Questões de Sociologia
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Questão 52 142434
UPE 3° Fase / 2° Dia SSA 2013Observe as fotos a seguir:

Elas mostram duas paisagens sociais da cidade do Recife. Percebem-se diferentes elementos, que caracterizam as desigualdades sociais ao longo da cidade. Sobre os aspectos sociais apresentados nas fotos, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 80 110915
UEMA PAES 2013Os movimentos sociais, a exemplo de "Os indignados na Espanha" e "Primavera árabe" e, no Brasil, "Movimento contra a corrupção" utilizam as novas ferramentas de comunicação, inclusive a cibercultura.
Essas novas ferramentas de comunicação, em relação a esses movimentos sociais, alteram
Questão 64 105337
FAMEVAÇO Tipo A 2013/1TEXTO 01 - Novos tempos, novos desafios (excerto)
1 Presentemente, no Brasil, faz-se uma reflexão sobre temas como inclusão social, mobilidade social, classe social, apontando novas tendências e interpretações da realidade social. Por certo, são temas de forte impacto ideológico, que repercutiram e compuseram a retórica política durante a última década. Em nosso país, de modo recente, políticas redistributivas vêm priorizando a redução da desigualdade. Trata-se de desnaturalizar a desigualdade. A inclusão social, antes vista como parte de uma utopia generosa, mas utopia, emerge no debate e na agenda política da sociedade brasileira na primeira década do século XXI.
2 Na primeira década do século XXI, a sociedade brasileira viveu um momento de reversão: após um período de estagnação, abriu-se um cenário de mudanças substanciais. Novos atores do fazer político personificaram o sentimento dos setores excluídos da população. O debate em torno da temática da inclusão social repercutiu em nosso país, inserindo-se na agenda política. As transformações sociais, econômicas, culturais e políticas demandam novas análises. Uma grande parcela de críticos recorda que nos últimos anos o Brasil tem enfrentado, com relativo êxito, o desafio de combinar crescimento econômico, distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico, redução das desigualdades e inclusão social, tendo como ponto de partida a implantação de políticas públicas para diversos segmentos, social e economicamente excluídos.
3 Na última década, a expansão econômica, combinada com políticas sociais, possibilitou uma mobilidade social ascendente para determinados estratos de renda. Há certa mistificação ideológica em torno do conceito "nova classe média", de significado controverso. O período marca também a coexistência de um forte clima de otimismo e uma esquerda gentil, e a sensação de êxito com présal, cotas e TV de plasma para a classe C. Ao contrário do que parecem pensar críticos que raciocinam por default, não se pode minimizar o significado do acesso a classes sociais economicamente superiores por meio do consumismo. Parece óbvio, mas é preciso lembrar que a questão da inclusão social está, hoje, mais vinculada a uma relação de consumo do que a uma cidadania conquistada.
4 Na sociedade aquisitiva ou afluente, a pobreza constitui um desvio da liberdade de consumo, como expressa o sociólogo Zygmund Bauman. Há um grande esforço em considerar que estamos diante de um novo modelo de desenvolvimento, capaz de distribuir renda, promover o crescimento com sustentabilidade e a inclusão social. Os visíveis exageros na sociedade são plenamente compreensíveis. Apesar de algumas críticas que classificam certos programas sociais como assistencialistas, especialistas reconhecem que ocorreu uma considerável mobilidade social, resultando em um novo perfil socioeconômico de parte da população brasileira. Ao longo da última década, políticas compensatórias, sobretudo econômicas, de redistribuição de renda, alteraram parte da estrutura social brasileira. Entre 2004 e 2010, aproximadamente 32 milhões de pessoas ascenderam à categoria de classes médias (A, B e C) e 19,3 milhões saíram da pobreza.
5 Há quem veja no acesso a bens e serviços, na inserção no consumo, o surgimento de uma "nova classe média" brasileira. É um equívoco pensar assim. Não se trata de classe social com os requisitos que a teoria social exige. É o estrato da classe mais pobre que teve um acréscimo de renda. A socióloga Céli Scalon adverte que "(...) aumentos marginais na renda dos indivíduos na base da pirâmide dificilmente serão vistos como capazes de abalar a estrutura social" (SCALON, 2011).
6 Esse segmento desponta de uma parcela da população antes marginalizada social e tecnologicamente, e virou mercado de consumo. Concentra-se basicamente na base da pirâmide social. É a grandenovidade do Brasil dos últimos anos. Cerca de 54% da população economicamente ativa passam a compor a chamada "nova classe média". Esse esforço, no entanto, parece limitar-se à classificação das classes pela renda.
7 O acesso de segmentos da população a nichos de consumo, visto como mudança social e como marca do surgimento de uma "nova classe média" parece ser a grande novidade política no Brasil na ultima década. Para os estudiosos das Ciências Sociais, a definição de classes sociais não se limita à variável "renda". De acordo com Márcio Pochmann, intelectual habituado a refletir sobre a exclusão social no Brasil, "(...) a mudança social dos últimos oito anos não resultou na criação de uma nova classe média no País. São segmentos novos no interior da classe trabalhadora, cuja ascensão social é movida pelo consumo e com uma despolitização crescente" (POCHMANN, 2012). Para Francisco de Oliveira, sociólogo com forte interlocução com os movimentos sociais, "a pobreza tornou-se algo administrável com o Bolsa-Família". No ensaio Hegemonia às Avessas, Oliveira assinala: "(...) não houve uma redução da desigualdade, embora certamente houvesse uma diminuição da pobreza".
