Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 3 15553947
UFJF - PISM Módulo III dia 1 2021TEXTO
O "Tribunal da Internet" e os efeitos da cultura do cancelamento
ThaysBertoncini da Silva e Erica Marie Viterito Honda
De acordo com o dicionário australiano Macquarie, a "cultura do cancelamento" foi eleita o termo do ano de 2019, e não é para menos. Mesmo não tendo um marco exato de origem, a cultura do cancelamento aparentemente teve início a partir da mobilização de vítimas de assédio e abuso sexual (Movimento #MeToo), que ganhou maior visibilidade em 2017 por força das denúncias realizadas em Hollywood.
Desde então, mesmo o Movimento #MeToo traduzindo a coragem de se expor problemas há anos escondidos, a cultura do cancelamento vem seguindo um caminho que aparentemente diferencia-se da iniciativa de conscientização e debate de assuntos relevantes no âmbito digital e no âmbito real, como assédio, racismo, homofobia etc.
A cultura do cancelamento tem chamado a atenção, principalmente nas redes sociais, por tratar-se de uma onda que incentiva pessoas a deixarem de apoiar determinadas personalidades ou empresas, públicas ou não, do meio artístico ou não, em razão de erro ou conduta reprovável. Nos termos da definição da palavra "cancelar", a ideia do movimento é literalmente "eliminar" e "tornar sem efeito" o agente do erro ou conduta tidos como reprováveis.
Ao analisarmos o movimento sob o prisma das modalidades de regulação da Internet proposta por Lawrence Lessig, composta por direito, normas sociais, mercado e arquitetura1 , podemos considerar a cultura do cancelamento como uma sanção imposta pelos próprios usuários no âmbito da Internet, diante da violação de normas sociais existentes. Assim como as demais modalidades de regulação, as normas sociais são eficientes, uma vez que inibem o comportamento reprovável por parte da comunidade que assim o entende.
Exemplo que demonstra a eficiência das normas sociais é a campanha de boicote à publicidade (#StopHateforProfit), iniciada no último dia 17. A ideia foi aderida por diversas empresas que manifestaram interesse em suspender seus anúncios em uma das maiores redes sociais da Internet, de modo a protestar contra "discurso de ódio" e pressionar a empresa para adotar medidas satisfatórias e criar mecanismos eficientes de combate. Em contrapartida, outra gigante da tecnologia informou maiores medidas internas e externas para combater o racismo e aumentar a representatividade na empresa, reforçando as políticas já existentes contra o discurso do ódio.
Ocorre que, especificamente com relação à cultura do cancelamento, e ao contrário do Direito em que há um devido processo legal para justificar uma punição ou não, o "Tribunal da Internet" não costuma oportunizar sequer o exercício do contraditório. Na maioria das vezes, aliás, a cultura do cancelamento costuma ter efeitos imediatos, de modo que a onda de boicote tem início tão logo o erro ou conduta tidos como reprováveis são notados e expostos. Tal imediatismo, porém, traz à tona certa intolerância e muita polarização, demonstrando assim que a sanção antecede a defesa. Dessa forma, o ambiente virtual torna-se hostil, seletivo e, por vezes, injusto.
Nota-se que, a partir da constatação de erro ou conduta reprovável por um grupo de pessoas, cria-se um movimento na rede social de exposição para que não somente os usuários deixem de "seguir" a pessoa ou de comprar determinada marca, por exemplo, mas também para que parem de dar visibilidade ao trabalho de alguém ou determinada empresa. Por meio da onda de ataque aos perfis em redes sociais, os efeitos são sentidos em todos os aspectos: na vida pessoal de pessoas físicas que perdem trabalhos, contratos, patrocínios e até desenvolvem problemas psicoemocionais, bem como na atividade de empresas que deixam de realizar vendas, atender clientes etc.
