Questões de Sociologia
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Questão 34 15035611
UNITINS Prova 2 2025/2Humanidade x máquinas
Cyntia Silva
A relação entre humanidade e máquinas sempre foi cercada de esperança e assombro. Instrumentos, ferramentas, robôs e sistemas, ao mesmo que têm sido criados para nos libertar de trabalho pesado e superar nossos limites físicos - trazendo esperança de mais tempo livre para o “ócio criativo” -, provocam pavor e ira quando nos tiram o trabalho e ampliam o desemprego. Não à toa, os ludistas no início da Revolução Industrial movimentavam-se para quebrar as máquinas que “roubavam” seus empregos.
O fetiche sobre essa relação com as máquinas encontra registro em narrativas na literatura e no cinema, nas quais robôs substituem os humanos para o bem e para o mal. Como exemplo de histórias que têm nos fascinado, cito: Eu, robô; O homem bicentenário; Ela; Blade Runner - o caçador de androides; O exterminador do futuro; Inteligência Artificial; Black Mirror, entre tantas outras.
Minha geração está nessa transição entre o analógico e o digital (nasci em 1966). Adoro um livro impresso e escrever à mão; mas consigo ler no Kindle, crio vídeos e podcasts e acompanho as novidades digitais.
De forma empírica, já percebemos os reflexos da vida digital em nossa capacidade de concentração; e pesquisas em áreas como neurociência, psicologia e sociologia já apontam os impactos biológicos das gerações expostas à intensidade tecnológica, como a dificuldade de desenvolver o foco e o senso crítico e de aprofundar as habilidades de leitura e escrita.
A quantidade de pessoas conectadas em seus dispositivos eletrônicos acreditando em notícias falsas e as repassando sem qualquer critério alastra-se, inclusive, no meio de pessoas que tiveram acesso à educação formal de nível superior. A extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão e alienação a que muitos estão expostos.
Outro elemento para o qual precisamos estar atentos é para o uso inadequado dessas plataformas de Inteligência Artificial. Já que o texto imita as características humanas, como diferenciar a autoria? Como evitar a cola no ambiente escolar? Proibir? Adaptar o ensino para essa realidade? Utilizar outras formas de desenvolver o senso crítico nos alunos? Trazer a plataforma para a sala de aula? Como fazer para que os alunos aprendam os conteúdos e não apenas gerem trabalhos de forma automática para cumprir tarefas de forma mecânica?
Além dessas questões, existem outras tantas de natureza ética e política. Uma vez que as informações disponíveis em tal sistema são alimentadas por programações de funcionários e algoritmos dos usuários, elas não são neutras. Como diferenciar autoria e plágio?
Outro risco grave é o aumento da desinformação e acesso a conteúdos inapropriados, já que o sistema baseia-se em conteúdos produzidos na rede. Como distinguir a veracidade das informações? Como fazer a checagem delas? A quem cabe dizer o que é ou não fake news? Debater de forma ampla sobre essas questões é fundamental, nesses tempos em que a extrema-direita tem usado e abusado da crescente desinformação social para manipulação política.
Enquanto para uns, o ChatGPT é saudado como uma forma de diminuir a quantidade de trabalho; outros já sentem o efeito delas com a perda de seus trabalhos. Uma vez que a ferramenta produz textos adequados para alguns contextos, ela pode tornar descartáveis as pessoas adeptas do “copia e cola”, pois, afinal, a qualidade do texto da máquina, nesses casos, seria superior; inclusive sem incorreções gramaticais.
Leio textos de alunos(as) de vários meios, formações e idades e tenho percebido a dificuldade crescente das pessoas em se comunicar por escrito. Um exemplo relatado por jovens da cidade onde vivo (Florianópolis SC) aconteceu no vestibular aplicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no final do ano passado. Como a instituição tem percebido uma crescente produção de redações pré-formatadas e engessadas, com reflexo imediato na queda da qualidade da escrita dos estudantes que ingressam na universidade, excluiu da última prova de redação a possibilidade de os candidatos escreverem uma dissertação. A partir do tema proposto, eles deveriam escolher entre carta, manifesto ou crônica, o que exigiu mais flexibilidade linguística. Pelo que se soube, o objetivo da banca era selecionar os alunos que não se prendiam a modelos-padrão de texto.