8 Na interpretação do Brasil contemporâneo, o tema da inclusão social ganha expressão, mediado agora pelas questões de mobilidade social e classe social. A temática da inclusão social tem sido apropriada no quadro de uma certa estratégia retórica e política. Há pouca familiaridade com o rigor conceitual. No âmbito da universidade o debate parece mais arejado. Nas últimas décadas, as políticas públicas de inclusão, impulsionadas pelo debate sobre o desenvolvimento, tiveram grande avanço. O País busca romper o círculo da pobreza e passa a despontar pelo avanço da inclusão social. O período marca o reconhecimento de políticas de inclusão social como Bolsa-Família, aumento do salário mínimo, expansão do crédito, valorização da moeda, controle da inflação, estabilidade econômica, expansão e estímulo do crédito popular, além do avanço do emprego formal, contrariando os teóricos liberais ao reduzir no cenário pós-crise o trabalho informal que, até os anos 1980, era visto como sinônimo de atraso pela tradicional literatura econômica.
9 É preciso distinguir "inclusão pelo consumo" e "inclusão social". Parte da crítica considera que a inclusão social não se dá pelo consumo, mas pela ampliação das políticas sociais do Estado.
10 O Brasil do século XXI avançou, mas ainda não foi capaz de superar a exclusão social. Como se vê, houve um relativo avanço, mas prevalece em nossa cultura um déficit de cidadania, de solidariedade, e uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social. Tem ativismo demais. A revolução produtiva é do conhecimento. A velocidade, o crescimento e as sucessivas inovações da capacidade tecnológica se contrapõem a certa impotência dos homens para mudar seu destino. Há um certo "analfabetismo funcional" diante dos novos processos de automação e inovação tecnológica. Tentamos fugir da novela da crise europeia. Desenha-se no Brasil um futuro melhor. O Brasil tem pressa e Brasília parece distante do mundo do trabalho.
(FONTE: Sérgio Sanandaj Mattos, Revista Sociologia, ano IV, edição – ago./set. 2012)
Assinale a afirmativa que justifica, de MODO CORRETO, estes dizeres de Scalon:
A socióloga Céli Scalon (2011) adverte que "(...) aumentos marginais na renda dos indivíduos, na base da pirâmide, dificilmente serão vistos como capazes de abalar a estrutura social".
Questão 21 105285
FAMEVAÇO Tipo A 2013/1O projeto de lei que cria a Comissão da Verdade foi aprovado hoje (26) no Senado, com o apoio unânime dos senadores. Com a presença da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário e de parentes de vítimas da ditadura militar, o parecer favorável ao projeto foi lido pelo relator (...).
(FONTE: JUNGMANN, Mariana. agenciabrasil.cbc.com.br)
Sobre a Comissão da Verdade é CORRETO afirmar que:
Questão 34 100390
UNISC Medicina 2013/2“As considerações sobre cultura nos levam a uma importante conclusão: a existência de uma imensa diversidade cultural – tanto nos níveis regionais e nacionais como na sociedade global – implica a existência de diferenças, mas não de desigualdades. Em outras palavras, a Antropologia nos ensina hoje que sociedades e grupos sociais cujos valores, práticas e conhecimentos não são iguais aos nossos não são primitivos ou inferiores: são diferentes. As diferenças só passam a ser sinônimo de desigualdade quando estão inseridas em relações de dominação e exploração.”
(SANTOS, Rafael José. Antropologia para quem não vai ser antropólogo. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2005. p. 32-33)
Considerando a ideia de diversidade cultural apresentada no texto acima, avalie as seguintes afirmativas:
I- A diversidade cultural existe porque as diferentes sociedades encontram-se em estágios diferentes de evolução social.
II- O estudo e reconhecimento da diversidade cultural não permite a classificação de sociedades em primitivas e evoluídas.
III- As diferenças biológicas entre os seres humanos determinam as diferenças de hábitos e costumes culturais.
IV- As diferenças culturais são transformadas em desigualdades culturais quando duas ou mais culturas são colocadas em contato por relações de força.
Assinale a alternativa correta.
Questão 30 97362
Unioeste 1ª Fase 2013
Observe o quadro abaixo:

O pintor italiano socialista Giuseppe Pellizza da Volpedo representa em seu quadro “O quarto Estado” as aspirações socialistas dos trabalhadores do final do século XIX. Sobre a formação do proletariado no Brasil, neste mesmo período, analise as sentenças abaixo:
I. A força de trabalho de mulheres não foi explorada nas indústrias devido à organização social patriarcalista e conservadora da sociedade brasileira, que não admitia que as mulheres trabalhassem fora de suas casas.
II. A formação do proletariado industrial no Brasil teve início na segunda metade do século XIX, principalmente com o desenvolvimento da economia cafeeira no Rio de Janeiro, sul de Minas e São Paulo.
III. No final do século XIX, a classe operária era numericamente relevante em relação à sociedade brasileira, quando a maioria dos trabalhadores vivia no meio urbano e sob relações de produção capitalistas.
IV. Os baixos salários, insuficientes para sustentar a família operária, forçaram a entrada das mulheres e das crianças no mercado de trabalho, tornando esses sujeitos sociais representativos na composição da força de trabalho, principalmente nos setores têxtil e do vestuário.
V. Há relatos de crianças que trabalhavam durante o dia e a noite nas indústrias do sudeste do Brasil, mas o contingente maior de trabalhadores mirins do início do século XX se encontrava nas indústrias do nordeste brasileiro.
Considerando as sentenças anteriores, assinale a alternativa correta.
06
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