Questões de Sociologia
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Questão 6 14999081
FUNORTE Medicina 2022/2Texto
Múltiplas faces da violência contra a mulher
[1] A violência atinge as mulheres todos os dias. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento que permita compreender e construir soluções baseadas em evidências e na escuta das mulheres brasileiras em sua diversidade. Neste ano eleitoral, conclamamos partidos e candidaturas a se comprometerem com a agenda do combate à violência contra mulheres e meninas.
[2] Desde os anos 1980, os movimentos feministas brasileiros lutam por políticas públicas e marcos legais para garantir às brasileiras uma vida sem violência. Um ponto alto dessa luta foi a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, reconhecida como uma das mais completas do mundo. Aos desafios que já existiam para a sua efetivação, entre os quais o monitoramento por estados e municípios, soma-se o atual desmonte das políticas públicas e mecanismos de participação cidadã.
[3] A violência de gênero se conecta às desigualdades em todas as esferas: na casa, no trabalho, na política. Visões romantizadas da família podem desviar as ações para combatê-la no espaço doméstico, onde ocorre a maioria dos casos. Impedir o debate sobre gênero nas escolas retira das meninas informações que as ajudam a reconhecer e denunciar situações de violência. Posturas sexistas e misóginas de lideranças políticas normalizam a violência política de gênero.
[4] A violência de gênero se combina ao racismo e à discriminação contra mulheres LGBTQIA+. Mulheres negras estão mais vulneráveis ao feminicídio que mulheres brancas, e o desmonte das políticas de proteção social e combate à pobreza, somado à pandemia de Covid-19, vêm agravando desigualdades preexistentes.
[5] Já as políticas que favorecem a mineração e a agropecuária aumentam tensões com os povos originários, expondo as mulheres indígenas à violência. É algo que fica evidente na morte de uma menina de 12 anos estuprada por garimpeiros ilegais na terra indígena Yanomami. Por sua vez, mulheres LGBTQIA+ estão sujeitas a agressões nas esferas pública e privada em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero.
[6] No campo da saúde, a cultura científica pode favorecer a invisibilidade da violência. Ela é produzida pelas dificuldades e silêncio que rondam as mulheres, assim como pelas dificuldades dos profissionais de saúde de perguntar e reconhecer situações de violência. Somam-se a isso processos culturais de banalização, com a naturalização de atos cotidianos de violência, essencializados como impulsos naturais masculinos e não tomados como comportamento intencional culturalmente válido.
[7] Aí também estão presentes outras discriminações, perpetradas inclusive por agentes estatais: mulheres negras recebem menos anestesia no parto que as brancas, pela noção errônea de que seus corpos suportam melhor a dor. O tratamento dado às indígenas durante a gravidez e o parto pela Secretaria Especial de Saúde Indígena não respeita as formas culturais de atendimento por parteiras e pajés. Por sua vez, as mulheres LGBTQIA+ muitas vezes encontram desconhecimento e práticas de discriminação nos serviços de saúde.
[8] No caso da atenção às mulheres em situação de violência, a principal referência terapêutica será a de bem ouvir seu relato, dando crédito às revelações e agindo de modo respeitoso, sem revitimizà-las ou discriminá-las. A melhor intervenção busca, na narrativa que elas oferecem, pontos de apoios para reconhecer e valorizar sua cultura e seus direitos do ponto vista ético e legal.
[9] Movimentos feministas e de mulheres negras, indígenas e LGBTQIA+ têm trabalhado para romper esse silêncio e informá-las para que reconheçam e saibam como agir em casos de agressão. O combate e as garantias fundamentais que estão em jogo dependem de compromissos coletivos e políticas públicas.
[10] Essa luta se confunde com os desafios mais amplos para a cidadania e a democracia. Nunca foi apenas sobre as mulheres - e continua a não ser.
Para cada trecho sublinhado a seguir, há uma análise sintática entre parênteses. Assinale a alternativa que contém a análise correta:
Questão 5 14999071
FUNORTE Medicina 2022/2Texto
Múltiplas faces da violência contra a mulher
[1] A violência atinge as mulheres todos os dias. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento que permita compreender e construir soluções baseadas em evidências e na escuta das mulheres brasileiras em sua diversidade. Neste ano eleitoral, conclamamos partidos e candidaturas a se comprometerem com a agenda do combate à violência contra mulheres e meninas.