Um dos exemplos recentes da cultura do cancelamento nas redes sociais ocorreu com uma digital influencer do mundo fitness que, durante a pandemia e o isolamento social, meses após ser diagnosticada e "se curar" do coronavírus, reuniu alguns amigos em sua casa, fazendo publicações da "festinha". A anfitriã foi imediatamente cancelada nas redes sociais, com a consequente perda de diversas parcerias e rescisão de contratos. E apesar do pedido de desculpas e reconhecimento do erro, o cancelamento se manteve, beirando o linchamento virtual e fazendo com que ela desativasse seu perfil em uma de suas redes sociais.
Nesse contexto, observa-se que o "Tribunal da Internet" não realiza seus julgamentos com igualdade ou proporcionalidade. Primeiro, porque deixa-se de discutir ideias e passa-se a discutir pessoas ou empresas. Segundo, porque poucos preferem ouvir, entender e formar uma opinião antes de atacar. Terceiro, porque outras pessoas ou empresas envolvidas em situações análogas, por exemplo, não sofrem sanções na mesma intensidade que as "canceladas". Quarto, porque, no mundo virtual, é muito tênue a linha entre a crítica construtiva e o ataque revestido de ofensas.
Apesar dos julgamentos, porém, a cultura do cancelamento também pode gerar um efeito contrário ao pretendido, já que a proporção da exposição faz com que a pessoa ganhe mais visibilidade nas redes sociais e, a depender de seus próximos passos, acabe transformando a visibilidade do ocorrido a seu favor, fazendo mais sucesso e ganhando mais engajamento. Numa breve analogia, comparar o Direito com o "Tribunal da Internet" seria como se, após a sentença do "cancelamento", o recurso do "cancelado" fosse provido para afastar a condenação.
O que se extrai de interessante dessa dicotomia na cultura do cancelamento é que não apenas comportamentos reprováveis são objeto da onda de boicote, mas também opiniões contrárias sobre determinados temas. E, em que pese a liberdade de expressão seja um direito fundamental, isso acontece porque muitos usuários, ao se depararem com divergências, ao invés de promoverem um debate saudável, dão lugar à cultura do cancelamento, boicotando pessoas físicas ou jurídicas.
Acontece que, além do mero "cancelamento", os ataques virtuais tornam-se massificados e, por muitas vezes, extrapolam os limites da livre manifestação de pensamento de modo a ensejar, de fato, um linchamento virtual que, mesmo revestido de boa intenção, pode provocar uma propagação de discurso de ódio e, ainda, incorrer em crimes como injúria ou difamação. Em situações como esta, o "cancelado", que não encontra formas de se justificar sobre o ocorrido em tempo de reparar sua imagem, acaba por adotar medidas judiciais em face daqueles que propagaram ofensas, divulgaram informações eventualmente falsas e coisas do tipo. (...)
A pergunta que fica diante de tantos julgamentos e sanções imediatamente impostas sem a possibilidade de defesa ou reflexão é: como seria se todos fôssemos "cancelados" por um erro ou conduta reprovável, já que estamos em constante evolução? (...)
Nas palavras do atual Ministro Alexandre de Moraes: "a liberdade de expressão constitui um dos fundamentos essenciais de uma sociedade democrática e compreende não somente as informações consideradas como inofensivas, indiferentes ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtornos, resistência, inquietar pessoas, pois a democracia somente existe a partir da consagração do pluralismo de ideia e pensamento, da tolerância de opiniões e do espírito aberto ao diálogo"2 . (...)
Com isso, o propósito de exposição de temas para que haja liberdade de comunicação social, garantindo-se a livre circulação de ideias e informações de forma pluralista, na realidade, tornou-se uma ferramenta de autocensura ao invés de promover o debate, como a contranarrativa. A cultura do cancelamento, na forma como praticada atualmente, afeta, ainda que de maneira indireta, o exercício dos direitos da livre manifestação de pensamento e da liberdade de expressão, obstando o debate de questões que, de forma saudável, traria benefícios para a sociedade e ainda promoveria o progresso intelectual e a evolução pessoal de cada um.
1 Leonardi, Marcel. Fundamentos de Direito Digital, São Paulo, 2019, Thomson Reuters, pág.. 47 e ss.- 2.5. As modalidades de regulação proposta por Lawrence Lessing.