Com certeza, tais ferramentas de inteligência artificial são bastante sedutoras. Contudo defendo que “pensar fora da caixa” e desenvolver muito o senso crítico ainda são o caminho para lidar com as mudanças. Em alguma medida, sabemos que essas são inevitáveis, mas temos de resistir e espernear para manter viva a nossa humanidade, mantendo tais plataformas e soluções apenas na função de meios e ferramentas; não enxergando nelas o objetivo final.
[...]
A leitura e a escrita, bem como e o ensino delas ficaria, então, a cargo de robôs? O que sobraria para o ser humano? O que permanece inalterado? Como nos ensina a Filosofia, fazer perguntas é uma habilidade que temos que exercitar diariamente. Portanto, precisamos ligar todos os alertas ao máximo! Caso contrário, iremos alegres e saltitantes rumo ao abismo da barbárie.
O que você acha? Isso é papo de uma professora velha e analógica?
Disponível em: http://ofpalavra.com.br. Acesso em: 14 maio 2025.
Quando a autora afirma que “a extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão e alienação”, ela está
Questão 33 15035609
UNITINS Prova 2 2025/2Humanidade x máquinas
Cyntia Silva
A relação entre humanidade e máquinas sempre foi cercada de esperança e assombro. Instrumentos, ferramentas, robôs e sistemas, ao mesmo que têm sido criados para nos libertar de trabalho pesado e superar nossos limites físicos - trazendo esperança de mais tempo livre para o “ócio criativo” -, provocam pavor e ira quando nos tiram o trabalho e ampliam o desemprego. Não à toa, os ludistas no início da Revolução Industrial movimentavam-se para quebrar as máquinas que “roubavam” seus empregos.
O fetiche sobre essa relação com as máquinas encontra registro em narrativas na literatura e no cinema, nas quais robôs substituem os humanos para o bem e para o mal. Como exemplo de histórias que têm nos fascinado, cito: Eu, robô; O homem bicentenário; Ela; Blade Runner - o caçador de androides; O exterminador do futuro; Inteligência Artificial; Black Mirror, entre tantas outras.
Minha geração está nessa transição entre o analógico e o digital (nasci em 1966). Adoro um livro impresso e escrever à mão; mas consigo ler no Kindle, crio vídeos e podcasts e acompanho as novidades digitais.
De forma empírica, já percebemos os reflexos da vida digital em nossa capacidade de concentração; e pesquisas em áreas como neurociência, psicologia e sociologia já apontam os impactos biológicos das gerações expostas à intensidade tecnológica, como a dificuldade de desenvolver o foco e o senso crítico e de aprofundar as habilidades de leitura e escrita.
A quantidade de pessoas conectadas em seus dispositivos eletrônicos acreditando em notícias falsas e as repassando sem qualquer critério alastra-se, inclusive, no meio de pessoas que tiveram acesso à educação formal de nível superior. A extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão e alienação a que muitos estão expostos.
Outro elemento para o qual precisamos estar atentos é para o uso inadequado dessas plataformas de Inteligência Artificial. Já que o texto imita as características humanas, como diferenciar a autoria? Como evitar a cola no ambiente escolar? Proibir? Adaptar o ensino para essa realidade? Utilizar outras formas de desenvolver o senso crítico nos alunos? Trazer a plataforma para a sala de aula? Como fazer para que os alunos aprendam os conteúdos e não apenas gerem trabalhos de forma automática para cumprir tarefas de forma mecânica?
Além dessas questões, existem outras tantas de natureza ética e política. Uma vez que as informações disponíveis em tal sistema são alimentadas por programações de funcionários e algoritmos dos usuários, elas não são neutras. Como diferenciar autoria e plágio?
Outro risco grave é o aumento da desinformação e acesso a conteúdos inapropriados, já que o sistema baseia-se em conteúdos produzidos na rede. Como distinguir a veracidade das informações? Como fazer a checagem delas? A quem cabe dizer o que é ou não fake news? Debater de forma ampla sobre essas questões é fundamental, nesses tempos em que a extrema-direita tem usado e abusado da crescente desinformação social para manipulação política.