[2] Desde os anos 1980, os movimentos feministas brasileiros lutam por políticas públicas e marcos legais para garantir às brasileiras uma vida sem violência. Um ponto alto dessa luta foi a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, reconhecida como uma das mais completas do mundo. Aos desafios que já existiam para a sua efetivação, entre os quais o monitoramento por estados e municípios, soma-se o atual desmonte das políticas públicas e mecanismos de participação cidadã.
[3] A violência de gênero se conecta às desigualdades em todas as esferas: na casa, no trabalho, na política. Visões romantizadas da família podem desviar as ações para combatê-la no espaço doméstico, onde ocorre a maioria dos casos. Impedir o debate sobre gênero nas escolas retira das meninas informações que as ajudam a reconhecer e denunciar situações de violência. Posturas sexistas e misóginas de lideranças políticas normalizam a violência política de gênero.
[4] A violência de gênero se combina ao racismo e à discriminação contra mulheres LGBTQIA+. Mulheres negras estão mais vulneráveis ao feminicídio que mulheres brancas, e o desmonte das políticas de proteção social e combate à pobreza, somado à pandemia de Covid-19, vêm agravando desigualdades preexistentes.
[5] Já as políticas que favorecem a mineração e a agropecuária aumentam tensões com os povos originários, expondo as mulheres indígenas à violência. É algo que fica evidente na morte de uma menina de 12 anos estuprada por garimpeiros ilegais na terra indígena Yanomami. Por sua vez, mulheres LGBTQIA+ estão sujeitas a agressões nas esferas pública e privada em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero.
[6] No campo da saúde, a cultura científica pode favorecer a invisibilidade da violência. Ela é produzida pelas dificuldades e silêncio que rondam as mulheres, assim como pelas dificuldades dos profissionais de saúde de perguntar e reconhecer situações de violência. Somam-se a isso processos culturais de banalização, com a naturalização de atos cotidianos de violência, essencializados como impulsos naturais masculinos e não tomados como comportamento intencional culturalmente válido.
[7] Aí também estão presentes outras discriminações, perpetradas inclusive por agentes estatais: mulheres negras recebem menos anestesia no parto que as brancas, pela noção errônea de que seus corpos suportam melhor a dor. O tratamento dado às indígenas durante a gravidez e o parto pela Secretaria Especial de Saúde Indígena não respeita as formas culturais de atendimento por parteiras e pajés. Por sua vez, as mulheres LGBTQIA+ muitas vezes encontram desconhecimento e práticas de discriminação nos serviços de saúde.
[8] No caso da atenção às mulheres em situação de violência, a principal referência terapêutica será a de bem ouvir seu relato, dando crédito às revelações e agindo de modo respeitoso, sem revitimizà-las ou discriminá-las. A melhor intervenção busca, na narrativa que elas oferecem, pontos de apoios para reconhecer e valorizar sua cultura e seus direitos do ponto vista ético e legal.
[9] Movimentos feministas e de mulheres negras, indígenas e LGBTQIA+ têm trabalhado para romper esse silêncio e informá-las para que reconheçam e saibam como agir em casos de agressão. O combate e as garantias fundamentais que estão em jogo dependem de compromissos coletivos e políticas públicas.
[10] Essa luta se confunde com os desafios mais amplos para a cidadania e a democracia. Nunca foi apenas sobre as mulheres - e continua a não ser.
Os substantivos exercem funções sintáticas diversas na construção de enunciados, por isso, contribuem ativamente para a coerência textual.
Assinale a alternativa cuja análise, presente nos parênteses, está correta quanto à função sintática exercida pelo substantivo em negrito.
Questão 4 14999061
FUNORTE Medicina 2022/2Texto
Múltiplas faces da violência contra a mulher
[1] A violência atinge as mulheres todos os dias. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento que permita compreender e construir soluções baseadas em evidências e na escuta das mulheres brasileiras em sua diversidade. Neste ano eleitoral, conclamamos partidos e candidaturas a se comprometerem com a agenda do combate à violência contra mulheres e meninas.
