Questões de Sociologia
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Questão 41 745511
UEFS Caderno 1 2017/2É importante assinalar que o caso da África do Sul põe em relevo, ao mesmo tempo, o dinamismo da economia e o crescimento dos pontos de rigidez da institucionalidade política. Não é pois por acaso que, na passagem da década de 1940 para a de 1950 [...], tenha acontecido um esforço em torno de medidas que acentuaram as tendências à exclusão e à fragmentação.
(Leila Leite Hernández. A África na sala de aula, 2005.)
A mais conhecida das medidas citadas no texto é
Questão 39 601527
FMC 2017/2Analise a imagem a seguir:

A presença dos grafitismos com suas mensagens na Zona Portuária do Rio de Janeiro revela o seguinte aspecto da dinâmica urbana:
Questão 66 598246
FDSM 2017Indivíduo que vende títulos falsos de terras que não lhe pertencem é conhecido como:
Questão 56 492766
IFPR 2017De acordo com os princípios da Sociologia, toda cultura é suficiente para os fins a que se propõe, ainda que, muitas vezes, existam várias questões não resolvidas. Um exemplo significativo é como ficamos impactados com os avanços da medicina nos último século, mas não podemos deixar de reconhecer que muito ainda tem que ser feito para a cura do câncer e da Aids. Nesse sentido, o mesmo se verifica na cultura indígena, uma vez que suas práticas medicinais são suficientes para resolver certos problemas de saúde, enquanto outros não são resolvidos. Comparando-se essas duas realidades distintas, a medicina tradicional dos indígenas e a medicina institucionalizada, a nossa, podemos concluir que:
I) a nossa, apesar das limitações é muito superior à dos indígenas, culturalmente falando.
II) não há nada que nos autorize a considerar nossa superioridade cultural em relação à cultura indígena, nem mesmo em termos médicos.
III) em termos culturais, não há como tecer comparações, na medida em que cada grupo social tem seus bens materiais e os não materiais que orientam suas vidas.
Estão corretas:
Questão 2 448658
IFRN 2017/2TEXTO
Índio é gente
Xico Graziano, O Estado de S.Paulo* 19 Abril 2011 | 00h00
Hoje é o Dia do Índio. Merecido. A data ajuda a valorizar as origens da sociedade, provoca reflexão sobre o presente. Difícil é descobrir o que guarda o futuro para os remanescentes indígenas. Haverá espaço para eles na sociedade pós-moderna?
Talvez 5 milhões de nativos, ninguém sabe ao certo quantos, viviam no Brasil na época do descobrimento. Distintamente da colonização espanhola na América Central, os portugueses aqui não atuaram para dizimá-los. Longe do confronto, os índios mantiveram espírito colaborativo com os colonizadores.
Eram rudimentares e dispersos os índios brasileiros. Viviam como na Idade da Pedra. Ignoravam a faca e o anzol, nunca haviam visto uma galinha ou um cavalo, comiam mandioca, desconheciam a banana. Não ergueram castelos nem usavam joias. Esse "atraso" histórico os levou ao encantamento com as bugigangas tecnológicas trazidas pelos portugueses.
Sabe-se que as doenças europeias - gripe, sífilis, rubéola - causaram elevada mortandade nos povos originais das Américas. A perda de territórios e a miscigenação também foram causas de decréscimo populacional. Resultado: hoje se contam 460 mil índios nas aldeias, distribuídos entre 225 tribos. As línguas originais, estimadas em 1.300, reduziram-se a 180 dialetos.
Somam 107 milhões de hectares as reservas indígenas brasileiras, distribuídas em 611 territórios, dos quais 98% pertencem à Amazônia. Não é pouco. Tais espaços, protegidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), ultrapassam em 48,6% a área cultivada no País, exceto pastagens. Significa que cada índio, contando crianças e mulheres, domina uma média de 228 hectares. Na agricultura, a área média dos estabelecimentos rurais, segundo o IBGE, soma 68,2 hectares.
Pode parecer muita terra para pouco índio. Mas faz sentido. Além da necessidade de preservação florestal das imensas glebas, tornando viáveis a caça e a pesca artesanal, as reservas indígenas cumprem, simultaneamente, função ambiental relevante, protegendo valiosos ecossistemas naturais. Justificam-se, assim, duplamente.
O núcleo da questão indígena não reside no tamanho da área que eles ocupam. Nem na recente, e controversa, demarcação de novos territórios, que avançam sobre terras agricultadas há décadas, particularmente em Roraima e em Mato Grosso do Sul. O dilema, mais complexo, advém do papel destinado aos remanescentes indígenas na sociedade atual. A dúvida parece ser eterna: é melhor mantê-los distantes, isolados, ou o certo seria promover sua integração na sociedade? Tutela ou suicídio étnico?