Enquanto para uns, o ChatGPT é saudado como uma forma de diminuir a quantidade de trabalho; outros já sentem o efeito delas com a perda de seus trabalhos. Uma vez que a ferramenta produz textos adequados para alguns contextos, ela pode tornar descartáveis as pessoas adeptas do “copia e cola”, pois, afinal, a qualidade do texto da máquina, nesses casos, seria superior; inclusive sem incorreções gramaticais.
Leio textos de alunos(as) de vários meios, formações e idades e tenho percebido a dificuldade crescente das pessoas em se comunicar por escrito. Um exemplo relatado por jovens da cidade onde vivo (Florianópolis SC) aconteceu no vestibular aplicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no final do ano passado. Como a instituição tem percebido uma crescente produção de redações pré-formatadas e engessadas, com reflexo imediato na queda da qualidade da escrita dos estudantes que ingressam na universidade, excluiu da última prova de redação a possibilidade de os candidatos escreverem uma dissertação. A partir do tema proposto, eles deveriam escolher entre carta, manifesto ou crônica, o que exigiu mais flexibilidade linguística. Pelo que se soube, o objetivo da banca era selecionar os alunos que não se prendiam a modelos-padrão de texto.
Com certeza, tais ferramentas de inteligência artificial são bastante sedutoras. Contudo defendo que “pensar fora da caixa” e desenvolver muito o senso crítico ainda são o caminho para lidar com as mudanças. Em alguma medida, sabemos que essas são inevitáveis, mas temos de resistir e espernear para manter viva a nossa humanidade, mantendo tais plataformas e soluções apenas na função de meios e ferramentas; não enxergando nelas o objetivo final.
[...]
A leitura e a escrita, bem como e o ensino delas ficaria, então, a cargo de robôs? O que sobraria para o ser humano? O que permanece inalterado? Como nos ensina a Filosofia, fazer perguntas é uma habilidade que temos que exercitar diariamente. Portanto, precisamos ligar todos os alertas ao máximo! Caso contrário, iremos alegres e saltitantes rumo ao abismo da barbárie.
O que você acha? Isso é papo de uma professora velha e analógica?
Disponível em: http://ofpalavra.com.br. Acesso em: 14 maio 2025.
No trecho “De forma empírica, já percebemos os reflexos da vida digital em nossa capacidade de concentração...” (em destaque no texto), o parágrafo seguinte se conecta com esse trecho ao
Questão 32 15035600
UNITINS Prova 2 2025/2Humanidade x máquinas
Cyntia Silva
A relação entre humanidade e máquinas sempre foi cercada de esperança e assombro. Instrumentos, ferramentas, robôs e sistemas, ao mesmo que têm sido criados para nos libertar de trabalho pesado e superar nossos limites físicos - trazendo esperança de mais tempo livre para o “ócio criativo” -, provocam pavor e ira quando nos tiram o trabalho e ampliam o desemprego. Não à toa, os ludistas no início da Revolução Industrial movimentavam-se para quebrar as máquinas que “roubavam” seus empregos.
O fetiche sobre essa relação com as máquinas encontra registro em narrativas na literatura e no cinema, nas quais robôs substituem os humanos para o bem e para o mal. Como exemplo de histórias que têm nos fascinado, cito: Eu, robô; O homem bicentenário; Ela; Blade Runner - o caçador de androides; O exterminador do futuro; Inteligência Artificial; Black Mirror, entre tantas outras.
Minha geração está nessa transição entre o analógico e o digital (nasci em 1966). Adoro um livro impresso e escrever à mão; mas consigo ler no Kindle, crio vídeos e podcasts e acompanho as novidades digitais.
De forma empírica, já percebemos os reflexos da vida digital em nossa capacidade de concentração; e pesquisas em áreas como neurociência, psicologia e sociologia já apontam os impactos biológicos das gerações expostas à intensidade tecnológica, como a dificuldade de desenvolver o foco e o senso crítico e de aprofundar as habilidades de leitura e escrita.
