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Questões de Sociologia

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6.493 Questões

Marca Texto
Modo Escuro
Fonte

Questão 66 1253714
Fácil 00:00

ENEM 1° Dia (Amarela) 2019
  • Sociologia
  • Sugira
  • Cultura
  • Diversidade Cultural / Antropologia
  • Cultura Popular, Erudita, Mídia e Indústria Cultural Identidade
  • Exibir tags
Resolução comentada

    Em nenhuma outra época, o corpo magro adquiriu um sentido de corpo ideal e esteve tão em evidência como nos dias atuais: esse corpo, nu ou vestido, exposto em diversas revistas femininas e masculinas, está na moda: é capa de revistas, matérias de jornais, manchetes publicitárias, e se transformou em um sonho de consumo para milhares de pessoas. Partindo dessa concepção, o gordo passa a ter um corpo visivelmente sem comedimento, sem saúde, um corpo estigmatizado pelo desvio, o desvio pelo excesso. Entretanto, como afirma a escritora Marylin Wann, é perfeitamente possível ser gordo e saudável. Frequentemente os gordos adoecem não por causa da gordura, mas sim pelo estresse, pela opressão a que são submetidos.

VASCONCELOS, N. A.; SUDO, 1.; SUDO, N. Um peso na alma: o corpo gordo e a média. Revista Mal-Estar e SubJetividade, n. |, mar. 2004 (adaptado).

 

No texto, o tratamento predominante na mídia sobre a relação entre saúde e corpo recebe a seguinte crítica:

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Questão 57 1253295
Fácil 00:00

ENEM 1° Dia (Amarela) 2019
  • Sociologia
  • Sugira
  • Poder, Estado e Política
  • Cidadania e Direitos Criminalidade, Violência e Punição
  • Exibir tags
Resolução comentada

    A maior parte das agressões e manifestações discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas ocorrem em locais públicos (57%). É na rua, na via pública, que tiveram lugar mais de 2/3 das agressões, geralmente em locais próximos às casas de culto dessas religiões. O transporte público também é apontado como um local em que os adeptos das religiões de matrizes africanas são discriminados, geralmente quando se encontram para-mentados por conta dos preceitos religiosos.

REGO,L. F.; FONSECA, D. P.R.; GIACOMINI, S. M. Cartografia social de terreiros no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014.

 

As práticas descritas no texto são incompatíveis com a dinâmica de uma sociedade laica e democrática porque

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Questão 47 1253210
Fácil 00:00

ENEM 1° Dia (Amarela) 2019
  • Sociologia
  • Sugira
  • Poder, Estado e Política
  • Cidadania e Direitos
  • Exibir tags
Resolução comentada

    Em sentido geral e fundamental, Direito é a técnica da coexistência humana, isto é, a técnica voltada a tornar possível a coexistência dos homens. Como técnica, o Direito se concretiza em um conjunto de regras (que, nesse caso, são leis ou normais); E tais regras têm por objeto o comportamento intersubjetivo, isto é, o comportamento recíproco dos homens entre si.

ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

 

O sentido geral e fundamental do Direito, conforme foi destacado, refere-se à

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Questão 3 1204555
Fácil 00:00

EPCAR 2019
  • Sociologia
  • Sugira
  • Cultura
  • Diversidade Cultural / Antropologia
  • Cultura Popular, Erudita, Mídia e Indústria Cultural
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO
 

Rap: uma linguagem dos guetos

 

    Entre as vozes que se cruzam na cacofonia
urbana da sociedade globalizada, há uma que se
sobressai pela sua radicalidade marginal: o rap. A
moderna tradição negra dos guetos norte-americanos é,
[5] hoje, cantada pelos jovens das periferias de todos os
quadrantes do globo. Mas diferentemente das
estereotipias produzidas pela nação hegemônica e
difundidas em escala planetária, a cultura hip-hop
costuma ser assimilada como uma fala histórica
[10] essencialmente crítica por uma juventude com tão
escassas vias de fuga ao sempre igual. Quando, por
exemplo, jovens de uma favela brasileira incorporam
esta linguagem tornada universal, por mais que a sua
realidade seja diferente daquela dos marginalizados do
[15] país de origem, a forma permanece associada a um
conteúdo crítico – uma visão de mundo subalterna e
frequentemente subversiva.