2 MORAES, Alexandre de. Direitos Humanos Fundamentais; 9ª edição, São Paulo. Atlas S.A. 2011.
*ThaysBertoncini da Silva é advogada, sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e especialista em Direito Digital Aplicado e Direito das Plataformas Digitais pela FGV.
*Erica Marie Viterito Honda é advogada, sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e especialista em Direito Digital Aplicado pela FGV.
Texto adaptado, disponível em: https://migalhas.uol.com.br/depeso/331363/o--tribunal-da-internet--e-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento. Acesso em 27/11/2020.
Releia o seguinte trecho do texto:
"Mesmo não tendo um marco exato de origem, a cultura do cancelamento aparentemente teve início a partir da mobilização de vítimas de assédio e abuso sexual (Movimento #MeToo), que ganhou maior visibilidade em 2017 por força das denúncias realizadas em Hollywood."
Considerando o termo “aparentemente”, no contexto do trecho destacado acima, é correto afirmar que esse advérbio expressa o posicionamento das autoras do texto, indicando
Questão 1 15553566
UFJF - PISM Módulo III dia 1 2021TEXTO
O "Tribunal da Internet" e os efeitos da cultura do cancelamento
ThaysBertoncini da Silva e Erica Marie Viterito Honda
De acordo com o dicionário australiano Macquarie, a "cultura do cancelamento" foi eleita o termo do ano de 2019, e não é para menos. Mesmo não tendo um marco exato de origem, a cultura do cancelamento aparentemente teve início a partir da mobilização de vítimas de assédio e abuso sexual (Movimento #MeToo), que ganhou maior visibilidade em 2017 por força das denúncias realizadas em Hollywood.
Desde então, mesmo o Movimento #MeToo traduzindo a coragem de se expor problemas há anos escondidos, a cultura do cancelamento vem seguindo um caminho que aparentemente diferencia-se da iniciativa de conscientização e debate de assuntos relevantes no âmbito digital e no âmbito real, como assédio, racismo, homofobia etc.
A cultura do cancelamento tem chamado a atenção, principalmente nas redes sociais, por tratar-se de uma onda que incentiva pessoas a deixarem de apoiar determinadas personalidades ou empresas, públicas ou não, do meio artístico ou não, em razão de erro ou conduta reprovável. Nos termos da definição da palavra "cancelar", a ideia do movimento é literalmente "eliminar" e "tornar sem efeito" o agente do erro ou conduta tidos como reprováveis.
Ao analisarmos o movimento sob o prisma das modalidades de regulação da Internet proposta por Lawrence Lessig, composta por direito, normas sociais, mercado e arquitetura1 , podemos considerar a cultura do cancelamento como uma sanção imposta pelos próprios usuários no âmbito da Internet, diante da violação de normas sociais existentes. Assim como as demais modalidades de regulação, as normas sociais são eficientes, uma vez que inibem o comportamento reprovável por parte da comunidade que assim o entende.
Exemplo que demonstra a eficiência das normas sociais é a campanha de boicote à publicidade (#StopHateforProfit), iniciada no último dia 17. A ideia foi aderida por diversas empresas que manifestaram interesse em suspender seus anúncios em uma das maiores redes sociais da Internet, de modo a protestar contra "discurso de ódio" e pressionar a empresa para adotar medidas satisfatórias e criar mecanismos eficientes de combate. Em contrapartida, outra gigante da tecnologia informou maiores medidas internas e externas para combater o racismo e aumentar a representatividade na empresa, reforçando as políticas já existentes contra o discurso do ódio.
Ocorre que, especificamente com relação à cultura do cancelamento, e ao contrário do Direito em que há um devido processo legal para justificar uma punição ou não, o "Tribunal da Internet" não costuma oportunizar sequer o exercício do contraditório. Na maioria das vezes, aliás, a cultura do cancelamento costuma ter efeitos imediatos, de modo que a onda de boicote tem início tão logo o erro ou conduta tidos como reprováveis são notados e expostos. Tal imediatismo, porém, traz à tona certa intolerância e muita polarização, demonstrando assim que a sanção antecede a defesa. Dessa forma, o ambiente virtual torna-se hostil, seletivo e, por vezes, injusto.
