Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 18 16422629
UFPel PAVE - Etapa 3 2021Pessoas que passam as noites dormindo nas ruas, sob marquises, em praças, embaixo de viadutos e pontes são consideradas pessoas em situação de rua. Além desses espaços, também são utilizados locais degradados, como prédios e casas abandonados e carcaças de veículos, que têm pouca ou nenhuma higiene.
Os ‘moradores de rua’ são um grupo heterogêneo, isto é, pessoas que vêm de diferentes vivências e que estão nessa situação pelas mais variadas razões.
Referência: https://www.politize.com.br/pessoasemsituacaoderua/. Acesso em: 25/02/2022.
Passados quase dois anos do início da pandemia da covid19, três instituições que trabalham com pessoas em situação de rua em Porto Alegre estimam que houve um aumento de 19% a 38% no número de pessoas nessa condição na cidade. [...]
[...] No início de 2021, a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) também havia identificado o aumento de 38% da população em situação de rua na cidade. Segundo o órgão, que se baseia nas abordagens e nos atendimentos dos Consultórios na Rua localizados no Centro e Zona Norte, em março de 2020 haveria 2.700 pessoas ocupando as ruas e, no início deste ano, 3.850. Outro dado também aponta um cenário de incremento. Uma pesquisa amostral realizada pelo centro social da rua Banho Solidário, em dezembro de 2020, mostrou que, das 800 pessoas em situação de rua atendidas, 19,2% passaram a estar nessa condição depois da pandemia.
Referência: https://sul21.com.br/noticias/geral/2021/12/ poderpubliconaosabequantaspessoasvivememsituacaoderuaemportoalegre/. Acesso em: 25/02/2022.
Sobre os motivos que levam as pessoas a entrarem em situação de rua, é correto afirmar que
Questão 17 16411494
UFPel PAVE - Etapa 2 2021A OMS lançou em abril, com o apoio de mais de quarenta países e parceiros, a iniciativa ACT Accelerator (Access to Covid19 Tools Accelerator), que reúne governos, cientistas, sociedade civil, fundações filantrópicas, empresas e organizações de saúde global com o objetivo de acelerar o fim da pandemia mediante o apoio no desenvolvimento e distribuição equitativa de medicamentos, vacinas e outras ferramentas essenciais para o combate à Covid19. AACT Accelerator foi organizada com base em quatro eixos principais: diagnóstico, tratamento, vacinas e fortalecimento dos sistemas de saúde. O eixo de vacinas da ACTA foi denominado Covax que é coordenado pelo Cepi, Gavi e OMS, e tem como missão acelerar a busca por uma vacina eficaz para todos os países, apoiar na construção de capacidade de produção e comprar suprimentos com antecedência para garantir que 2 bilhões de doses possam ser distribuídas equitativamente até o final de 2021.
Desde a experiência de pandemias e epidemias anteriores, a discussão sobre bens públicos ou bens comuns tem estado presente. Como reflexo do surto de ebola em 2014, o Banco Mundial propôs que a preparação para pandemias fosse considerada como um “bem público global”, insistindo ainda num fundo para enfrentar o risco de pandemias. Pouco tempo depois, a OMS tentou estruturar um financiamento coletivo para “bens comuns de saúde”, porém só em 2020 foi possível incluir o termo em uma resolução da OMS.
Referência: Adaptado de https://cee.fiocruz.br/? q=Covid19osdesafiosdoacessoatecnologiasnomundoglobalizado. Acesso em: 01/03/2022.
Partindo da leitura e da compreensão do texto, identifique a alternativa que relaciona os conceitos de forma correta.
Questão 15 16411376
UFPel PAVE - Etapa 2 2021
Foto de Sérgio Carvalho. Fonte: BBC NEWS Brasil. Publicado em 01/08/2019.
“Teve um dia que chamei ele para o trabalho, e ele disse que não ia. Falei que os fiscais não aceitavam ficar no barraco. Ele disse que ia embora, que ia passar na porta da sede. Eu disse para não fazer isso, que podiam matar ele. Ele foi mesmo assim, e não voltou. Não sabia se tinha morrido ou ido embora. Não deu muitos dias e a (Polícia) Federal apareceu e soltou nós. Foi aí que soube que ele tinha conseguido escapar depois de apanhar bastante.
Voltei para casa traumatizado, pensava que tinha gente rondando a minha casa para me matar. Quando não aguentava o medo, passava uns quinze dias entocado na casa da minha mãe, a 35 quilômetros daqui. Depois, voltava. Foram dois anos assim."
Relato de trabalhador resgatado em situação análoga à escravidão, no Espírito Santos, Brasil.
Referência: https://reporterbrasil.org.br/brasilverde/ depoimento_francisco_diogo.html. Acesso em: 24/02/2022.