[2] Desde os anos 1980, os movimentos feministas brasileiros lutam por políticas públicas e marcos legais para garantir às brasileiras uma vida sem violência. Um ponto alto dessa luta foi a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, reconhecida como uma das mais completas do mundo. Aos desafios que já existiam para a sua efetivação, entre os quais o monitoramento por estados e municípios, soma-se o atual desmonte das políticas públicas e mecanismos de participação cidadã.
[3] A violência de gênero se conecta às desigualdades em todas as esferas: na casa, no trabalho, na política. Visões romantizadas da família podem desviar as ações para combatê-la no espaço doméstico, onde ocorre a maioria dos casos. Impedir o debate sobre gênero nas escolas retira das meninas informações que as ajudam a reconhecer e denunciar situações de violência. Posturas sexistas e misóginas de lideranças políticas normalizam a violência política de gênero.
[4] A violência de gênero se combina ao racismo e à discriminação contra mulheres LGBTQIA+. Mulheres negras estão mais vulneráveis ao feminicídio que mulheres brancas, e o desmonte das políticas de proteção social e combate à pobreza, somado à pandemia de Covid-19, vêm agravando desigualdades preexistentes.
[5] Já as políticas que favorecem a mineração e a agropecuária aumentam tensões com os povos originários, expondo as mulheres indígenas à violência. É algo que fica evidente na morte de uma menina de 12 anos estuprada por garimpeiros ilegais na terra indígena Yanomami. Por sua vez, mulheres LGBTQIA+ estão sujeitas a agressões nas esferas pública e privada em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero.
[6] No campo da saúde, a cultura científica pode favorecer a invisibilidade da violência. Ela é produzida pelas dificuldades e silêncio que rondam as mulheres, assim como pelas dificuldades dos profissionais de saúde de perguntar e reconhecer situações de violência. Somam-se a isso processos culturais de banalização, com a naturalização de atos cotidianos de violência, essencializados como impulsos naturais masculinos e não tomados como comportamento intencional culturalmente válido.
[7] Aí também estão presentes outras discriminações, perpetradas inclusive por agentes estatais: mulheres negras recebem menos anestesia no parto que as brancas, pela noção errônea de que seus corpos suportam melhor a dor. O tratamento dado às indígenas durante a gravidez e o parto pela Secretaria Especial de Saúde Indígena não respeita as formas culturais de atendimento por parteiras e pajés. Por sua vez, as mulheres LGBTQIA+ muitas vezes encontram desconhecimento e práticas de discriminação nos serviços de saúde.
[8] No caso da atenção às mulheres em situação de violência, a principal referência terapêutica será a de bem ouvir seu relato, dando crédito às revelações e agindo de modo respeitoso, sem revitimizà-las ou discriminá-las. A melhor intervenção busca, na narrativa que elas oferecem, pontos de apoios para reconhecer e valorizar sua cultura e seus direitos do ponto vista ético e legal.
[9] Movimentos feministas e de mulheres negras, indígenas e LGBTQIA+ têm trabalhado para romper esse silêncio e informá-las para que reconheçam e saibam como agir em casos de agressão. O combate e as garantias fundamentais que estão em jogo dependem de compromissos coletivos e políticas públicas.
[10] Essa luta se confunde com os desafios mais amplos para a cidadania e a democracia. Nunca foi apenas sobre as mulheres - e continua a não ser.
Marque a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica, conforme a variante linguística do português brasileiro:
Questão 2 14999029
FUNORTE Medicina 2022/2Texto
Múltiplas faces da violência contra a mulher
[1] A violência atinge as mulheres todos os dias. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento que permita compreender e construir soluções baseadas em evidências e na escuta das mulheres brasileiras em sua diversidade. Neste ano eleitoral, conclamamos partidos e candidaturas a se comprometerem com a agenda do combate à violência contra mulheres e meninas.
[2] Desde os anos 1980, os movimentos feministas brasileiros lutam por políticas públicas e marcos legais para garantir às brasileiras uma vida sem violência. Um ponto alto dessa luta foi a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, reconhecida como uma das mais completas do mundo. Aos desafios que já existiam para a sua efetivação, entre os quais o monitoramento por estados e municípios, soma-se o atual desmonte das políticas públicas e mecanismos de participação cidadã.
