Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 24 14836066
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2025Émile Durkheim foi um dos pensadores que mais contribuiu para a consolidação da Sociologia como ciência empírica e para a sua instauração no meio acadêmico. Ele viveu numa Europa conturbada por guerras e em vias de modernização, e a sua produção reflete a tensão entre valores que estavam sendo corroídos e formas emergentes, cujo perfil ainda não se encontrava totalmente configurado.
Sobre a interpretação de Durkheim acerca da crise social, é possível afirmar que:
Questão 23 14836062
UNIMONTES Tarde - Biologicas 2025Em termos sociológicos, a divisão do trabalho representa a separação de tarefas e das funções econômicas entre os membros de uma sociedade. Vários critérios como idade, gênero e classe social são utilizados para definir essa separação, que produz resultados distintos, de acordo com a visão de cada autor. Assim como Karl Marx, Émile Durkheim analisou a divisão do trabalho e as suas consequências, a partir do ponto de vista moral, que fundamenta a sua teoria.
Entre as alternativas a seguir, marque a única que está de acordo com a visão de Durkheim sobre a divisão do trabalho na sociedade capitalista.
Questão 24 14829720
UNIMONTES Manhã - Biológicas 2025De acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, existem 6,0 milhões de mulheres a mais do que homens no Brasil. Considerando o total da população, são 98,5 milhões de homens e 104,5 milhões de mulheres, representados de forma desigual nas estatísticas e indicadores sociais.
Sobre as desigualdades entre homens e mulheres no Brasil, indique a alternativa CORRETA.
Questão 55 14810319
PAS - UFLA 1 Etapa 2025-2027Papai, eu quero ser como a princesa Elsa
Idealização étnica e estética provoca sofrimento em meninas brasileiras
Ivan Martins
Psicanalista, escritor e pai de três filhos
[1] Por alguma razão que escapa ao meu entendimento, meninas são loucas pela princesa Elsa, a personagem
do filme "Frozen" - tão loucas que querem ser iguais a ela. Usam o seu vestido azul, repetem no chuveiro a
música que ela canta no filme -"Livre estou, livre estou!"— e sonham em ter, quando crescerem, os
mesmos cabelos louros platinados.
[5] Só que estamos num país de gente majoritariamente preta e parda, não? Além disso, sabemos que nem
todas as meninas crescerão com o manequim esguio da heroína do desenho - e ainda menos com seu
rostinho de proporções milimetricamente artificiais.
Começa a se esboçar assim, de forma precoce, a idealização étnica e estética que vai causar sofrimento a
tantas meninas brasileiras no futuro: elas gostariam de ser como Elsa, mas tendem a ser mais parecidas
[10] com Moana, a princesa polinésia de outro desenho da Disney.
Historicamente, o tema da aparência e da feminilidade é território das mulheres, coisa que as meninas
resolvem imitando ou rejeitando o modelo da mãe. Mas eu me pergunto, como pai, se nós, homens, não
podemos ter influência positiva sobre a maneira como nossas filhas enxergam a si mesmas, ajudando-as a
construir identidades estéticas menos opressivas.
[15] Em tese, estamos num lugar privilegiado para isso. O pai presente é, depois da mãe, a grande referência
afetiva da menina. É o primeiro homem da vida dela, uma presença carregada de afeição e de autoridade.
Não é infrequente que o pai se constitua num modelo de parceiro a ser buscado pela mulher na vida
adulta. Ele certamente ocupa uma posição de poder em relação ao psiquismo da filha e pode ajudar a
conduzi-lo em diferentes direções.
[20] As meninas têm sobrevivido a esse reducionismo há incontáveis gerações, mas com sofrimento. Crescem
em desvantagem em relação aos meninos, que são julgados pelo conjunto das suas habilidades, não só pela
aparência. Mesmo garotas que se encaixam nos padrões estéticos caem vítimas de ideais inatingíveis de
magreza ou sensualidade, com terríveis consequências.