A quantidade de pessoas conectadas em seus dispositivos eletrônicos acreditando em notícias falsas e as repassando sem qualquer critério alastra-se, inclusive, no meio de pessoas que tiveram acesso à educação formal de nível superior. A extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão e alienação a que muitos estão expostos.
Outro elemento para o qual precisamos estar atentos é para o uso inadequado dessas plataformas de Inteligência Artificial. Já que o texto imita as características humanas, como diferenciar a autoria? Como evitar a cola no ambiente escolar? Proibir? Adaptar o ensino para essa realidade? Utilizar outras formas de desenvolver o senso crítico nos alunos? Trazer a plataforma para a sala de aula? Como fazer para que os alunos aprendam os conteúdos e não apenas gerem trabalhos de forma automática para cumprir tarefas de forma mecânica?
Além dessas questões, existem outras tantas de natureza ética e política. Uma vez que as informações disponíveis em tal sistema são alimentadas por programações de funcionários e algoritmos dos usuários, elas não são neutras. Como diferenciar autoria e plágio?
Outro risco grave é o aumento da desinformação e acesso a conteúdos inapropriados, já que o sistema baseia-se em conteúdos produzidos na rede. Como distinguir a veracidade das informações? Como fazer a checagem delas? A quem cabe dizer o que é ou não fake news? Debater de forma ampla sobre essas questões é fundamental, nesses tempos em que a extrema-direita tem usado e abusado da crescente desinformação social para manipulação política.
Enquanto para uns, o ChatGPT é saudado como uma forma de diminuir a quantidade de trabalho; outros já sentem o efeito delas com a perda de seus trabalhos. Uma vez que a ferramenta produz textos adequados para alguns contextos, ela pode tornar descartáveis as pessoas adeptas do “copia e cola”, pois, afinal, a qualidade do texto da máquina, nesses casos, seria superior; inclusive sem incorreções gramaticais.
Leio textos de alunos(as) de vários meios, formações e idades e tenho percebido a dificuldade crescente das pessoas em se comunicar por escrito. Um exemplo relatado por jovens da cidade onde vivo (Florianópolis SC) aconteceu no vestibular aplicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no final do ano passado. Como a instituição tem percebido uma crescente produção de redações pré-formatadas e engessadas, com reflexo imediato na queda da qualidade da escrita dos estudantes que ingressam na universidade, excluiu da última prova de redação a possibilidade de os candidatos escreverem uma dissertação. A partir do tema proposto, eles deveriam escolher entre carta, manifesto ou crônica, o que exigiu mais flexibilidade linguística. Pelo que se soube, o objetivo da banca era selecionar os alunos que não se prendiam a modelos-padrão de texto.
Com certeza, tais ferramentas de inteligência artificial são bastante sedutoras. Contudo defendo que “pensar fora da caixa” e desenvolver muito o senso crítico ainda são o caminho para lidar com as mudanças. Em alguma medida, sabemos que essas são inevitáveis, mas temos de resistir e espernear para manter viva a nossa humanidade, mantendo tais plataformas e soluções apenas na função de meios e ferramentas; não enxergando nelas o objetivo final.
[...]
A leitura e a escrita, bem como e o ensino delas ficaria, então, a cargo de robôs? O que sobraria para o ser humano? O que permanece inalterado? Como nos ensina a Filosofia, fazer perguntas é uma habilidade que temos que exercitar diariamente. Portanto, precisamos ligar todos os alertas ao máximo! Caso contrário, iremos alegres e saltitantes rumo ao abismo da barbárie.
O que você acha? Isso é papo de uma professora velha e analógica?
Disponível em: http://ofpalavra.com.br. Acesso em: 14 maio 2025.
Ao mencionar obras como Eu, Robô, Blade Runner e Black Mirror, a autora
Questão 31 15035539
UNITINS Prova 2 2025/2Humanidade x máquinas
Cyntia Silva
A relação entre humanidade e máquinas sempre foi cercada de esperança e assombro. Instrumentos, ferramentas, robôs e sistemas, ao mesmo que têm sido criados para nos libertar de trabalho pesado e superar nossos limites físicos - trazendo esperança de mais tempo livre para o “ócio criativo” -, provocam pavor e ira quando nos tiram o trabalho e ampliam o desemprego. Não à toa, os ludistas no início da Revolução Industrial movimentavam-se para quebrar as máquinas que “roubavam” seus empregos.