[3] A violência de gênero se conecta às desigualdades em todas as esferas: na casa, no trabalho, na política. Visões romantizadas da família podem desviar as ações para combatê-la no espaço doméstico, onde ocorre a maioria dos casos. Impedir o debate sobre gênero nas escolas retira das meninas informações que as ajudam a reconhecer e denunciar situações de violência. Posturas sexistas e misóginas de lideranças políticas normalizam a violência política de gênero.
[4] A violência de gênero se combina ao racismo e à discriminação contra mulheres LGBTQIA+. Mulheres negras estão mais vulneráveis ao feminicídio que mulheres brancas, e o desmonte das políticas de proteção social e combate à pobreza, somado à pandemia de Covid-19, vêm agravando desigualdades preexistentes.
[5] Já as políticas que favorecem a mineração e a agropecuária aumentam tensões com os povos originários, expondo as mulheres indígenas à violência. É algo que fica evidente na morte de uma menina de 12 anos estuprada por garimpeiros ilegais na terra indígena Yanomami. Por sua vez, mulheres LGBTQIA+ estão sujeitas a agressões nas esferas pública e privada em virtude de sua orientação sexual e identidade de gênero.
[6] No campo da saúde, a cultura científica pode favorecer a invisibilidade da violência. Ela é produzida pelas dificuldades e silêncio que rondam as mulheres, assim como pelas dificuldades dos profissionais de saúde de perguntar e reconhecer situações de violência. Somam-se a isso processos culturais de banalização, com a naturalização de atos cotidianos de violência, essencializados como impulsos naturais masculinos e não tomados como comportamento intencional culturalmente válido.
[7] Aí também estão presentes outras discriminações, perpetradas inclusive por agentes estatais: mulheres negras recebem menos anestesia no parto que as brancas, pela noção errônea de que seus corpos suportam melhor a dor. O tratamento dado às indígenas durante a gravidez e o parto pela Secretaria Especial de Saúde Indígena não respeita as formas culturais de atendimento por parteiras e pajés. Por sua vez, as mulheres LGBTQIA+ muitas vezes encontram desconhecimento e práticas de discriminação nos serviços de saúde.
[8] No caso da atenção às mulheres em situação de violência, a principal referência terapêutica será a de bem ouvir seu relato, dando crédito às revelações e agindo de modo respeitoso, sem revitimizà-las ou discriminá-las. A melhor intervenção busca, na narrativa que elas oferecem, pontos de apoios para reconhecer e valorizar sua cultura e seus direitos do ponto vista ético e legal.
[9] Movimentos feministas e de mulheres negras, indígenas e LGBTQIA+ têm trabalhado para romper esse silêncio e informá-las para que reconheçam e saibam como agir em casos de agressão. O combate e as garantias fundamentais que estão em jogo dependem de compromissos coletivos e políticas públicas.
[10] Essa luta se confunde com os desafios mais amplos para a cidadania e a democracia. Nunca foi apenas sobre as mulheres - e continua a não ser.
A palavra "que" apresenta diversas funções gramaticais na língua portuguesa. Identifique a função do "que" no seguinte trecho: "A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas reconhece que é chave para o futuro do Brasil produzir conhecimento (...)" e, em seguida, assinale a alternativa na qual o "que" destacado exerça a mesma função gramatical.
Questão 51 14847704
PAS - UFLA 2 Etapa 2022-2024Leia o Texto 1 para responder à questão.
TEXTO 1
O SLOGAN “A FAVELA VENCEU” INCLUI OS QUE PASSAM FOME?
A verdade é aquilo que está fora da sua cabeça. – Amílcar Cabral
[1] Nós, moradores de territórios marginalizados, enfrentamos inúmeras adversidades resultantes da
ausência do Estado na produção de políticas públicas que nos ofertem sobrevivência digna. E como reflexo,
acostumamo-nos a comemorar com certo entusiasmo as pequenas conquistas pessoais. Celebramos a
promoção no emprego, a publicação de artigo na imprensa, o curso concluído ou ingresso na universidade, a
[5] reforma da residência, a aquisição de algum bem material etc. Às vezes nem é sobre nós, comemoramos
também as superações das pessoas que estão na mesma condição social. E acho importante que façamos isso,
pois cultiva a esperança e fortalece a autoestima de um povo que se reinventa para sobreviver neste mundo
abundante de injustiça social, como disse o intelectual Milton Santos (2000) “(…) os pobres não se entregam.