Talvez os pais desta geração possam ajudar a mudar esse quadro. Seu olhar amoroso e seus incentivos
[25] podem ser voltados à personalidade de suas filhas, sem privilegiar tanto os aspectos físicos. Isso parece
contrário à nossa natureza, mas é apenas oposto à nossa cultura.
Também seria importante que nossas crianças crescessem em meio à diversidade estética, étnica e
comportamental, aprendendo, afetivamente, que não há corpos ou jeitos de ser melhores do que os
outros. As meninas continuariam amando Elsa, mas sem o imperativo impossível de serem iguais a ela.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/papai-eu-quero-ser-como-a-princesa-elsa.shtml. Ivan Martins 8.jun.2024
De acordo com o texto, a idealização ética e estética da personagem Elsa provoca sofrimento nas meninas brasileiras – “elas gostariam de ser como Elsa, mas tendem a ser mais parecidas com a Moana, a princesa polinésia de outro desenho da Disney”. Isso se deve ao fato de:
I- O autor considera a diversidade étnica e estética da população brasileira.
II- O autor critica a aparência da princesa Moana, de outro filme da Disney.
III- O autor problematiza a idealização de padrões de beleza valorizados socialmente por grande parte da população brasileira.
IV- O autor atribui às meninas a responsabilidade pelo sofrimento provocado pela constante e inveterada busca pela autoestima.
Marque
Questão 54 14810313
PAS - UFLA 1 Etapa 2025-2027Papai, eu quero ser como a princesa Elsa
Idealização étnica e estética provoca sofrimento em meninas brasileiras
Ivan Martins
Psicanalista, escritor e pai de três filhos
[1] Por alguma razão que escapa ao meu entendimento, meninas são loucas pela princesa Elsa, a personagem
do filme "Frozen" - tão loucas que querem ser iguais a ela. Usam o seu vestido azul, repetem no chuveiro a
música que ela canta no filme -"Livre estou, livre estou!"— e sonham em ter, quando crescerem, os
mesmos cabelos louros platinados.
[5] Só que estamos num país de gente majoritariamente preta e parda, não? Além disso, sabemos que nem
todas as meninas crescerão com o manequim esguio da heroína do desenho - e ainda menos com seu
rostinho de proporções milimetricamente artificiais.
Começa a se esboçar assim, de forma precoce, a idealização étnica e estética que vai causar sofrimento a
tantas meninas brasileiras no futuro: elas gostariam de ser como Elsa, mas tendem a ser mais parecidas
[10] com Moana, a princesa polinésia de outro desenho da Disney.
Historicamente, o tema da aparência e da feminilidade é território das mulheres, coisa que as meninas
resolvem imitando ou rejeitando o modelo da mãe. Mas eu me pergunto, como pai, se nós, homens, não
podemos ter influência positiva sobre a maneira como nossas filhas enxergam a si mesmas, ajudando-as a
construir identidades estéticas menos opressivas.
[15] Em tese, estamos num lugar privilegiado para isso. O pai presente é, depois da mãe, a grande referência
afetiva da menina. É o primeiro homem da vida dela, uma presença carregada de afeição e de autoridade.
Não é infrequente que o pai se constitua num modelo de parceiro a ser buscado pela mulher na vida
adulta. Ele certamente ocupa uma posição de poder em relação ao psiquismo da filha e pode ajudar a
conduzi-lo em diferentes direções.
[20] As meninas têm sobrevivido a esse reducionismo há incontáveis gerações, mas com sofrimento. Crescem
em desvantagem em relação aos meninos, que são julgados pelo conjunto das suas habilidades, não só pela
aparência. Mesmo garotas que se encaixam nos padrões estéticos caem vítimas de ideais inatingíveis de
magreza ou sensualidade, com terríveis consequências.
Talvez os pais desta geração possam ajudar a mudar esse quadro. Seu olhar amoroso e seus incentivos
[25] podem ser voltados à personalidade de suas filhas, sem privilegiar tanto os aspectos físicos. Isso parece
contrário à nossa natureza, mas é apenas oposto à nossa cultura.