O fetiche sobre essa relação com as máquinas encontra registro em narrativas na literatura e no cinema, nas quais robôs substituem os humanos para o bem e para o mal. Como exemplo de histórias que têm nos fascinado, cito: Eu, robô; O homem bicentenário; Ela; Blade Runner - o caçador de androides; O exterminador do futuro; Inteligência Artificial; Black Mirror, entre tantas outras.
Minha geração está nessa transição entre o analógico e o digital (nasci em 1966). Adoro um livro impresso e escrever à mão; mas consigo ler no Kindle, crio vídeos e podcasts e acompanho as novidades digitais.
De forma empírica, já percebemos os reflexos da vida digital em nossa capacidade de concentração; e pesquisas em áreas como neurociência, psicologia e sociologia já apontam os impactos biológicos das gerações expostas à intensidade tecnológica, como a dificuldade de desenvolver o foco e o senso crítico e de aprofundar as habilidades de leitura e escrita.
A quantidade de pessoas conectadas em seus dispositivos eletrônicos acreditando em notícias falsas e as repassando sem qualquer critério alastra-se, inclusive, no meio de pessoas que tiveram acesso à educação formal de nível superior. A extrema-direita cresce em diversas partes do mundo surfando nessa desconexão e alienação a que muitos estão expostos.
Outro elemento para o qual precisamos estar atentos é para o uso inadequado dessas plataformas de Inteligência Artificial. Já que o texto imita as características humanas, como diferenciar a autoria? Como evitar a cola no ambiente escolar? Proibir? Adaptar o ensino para essa realidade? Utilizar outras formas de desenvolver o senso crítico nos alunos? Trazer a plataforma para a sala de aula? Como fazer para que os alunos aprendam os conteúdos e não apenas gerem trabalhos de forma automática para cumprir tarefas de forma mecânica?
Além dessas questões, existem outras tantas de natureza ética e política. Uma vez que as informações disponíveis em tal sistema são alimentadas por programações de funcionários e algoritmos dos usuários, elas não são neutras. Como diferenciar autoria e plágio?
Outro risco grave é o aumento da desinformação e acesso a conteúdos inapropriados, já que o sistema baseia-se em conteúdos produzidos na rede. Como distinguir a veracidade das informações? Como fazer a checagem delas? A quem cabe dizer o que é ou não fake news? Debater de forma ampla sobre essas questões é fundamental, nesses tempos em que a extrema-direita tem usado e abusado da crescente desinformação social para manipulação política.
Enquanto para uns, o ChatGPT é saudado como uma forma de diminuir a quantidade de trabalho; outros já sentem o efeito delas com a perda de seus trabalhos. Uma vez que a ferramenta produz textos adequados para alguns contextos, ela pode tornar descartáveis as pessoas adeptas do “copia e cola”, pois, afinal, a qualidade do texto da máquina, nesses casos, seria superior; inclusive sem incorreções gramaticais.
Leio textos de alunos(as) de vários meios, formações e idades e tenho percebido a dificuldade crescente das pessoas em se comunicar por escrito. Um exemplo relatado por jovens da cidade onde vivo (Florianópolis SC) aconteceu no vestibular aplicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no final do ano passado. Como a instituição tem percebido uma crescente produção de redações pré-formatadas e engessadas, com reflexo imediato na queda da qualidade da escrita dos estudantes que ingressam na universidade, excluiu da última prova de redação a possibilidade de os candidatos escreverem uma dissertação. A partir do tema proposto, eles deveriam escolher entre carta, manifesto ou crônica, o que exigiu mais flexibilidade linguística. Pelo que se soube, o objetivo da banca era selecionar os alunos que não se prendiam a modelos-padrão de texto.
