Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 9 15409691
FIOCRUZ Tecnologista em Saúde Pública 2023“A reforma do Estado brasileiro iniciada em 1995 adota o que chama de paradigma gerencial contemporâneo, fundamentado no modelo internacional denominado Nova Gestão Pública, que tem como premissa central a transição de um paradigma burocrático de administração pública para um novo paradigma gerencial.” (ANDRIOLO, 2006) Estudos apontam que essa perspectiva “gerencialista” levou para o setor público de saúde os princípios do setor privado e do mercado como modelo de organização e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) (MOROSINI, 2018).
Analise as seguintes afirmações:
I. na organização do SUS, o gerencialismo resultou em políticas seletivas e pacotes restritos de atenção, dirigidos às frações da classe trabalhadora em condições sociais mais adversas.
II. o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde foi fortemente atingido pelo gerencialismo, desviando uma característica fundante de seu trabalho que é a educação em saúde, para atividades instrumentais parametrizados que podem ser mensuráveis.
III. a concepção de sistema universal mantém-se como consenso nas políticas de saúde, apesar de o gerencialismo prever importante contenção de custos com estabilização ou diminuição do gasto sanitário.
IV. a adoção de estratégias, técnicas e instrumentos de organização, monitoramento, controle e avaliação, orientadas para a consecução de metas, indicadores de desempenho e eficácia é característica do gerencialismo e atingiu o trabalho na Atenção Básica à Saúde.
V. o gerencialismo na saúde Brasil levou a uma reestruturação da relação público/privado, a partir da descentralização de responsabilidades para outras esferas de governo e para o setor privado, consolidou a participação financeira do usuário com os serviços que utiliza, mas ampliou o orçamento federal a fim de ampliar a cobertura dos serviços.
Sobre as afirmativas acima, é correto afirmar que:
Questão 4 15409679
FIOCRUZ Tecnologista em Saúde Pública 2023Um dos braços que conduziu o Brasil ao neoliberalismo a partir dos anos de 1990 foi a reforma administrativa do Estado, que deslocou as fronteiras entre o público e o privado por meio das “parcerias”, sob uma racionalidade “economicista-liberal” (DI PIERRO, 2001) e forte influência dos organismos internacionais: Analise as colunas 1 e 2:
Coluna I
Desde esse período até os dias atuais, as políticas de trabalho, educação e saúde experimentaram:
I. o resgate de antigos ideários ordenadores da política educacional, como a teoria do capital humano.
II. a atualização da teoria do capital humano sob a égide do individualismo e da flexibilidade, por meio da pedagogia das competências.
III. a ideologia da empregabilidade.
IV. a ideologia do empreendedorismo e das competências socioemocionais.
Coluna II
Trata-se de ideários elaborados e difundidos relacionados aos seguintes fenômenos, apresentados em ordem aleatória:
A. crise do conceito de qualificação no trabalho e das disciplinas na escola, provocados pela restruturação produtiva e pelo desemprego estrutural, construindo uma nova noção para ordenar a relação trabalho e educação.
B. aceitação da era do fim dos empregos e a criação de novas alternativas para sobreviver, com maior uma ênfase nos aspectos do saber-ser e saber-conviver
C. necessidade posta pelo regime de acumulação flexível, de o trabalhador redirecionar sua autonomia para produzir uma condição de esperança objetiva ou a probabilidade mais ou menos elevada de encontrar um emprego, o que depende da manutenção em dia das suas competências.
D. investimento no “fator H” como finalidade dos cursos de qualificação, requalificação, profissionalização e profissionalização como condição para o crescimento social e econômico das pessoas e da sociedade, pensamento originado no contexto do desenvolvimentismo e renovado sob bases produtivas flexíveis e a ideologia do neoliberalismo.
É correto afirmar que apresenta corretas relações:
Questão 57 15367790
EMESCAM 2023/2Ex-funcionários de clínica odontológica de luxo de SP acusam a proprietária e dentista de assédio moral e sexual
Gritos e humilhações faziam parte da rotina da clínica, segundo ex-funcionários ouvidos pelo Fantástico. Eles também acusam de importunação sexual a cirurgiã-dentista de 35 anos; ela nega as acusações.
Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/ noticia/2023/03/26/ex-funcionarios-de-clinica-odontologica-deluxo-de-sp-acusam-a-proprietaria-e-dentista-de-assedio-morale-sexual.ghtml. Acesso em: 1 abr. 2023.
