Questões de Sociologia
6.494 Questões
Questão 11 10869740
APMBB 2023Analise a postagem publicada no Twitter.

(www.techtudo.com.br)
Em 2021, o termo cringe, entendido como “vergonha alheia”, ganhou força em discussões na internet e fora dela.
Ainda que quase sempre vista de forma bem-humorada, a discussão faz parte de outros conflitos intergeracionais que têm se manifestado
Questão 19 10763987
UFSM Manhã 2023“Negacionismo, tal como definido atualmente, é a atitude de negar, para si mesmo e para o mundo, um fato bem estabelecido ou um consenso científico, na ausência de evidências contundentes. [...] Quando o grupo negacionista é minoritário, ou a evidência do erro é prevalente e abundante na cultura — especialmente quando essas duas condições se encontram —, o negacionismo tende a gerar um senso de identidade coletiva e de solidariedade mútua que se aproxima muito do que existe no meio das teorias da conspiração e de certos grupos políticos e religiosos mais radicais. A convicção de que ‘nós’, os poucos e bons, estamos juntos na trincheira contra a iniquidade de um mundo dominado por ‘eles’, os muitos e maus, é um potente motivador. A mentalidade conspiratória vem a calhar, porque permite inverter o sinal da evidência. Se ‘eles’ controlam a narrativa, qualquer prova de que o grupo negacionista está errado é, na verdade, prova de que ele está certo: são as ‘impressões digitais’ da conspiração.”
Fonte: PASTERNAK, N.; ORSI, C. Contra a realidade: A negação da ciência, suas causas e consequências. Campinas, SP: Papirus 7 Mares, 2021.
De acordo com o texto acima, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O sistema de crenças de um indivíduo negacionista é imune às pressões identitárias do grupo social em que está inserido.
( ) O comportamento negacionista ilustra o modelo falsificacionista de ciência defendido por Karl Popper.
( ) A desconsideração das melhores evidências científicas disponíveis segue o método indutivo de confirmação de teorias científicas.
A sequência correta é
Questão 10340643
Duda IA Banco EM A 2023/2No contexto da sociologia, a cultura é composta por crenças, valores, costumes e tradições que são transmitidos de geração em geração, dando origem a uma identidade coletiva. Dentro de uma mesma sociedade, podemos encontrar diversas culturas que coexistem e interagem entre si. A questão racial é um aspecto importante dessas interações culturais e pode influenciar tanto as relações sociais quanto o desenvolvimento dos indivíduos.
Analisando as relações entre cultura e sociedade, como a questão racial pode impactar a vida dos indivíduos dentro de uma determinada comunidade?
Questão 10335503
Duda IA Banco EM A 2023/2A Antropologia Clássica é uma área de estudo relevante dentro das Ciências Sociais e busca compreender a diversidade cultural, comportamental e social dos seres humanos. Durante o século XIX e início do século XX, diversos antropólogos desenvolveram trabalhos significativos que contribuíram para a consolidação e o avanço do conhecimento nesta área. Entre os antropólogos clássicos, destacam-se Franz Boas, Bronislaw Malinowski e Claude Lévi-Strauss.
Relacione os seguintes conceitos aos antropólogos clássicos mencionados no texto base:
1. Relativismo Cultural
2. Funcionalismo
3. Estruturalismo
Questão 10329360
Duda IA Banco EM A 2023/2O Estado Moderno é uma organização política que surgiu no século XV na Europa, após a crise do feudalismo e o declínio do poder da Igreja. O Estado Moderno tem suas raízes na busca por estabilidade e centralização do poder político, visando a manutenção da ordem e o controle do território. Nesse contexto, destacam-se os teóricos políticos Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau, que contribuíram para a compreensão das bases do Estado Moderno.
Tendo em vista o desenvolvimento do Estado Moderno, identifique qual dos teóricos abaixo propôs uma teoria política que defende a ideia de um contrato social entre os cidadãos e o Estado como forma de garantir a ordem e proteção dos direitos individuais.
Questão 3 10123793
FACASPER Inverno 2023Leia o texto a seguir e responda à questão.
DA LÓGICA DA POLÍTICA À LÓGICA DA MÍDIA: ENTRE DEMOCRACIA E ENTRETENIMENTO
Luís Mauro Sá Martino
As relações entre política e entretenimento vêm sendo um objeto privilegiado de investigação tanto no campo das Ciências Sociais como no da Comunicação. Dentre os vários focos, seria possível destacar a preocupação com as formas de concepções de política presentes na arte, questões de política cultural e o engajamento de artistas, canções e movimentos musicais em atividades de natureza política – a canção de protesto, nesse sentido, seria o caso mais explícito. Se a perspectiva crítica foi, em algum momento, dominante, proposições recentes vêm procurando contrabalançar essa questão.
