Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 35 134842
UDESC Tarde 2016/1Analise as proposições em relação aos registros sobre o protagonismo das populações negras contra a discriminação racial.
I. No Brasil, Abdias Nascimento é considerado uma das lideranças mais expressivas da juventude negra comunista, participou ativamente da luta armada contra a ditadura militar e foi o criador do Teatro Experimental do Negro (TEN) e do Movimento Negro Unificado (MNU).
II. Durante as décadas de 60 e 70, Steve Biko liderou o Movimento da Consciência Negra contra o apartheid na África do Sul. Ficou famoso pelo slogan Black is Beautiful.
III. As Panteras Negras foi um movimento negro norte-americano criado nos anos 60 do século XX. Os militantes desse grupo radical pediam a libertação de todos os negros das penitenciárias americanas, e o pagamento de indenizações às famílias negras pelo período da escravidão. O grupo teve orientação marxista e foi severamente reprimido pelo FBI. Entre as lideranças, merecem destaque Huey Newton e Bobby Seale.
IV. Nação do Islã foi uma vertente religiosa norte-americana de luta contra a discriminação racial, praticava a luta política por meios legais, mas aceitava a violência para autoproteção. O grupo defendia a supremacia e o separatismo dos negros. Seu principal representante foi Malcolm X.
V. Em Santa Catarina, a população negra só conseguiu se mobilizar com organizações de combate ao racismo a partir da militância antirracial de Cruz e Sousa em meados do século XIX.
Assinale a alternativa correta.
Questão 30 134837
UDESC Tarde 2016/1Analise as proposições sobre a história da redução da maioridade penal no Brasil.
I. De acordo com a Constituição de 1988, a data para a maioridade foi estabelecida, pela primeira vez, em 18 anos de Idade.
II. Durante a União Ibérica nas Ordenações Filipinas a maioridade se dava aos 7 anos. A partir dessa idade era possível prender e castigar severamente quem cometesse determinados crimes, sendo previsto, inclusive, castigos corporais.
III. Conforme estabelecido pelo Código Penal de 1940, a idade da maioridade penal foi estabelecida em 18 anos de idade.
IV. A idade de 14 anos, para que alguém fosse julgado, foi instituída em 1830 pelo primeiro Código Criminal do Império.
V. O primeiro Código Penal Republicano de 1890 reduziu a maioridade penal para 9 anos de idade.
Assinale a alternativa correta.
Questão 53 112835
UEL 1° Fase 2016
Figura 4
Peter Bruegel, O Velho – “Pequena” Torre de Babel
60,0 × 74,5 cm, óleo sobre tela, 1563

Figura 5: Cildo Meireles, Babel, instalação, 2001-2006
A imagem de um edifício alude à existência de uma estrutura ordenada. De modo análogo, a compreensão e a explicação sobre a organização de uma sociedade também podem invocar o tema da ordem e sua antítese, o caos, como, por exemplo, as questões relativas à harmonização social e às revoluções. No caso da teoria de Karl Marx, a metáfora espacial de um edifício é utilizada para exemplificar seu entendimento sobre a dinâmica dialética da sociedade. Com base nos conhecimentos sobre Karl Marx a respeito das relações entre infraestrutura e superestrutura, assinale a alternativa correta.