Com certeza, tais ferramentas de inteligência artificial são bastante sedutoras. Contudo defendo que “pensar fora da caixa” e desenvolver muito o senso crítico ainda são o caminho para lidar com as mudanças. Em alguma medida, sabemos que essas são inevitáveis, mas temos de resistir e espernear para manter viva a nossa humanidade, mantendo tais plataformas e soluções apenas na função de meios e ferramentas; não enxergando nelas o objetivo final.
[...]
A leitura e a escrita, bem como e o ensino delas ficaria, então, a cargo de robôs? O que sobraria para o ser humano? O que permanece inalterado? Como nos ensina a Filosofia, fazer perguntas é uma habilidade que temos que exercitar diariamente. Portanto, precisamos ligar todos os alertas ao máximo! Caso contrário, iremos alegres e saltitantes rumo ao abismo da barbárie.
O que você acha? Isso é papo de uma professora velha e analógica?
Disponível em: http://ofpalavra.com.br. Acesso em: 14 maio 2025.
Qual das frases abaixo melhor expressa a tese defendida pela autora no texto em análise?
Questão 35 15029252
UNITINS Prova 2 2025/1Feed zero é um fenômeno da Geração Z que aponta para rejeição à ampla exposição, permanência online e excesso de rastros digitais de jovens no Instagram, no Facebook e X (antigo Twitter). Na prática, esse movimento indica que pessoas nascidas entre 1997 e 2012 estão postando cada vez menos conteúdos nos próprios feeds das redes sociais. Embora continuem presentes e interajam ativamente nessas plataformas com frequência, muitos deles publicam pouco ou quase nada em seus perfis, dando preferência a conteúdos temporários, como os stories. [...]
É importante lembrar que muitos desses jovens cresceram com acesso ilimitado à internet, em um período no qual a interação social e a presença online se tornaram centrais em seu cotidiano desde a infância ou adolescência. Essa dinâmica impacta diretamente suas experiências online, resultando, em muitos casos, na desilusão com as redes sociais. A frustração está ligada a diversos fatores, como, por exemplo, a cultura das hierarquias tóxicas, que se baseiam no número de curtidas, seguidores e outras métricas de validação social. Além disso, a exposição frequente a conteúdos como clickbaits e postagens superficiais, que continuam a atrair a curiosidade de públicos mais velhos, também são rejeitados pela juventude, mais interessada em interações e conteúdos considerados autênticos.
Uma das principais características da Gen Z na internet é o uso intenso de ferramentas como stories, no Instagram ou publicações efêmeras no Snapchat, onde o conteúdo desaparece após 24 horas. As interações temporárias se tornam mais comuns do que as postagens fixas, que ficam no feed para visualização permanente. Esse padrão está associado ao desejo de controlar a exposição online, evitando o acúmulo de rastros digitais que possam ser revistos ou julgados no futuro. Isso cria uma sensação de maior liberdade e privacidade, permitindo que compartilhem momentos de forma espontânea.
Outra tendência da Geração Z é o fenômeno “feed zero”, ou seja, o hábito de não publicar muitos conteúdos permanentes em seus perfis. Grande parte desses jovens prefere uma presença online mais sutil, compartilhando fragmentos de suas vidas que logo desaparecem, sem criar registros permanentes. Em vez de publicar no feed principal, costumam interagir por comentários, mensagens diretas e conteúdos efêmeros.
O padrão é o oposto do comportamento dos Millennials, geração anterior que tende a usar as plataformas sociais como vitrines de seus melhores momentos ou portfólios pessoais. A Geração Z, por outro lado, parece menos preocupada com a validação social e mais consciente dos efeitos de longo prazo da superexposição. Isso se traduz em uma tendência a compartilhar menos momentos pessoais de forma duradoura, preferindo interações espontâneas e informais, como o uso de memes, publicações instantâneas em plataformas como o TikTok e conteúdo que se esgota rapidamente.
O foco dos mais novos está na autenticidade e na fluidez, ao contrário do estilo de vida mais “curado” e editado da geração anterior. A pressão por perfeição e o medo de exposição excessiva também podem explicar em parte essa mudança, já que a Gen Z cresceu em uma era de vigilância constante, na qual erros e momentos embaraçosos podem ser capturados e compartilhados instantaneamente com milhares de pessoas. Essa diferença na forma de se relacionar com as redes sociais também pode ser vista como uma resposta à saturação de conteúdo, que modifica os hábitos de consumo de conteúdo e até mesmo as expectativas em relação às redes sociais.
Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/. Acesso em: 25 out. 2024.
No trecho “Essa diferença na forma de se relacionar com as redes sociais também pode ser vista como uma resposta à saturação de conteúdo”, a expressão “saturação de conteúdo” se refere ao
Questão 32 15029169
UNITINS Prova 2 2025/1Feed zero é um fenômeno da Geração Z que aponta para rejeição à ampla exposição, permanência online e excesso de rastros digitais de jovens no Instagram, no Facebook e X (antigo Twitter). Na prática, esse movimento indica que pessoas nascidas entre 1997 e 2012 estão postando cada vez menos conteúdos nos próprios feeds das redes sociais. Embora continuem presentes e interajam ativamente nessas plataformas com frequência, muitos deles publicam pouco ou quase nada em seus perfis, dando preferência a conteúdos temporários, como os stories. [...]
É importante lembrar que muitos desses jovens cresceram com acesso ilimitado à internet, em um período no qual a interação social e a presença online se tornaram centrais em seu cotidiano desde a infância ou adolescência. Essa dinâmica impacta diretamente suas experiências online, resultando, em muitos casos, na desilusão com as redes sociais. A frustração está ligada a diversos fatores, como, por exemplo, a cultura das hierarquias tóxicas, que se baseiam no número de curtidas, seguidores e outras métricas de validação social. Além disso, a exposição frequente a conteúdos como clickbaits e postagens superficiais, que continuam a atrair a curiosidade de públicos mais velhos, também são rejeitados pela juventude, mais interessada em interações e conteúdos considerados autênticos.
Uma das principais características da Gen Z na internet é o uso intenso de ferramentas como stories, no Instagram ou publicações efêmeras no Snapchat, onde o conteúdo desaparece após 24 horas. As interações temporárias se tornam mais comuns do que as postagens fixas, que ficam no feed para visualização permanente. Esse padrão está associado ao desejo de controlar a exposição online, evitando o acúmulo de rastros digitais que possam ser revistos ou julgados no futuro. Isso cria uma sensação de maior liberdade e privacidade, permitindo que compartilhem momentos de forma espontânea.
Outra tendência da Geração Z é o fenômeno “feed zero”, ou seja, o hábito de não publicar muitos conteúdos permanentes em seus perfis. Grande parte desses jovens prefere uma presença online mais sutil, compartilhando fragmentos de suas vidas que logo desaparecem, sem criar registros permanentes. Em vez de publicar no feed principal, costumam interagir por comentários, mensagens diretas e conteúdos efêmeros.
O padrão é o oposto do comportamento dos Millennials, geração anterior que tende a usar as plataformas sociais como vitrines de seus melhores momentos ou portfólios pessoais. A Geração Z, por outro lado, parece menos preocupada com a validação social e mais consciente dos efeitos de longo prazo da superexposição. Isso se traduz em uma tendência a compartilhar menos momentos pessoais de forma duradoura, preferindo interações espontâneas e informais, como o uso de memes, publicações instantâneas em plataformas como o TikTok e conteúdo que se esgota rapidamente.
O foco dos mais novos está na autenticidade e na fluidez, ao contrário do estilo de vida mais “curado” e editado da geração anterior. A pressão por perfeição e o medo de exposição excessiva também podem explicar em parte essa mudança, já que a Gen Z cresceu em uma era de vigilância constante, na qual erros e momentos embaraçosos podem ser capturados e compartilhados instantaneamente com milhares de pessoas. Essa diferença na forma de se relacionar com as redes sociais também pode ser vista como uma resposta à saturação de conteúdo, que modifica os hábitos de consumo de conteúdo e até mesmo as expectativas em relação às redes sociais.
Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/. Acesso em: 25 out. 2024.
O fenômeno do “feed zero” reflete uma mudança nos padrões de uso das redes sociais entre a geração Z. Esse comportamento, segundo o texto, contrasta com o dos Millennials, que
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