    O rap é hoje uma forma de expressão
comunitária, por meio da qual se comunicam e afirmam
[20] sua identidade habitantes dos morros e comunidades
populares. /.../
    O surgimento do movimento hip-hop nos
remete ao contexto no qual estavam inseridos os
Estados Unidos dos anos 60 e 70, no auge da Guerra
[25] Fria. Foram anos de tensão e muita agitação política. O
descontentamento popular com a guerra do Vietnã
somava-se à pressão das comunidades negras
segregadas, submetidas a leis similares às do apartheid
sul-africano. O clima de revolta e inconformismo tomava
[30] conta dos guetos negros.
/.../
    Na trilha da agitação política ocorriam
inovações culturais. Nos guetos, o que se ouvia era o
soul, que foi importante para a organização e
[35] conscientização daquela população. /.../ No mesmo
período surge uma variedade de outros ritmos, como o
funk, marcados por pancadas poderosas que causavam
estranhamento aos brancos, letras que invocavam a
valorização da cultura negra e denunciavam as
[40] condições às quais eram submetidas as populações dos
guetos. O soul e o funk foram as bases musicais que
permitiram o surgimento do rap, que virá a ser um dos
elementos do movimento hip-hop.
    Por essa época ou um pouco antes, jovens
[45] negros já dançavam [o break] nas ruas ao som do soul e
do funk de uma forma inovadora, executando passos
que lembravam ao mesmo tempo uma luta e os
movimentos de um robô. /.../
    Finalmente, além da música e da dança,
[50] propagava-se pelos guetos, ainda, o hábito de desenhar
e escrever em muros e paredes. /.../ Nesse contexto de
efervescência político-cultural, grafiteiros, breakers e
rappers começaram a se reunir para realizar eventos
juntos, afinal suas artes estavam relacionadas a uma
[55] experiência comum, a cultura de rua. /.../
    Por volta de 1982, o rap chegou ao Brasil,
fixando-se, sobretudo, em São Paulo. /.../
    Nos últimos anos da década de 90, o rap
brasileiro ultrapassou os limites da periferia dos grandes
[60] centros e chegou à classe média. /.../ O rap de caráter
mais comercial passou então a ser amplamente
difundido pelo país, ao mesmo tempo em que, em sua
forma marginal, a linguagem continuava a se
desenvolver nos espaços populares.
[65]    Há que se destacar o caráter inovador do rap
nacional, que reelabora, de forma criadora, a partir de
tradições populares brasileiras, a linguagem dos guetos
norte-americanos, mesclando o ritmo do Bronx a
gêneros como o samba e a embolada.

[70] /.../
    Não se trata, no entanto, de idealizar o hip-hop
como forma de conhecimento. O movimento,
seguramente, não é homogêneo: possui tendências
mais ou menos politizadas, mais ou menos engajadas e
[75] críticas. Há, por assim dizer, uma vertente cuja tônica é
a denúncia, a agitação e o protesto. Outra, espontânea,
sem uma linha política coerente e definida. E outra
ainda, talvez hegemônica, já assimilada pelo mercado,
que reproduz o modelo de comportamento, aspirações e
[80] ideais dominantes (consumismo, individualismo e
exaltação da vida privada), como a maioria das canções
ditas "de massa".

(COUTINHO, Eduardo Granja, ARAÚJO, Marianna. Rap: uma linguagem dos guetos. In: PAIVA, Raquel, TUZZO, Simone Antoniaci (Orgs.). Comunidade, mídia e cidade: possibilidades comunitárias na cidade hoje. Goiânia: FIC/UFG, 2014.)

Considerando o contexto em que foi empregada, a expressão “cultura de rua” (l. 55) pode ser definida como:

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Questão 59 1041133
Fácil 00:00

UFMS PSV 2019
  • Sociologia
  • Sugira
  • Cultura Trabalho e Estratificação Social
  • Desigualdades Sociais Diversidade Cultural / Antropologia Teorias de Estratificação Social
  • Questão Indígena, Racial e de Gênero
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia atentamente o texto a seguir.

 

”Vamos refletir: no Brasil, africanos, indígenas e seus descendentes passaram três séculos e meio tendo sua força de trabalho escravizada e, apesar de serem os geradores de riquezas (financeiras e culturais), representavam uma ameaça à estabilidade política e econômica dos grupos abastados. Isso sem falar na desqualificação de suas compreensões de mundo (culturas, religiões e expressões artísticas). Esses mesmos indígenas, africanos e seus descendentes foram tratados, pelas pseudociências do século XIX, como a origem do mal e do fraco desenvolvimento do Brasil. Em contrapartida, o eurocentrismo e o ideal de embranquecimento da população fizeram com que o governo desenvolvesse políticas de imigração que incentivaram a vinda de grupos europeus. Num primeiro momento, italianos, alemães, portugueses, poloneses etc. receberam tratamento completamente diferente daquele recebido pelas pessoas que vieram por força da escravidão. E também pelos que já estavam aqui e foram dizimados em nome da ‘civilização’”.

