dedicou-se ao estudo da escravidão enquanto uma questão social, chegando à conclusão de que as estruturas de dominação social do período colonial teriam sido preservadas no processo de modernização capitalista.
MACHADO, I. J. de R.; AMORIM, H.; BARROS, C. R. Sociologia Hoje. 2ª ed. São Paulo: Ática, 2017. Adaptado
Com base no texto, pode-se afirmar que a desigualdade entre brancos e negros no Brasil é resultado de uma
Questão 27 15146520
UEMA EAD 2024Analise a charge.

https://cursoenemgratuito.com.br/organizacao-social-do-trabalho
Ao analisar a charge, é possível perceber uma crítica ao trabalho intermitente por
Questão 2 15062796
UniRV APARECIDA 2024/1Por que odeio o Big Brother? Por Henrique Vieira do Carmo
No ano de 2002 estreou a primeira edição do Big Brother no Brasil. Para mim e tantos outros, aquela seria uma oportunidade inédita, a ponto de eu considerar: “Oh… Interessante! Um curioso estudo sociológico, — uma releitura do panóptico de Jeremy Bentham (1748-1832).” Panóptico é um modelo de penitenciária circular em que os presos não sabem se são ou não observados, o que permite, em algumas situações, vigilância zero. Desse modo, a dúvida, sempre presente, suscitaria o dever de se portar conforme as regras pré-estabelecidas, ou seja, exatamente o que acontece atualmente conosco quando estamos diante das câmeras de monitoramento, semáforos e radares de velocidade. Pois bem, com o passar dos anos, e com a vinda de novas edições anuais do programa televisivo, o meu interesse por ele se transformou em indiferença; e a indiferença, em ojeriza. Vinte anos de um programa que se repete sem apresentar quaisquer novidades, quando será suficiente? Reconheço que, pelo simples fato de tratar sobre o tema, posso incorrer em erro e contradição, pois arrisco promover e evidenciar aquilo que desdenho, ao voltar os holofotes em direção a algo que merece nada mais que as sombras. Na outra mão, também admito o dever de alertar os amantes desse programa, pois, no final das contas (milionárias!), eles não passam de uma commodity. Assim, aceito a pecha de contraditório se o esclarecimento prevalecer.
A expressão Big Brother (Grande Irmão) foi cunhada pelo escritor inglês George Orwell no aclamado livro 1984. Em sua obra, o autor relata um futuro terrível: governo totalitário; permanente vigilância pelo Grande Irmão através de um aparelho que nunca desliga; o eclipse da intimidade doméstica e o aniquilamento do sujeito possuidor de liberdade. Quanto ao nosso Big Brother Brasil – BBB, promete-nos o papel de sermos o todo-poderoso Grande Irmão, tirânicos, detentores do direito de vida ou morte sobre pobres personagens no “paredón”. Quais as consequências? Ora, sentimos o gosto de poder e gostamos. A tirania, a autocracia, deixa de se tornar um absurdo e passa a ser desejável, a ponto de se reproduzir na realidade de jovens e adultos. Não por acaso, nos últimos vinte anos, os adolescentes são cada vez mais incapazes de reconhecerem a autoridade de pais e professores, — afinal, eles são os big brothers da vida real. Do mesmo modo, a destruição de uma carreira profissional de sucesso pode ser perpetrada em um piscar de olhos por meio do “cancelamento”, simplesmente por conta de uma ou duas palavras mal redigidas (ou mal interpretadas). Enfim, os Grandes Irmãos, déspotas obscurecidos, estão à solta. [...]
Curiosamente esse tipo de programa granjeou a alcunha de reality (realidade). Para ser honesto, questiono se há merecimento nesse título. Na 20ª edição, segundo fontes oficiais, ocorreu uma participação popular massiva, com mais de 1,5 bilhão de votos. Isso significa que CADA HABITANTE DO BRASIL votou aproximadamente 7 vezes, em média. Um descalabro! Ninguém desconfia da maquiagem de números? Veementemente, sugiro que assista ao filme O Show de Truman e contemple o potencial nível de manipulação que pode haver no enredo do nosso BBB, haja vista a impossibilidade de se realizar qualquer tipo de auditoria independente, quer seja na contagem de votos, ou no conteúdo que é veiculado.
E por falar em conteúdo, os confinados no Big Brother adotam, majoritariamente, comportamentos que beiram o que há de mais aviltante e ignóbil. Desse modo, o jovem, em franco desenvolvimento de seu caráter, pode considerar aquela postura como padrão, ou seja, um estímulo à promiscuidade, traição, ebriedade, descortesia e tantos outros vícios. Refiro-me também às discussões acaloradas por qualquer ninharia, que inconscientemente causam estresse, ansiedade e, por conseguinte, insônia aos telespectadores. [...]
Poderia elencar diversas outras razões, justificar as minhas reservas ao BBB de inúmeras maneiras, mas seria exigir demais da paciência do leitor, por isso, finalizo, enfim, por dizer que aqueles que assistem ao famigerado programa não passam de um produto. Isso mesmo! Em verdade, ocorre uma amplificação e inversão do panóptico, pois, ao fim e ao cabo, os telespectadores é que são observados e controlados nas suas prisões privadas, visto que o Big Brother tem uma enorme capacidade de coisificar o ser humano: vende às marcas parceiras, na forma de audiência e informação, cada par de olhos diante da tevê, as verdadeiras mercadorias. Alguém poderia argumentar: “Mas isso ocorre em todos os programas da televisão, fruto da indústria cultural que separou o entretenimento da cultura.” Deveras, o que torna a situação ainda pior, portanto, como consolo, recomendo a leitura (ou releitura) do conto A roupa nova do rei, de Hans Christan Andersen, preferencialmente durante o Big Brother, e decida quem você gostaria de ser: a criança que desvela a farsa, ou o iludido rei que nela permanece.
Disponível em: www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/por-que-odeio-o-big-brother-387307/
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as alternativas de acordo com o texto:
( ) O texto estabelece uma analogia entre o personagem do Grande Irmão e os telespectadores do BBB, no sentido de terem em comum o caráter tirânico de disporem das vidas das pessoas.
( ) O autor questiona os números relativos à participação popular no BBB, remetendo ao filme "O Show de Truman" para fazer referência à possibilidade de manipulação no programa.
( ) O autor crê que o comportamento, em geral, insultuoso e desprezível, dos participantes do BBB influencia negativamente o comportamento dos jovens, definitivamente tornando-os promíscuos e portadores de vícios.
( ) O autor conclui o texto retomando o tema do panóptico, agora invertido, pois os observadores (telespectadores) é que passam a ser observados e manipulados pelo programa.
06
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