Com relação ao estado do Rio Grande do Sul, analise o gráfico a seguir com dados de pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão entre os anos de 2005 e março de 2021.

Fonte: GauchaZH. 18/03/2021. Publicado em: 18/03/2021.
Sobre o trabalho análogo ao escravo, leia as afirmações que seguem:
I. Submeter pessoas ao trabalho forçado ou à jornada de trabalho exaustiva ajuda a configurar a situação de trabalho escravo.
II. Registrar a carteira de trabalho e descontar do pagamento o imposto do INSS ajuda a configurar a situação de trabalho escravo.
III. Sujeitar a pessoa que trabalha em situação de condições degradantes durante a relação de trabalho ajuda a configurar a situação de trabalho escravo.
IV. Restringir, por qualquer meio, a locomoção da pessoa em razão de dívida contraída durante a relação de trabalho ajuda a configurar a situação de trabalho escravo.
V. Cobrar o cumprimento das atividades solicitadas no trabalho, bem como descontar do pagamento os dias de ausência sem justificativa durante a relação de trabalho ajuda a configurar a situação de trabalho escravo.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas.
Questão 4 16074060
IDOMED Medicina 2021/1Brincando com fogo
(1º§) No dia 18 de fevereiro, a Itália tinha três casos de coronavírus e nenhuma morte. Vida normal. Três semanas depois, a Itália tem mais de 10 mil casos com 631 mortes. O sistema de saúde das áreas mais afetadas está em colapso: pacientes são atendidos nos corredores de hospitais, praticamente não há mais leitos de UTI para internar pacientes mais graves e muitos deles, entubados, são tratados em salas de operação convertidas em UTIs. Para tentar retardar o alastramento da doença, a Itália colocou 60 milhões em isolamento e o país vive situação de caos. Da normalidade ao caos em 21 dias.
(2º§) Também é fato que o Estado de São Paulo, com 44 milhões de habitantes, tinha, em 09 de março, 19 casos de coronavírus e 302 suspeitas. Isso demonstra que São Paulo ou outra cidade brasileira podem se encontrar em situação semelhante em três semanas. Veja bem: isso não quer dizer que teremos uma epidemia em três semanas, mas demonstra, sem sombra de dúvida, que essa é uma possibilidade real. Difícil de aceitar, mas absolutamente real.
(3º§) Diante dessa possibilidade, há duas posturas possíveis. A primeira é esperar e ver se essa possibilidade se torna real. Nessa postura, à medida que o cenário piorar reagiremos da melhor forma possível. É a típica reação de governos brasileiros: nomeio uma comissão para não dizer que não estou preocupado, divulgo algumas estatísticas, uma vez ao dia, testo algumas pessoas. Mas investimentos e medidas concretas deixo para depois, ou porque sou relapso ou porque tudo é muito difícil por aqui. Afinal, em três semanas talvez nada aconteça, Deus é brasileiro. A outra possibilidade é implementar de antemão um sistema capaz de lidar com um número grande de casos de modo a minimizar a possibilidade de colapso do sistema de saúde quando a epidemia chegar. É o que Inglaterra, França e Alemanha estão fazendo há mais de um mês. Mas o prazo é curto, são semanas para agir, não meses ou anos.
(4º§) A primeira providência é proteger os médicos e todo o corpo técnico dos postos de saúde e hospitais. Para isso, é preciso considerar todo caso de gripe viral como potencial caso de coronavírus e não somente viajantes que vieram do exterior. Isso quer dizer máscaras, luvas e todo o resto. Na Inglaterra, se você acha que pode ter coronavírus, não deve ir a um centro de saúde, você liga e alguém te testa em casa. Isso porque, tanto na China como em outros países, os primeiros casos que chegaram sem serem identificados acabaram infectando médicos e enfermeiros, o que, de saída, debilita o sistema de saúde.
(5º§) Dos casos de coronavírus, aproximadamente 80% podem ser tratados em casa e a pessoa se recupera em uma ou duas semanas. Essas pessoas precisam ser identificadas, isoladas e seus contatos precisam ser testados. De novo a necessidade de um sistema de testes robusto. Os outros 20% precisam de tratamento hospitalar. O principal problema são os 6% de casos que precisam ser tratados com oxigênio e grande parte deles precisa ser entubada. Essas pessoas precisam de leitos de UTI e respiradores. Dois terços dessas pessoas (4%) se recuperam e as estatísticas mostram que 2% morrem.