Também seria importante que nossas crianças crescessem em meio à diversidade estética, étnica e
comportamental, aprendendo, afetivamente, que não há corpos ou jeitos de ser melhores do que os
outros. As meninas continuariam amando Elsa, mas sem o imperativo impossível de serem iguais a ela.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/papai-eu-quero-ser-como-a-princesa-elsa.shtml. Ivan Martins 8.jun.2024
Na sequência: “Talvez os pais desta geração possam ajudar a mudar esse quadro. Seu olhar amoroso e seus incentivos podem ser voltados à personalidade de suas filhas, sem privilegiar tanto os aspectos físicos. Isso parece contrário à nossa natureza, mas é apenas oposto à nossa cultura”.
O pronome “isso”, tem a função de:
Questão 51 14810280
PAS - UFLA 1 Etapa 2025-2027Papai, eu quero ser como a princesa Elsa
Idealização étnica e estética provoca sofrimento em meninas brasileiras
Ivan Martins
Psicanalista, escritor e pai de três filhos
[1] Por alguma razão que escapa ao meu entendimento, meninas são loucas pela princesa Elsa, a personagem
do filme "Frozen" - tão loucas que querem ser iguais a ela. Usam o seu vestido azul, repetem no chuveiro a
música que ela canta no filme -"Livre estou, livre estou!"— e sonham em ter, quando crescerem, os
mesmos cabelos louros platinados.
[5] Só que estamos num país de gente majoritariamente preta e parda, não? Além disso, sabemos que nem
todas as meninas crescerão com o manequim esguio da heroína do desenho - e ainda menos com seu
rostinho de proporções milimetricamente artificiais.
Começa a se esboçar assim, de forma precoce, a idealização étnica e estética que vai causar sofrimento a
tantas meninas brasileiras no futuro: elas gostariam de ser como Elsa, mas tendem a ser mais parecidas
[10] com Moana, a princesa polinésia de outro desenho da Disney.
Historicamente, o tema da aparência e da feminilidade é território das mulheres, coisa que as meninas
resolvem imitando ou rejeitando o modelo da mãe. Mas eu me pergunto, como pai, se nós, homens, não
podemos ter influência positiva sobre a maneira como nossas filhas enxergam a si mesmas, ajudando-as a
construir identidades estéticas menos opressivas.
[15] Em tese, estamos num lugar privilegiado para isso. O pai presente é, depois da mãe, a grande referência
afetiva da menina. É o primeiro homem da vida dela, uma presença carregada de afeição e de autoridade.
Não é infrequente que o pai se constitua num modelo de parceiro a ser buscado pela mulher na vida
adulta. Ele certamente ocupa uma posição de poder em relação ao psiquismo da filha e pode ajudar a
conduzi-lo em diferentes direções.
[20] As meninas têm sobrevivido a esse reducionismo há incontáveis gerações, mas com sofrimento. Crescem
em desvantagem em relação aos meninos, que são julgados pelo conjunto das suas habilidades, não só pela
aparência. Mesmo garotas que se encaixam nos padrões estéticos caem vítimas de ideais inatingíveis de
magreza ou sensualidade, com terríveis consequências.
Talvez os pais desta geração possam ajudar a mudar esse quadro. Seu olhar amoroso e seus incentivos
[25] podem ser voltados à personalidade de suas filhas, sem privilegiar tanto os aspectos físicos. Isso parece
contrário à nossa natureza, mas é apenas oposto à nossa cultura.
Também seria importante que nossas crianças crescessem em meio à diversidade estética, étnica e
comportamental, aprendendo, afetivamente, que não há corpos ou jeitos de ser melhores do que os
outros. As meninas continuariam amando Elsa, mas sem o imperativo impossível de serem iguais a ela.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/papai-eu-quero-ser-como-a-princesa-elsa.shtml. Ivan Martins 8.jun.2024
Em relação ao gênero do discurso, a alternativa que caracteriza, fundamentalmente, o texto como um artigo de opinião é:
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