Questões de Sociologia
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Questão 59 776276
USS (Univassouras) 2018/1NOTA DA TORCIDA BANDA ALMA CELESTE DO PAYSANDU SPORT CLUB − PA
Os torcedores que compõem a torcida Banda Alma Celeste são pessoas normais, como qualquer torcedor do Paysandu Sport Club, maior clube do Norte. Desde seu surgimento, vários cantos foram incrementados com frases de apoio e amor incondicionais. Porém, nem sempre acertamos. Durante os 10 anos da torcida, surgiu em uma das nossas músicas algo fora dos padrões, intitulada de “o leão é gay!”. ERRAMOS DURANTE VÁRIOS ANOS, propagando cantos como esse, disfarçado de rivalidade. Diante disso, após vários debates de torcedores, informamos que:
— Músicas e manifestações de cunho racial/homofóbico estão extintas do nosso repertório, entre elas a famosa música que chama o mascote do rival de gay.
— Entendemos que existem outros meios de manter viva a rivalidade;
— Não se trata de criar uma nova polêmica, acabar com o futebol, ou simplesmente ser politicamente “chatos e corretos”. Apenas evoluímos e atualizamos nossa forma de pensar.
Adaptado de facebook.com, 29/04/2017.
A medida tomada pela torcida reforça as seguintes ações:
Questão 30 678010
FIP-Moc Medicina 2018/2A carne mais barata do mercado é a carne negra
que vai de graça “pro” presídio
E para debaixo de plástico
que vai de graça “pro” subemprego
E “pros” hospitais psiquiátrico
(...) Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Por que o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas, muito bem intencionado
E esse país
vai deixando todo mundo preto
e o cabelo esticado.
A Carne – Seu Jorge, Marcelo Yuca e Ulissesv Cappelleti
Fonte: https://www.vagalume.com.br.
Os conceitos sócio-históricos apresentados na música são, respectivamente:
Questão 11 647891
FPS Demais Cursos 2018/2TEXTO
A era das compras
A economia capitalista moderna deve aumentar a produção constantemente se quiser sobreviver. Mas só produzir não é o bastante. Também é preciso que alguém compre os produtos, ou os industrialistas e os investidores irão à falência. Para evitar essa catástrofe e garantir que as pessoas comprem o que quer que a indústria produza, surgiu um novo tipo de ética: o consumismo.
A maioria das pessoas ao longo da história viveu em condições de escassez. A frugalidade era, portanto, sua palavra de ordem. A ética austera dos puritanos e a dos espartanos são apenas dois exemplos famosos. Uma pessoa boa evitava luxos, nunca desperdiçava comida e remendava calças rasgadas em vez de comprar novas. Somente reis e nobres renunciavam publicamente a tais valores e ostentavam suas riquezas.
O consumismo vê o consumo de cada vez mais produtos e serviços como algo positivo. Encoraja as pessoas a cuidarem de si mesmas, a se mimarem e até a se matarem pouco a pouco por meio do consumo exagerado. A frugalidade é uma doença a ser curada.
Durante a maior parte da história, as pessoas teriam sido repelidas, e não atraídas, por comerciais que oferecem “um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso de quero mais”. O consumismo trabalhou duro, com a ajuda da psicologia popular para convencer as pessoas de que a indulgência é algo bom ao passo que a frugalidade significa auto-opressão.
Ou seja, o consumismo prosperou. Somos todos bons consumistas. Compramos uma série de produtos de que não precisamos. Os fabricantes criam deliberadamente produtos de vida curta e inventam modelos novos e desnecessários que devemos comprar para “não ficar de fora”. Ir às compras se tornou um passatempo favorito, e os bens de consumo se tornaram mediadores essenciais nas relações sociais. Feriados religiosos, como o Natal, se tornaram festivais de compras.
O florescimento consumista é mais visível no mercado de alimentos. No mundo afluente de hoje, um dos principais problemas de saúde é a obesidade, que acomete pobres e ricos. Todos os anos, a população dos Estados Unidos gasta mais dinheiro em dietas do que a quantidade necessária para alimentar todas as pessoas famintas do mundo. A obesidade é vitória dupla para o consumismo. Em vez de comer pouco, o que levará à contração econômica, as pessoas comem demais e, então, compram produtos para dieta – contribuindo duplamente para o crescimento econômico.
A ética capitalista e a consumista são dois lados da mesma moeda, uma combinação de dois mandamentos. O mandamento supremo dos ricos é “invista”. O mandamento supremo do resto de nós é “compre”.
Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Sapiens. Porto alegre, RS: L&PM, 2017, p.357-358. Adaptado.
Segundo o parecer do autor:
1) existe entre o capitalismo e o consumismo uma relação de interdependência.
2) o crescimento econômico está na raiz da oferta de supostas condições de prazer, de bem-estar e de autoestima.
3) ‘indulgência’ e ‘frugalidade’, semanticamente, estão em oposição.
4) a obesidade é uma doença restrita a ricos; os pobres são presa da contração econômica.
5) o consumismo é fruto de estratégias de produção, que, em nome do crescimento econômico, incita à indulgência.
Estão corretas:
Questão 44 600574
UNIC 2018/1
Os conhecimentos sobre as diversas estruturas sociais formadas ao longo da história ocidental e a análise da ilustração, que representa um tipo de pirâmide social, permitem afirmar corretamente que
Questão 45 492444
IFPR 2018Émile Durkheim (1858-1917), tendo como referência o positivismo, desenvolveu uma visão funcionalista da sociedade, e para isso partiu do pressuposto de que a sociedade em que vivia passava por uma crise que era, antes de tudo, moral, dado o processo de desestruturação dos valores até então estabelecidos. Sua teoria fundamentou-se em conceitos como fato social, consciência coletiva, coerção do trabalho social, entre outros. Para o sociólogo, os fatos sociais são fenômenos coletivos, formam uma realidade específica e transcendem a consciência individual, por isso têm por características:
Questão 43 492439
IFPR 2018Michel Foucault (1926-1984) é conhecido por suas teorias acerca das relações entre poder e conhecimento e como são usadas para o controle social através de diferentes instituições que regem a sociedade, enfatizando os jogos de poder na evolução do discurso instituido. Suas teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções vigentes, ao destacar a semelhança nos tratamentos dados ou infligidos a determinados grupos de sujeitos que constituem os limites dos grupos sociais: loucos, grupos de estrangeiros, prisioneiros, soldados e crianças, que tinham em comum o fato de serem vistos com desconfiança, por isso eram excluídos e confinados em instituições especializadas, inspiradas no modelo monástico a que ele chamou de:
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