(RODRIGUES, Rosiane. “Nós” do Brasil: estudos das relações étnico-raciais. São Paulo: Moderna, 2012. p. 96-97).

 

Ao associar o texto desse enunciado com a data de 20 de novembro, dia nacionalmente rememorado como o Dia da Consciência Negra, é correto afirmar que:

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Questão 11 984862
Fácil 00:00

UERJ 2019/2
  • Sociologia
  • Sugira
  • Interdisciplinaridade Leitura e interpretação de textos Temática
  • Ciências Sociais - Antropologia Coesão (elem. coesivos) e Coerência Estratégias de leitura Gêneros textuais - Verbais/Descritivo
  • texto de divulgação científica
  • Exibir tags
Resolução comentada

O DNA do racismo

 

Proponho ao leitor um simples experimento. Dirija-se a um local bastante movimentado e observe
cuidadosamente as pessoas ao redor. Deverá logo saltar aos olhos que somos todos muito
parecidos e, ao mesmo tempo, muito diferentes.
Realmente, podemos ver grandes similaridades no plano corporal, na postura ereta, na pele fina
[5] e na falta relativa de pelos, características da espécie humana que nos distinguem dos outros
primatas. Por outro lado, serão evidentes as extraordinárias variações morfológicas entre as
diferentes pessoas: sexo, idade, altura, peso, massa muscular, cor e textura dos cabelos, cor
e formato dos olhos, cor da pele etc. A priori, não existe absolutamente nenhuma razão para
valorizar mais uma ou outra dessas características no exercício de investigação.
[10] Nem todos esses traços têm a mesma relevância. Há características que podem nos fornecer
informações sobre a origem geográfica ancestral das pessoas: uma pele negra pode nos levar a
inferir que a pessoa tem ancestrais africanos, olhos puxados evocam ancestralidade oriental
etc. E isso é tudo: não há absolutamente mais nada que possamos captar à flor da pele. Pense
bem. O que têm a pigmentação da pele, o formato e a cor dos olhos ou a textura do cabelo a ver
[15] com as qualidades humanas singulares que definam uma individualidade existencial?
Em nítido contraste com as conclusões do experimento de observação empírica acima, está
a rigidez da classificação da humanidade feita pelo naturalista sueco Carl Linnaeus, em 1767.
Ele apresentou, pela primeira vez na esfera científica, uma categorização da espécie humana,
distinguindo quatro raças principais e qualificando-as de acordo com o que ele considerava suas
[20] características principais:

• Homo sapiens europaeus: branco, sério, forte;
• Homo sapiens asiaticus: amarelo, melancólico, avaro;
• Homo sapiens afer: negro, impassível, preguiçoso;
• Homo sapiens americanus: vermelho, mal-humorado, violento.
[25] Observe o leitor que as raças de Linnaeus continham traços peculiares fixos,
ou seja, havia a expectativa de todos os europeus serem “brancos, sérios
e fortes”. Assim, teríamos de esperar que as pessoas negras ao redor de
nós tivessem tendências “impassíveis e preguiçosas”, e que as de olhos
puxados fossem predispostas a “melancolia e avareza”.

[30] Esse é um exemplo do absurdo da perspectiva essencialista ou tipológica de raças humanas.
Nesse paradigma, o indivíduo não pode simplesmente ter a pele mais ou menos pigmentada,
ou o cabelo mais ou menos crespo – ele tem de ser definido como “negro” ou “branco”, rótulo
determinante de sua identidade.
Esse tipo de associação fixa de características físicas e psicológicas, que incrivelmente ainda persiste
[35] na atualidade, não faz absolutamente nenhum sentido do ponto de vista genético e biológico! O
genoma humano tem cerca de 20 mil genes e sabemos que poucas dúzias deles controlam a
pigmentação da pele e a aparência física dos humanos. Está 100% estabelecido que esses genes
não têm nenhuma influência sobre qualquer traço comportamental ou intelectual.

SÉRGIO DANILO PENA
Adaptado de cienciahoje.org.br, 11/07/2008. 

O terceiro parágrafo contém uma conclusão acerca dos resultados do experimento descrito nos dois parágrafos anteriores.

Essa conclusão se baseia no seguinte posicionamento do autor:

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