Eles descobrem cada dia formas inéditas de trabalho e de luta”.
[10] No entanto, as conquistas não são eventos comuns, muitas pessoas convivem somente com derrotas e
sofrimentos. Por essa razão, critico os que colocam as experiências individuais como universais e
representativas da população que sobrevive no mesmo espaço geográfico. De maneira mais específica, refiro
me aos artistas, militantes e políticos que lançam mão do slogan “A favela venceu” nas ocasiões em que os
moradores da periferia conquistam algo material ou simbólico, ou situações que a própria cultura marginalizada
[15] ocupa espaços privilegiados. Eu vejo nessa manifestação o mero ajuste ao ideário neoliberal, desconectado da
realidade concreta da massa negra e pobre. É o flerte com a meritocracia, pois como pano de fundo considera o
esforço a matéria-prima do sucesso, homogeniza as individualidades e abandona as críticas que deveriam ser
feitas ao Estado por não garantir os direitos fundamentais da população. Decerto, se a sociedade não fosse
estruturalmente racista, possivelmente, nem favelas existiriam neste país, já que os negros são a maioria nesses
[20] lugares. Os disseminadores do slogan, simplesmente, desconsideram as dores das mães, familiares e amigos de
pessoas que foram assassinadas pelas ações do poder público em nome do combate às drogas. Urge que
sejamos críticos diante disso, e questionemos “como assim a favela venceu?” se o que vemos é a manutenção e
aumento da violência contra os negros e pobres.
Devemos rechaçar pensamentos individualistas massificados, principalmente, por quem o sistema
[25] concedeu migalhas e oportunidade de participação em espaços privilegiados. A realidade violenta exige a
construção de ações concretas e discursos radicalizados contra o sistema que oprime a população.
Conversemos com as pessoas e mostremos que no capitalismo a mobilidade social dos pobres é descendente, e
os que ascendem são apenas exceções confirmando a regra. Mas, se mesmo assim elas insistirem na
reprodução do slogan, pergunte se os que andam revirando lixo, encarando a “fila do osso”, e os familiares que
[30] perderam seus entes queridos, na “guerra às drogas”, compartilham da mesma opinião.
CORRÊA. Ricardo. O slogan “a favela venceu” inclui os que passam fome? Carta Campinas. Disponível em: https://cartacampinas.com.br/2022/06/o-slogan-a-fevela-venceu-inclui-os-que-passam-fome/ Acesso em 10 out 2022.
Leia as proposições a seguir a respeito do texto O slogan “a favela venceu” inclui os que passam fome?
I - As dificuldades enfrentadas pelos moradores de favelas estão atreladas ao sentimento contínuo de derrotas e sofrimentos.
II - A celebração das conquistas relacionadas a trabalho, à aquisição de bens materiais ou à conclusão de um curso é importante porque mostra que na favela existem pessoas que se esforçam para serem bem sucedidas.
III - As experiências e conquistas individuais têm caráter universal, pois refletem a emancipação e os ganhos sociais dos moradores locais possibilitados por políticas neoliberais.
IV - O capitalismo limita a mobilidade social de grupos marginalizados, pois os que alcançam projeção social são tão poucos que podem ser tratados como exceção à regra.
Assinale a alternativa CORRETA:
Questão 42 14847573
PAS - UFLA 2 Etapa 2022-2024O carisma é a grande força revolucionária nas épocas com forte vinculação à tradição. Diferentemente da força também revolucionária da ratio, que ou atua de fora para dentro - pela modificação das circunstâncias e problemas da vida e assim, indiretamente, das respectivas atitudes -, ou então por intelectualização, o carisma pode ser uma transformação com ponto de partida íntimo, a qual, nascida de miséria ou entusiasmo, significa uma modificação da direção da consciência e das ações, com orientação totalmente nova de todas as atitudes diante de todas as formas de vida e diante do "mundo", em geral.
WEBER, Max. Economia e Sociedade: fundamentos de sociologia compreensiva. 4ª ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2015, p. 161
De acordo com a sociologia weberiana, a “força revolucionária” do carisma tem sua origem nas
06
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