Questões de Sociologia
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Questão 85 14795438
UFU 1 Fase 2025/2
Se os velhos e persistentes enquadres estruturantes do racismo brasileiro colocavam as práticas da macumba para fora do espaço de legitimação do religioso, tomando a macumba como expressão paradigmática do que Luiz Simas descreve como a atribuição aos povos da diáspora negra de uma incapacidade de produzir cosmogonias que ultrapassem o limite de práticas curativas, no Brasil contemporâneo macumba é simultaneamente reclamada por intelectuais como uma epistemologia negra decolonial e fustigada com renovada veemência racista pelo fundamentalismo político de direita como expressão do culto ao diabo pelas religiosidades afro-brasileiras.
CARDOSO, V. Z. 2023. Desdizendo a Performance: Macumba E a proliferação Do Incerto. GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia 8 (1).
Ao relacionar o argumento de Luiz Simas à forma como as Ciências Sociais se propõem a desnaturalizar a realidade social, diferenciando-se do senso comum, é CORRETO afirmar que
Questão 84 14795434
UFU 1 Fase 2025/2Dentre as muitas formas de participação política, que consistem em ações que possam influenciar direta ou indiretamente a tomada de decisões políticas, estão os movimentos sociais, que podem ser definidos como uma ação coletiva que visa modificar a sociedade.
Nesse sentido, podem ser considerados exemplos de movimentos sociais, dentre outros,
Questão 81 14795422
UFU 1 Fase 2025/2Resumindo: o Brasil se caracteriza por uma grande massa de pessoas de baixa renda que difere de um grupo pequeno de pessoas bem mais ricas que as demais. [...] Metade da população brasileira levaria ao menos dois anos para receber o que o mais pobre do 1% mais rico recebe em um mês.
MEDEIROS, M. Os ricos e os pobres: o Brasil e a desigualdade. SP: Cia das Letras, 2023.
Sobre a desigualdade socioeconômica, é correto afirmar que
Questão 40 14774505
UECE Específicas 2 Fase 2 Dia 2025/1A antropóloga brasileira Anahi Mello (2016) propôs que, no Brasil, se adote o termo capacitismo para, em primeiro lugar, visibilizar uma forma peculiar de opressão contra as pessoas com deficiência e, assim, dar mais atenção política a esse segmento social. E, em segundo lugar, vale ressaltar que, para desconstruir as fronteiras entre deficientes e não deficientes, é necessário explorar os meandros do que a antropóloga chama de “corponormatividade” de nossa estrutura social, pois é preciso dar nome a um tipo de discriminação que se materializa na forma de mecanismos de interdição e de controle biopolítico de corpos com base na premissa da incapacidade, ou seja, no que as pessoas com deficiência podem ou são capazes de ser e fazer.
MELLO, A. G. de (2016). “Deficiência, incapacidade e vulnerabilidade: do capacitismo ou a preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC”.
Partindo do exposto, é correto afirmar que o termo “capacitismo”
Questão 32 14774429
UECE Específicas 2 Fase 2 Dia 2025/1Um dos intérpretes da formação da sociedade brasileira fez uma obra nos anos 1930 em que apontava conceitualmente como o brasileiro, por lógicas históricas e socioculturais, não se adequava nem ao convívio democrático nem ao mundo da disciplina e do trabalho organizado. O “povo brasileiro” teria se formado nos quadros da estrutura familiar patriarcal e, assim, recebeu o peso das “relações de simpatia”. Nessa perspectiva, seríamos, nós, brasileiros, personalistas, patriarcais, afetivos com os familiares e pessoas próximas, mas impiedoso com os inimigos. Em síntese, nessa interpretação, explica-se, de modo geral, por que os brasileiros não se sentem bem com as relações impessoais que seriam próprias da vida pública e cidadã, embasada na racionalidade burocrática.
O enunciado refere-se a
Questão 31 14774427
UECE Específicas 2 Fase 2 Dia 2025/1No ano de 1949, o cientista social brasileiro Arthur Ramos assumiu o departamento de Ciências Socais das Organizações das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e propôs um programa de estudos sobre as relações raciais no Brasil (Machado, 2016). A partir de então, entre as décadas de 1950 e 1970, uma série de estudos científicos foram produzidos sobre esse tema e a UNESCO demonstrou que, de modo geral, no Brasil, os negros e mestiços continuavam a ser discriminados, tinham menos oportunidades de trabalho e condições de vida inferiores aos das pessoas brancas. Além disso, identificou-se que, diferente de outras sociedades, no Brasil, o preconceito racial manifesta-se com base “na cor”, e não “na origem”, como no sistema racial dos EUA, que basta ter um ascendente negro, para que se considere a pessoa negra.
MACHADO, Igor José de Renó. Sociologia Hoje. 2a ed. São Paulo: Ática, 2016.
Considerando o enunciado acima apresentado, é correto afirmar que
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