Questão 7 112725
UEL 1° Fase 2016Texto I
A vida em grandes metrópoles apresenta atributos que consideramos sinônimos de progresso, como facilidades de acesso aos bens de consumo, oportunidades de trabalho, lazer, serviços, educação, saúde etc. Por outro lado, em algumas delas, devido à grandiosidade dessas cidades e aos milhões de cidadãos que ali moram, existem muito mais problemas do que benefícios. Seus habitantes sabem como são complicados o trânsito, a segurança pública, a poluição, os problemas ambientais, a habitação etc. Sem dúvida, são desafios que exigem muito esforço não só dos governantes, mas também de todas as pessoas que vivem nesses lugares. Essas cidades convivem ao mesmo tempo com a ordem e o caos, com a pobreza e a riqueza, com a beleza e a feiura. A tendência das coisas de se desordenarem espontaneamente é uma característica fundamental da natureza. Para que ocorra a organização, é necessária alguma ação que restabeleça a ordem. É o que acontece nas grandes cidades: despoluir um rio, melhorar a condição de vida dos seus habitantes e diminuir a violência, por exemplo, são tarefas que exigem muito trabalho e não acontecem espontaneamente. Se não houver qualquer ação nesse sentido, a tendência é que prevaleça a desorganização. Em nosso cotidiano, percebemos que é mais fácil deixarmos as coisas desorganizadas do que em ordem. A ordem tem seu preço. Portanto, percebemos que há um embate constante na manutenção da vida e do universo contra a desordem. A luta contra a desorganização é travada a cada momento por nós. Por exemplo, desde o momento da nossa concepção, a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, nosso organismo vai se desenvolvendo e ficando mais complexo. Partimos de uma única célula e chegamos à fase adulta com trilhões delas, especializadas para determinadas funções. Entretanto, com o passar dos anos, envelhecemos e nosso corpo não consegue mais funcionar adequadamente, ocorre uma falha fatal e morremos. O que se observa na natureza é que a manutenção da ordem é fruto da ação das forças fundamentais, que, ao interagirem com a matéria, permitem que esta se organize. Desde a formação do nosso planeta, há cerca de 5 bilhões de anos, a vida somente conseguiu se desenvolver às custas de transformar a energia recebida pelo Sol em uma forma útil, ou seja, capaz de manter a organização. Para tal, pagamos um preço alto: grande parte dessa energia é perdida, principalmente na forma de calor. Dessa forma, para que existamos, pagamos o preço de aumentar a desorganização do nosso planeta. Quando o Sol não puder mais fornecer essa energia, dentro de mais 5 bilhões de anos, não existirá mais vida na Terra. Com certeza a espécie humana já terá sido extinta muito antes disso.
(Adaptado de: OLIVEIRA, A. O Caos e a Ordem. Ciência Hoje. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2015.)
O texto I apresenta certas dimensões da cidade contemporânea que podem ser tratadas a partir do que a Sociologia denominou “questões urbanas”.
Com base nos conhecimentos sobre as questões urbanas, especialmente nos estudos sociológicos da Escola de Chicago, assinale a alternativa correta.
Questão 5 9104849
UEPA 3º ETAPA 2015Leia o Texto para responder a questão.
Texto
Responsabilidade pelas diferenças é da sociedade atual
No período colonial e imperial brasileiro, um modelo de escravidão extremamente brutal sobre suas vítimas não deixara de lograr mecanismos de mobilidade social para alguns descendentes de escravizados que se tornaram libertos.
No Brasil do século 19, em algumas regiões, eles poderiam chegar mesmo a 80% do total da população livre; dados semelhantes aos de Cuba. No Sul dos Estados Unidos, por exemplo, o índice era de apenas 4%. Alguns destes chegaram -de forma ainda hoje inédita- aos altos escalões da vida cultural e política do país. A lista não é tão pequena assim: Rebouças, Patrocínio, Caldas Barbosa, Machado de Assis.
Na contramão, há quem afirme que a liberdade conquistada pela alforria, em nossa antiga sociedade, era extremamente precária - em razão da cor, tornando as pessoas libertas de tez mais escura no máximo quase-cidadãos.
De qualquer maneira, se é verdade que nossa realidade colonial e imperial guarda uma complexidade própria, o fato é que ao longo do século 20 a antiga sociedade acabaria abrigando um desconcertante paradoxo. O escravismo não tivera nada de harmonioso, mas o sistema de dominação abria margens para infiltrações.
Para as experiências do pós-emancipação, cor, raça e racismo foram paisagens permanentemente reconfiguradas. Ordem, trabalho, disciplina e progresso dialogaram com as políticas públicas de aparato policial e criminalização dos descendentes dos escravizados e suas formas de manifestação cultural e simbólica.
No projeto de nossas elites desse período vigorou a concepção de que o desenvolvimento socioeconômico era incompatível com nossas origens ancestrais em termos étnicos. Países com maiorias nãobrancas não atingiram, e jamais alcançariam, o tão desejado progresso. Os perniciosos efeitos do sistema escravista foram associados às suas vítimas, ou seja, os escravizados.
