Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 29 5647165
FAMERP 2021Observe a imagem de 1956, que mostra o presidente Juscelino Kubitschek em carro de fabricação nacional.

Entre outros significados, a foto representa
Questão 23 5521371
FACASPER 2021Na segunda metade do século XIX, a teoria da seleção natural das espécies, elaborada pelo cientista Charles Darwin, causou impacto em diversas áreas de atuação humana.
Nas relações políticas, econômicas e sociais, no final do século XIX e início do século XX, uma apropriação enviesada da teoria evolucionista teve como consequência:
Questão 40 5339850
UNIFOR Medicina 2021/1“Um dos maiores nomes da história da luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1964, Martin Luther King foi assassinado há exatamente 50 anos. Sua morte ainda é cercada por muitas dúvidas”. Trecho da Revista Veja, de 04 de abril de 2018.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/mundo/martin-luther-king-a-trajetoria-do-homem-que-mudou-os-eua-parasempre/. Acesso em: 19 nov 2020.
A partir das informações apresentadas, marque a opção abaixo que identifica o ativismo de Martin Luther King, nos EUA.
Questão 33 5313601
UFVJM 2021No trecho abaixo, Djamila Ribeiro descreve situações vividas em sua infância que foram marcantes na construção de sua personalidade e autoestima:
Na maior parte da minha infância e adolescência, não tinha consciência de mim. Não sabia por que sentia vergonha de levantar a mão quando a professora fazia uma pergunta já supondo que eu não saberia a resposta. Porque eu ficava isolada na hora do recreio. Porque os meninos diziam na minha cara que não queriam formar par com a “neguinha” na festa junina. Eu me sentia estranha e inadequada, e, na maioria das vezes, fazia as coisas no automático, me esforçando para não ser notada. [...] Aprendi a jogar xadrez aos seis anos [...] Aos oito, fiquei em terceiro lugar no torneio da cidade. Lembro que senti vergonha durante a premiação, com todas aquelas pessoas me olhando. Meu nome saiu no maior jornal da cidade, e meu pai o mostrava orgulhoso a todos que iam a nossa casa. Mas todo dia eu tinha que ouvir piadas envolvendo meu cabelo e a cor da minha pele. [...] A repórter Monique Evelle tem uma frase que me marcou muito: “Nunca fui tímida, fui silenciada”. Quando a ouvi pela primeira vez, entendi perfeitamente o que me aconteceu durante anos.
Fonte: RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Assinale a alternativa que apresente a prática discriminatória evidente na citação acima e que ainda existe de forma institucionalizada no Brasil:
Questão 30 5313475
UFVJM 2021No texto a seguir, Djamila Ribeiro faz referências à constituição de um importante movimento político cultural de busca pela transformação da vida de parcela da sociedade:
No Brasil, o [...] teve início no século XIX com o que chamamos de primeira onda. Nela, que tem como grande nome Nísia Floresta, as reivindicações eram voltadas a assuntos como o direito ao voto e à vida pública. Assim, em 1922 nasceu a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que tinha como objetivo lutar pelo sufrágio feminino e pelo direito ao trabalho sem necessidade de autorização do marido.
A segunda onda teve início nos anos 1970, num momento de crise da democracia. Além de lutar pela valorização do trabalho da mulher, pelo direito ao prazer e contra a violência sexual, essa segunda geração combateu a ditadura militar. O primeiro grupo de que se tem notícia foi formado em 1972, sobretudo por professoras universitárias. Em 1975, [...] surgiu o jornal Brasil Mulher, que circulou até 1980, editado primeiramente no Paraná e depois transferido para a capital paulista.
Desde a década de 1970, militantes negras estadunidenses como Beverly Fisher denunciavam a invisibilidade das mulheres negras dentro da pauta de reivindicação do movimento. No Brasil, o feminismo negro começou a ganhar força no fim da mesma década e no começo da seguinte, lutando para que as mulheres negras fossem sujeitos políticos.
Na terceira onda, que teve início da década de 1990 e foi alavancada por Judith Butler, começou-se a discutir os paradigmas estabelecidos nos períodos anteriores, colocando-se em discussão a micropolítica.
Fonte: RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
O movimento ao qual a autora se refere pode ser denominado, genericamente, de:
Questão 2 5312444
UFVJM 2021Texto
É possível saber a classe social da pessoa só de ouvi-la? (Parte 2)
Livia Oushiro
Em um estudo recente em São Paulo, investiguei quais significados se associam a duas pronúncias de R no final de sílaba – o retroflexo, chamado popularmente de “r caipira”, e o tepe, prototipicamente paulistano –, para além de estereótipos relacionados à origem geográfica dos falantes. Os ouvintes, novamente sem saber que estavam avaliando os mesmos falantes, atribuíram diferentes áreas de residência e status social a depender de qual pronúncia de R ouviram numa gravação: bairros mais periféricos e classe mais baixa quando ouviram o “r caipira”. Eles também atribuíram aos falantes características pessoais tanto positivas e negativas, como “sofisticado” e “metido” quando um falante foi ouvido com o “r paulistano”, e “simples” e “trabalhador” quando ouvido com o “r caipira”.
Por outro lado, os resultados também mostraram que os ouvintes avaliam os falantes diferentemente de acordo com suas próprias características sociais. Por exemplo, os moradores de bairros de periferia não diferenciam as pronúncias de R tão drasticamente quanto os moradores de áreas nobres, e os migrantes de outros estados consideram o “r caipira” tão paulistano quanto o tepe. As experiências sociais dos indivíduos sem dúvida estão na base de tais julgamentos.
Fonte: Disponível em: http://www.roseta.org.br/pt/2018/05/13/e-possivel-saber-a-classe-social-de-umapessoa-so-de-ouvi-la/. Acesso em 19 de abril de 2020. Adaptado.
Os resultados encontrados pela pesquisadora demonstram que os ouvintes:
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