Nota-se que, a partir da constatação de erro ou conduta reprovável por um grupo de pessoas, cria-se um movimento na rede social de exposição para que não somente os usuários deixem de "seguir" a pessoa ou de comprar determinada marca, por exemplo, mas também para que parem de dar visibilidade ao trabalho de alguém ou determinada empresa. Por meio da onda de ataque aos perfis em redes sociais, os efeitos são sentidos em todos os aspectos: na vida pessoal de pessoas físicas que perdem trabalhos, contratos, patrocínios e até desenvolvem problemas psicoemocionais, bem como na atividade de empresas que deixam de realizar vendas, atender clientes etc.
Um dos exemplos recentes da cultura do cancelamento nas redes sociais ocorreu com uma digital influencer do mundo fitness que, durante a pandemia e o isolamento social, meses após ser diagnosticada e "se curar" do coronavírus, reuniu alguns amigos em sua casa, fazendo publicações da "festinha". A anfitriã foi imediatamente cancelada nas redes sociais, com a consequente perda de diversas parcerias e rescisão de contratos. E apesar do pedido de desculpas e reconhecimento do erro, o cancelamento se manteve, beirando o linchamento virtual e fazendo com que ela desativasse seu perfil em uma de suas redes sociais.
Nesse contexto, observa-se que o "Tribunal da Internet" não realiza seus julgamentos com igualdade ou proporcionalidade. Primeiro, porque deixa-se de discutir ideias e passa-se a discutir pessoas ou empresas. Segundo, porque poucos preferem ouvir, entender e formar uma opinião antes de atacar. Terceiro, porque outras pessoas ou empresas envolvidas em situações análogas, por exemplo, não sofrem sanções na mesma intensidade que as "canceladas". Quarto, porque, no mundo virtual, é muito tênue a linha entre a crítica construtiva e o ataque revestido de ofensas.
Apesar dos julgamentos, porém, a cultura do cancelamento também pode gerar um efeito contrário ao pretendido, já que a proporção da exposição faz com que a pessoa ganhe mais visibilidade nas redes sociais e, a depender de seus próximos passos, acabe transformando a visibilidade do ocorrido a seu favor, fazendo mais sucesso e ganhando mais engajamento. Numa breve analogia, comparar o Direito com o "Tribunal da Internet" seria como se, após a sentença do "cancelamento", o recurso do "cancelado" fosse provido para afastar a condenação.
O que se extrai de interessante dessa dicotomia na cultura do cancelamento é que não apenas comportamentos reprováveis são objeto da onda de boicote, mas também opiniões contrárias sobre determinados temas. E, em que pese a liberdade de expressão seja um direito fundamental, isso acontece porque muitos usuários, ao se depararem com divergências, ao invés de promoverem um debate saudável, dão lugar à cultura do cancelamento, boicotando pessoas físicas ou jurídicas.
Acontece que, além do mero "cancelamento", os ataques virtuais tornam-se massificados e, por muitas vezes, extrapolam os limites da livre manifestação de pensamento de modo a ensejar, de fato, um linchamento virtual que, mesmo revestido de boa intenção, pode provocar uma propagação de discurso de ódio e, ainda, incorrer em crimes como injúria ou difamação. Em situações como esta, o "cancelado", que não encontra formas de se justificar sobre o ocorrido em tempo de reparar sua imagem, acaba por adotar medidas judiciais em face daqueles que propagaram ofensas, divulgaram informações eventualmente falsas e coisas do tipo. (...)
A pergunta que fica diante de tantos julgamentos e sanções imediatamente impostas sem a possibilidade de defesa ou reflexão é: como seria se todos fôssemos "cancelados" por um erro ou conduta reprovável, já que estamos em constante evolução? (...)