No contexto posterior aos anos 1930, a valorização simbólica da mestiçagem seria um importante combustível ideológico do projeto desenvolvimentista. Dado o momento histórico em que fora forjado, se pode até reconhecer que tal discurso poderia abrigar algum tipo de perspectiva progressista. Por outro lado, ao consagrar como natural a convergência das linhas de classe e cor, tal lógica tentou convencer que diferenças sociais derivadas de aparências físicas (cor da pele, traços faciais), conquanto nítidas e persistentes, inexistiam.
Ou se existiam eram para ser esquecidas, abafadas ou comentadas no íntimo do lar. Como tal, o mito da democracia racial serviu não apenas ao projeto de industrialização do país. Também se associou a um modelo de desenvolvimento que viria a ser assumidamente concentrador de renda e poder político em termos sociorraciais, dado que tais assimetrias passaram a ser incorporadas à paisagem das coisas.
Após o fim do mito da democracia racial, parece que se torna necessário romper com uma segunda lenda. A de que as assimetrias de cor ou raça sejam decorrência direta do escravismo, findado há 120 anos.
Tal compreensão retira da sociedade do presente a responsabilidade pela construção de um quadro social extremamente injusto gerado a cada instante, colocando tal fardo apenas nos ombros do distante passado. Nosso racismo está embebido de uma forte associação entre cor da pele e uma condição social esperada ou desejada. Tal correlação atua nos diversos momentos da vida social, econômica e institucional.
A leitura dos indicadores sociais decompostos pela variável cor ou raça expressa a dimensão de tais práticas sociais inaceitáveis. Se os afrodescendentes se conformam com tal realidade, fica então ratificado o mito. Se não se conformam, dizem os maus presságios: haverá ruptura de nossa paz social.
O racismo e as assimetrias de cor ou raça do presente não são produtos da escravidão, muito embora tenham sido vitais para o seu funcionamento. Em sendo uma herança perpétua e acriticamente atual.
O que fazer para superar este legado? Este é o desafio de todos nós, habitantes deste sexto século brasileiro que há pouco despertou.
(Flávio Gomes e Marcelo Paixão. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj2311200806.htm.Texto adaptado)
Quem foi quem disse que o samba tem/Origem lá no morro meu bem/O samba nasce em qualquer lugar/Não dou exemplo pra não dar o que falar/Quando se tem ao lado um alguém/Com esse ritmo que é nosso também/Fazer samba não é privilégio de ninguém.
(Elza Soares: Teleco-teco).
A democracia racial foi considerada um mito, e, ainda, segundo o Texto, as assimetrias raciais persistem sob responsabilidade do “distante passado”.
Assim sendo, a passagem abaixo que confirma tal afirmativa é:
Questão 6 9066046
UEPA 1ª ETAPA 2015Considere os Textos e a charge a seguir para responder à questão:
TEXTO
País do Futebol (part. Emicida) e MC Guimê
(REFRÃO)
No flow
Por onde a gente passa é show, fechou
E olha onde a gente chegou
Eu sou país do futebol, negô
Até gringo sambou
Tocou Neymar é gol
Ó minha pátria amada, idolatrada
Um salve à nossa nação
E através dessa canção
Hoje posso fazer minha declaração
Entre house de boy, beco e vielas
Jogando bola dentro da favela
Pro menor não tem coisa melhor
E a menina que sonha em ser uma atriz de novela
A rua é nossa e eu sempre fui dela
Desde descalço gastando canela
Hoje no asfalto de toda São Paulo
De nave do ano, tô na passarela
Na chuva, no frio, no calor
No samba, no rap e tambor
As mãos pro céu igual meu redentor
Hoje agradeço ao nosso Senhor
Poeira no boot, é cinza, Kichute
Campão, barro na canela
Maloqueiro, fut, talento
É arte de chão, ouro de favela
Imaginei, pique Boy do Charmes
Voltei, estilo Charles Dow
Pra fazer a quebrada cantar
Memo, é tipo MC Lon
Eu vim pelas taça, pois, raça
Foi quase dois palito
Ontem foi choro, hoje tesouro
E o coro grita: "Tá Bonito"
Eu sou Zona Norte, fundão
Swing de vagabundos
Que venceu a desnutrição
E hoje vai dominar o mundo
TEXTO

Sobre as informações contidas na charge acima e no Texto, é correto afirmar que:
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