(6º§) Os países criaram protocolos para cuidar de pacientes, sistemas para monitorar pessoas em quarentena, credenciamentos de médicos e enfermeiras aposentados, e um sistema sofisticado de informação ao público. Depois de tudo isso, países como Inglaterra e Alemanha avaliam que estão parcialmente preparados para enfrentar o número de casos que seus epidemiologistas acreditam que virão a ocorrer.
(7º§) Que eu saiba, no Brasil, nem sequer decidimos possíveis cenários que podemos enfrentar. Serão 10 mil casos, 100 mil ou 1 milhão em 2020? Estamos esperando para ver. Estamos brincando com fogo e provavelmente vamos nos queimar.
Fernando Reinach Adaptado de O Estado de S. Paulo. Disponível em https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brincando-comfogo. Acesso em: 10 de mar 2020.
Os dois primeiros parágrafos apresentam a discussão a ser desenvolvida no texto.
A relação de coerência estabelecida entre esses dois parágrafos pode ser resumida do seguinte modo:
Questão 2 16074017
IDOMED Medicina 2021/1Brincando com fogo
(1º§) No dia 18 de fevereiro, a Itália tinha três casos de coronavírus e nenhuma morte. Vida normal. Três semanas depois, a Itália tem mais de 10 mil casos com 631 mortes. O sistema de saúde das áreas mais afetadas está em colapso: pacientes são atendidos nos corredores de hospitais, praticamente não há mais leitos de UTI para internar pacientes mais graves e muitos deles, entubados, são tratados em salas de operação convertidas em UTIs. Para tentar retardar o alastramento da doença, a Itália colocou 60 milhões em isolamento e o país vive situação de caos. Da normalidade ao caos em 21 dias.
(2º§) Também é fato que o Estado de São Paulo, com 44 milhões de habitantes, tinha, em 09 de março, 19 casos de coronavírus e 302 suspeitas. Isso demonstra que São Paulo ou outra cidade brasileira podem se encontrar em situação semelhante em três semanas. Veja bem: isso não quer dizer que teremos uma epidemia em três semanas, mas demonstra, sem sombra de dúvida, que essa é uma possibilidade real. Difícil de aceitar, mas absolutamente real.
(3º§) Diante dessa possibilidade, há duas posturas possíveis. A primeira é esperar e ver se essa possibilidade se torna real. Nessa postura, à medida que o cenário piorar reagiremos da melhor forma possível. É a típica reação de governos brasileiros: nomeio uma comissão para não dizer que não estou preocupado, divulgo algumas estatísticas, uma vez ao dia, testo algumas pessoas. Mas investimentos e medidas concretas deixo para depois, ou porque sou relapso ou porque tudo é muito difícil por aqui. Afinal, em três semanas talvez nada aconteça, Deus é brasileiro. A outra possibilidade é implementar de antemão um sistema capaz de lidar com um número grande de casos de modo a minimizar a possibilidade de colapso do sistema de saúde quando a epidemia chegar. É o que Inglaterra, França e Alemanha estão fazendo há mais de um mês. Mas o prazo é curto, são semanas para agir, não meses ou anos.
(4º§) A primeira providência é proteger os médicos e todo o corpo técnico dos postos de saúde e hospitais. Para isso, é preciso considerar todo caso de gripe viral como potencial caso de coronavírus e não somente viajantes que vieram do exterior. Isso quer dizer máscaras, luvas e todo o resto. Na Inglaterra, se você acha que pode ter coronavírus, não deve ir a um centro de saúde, você liga e alguém te testa em casa. Isso porque, tanto na China como em outros países, os primeiros casos que chegaram sem serem identificados acabaram infectando médicos e enfermeiros, o que, de saída, debilita o sistema de saúde.
(5º§) Dos casos de coronavírus, aproximadamente 80% podem ser tratados em casa e a pessoa se recupera em uma ou duas semanas. Essas pessoas precisam ser identificadas, isoladas e seus contatos precisam ser testados. De novo a necessidade de um sistema de testes robusto. Os outros 20% precisam de tratamento hospitalar. O principal problema são os 6% de casos que precisam ser tratados com oxigênio e grande parte deles precisa ser entubada. Essas pessoas precisam de leitos de UTI e respiradores. Dois terços dessas pessoas (4%) se recuperam e as estatísticas mostram que 2% morrem.
(6º§) Os países criaram protocolos para cuidar de pacientes, sistemas para monitorar pessoas em quarentena, credenciamentos de médicos e enfermeiras aposentados, e um sistema sofisticado de informação ao público. Depois de tudo isso, países como Inglaterra e Alemanha avaliam que estão parcialmente preparados para enfrentar o número de casos que seus epidemiologistas acreditam que virão a ocorrer.
(7º§) Que eu saiba, no Brasil, nem sequer decidimos possíveis cenários que podemos enfrentar. Serão 10 mil casos, 100 mil ou 1 milhão em 2020? Estamos esperando para ver. Estamos brincando com fogo e provavelmente vamos nos queimar.