Nas palavras do atual Ministro Alexandre de Moraes: "a liberdade de expressão constitui um dos fundamentos essenciais de uma sociedade democrática e compreende não somente as informações consideradas como inofensivas, indiferentes ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtornos, resistência, inquietar pessoas, pois a democracia somente existe a partir da consagração do pluralismo de ideia e pensamento, da tolerância de opiniões e do espírito aberto ao diálogo"2 . (...)
Com isso, o propósito de exposição de temas para que haja liberdade de comunicação social, garantindo-se a livre circulação de ideias e informações de forma pluralista, na realidade, tornou-se uma ferramenta de autocensura ao invés de promover o debate, como a contranarrativa. A cultura do cancelamento, na forma como praticada atualmente, afeta, ainda que de maneira indireta, o exercício dos direitos da livre manifestação de pensamento e da liberdade de expressão, obstando o debate de questões que, de forma saudável, traria benefícios para a sociedade e ainda promoveria o progresso intelectual e a evolução pessoal de cada um.
1 Leonardi, Marcel. Fundamentos de Direito Digital, São Paulo, 2019, Thomson Reuters, pág.. 47 e ss.- 2.5. As modalidades de regulação proposta por Lawrence Lessing.
2 MORAES, Alexandre de. Direitos Humanos Fundamentais; 9ª edição, São Paulo. Atlas S.A. 2011.
*ThaysBertoncini da Silva é advogada, sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e especialista em Direito Digital Aplicado e Direito das Plataformas Digitais pela FGV.
*Erica Marie Viterito Honda é advogada, sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e especialista em Direito Digital Aplicado pela FGV.
Texto adaptado, disponível em: https://migalhas.uol.com.br/depeso/331363/o--tribunal-da-internet--e-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento. Acesso em 27/11/2020.
Uma das estratégias argumentativas mais utilizadas é a citação de autoridade. É o que as autoras fazem no trecho:
Questão 2 15528945
UFJF - PISM Módulo I dia 1 2021TEXTO
Como se Tornar um Ativista
Coescrito por Equipe wikiHow
Os ativistas são pessoas que acreditam que o mundo precisa mudar e, assim, dedicam tempo a ações que facilitem tais transformações. Como se pode ver em ativistas jovens, as barreiras estruturais, sociais ou econômicas da sociedade não podem impedir ninguém de ir atrás daquilo em que acredita e de promover coisas positivas. Se tem interesse por algo assim, comece a estudar o problema, busque maneiras de se envolver (pessoal e virtualmente) e, se possível, desenvolva uma carreira nessa área. Leia as dicas deste artigo para saber mais!
Método 1 - Buscando e alimentando a vontade de promover mudanças
1. Identifique e especifique as causas que despertam o seu interesse. Quando olha para o mundo à sua volta, o que parece interessante? O que traz esperança? E raiva? O que faz você ter medo do futuro? Pense em coisas boas (como lutar pela distribuição de merendas mais saudáveis nas escolas) ou ruins (como lutar contra o bullying entre adolescentes).
2. Trace metas ambiciosas, mas realistas. Ao longo da história, ativistas individuais conseguiram derrubar impérios, libertar os oprimidos e abrir as mentes das pessoas para ideias novas. Hoje, até os adolescentes conseguem melhorar os lugares onde moram ou conscientizar as pessoas em relação aos movimentos de igualdade social por meio do ativismo. Se você quiser conquistar uma meta, seja específico quanto ao que espera e como pretende chegar lá.
3. Comece a participar (ou crie) uma organização que defenda a causa. Se lutar pelas mesmas causas sociais que outros ativistas, você pode começar a participar das organizações que já existem nessa área. Tudo é válido: desde um grupo pequeno de estudantes a uma instituição mais nacional, como uma ONG.
4. Faça ações voluntárias. Uma das melhores formas de fazer a diferença é dedicar tempo a uma causa social. Entre em contato com organizações locais que façam um trabalho interessante e mostre que está disposto a colaborar.
5. Envolva parentes e amigos. Fale sobre a causa social e convide-os a participar. Se eles se interessarem, instrua-os sobre todas as atividades de ativismo nas quais você está se envolvendo e conte as suas experiências. Se alguém quiser participar, dê todo o apoio.