O argumento deste ensaio é que a política está tomando a forma do entretenimento porque ela não seria entendida de outra maneira. Boa parte das referências coletivas contemporâneas estão articuladas com os ambientes da mídia e os discursos em circulação nesses espaços, fazendo parte de uma “cultura digital”, “cultura de massa”, “cultura da mídia” ou mesmo “popular culture”, como preferem os anglo-saxões, em uma acepção de “popular” que fica em diagonal com a dos discursos teóricos latino-americanos. O semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980), em seu trabalho pioneiro de análise da mídia, sugeria que as “mitologias modernas” – tramas de novelas, trechos de filmes, episódios de séries, canções populares e rock’n’roll – estão muito mais presentes na memória, tanto individual como coletiva, do que outras formas de narrativa.
O “mundo vivido”, no dizer do filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), está permeado de elementos dos meios de comunicação; eles formam nossa memória e os discursos coletivos, permitem associações e identificações individuais e sociais, expressam sentimentos e aspirações. Estão vinculados às condições materiais de sua produção e às relações sociais, mas, ao mesmo tempo em que as expressam, também as transcendem – a dialética da produção cultural, em alguma medida, parece se direcionar para esse aparente paradoxo que, no entanto, se dissolve quando se lembra que essa, em alguma medida, é a própria dinâmica da sociedade.
Isso não é superdimensionar o poder da mídia e sua articulação com a política da vida cotidiana. Se ela tem a série de prerrogativas, é porque está presente em algo mais amplo chamado “vida humana”, que certamente não depende apenas dos ambientes midiáticos, mas está em constante articulação com eles dentro de um processo de midiatização.
O sentido das mensagens da mídia é negociado em seu uso pelos indivíduos, entendidos como sujeitos históricos e sociais, dotados de vínculos, sentimentos, afetos, razão. Sua presença inicialmente se deve muito mais à maneira como ela se articula e se relaciona com outras instâncias da vida social, articulando-se em termos de um “ambiente”.
A realidade compartilhada
O filósofo norte-americano William James (1842-1910) foi um dos primeiros a chamar a atenção para esse fenômeno: vivemos em múltiplas realidades, mas quase não nos damos conta disso e, na maior parte dos casos, essa pluralidade é deixada de lado e comprimida em uma entidade singular, a realidade. E, nesse sentido, boa parte de nossa experiência cotidiana está relacionada de alguma maneira com as interações mediadas.
Em primeiro lugar, pela onipresença das redes de comunicação. As tecnologias de comunicação, transformadas em miniaturas e acopladas ao corpo humano, permitem uma interação mais rápida e ampla com outros seres humanos, mas também com outros canais de informações, como jamais foi experimentado na história. Se é possível dizer que a realidade é relacional, é possível argumentar também que essas relações são hoje mais mediadas do que em qualquer outra época. O acoplamento de dispositivos tecnoeletrônicos ao corpo humano – alguns autores chamariam de “pós-humano” – torna possível a criação e a experiência do “mundo real” em ambientes antes inimagináveis, múltiplos e simultâneos. Em qualquer lugar posso estar ligado simultaneamente a várias realidades, sobretudo quando se leva em conta a noção de “múltiplas realidades” mencionada por James.
Mesmo em um plano mais amplo, é praticamente impossível escapar da presença da mídia em qualquer espaço, seja como o som ambiente de um supermercado, seja nas telas eletrônicas presentes nos lugares mais inesperados ou no toque do smartphone. A torrente de informações, inesgotável, não é apreendida em sua totalidade pelos cinco sentidos, e aí também encontra lugar um intenso processo de negociação na dinâmica entre emissor, mensagem e receptor – se essas categorias ainda têm alguma validade para definir os parâmetros da comunicação contemporânea. Essa torrente não é nova e, quando se leva em consideração o desenvolvimento de uma cultura vinculada à mídia desde o final do século XIX, seria possível dizer que, de alguma maneira, a história cultural dos séculos XX e XXI está ligada aos discursos produzidos nos e pelos meios de comunicação e à sua apropriação e ressignificação pelos indivíduos.
Ao menos nas grandes cidades, seria difícil encontrar alguém nascido após 1950 que não tenha, em suas memórias pessoais, lembranças da televisão, do cinema e do rádio. O repertório das pessoas está povoado de personagens de filmes e novelas, cenas de cinema, música popular, MPB, rock’n’roll, citações de séries de televisão. (Texto adaptado).
De acordo com o texto, pode-se afirmar que, em uma cultura vinculada às mídias, o entretenimento:
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)