Fernando Reinach Adaptado de O Estado de S. Paulo. Disponível em https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brincando-comfogo. Acesso em: 10 de mar 2020.
No primeiro parágrafo, o autor introduz comentários por meio dos seguintes trechos:
Vida normal.
Da normalidade ao caos em 21 dias.
Esses comentários assumem a função, no contexto, de:
Questão 1 16073855
IDOMED Medicina 2021/1Brincando com fogo
(1º§) No dia 18 de fevereiro, a Itália tinha três casos de coronavírus e nenhuma morte. Vida normal. Três semanas depois, a Itália tem mais de 10 mil casos com 631 mortes. O sistema de saúde das áreas mais afetadas está em colapso: pacientes são atendidos nos corredores de hospitais, praticamente não há mais leitos de UTI para internar pacientes mais graves e muitos deles, entubados, são tratados em salas de operação convertidas em UTIs. Para tentar retardar o alastramento da doença, a Itália colocou 60 milhões em isolamento e o país vive situação de caos. Da normalidade ao caos em 21 dias.
(2º§) Também é fato que o Estado de São Paulo, com 44 milhões de habitantes, tinha, em 09 de março, 19 casos de coronavírus e 302 suspeitas. Isso demonstra que São Paulo ou outra cidade brasileira podem se encontrar em situação semelhante em três semanas. Veja bem: isso não quer dizer que teremos uma epidemia em três semanas, mas demonstra, sem sombra de dúvida, que essa é uma possibilidade real. Difícil de aceitar, mas absolutamente real.
(3º§) Diante dessa possibilidade, há duas posturas possíveis. A primeira é esperar e ver se essa possibilidade se torna real. Nessa postura, à medida que o cenário piorar reagiremos da melhor forma possível. É a típica reação de governos brasileiros: nomeio uma comissão para não dizer que não estou preocupado, divulgo algumas estatísticas, uma vez ao dia, testo algumas pessoas. Mas investimentos e medidas concretas deixo para depois, ou porque sou relapso ou porque tudo é muito difícil por aqui. Afinal, em três semanas talvez nada aconteça, Deus é brasileiro. A outra possibilidade é implementar de antemão um sistema capaz de lidar com um número grande de casos de modo a minimizar a possibilidade de colapso do sistema de saúde quando a epidemia chegar. É o que Inglaterra, França e Alemanha estão fazendo há mais de um mês. Mas o prazo é curto, são semanas para agir, não meses ou anos.
(4º§) A primeira providência é proteger os médicos e todo o corpo técnico dos postos de saúde e hospitais. Para isso, é preciso considerar todo caso de gripe viral como potencial caso de coronavírus e não somente viajantes que vieram do exterior. Isso quer dizer máscaras, luvas e todo o resto. Na Inglaterra, se você acha que pode ter coronavírus, não deve ir a um centro de saúde, você liga e alguém te testa em casa. Isso porque, tanto na China como em outros países, os primeiros casos que chegaram sem serem identificados acabaram infectando médicos e enfermeiros, o que, de saída, debilita o sistema de saúde.
(5º§) Dos casos de coronavírus, aproximadamente 80% podem ser tratados em casa e a pessoa se recupera em uma ou duas semanas. Essas pessoas precisam ser identificadas, isoladas e seus contatos precisam ser testados. De novo a necessidade de um sistema de testes robusto. Os outros 20% precisam de tratamento hospitalar. O principal problema são os 6% de casos que precisam ser tratados com oxigênio e grande parte deles precisa ser entubada. Essas pessoas precisam de leitos de UTI e respiradores. Dois terços dessas pessoas (4%) se recuperam e as estatísticas mostram que 2% morrem.
(6º§) Os países criaram protocolos para cuidar de pacientes, sistemas para monitorar pessoas em quarentena, credenciamentos de médicos e enfermeiras aposentados, e um sistema sofisticado de informação ao público. Depois de tudo isso, países como Inglaterra e Alemanha avaliam que estão parcialmente preparados para enfrentar o número de casos que seus epidemiologistas acreditam que virão a ocorrer.
(7º§) Que eu saiba, no Brasil, nem sequer decidimos possíveis cenários que podemos enfrentar. Serão 10 mil casos, 100 mil ou 1 milhão em 2020? Estamos esperando para ver. Estamos brincando com fogo e provavelmente vamos nos queimar.
Fernando Reinach Adaptado de O Estado de S. Paulo. Disponível em https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brincando-comfogo. Acesso em: 10 de mar 2020.
No título, o autor adota expressão de uso corrente.
Essa expressão critica uma atitude de:
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