6. Seja uma pessoa exemplar. Uma das formas de ativismo mais simples e importante é colocar em prática aquilo em que você acredita — ou seja, fazer um "ativismo consciente". Incorpore a causa ao seu dia a dia: viva e aja de formas que contribuam diretamente com o problema em questão (reduzir a emissão de gases poluentes, usar produtos sustentáveis etc.).
Método 2 - Fazendo ativismo na internet
1. Divulgue a causa nas redes sociais. Você pode usar a rede para compartilhar as causas que defende com amigos e seguidores. Poste artigos informativos, escreva sobre o que está fazendo e convide as pessoas para eventos ou incentive-as a doar dinheiro e outros recursos. O Facebook, o Twitter e o Instagram são ótimos lugares para começar.
2. Explique e comprove os dados da causa de acordo com a sua perspectiva. Seja qual for — desde a proliferação da identidade de gênero às questões relacionadas ao respeito, por exemplo —, você vai se deparar com muitas pessoas que têm opiniões diferentes na internet. Algumas delas nunca vão mudar de ideia, mesmo que você mostre que elas estão enganadas, enquanto outras vão ouvir a voz da razão.
3. Divulgue e compartilhe petições na internet. Graças à internet, criar abaixo-assinados já não envolve trabalho físico. Existem inúmeros sites e plataformas de redes sociais que disponibilizam esse recurso, como o change.org.
Método 3 - Sendo um ativista bem informado
1. Leia bastante sobre a causa. Antes de se envolver com o problema, informe-se bem. Vá à biblioteca pública ou da escola ou faculdade e pegue livros que estejam relacionados à causa. Faça uma pesquisa na internet para encontrar páginas de organizações de ativistas. Assista aos noticiários ou leia jornais, revistas ou outros meios para descobrir mais sobre a causa.
2. Participe de cursos sobre a causa que você representa. Se você está na escola ou faculdade, pode se matricular em disciplinas que ajudem a melhorar a sua compreensão da questão. Por exemplo: se quiser lutar por uma causa ambientalista, vá a aulas de biologia dedicadas ao assunto.
3. Ouça as pessoas que mais são afetadas pelo problema. Se você se interessar por uma causa que afeta outras pessoas, uma das melhores formas de ajudar é dar voz a elas. Caso não consiga fazer isso pessoalmente, use as redes sociais para entrar em contato ou leia livros e matérias na internet sobre tais indivíduos.
4. Converse com outros ativistas. Se conhece outras pessoas locais que lutam pela mesma causa, entre em contato com elas para descobrir o que já está acontecendo na área e como você pode ajudar mais.
Método 4 - Seguindo carreira no ativismo
1. Faça um curso de graduação que tenha a ver com ativismo. Se você já está na faculdade ou ainda vai começar, pense em se dedicar a uma área que esteja ligada à causa social. Por exemplo: estude no campo da liderança organizacional ou faça algo mais específico ao problema, como na ciência ambientalista ou nos estudos sociais das mulheres.
2. Tente fazer estágios na área. Se é novato no mercado de trabalho, o melhor lugar para começar a carreira de ativista é no estágio. Durante ou depois da faculdade, tente encontrar oportunidades que tenham a ver com os seus interesses — nas organizações que mais lhe chamam a atenção. Converse com os responsáveis dessas instituições para descobrir mais. Fazer um ou mais estágios pode dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso.
3. Busque empregos na área. Se já está preparado para começar a trabalhar, tente encontrar vagas relevantes no mercado de trabalho. Veja se as instituições de caridade e afins nas quais se inspira têm alguma oportunidade legal. Por exemplo: se você é bom na redação e edição de textos, tente encontrar uma vaga de redator para um site de ativismo; se é bom para planejar e coordenar eventos, tente trabalhar como coordenador voluntário etc.