A prudência indica o caminho do meio. Mas a rota é difícil. Os vetores da modernidade, alimentados pelas facilidades da comunicação, atingem em cheio as aldeias indígenas, afetando seus costumes e danificando sua cultura secular. Levam, ao mesmo tempo, qualidade de vida e alcoolismo, televisão e prostituição. Como se opor ao progresso?
Jean-Jacques Rousseau, em seu famoso Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens (1755), provocou uma grande polêmica ao defender o "nobre selvagem". Dizia o filósofo suíço que o "estado de natureza" primitivo era moralmente superior à civilização, pois esta deformava a essência humana. Deu o que falar.
É aristotélica a discussão, que nunca perdeu sua pertinência, sobre o caráter da natureza humana. Agora, sob os imperativos da sociedade tecnológica e globalizada, a pergunta permanece: serão os povos tradicionais naturalmente bons? A pergunta nunca esboçou fácil resposta.
Recentemente estive no México visitando as ruínas das civilizações pré-hispânicas, desde a cidade sagrada de Chichén Itzá, símbolo da civilização maia, até o recém-descoberto Templo Mayor dos astecas e o mistério de Teotihuacán, com suas magníficas pirâmides do Sol e da Lua.
Curtir aquela estranha beleza histórica não suplanta o horror de descobrir que templos, pirâmides e cenotes eram, na verdade, venerados locais de sacrifícios humanos. Assassinavam-se princesas barbaramente em rituais religiosos, alimentando o poder macabro daquelas sociedades antigas. Para os astecas, o equilíbrio cósmico só seria mantido se os deuses fossem alimentados com "corações palpitantes". Crueldade pura.
Nós somos levados a ser condescendentes com os povos primitivos, talvez por buscarmos um subterfúgio que esconda as mazelas da sociedade atual. Esse esconderijo mental, ultimamente, inventou que os indígenas seriam "ecológicos". Um conceito idílico, falso.
Os tupiniquins foram grandes incendiários da floresta virgem, utilizando o fogo para abrir roça - a conhecida "coivara" - e encurralar a caça. A devastação da floresta atlântica começou com a aliança entre portugueses e índios. Juntos, com machado afiado, derrubaram todas as árvores de pau-brasil que conheciam.
Questionar a santidade dos antepassados explica parte do sucesso do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, imperdível livro de Leandro Narloch. Ele "joga tomates" na historiografia oficial e contesta o mito do índio como homem puro, vivendo em harmonia com a natureza, ideia comum na cabeça das pessoas, das crianças principalmente.
Nas comemorações do Dia do Índio, a melhor forma de valorizá-los será tratá-los dentro da sua própria vivência, jamais os estereotipando como sublimes representantes da bondade celestial. Há índios perversos, como perversos são aqueles que não os toleram.
Apostar na diversidade étnica e cultural mistura respeito com realismo. As famílias indígenas carecem ter oportunidades, educação, vida saudável, cuidados do Estado. Nada que ver com a tutela que os trata como se incapazes fossem.
Índio é gente, ser humano, não bicho estranho.
*Agrônomo, foi secretário do meio ambiente do estado de São Paulo.
Disponível em: <http://op.estadao.com.br/noticias/geral,indio-e-gente-imp-,708239>. Acesso em: 06 maio 2017.
A leitura do Texto permite afirmar que
Questão 28 434281
Faculdade Baiana de Direito Direito 2017/2Não se sabe exatamente a origem do turbante, que pode ter surgido no Oriente ou na África. Persas, anatólios, lídios, árabes, argelinos, judeus, tunisianos aparecem com turbantes, utilizados de várias maneiras, bem antes da era cristã. Na Índia, o turbante também foi amplamente usado através dos séculos. O interessante é que, entre os povos antigos, o adereço era predominantemente exibido por homens.
Os significados eram muitos: podiam indicar a origem, tribo ou casta da pessoa, identificar a religião (como o Ojá africano) ou a posição social. O comércio tratou de estabelecer as relações entre Oriente e Ocidente, facilitando as trocas de costumes e culturas. A Europa também aderiu ao turbante, inicialmente entre marinheiros e navegadores. Mas, há referências ao uso de turbantes como item de moda pelas mulheres francesas já no século XVIII. Feito com grande quantidade de tecidos leves, o turbante foi sucesso até meados do século XIX.
No Brasil, o adereço chegou pelas mãos dos africanos que eram trazidos como escravos. As mucamas usavam saias, blusas leves e soltas, panos e xales nas costas e turbantes nas cabeças. O chapéu de feltro escuro e de abas largas também era comum. Os tecidos podiam ser coloridos, e algumas andavam de chinelas. Os cabelos eram muito curtos ou raspados.
Disponível em: <http://historiahoje.com/turbantes-moda-e-racismo>. Acesso em: mar. 2017. Adaptado.
A utilização do turbante e a sua disseminação entre vários povos e culturas diferentes, em diversas épocas, demonstram que
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