Dicas
• Seja criativo! Nem toda causa de ativismo precisa envolver grandes eventos. Você pode fazer a diferença mesmo se trabalhar dentro de casa. Os blogueiros podem ser ativistas por meio da internet; os professores podem incentivar os alunos a lutar pela causa; os artistas podem distribuir obras relacionadas ao tema pela cidade; os nerds da computação podem trabalhar com a parte da programação etc.
• Quando trabalhar com outras pessoas, pense primeiro nas necessidades coletivas. Disponha-se a dar o braço a torcer se isso for trazer benefícios a todos.
https://pt.wikihow.com/se-Tornar-um-Ativista
O propósito comunicativo principal do texto é:
Questão 1 15528849
UFJF - PISM Módulo I dia 1 2021TEXTO
Como se Tornar um Ativista
Coescrito por Equipe wikiHow
Os ativistas são pessoas que acreditam que o mundo precisa mudar e, assim, dedicam tempo a ações que facilitem tais transformações. Como se pode ver em ativistas jovens, as barreiras estruturais, sociais ou econômicas da sociedade não podem impedir ninguém de ir atrás daquilo em que acredita e de promover coisas positivas. Se tem interesse por algo assim, comece a estudar o problema, busque maneiras de se envolver (pessoal e virtualmente) e, se possível, desenvolva uma carreira nessa área. Leia as dicas deste artigo para saber mais!
Método 1 - Buscando e alimentando a vontade de promover mudanças
1. Identifique e especifique as causas que despertam o seu interesse. Quando olha para o mundo à sua volta, o que parece interessante? O que traz esperança? E raiva? O que faz você ter medo do futuro? Pense em coisas boas (como lutar pela distribuição de merendas mais saudáveis nas escolas) ou ruins (como lutar contra o bullying entre adolescentes).
2. Trace metas ambiciosas, mas realistas. Ao longo da história, ativistas individuais conseguiram derrubar impérios, libertar os oprimidos e abrir as mentes das pessoas para ideias novas. Hoje, até os adolescentes conseguem melhorar os lugares onde moram ou conscientizar as pessoas em relação aos movimentos de igualdade social por meio do ativismo. Se você quiser conquistar uma meta, seja específico quanto ao que espera e como pretende chegar lá.
3. Comece a participar (ou crie) uma organização que defenda a causa. Se lutar pelas mesmas causas sociais que outros ativistas, você pode começar a participar das organizações que já existem nessa área. Tudo é válido: desde um grupo pequeno de estudantes a uma instituição mais nacional, como uma ONG.
4. Faça ações voluntárias. Uma das melhores formas de fazer a diferença é dedicar tempo a uma causa social. Entre em contato com organizações locais que façam um trabalho interessante e mostre que está disposto a colaborar.
5. Envolva parentes e amigos. Fale sobre a causa social e convide-os a participar. Se eles se interessarem, instrua-os sobre todas as atividades de ativismo nas quais você está se envolvendo e conte as suas experiências. Se alguém quiser participar, dê todo o apoio.
6. Seja uma pessoa exemplar. Uma das formas de ativismo mais simples e importante é colocar em prática aquilo em que você acredita — ou seja, fazer um "ativismo consciente". Incorpore a causa ao seu dia a dia: viva e aja de formas que contribuam diretamente com o problema em questão (reduzir a emissão de gases poluentes, usar produtos sustentáveis etc.).
Método 2 - Fazendo ativismo na internet
1. Divulgue a causa nas redes sociais. Você pode usar a rede para compartilhar as causas que defende com amigos e seguidores. Poste artigos informativos, escreva sobre o que está fazendo e convide as pessoas para eventos ou incentive-as a doar dinheiro e outros recursos. O Facebook, o Twitter e o Instagram são ótimos lugares para começar.
2. Explique e comprove os dados da causa de acordo com a sua perspectiva. Seja qual for — desde a proliferação da identidade de gênero às questões relacionadas ao respeito, por exemplo —, você vai se deparar com muitas pessoas que têm opiniões diferentes na internet. Algumas delas nunca vão mudar de ideia, mesmo que você mostre que elas estão enganadas, enquanto outras vão ouvir a voz da razão.
3. Divulgue e compartilhe petições na internet. Graças à internet, criar abaixo-assinados já não envolve trabalho físico. Existem inúmeros sites e plataformas de redes sociais que disponibilizam esse recurso, como o change.org.
Método 3 - Sendo um ativista bem informado
1. Leia bastante sobre a causa. Antes de se envolver com o problema, informe-se bem. Vá à biblioteca pública ou da escola ou faculdade e pegue livros que estejam relacionados à causa. Faça uma pesquisa na internet para encontrar páginas de organizações de ativistas. Assista aos noticiários ou leia jornais, revistas ou outros meios para descobrir mais sobre a causa.
2. Participe de cursos sobre a causa que você representa. Se você está na escola ou faculdade, pode se matricular em disciplinas que ajudem a melhorar a sua compreensão da questão. Por exemplo: se quiser lutar por uma causa ambientalista, vá a aulas de biologia dedicadas ao assunto.
3. Ouça as pessoas que mais são afetadas pelo problema. Se você se interessar por uma causa que afeta outras pessoas, uma das melhores formas de ajudar é dar voz a elas. Caso não consiga fazer isso pessoalmente, use as redes sociais para entrar em contato ou leia livros e matérias na internet sobre tais indivíduos.
4. Converse com outros ativistas. Se conhece outras pessoas locais que lutam pela mesma causa, entre em contato com elas para descobrir o que já está acontecendo na área e como você pode ajudar mais.
Método 4 - Seguindo carreira no ativismo
1. Faça um curso de graduação que tenha a ver com ativismo. Se você já está na faculdade ou ainda vai começar, pense em se dedicar a uma área que esteja ligada à causa social. Por exemplo: estude no campo da liderança organizacional ou faça algo mais específico ao problema, como na ciência ambientalista ou nos estudos sociais das mulheres.
2. Tente fazer estágios na área. Se é novato no mercado de trabalho, o melhor lugar para começar a carreira de ativista é no estágio. Durante ou depois da faculdade, tente encontrar oportunidades que tenham a ver com os seus interesses — nas organizações que mais lhe chamam a atenção. Converse com os responsáveis dessas instituições para descobrir mais. Fazer um ou mais estágios pode dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso.
3. Busque empregos na área. Se já está preparado para começar a trabalhar, tente encontrar vagas relevantes no mercado de trabalho. Veja se as instituições de caridade e afins nas quais se inspira têm alguma oportunidade legal. Por exemplo: se você é bom na redação e edição de textos, tente encontrar uma vaga de redator para um site de ativismo; se é bom para planejar e coordenar eventos, tente trabalhar como coordenador voluntário etc.
Dicas
• Seja criativo! Nem toda causa de ativismo precisa envolver grandes eventos. Você pode fazer a diferença mesmo se trabalhar dentro de casa. Os blogueiros podem ser ativistas por meio da internet; os professores podem incentivar os alunos a lutar pela causa; os artistas podem distribuir obras relacionadas ao tema pela cidade; os nerds da computação podem trabalhar com a parte da programação etc.
• Quando trabalhar com outras pessoas, pense primeiro nas necessidades coletivas. Disponha-se a dar o braço a torcer se isso for trazer benefícios a todos.
https://pt.wikihow.com/se-Tornar-um-Ativista
A partir de uma leitura atenta do texto, depreende-se que o adjetivo que resume o principal traço de personalidade de um ativista é:
Questão 60 15425453
UENP 2021Uma das questões analisadas pelo sociólogo Émile Durkheim é a mudança social. Ele demonstrou que, ao longo da história social dos povos, ocorreu uma evolução que levou as sociedades a passarem de uma solidariedade mecânica para uma solidariedade orgânica, por causa da crescente divisão do trabalho.
Assinale a alternativa que melhor corresponde à definição de solidariedade orgânica de E. Durkheim:
Questão 59 15425448
UENP 2021Émile Durkheim desenvolveu o conceito de socialização, considerado fundamental em sua teoria da sociedade.
Assinale a alternativa que melhor define a concepção de socialização do autor:
06
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