O assédio moral e o sexual têm sido frequente no noticiário brasileiro e, por isso, o Tribunal Superior do Trabalho publicou a Cartilha de Prevenção ao Assédio Moral e Sexual.
O que distingue o assédio moral do assédio sexual é a
Questão 24 15142073
MULTIVIX Medicina 2023Considere a leitura do texto seguinte para responder à questão.
Demissão silenciosa: entenda a tendência lançada pela geração Z. Para evitar o burnout e resguardar a vida pessoal, o movimento quiet quitting defende trabalhar o mínimo necessário.
Kathy Caprino, 26 de agosto de 2022
Como você deve ter lido, há uma nova tendência e um movimento emergente no mundo corporativo conhecido como #QuietQuitting (ou “demissão silenciosa”, em português). Um vídeo do TikTok sobre o assunto publicado em julho pelo perfil @zkchillin (agora @zaidleppelin) viralizou, e muitos usuários responderam com suas opiniões e experiências. O termo #QuietQuitting ganhou mais de 8 milhões de visualizações na plataforma apenas na semana passada.
Especialistas em carreira e sites de crescimento profissional estão tentando definir o que significa esse movimento, por que ele está ganhando tanta popularidade agora e como é importante tanto para funcionários quanto para empregadores.
Assim como a “Grande Demissão” começou como uma frase (cunhada pelo professor Anthony Klotz, que estudou as saídas de centenas de profissionais em sua entrevista à Bloomberg Businessweek), o quiet quitting tem o poder de catalisar algumas importantes reavaliações sobre trabalho e carreira.
O que é quiet quitting?
O termo está em alta no TikTok e teve repercussão em outras plataformas e sites de mídia e carreira. O nome é um pouco enganador, porque ele não se refere a deixar seu emprego ou fazer planos para fazer isso “silenciosamente”.
Na verdade, ele discute limitar as tarefas profissionais apenas ao que está estritamente definido na descrição do seu trabalho. Ou seja, não assumir mais deveres e tarefas do que sua função atual estabelece e fazer o mínimo que puder para concluir o trabalho necessário, mas fazendo isso bem.
O objetivo é evitar o burnout ao trabalhar mais horas do que o necessário e fazer mais do que você foi contratado para fazer – sem ser remunerado por isso.
Esse movimento também dá voz a todos aqueles que estão insatisfeitos com a forma como são tratados por seus empregadores, que forçam os funcionários a voltar aos escritórios quando os acordos remotos eram aceitáveis e produtivos e não pagam pelo trabalho extra que é feito.
Por que ganhou popularidade agora?
A pandemia trouxe muitos desafios de trabalho que estão contribuindo para o burnout, a depressão, a ansiedade, a raiva e um sentimento de falta de controle sobre nossas vidas.
E esses desafios estão recaindo ainda mais sobre as mulheres, que muitas vezes também têm que conciliar mais responsabilidades domésticas, cuidados com crianças e idosos e ajudar na educação dos filhos.
O novo normal de “trabalho remoto”, apesar de ter alguns benefícios, pode borrar os limites entre casa e trabalho e tornar ainda mais difícil sentir quando “terminamos” o trabalho pelo qual estamos sendo pagos.
Embora o modelo remoto possa nos permitir mais flexibilidade, também pode ser muito mais difícil nos afastarmos de estar constantemente “on-line”. Isso nos impossibilita de relaxar e separar completamente do trabalho – focar por um período de tempo em nossas vidas pessoais, hobbies, família e outras atividades sem interrupções profissionais.
Esse não é um fenômeno novo, mas a pandemia aumentou o estresse e a sobrecarga que muitos sentem sobre a quantidade de trabalho que têm, muito além do que foram contratados para fazer.
Por que o quiet quitting repercutiu tanto?
O termo (e a expressão “se demitir”) dá às pessoas uma sensação de poder pessoal e urgência em relação ao que milhões de pessoas estão sentindo hoje. E isso permite a elas algumas novas maneiras de pensar sobre como recuperar o controle de suas vidas. Além disso, é empoderador para as pessoas verem que não estão sozinhas (e que milhões de outros profissionais compartilham dos mesmos problemas).
Assim como o movimento da Grande Demissão, ele legitimou as preocupações dos profissionais sobre trabalho e vida profissional, e os ajudou a tomar medidas que os fazem sentir mais no controle das suas carreiras e de como estão vivendo suas vidas. Isso ajudou os líderes a acordarem para a gravidade do problema e para a forma como eles estavam liderando.
Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2022/08/quiet-quitting-entenda-a-nova-tendencia-do mundo-corporativo/ Acesso: 28 de agosto de 2022. Texto adaptado.
Não é possível compreender, considerando a leitura do texto, que:
Questão 2 15036166
UniRV APARECIDA 2023/2Psiquiatra explica como funciona a mente de um estuprador - Ayca Abakan
Turquia tem testemunhado protestos furiosos de mulheres de todas as idades nos últimos dias. Eles foram motivados pela tentativa de estupro e consequente assassinato de uma universitária de 20 anos na semana passada. […] Num momento em que as mulheres turcas começam a levantar a voz contra o estupro, o abuso e o assédio sexual, a BBC entrevistou a psiquiatra Sahika Yuksel, em Istambul, para tentar entender como funciona a mente de um estuprador:
BBC: Por que homens estupram? O que motiva um estuprador?
Sahika Yuksel: É completamente errado supor que homens estupram por causa de necessidades hormonais. Um homem na rua não estupra uma mulher de qualquer jeito. Sabendo que é algo impróprio, eles tendem a fazê-lo secretamente. O estupro não é um ato sexual. É um ataque. Trata-se de vencer, de conseguir um objeto – e a mulher é objetificada neste caso. Trata-se de poder. E há também pessoas que sentem prazer com isso. O estupro é considerado o comportamento mais grave (em relação a uma mulher), isso é verdade, mas não é o único tipo de agressão que os homens cometem. Quando a violência psicológica, a violência física, a violência financeira, o desrespeito por direitos das mulheres e a discriminação são permitidos e normalizados, também ocorrem estupros.
BBC: A maneira como um homem é criado tem alguma relação com o fato de ele cometer agressão sexual na vida adulta?
Yuksel: As crianças são educadas de acordo com valores que atribuem mais poder aos homens na cultura. A mãe é ensinada a tratar seu marido de maneira diferente e a obedecer a sua dominação autoritária. Portanto, ela espelha esse comportamento com seu filho e com sua filha. Sabemos que meninas cujas mães enfrentaram violência doméstica tendem a sofrer mais violência em seus próprios casamentos e relacionamentos. Homens cujas mães apanharam de seus pais têm maior tendência a serem abusivos em seus próprios relacionamentos.
Meninos e meninas são definidos pela sociedade pelo fato de suas mães serem tratadas por seus pais como indivíduos de segunda classe. Pode-se dizer que é um problema global e que é possível ver traços semelhantes dele em todo o mundo. Mas lutar contra isso é outra coisa. As mulheres (na Turquia) geralmente recebem uma educação pior do que a dos homens, e políticos afirmaram diversas vezes que homens e mulheres não são equivalentes.
BBC: Como você lidaria com um indivíduo do sexo masculino que admita ter esta tendência (a praticar estupro) e que procure ajuda?
Yuksel: Ninguém pode mudar se não aceitar que suas ações são erradas e se responsabilizar por elas. Se ele for pego e declarar que não tinha a intenção de fazê-lo, isso não levará a uma mudança de comportamento. É muito pequeno o número de homens que detectam essa tendência em si mesmos e pedem ajuda antes de serem pegos.
O caminho é reabilitar os que cometem crimes sexuais enquanto eles cumprem suas sentenças na prisão. Toda pessoa tem o direito de ser tratada e reabilitada. Há muitos programas de reabilitação que tratam criminosos sexuais em todo o mundo, e o risco de reincidência entre os participantes é bem mais baixo do que entre os que não têm nenhum tipo de ajuda na prisão. Esses programas são especialmente benéficos para adolescentes que cometem crimes sexuais.
Gostaria de tocar em um ponto específico nesta discussão: há propostas de castrar criminosos sexuais e de trazer de volta a pena de morte. A pena de morte não é humanitária. Sabemos muito bem que nos Estados Unidos o número de crimes não diminuiu nos estados em que a pena de morte é aplicada. Essas medidas não são impeditivas.
Isso (estas propostas) são as pessoas em cargos altos tentando silenciar as multidões. Sempre ouvimos essa retórica após cada caso sensacional de estupro. Mas não estamos falando de vingança. Queremos que nossa sociedade fique tão livre quanto possível do abuso sexual e do estupro.
(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/190217_gch_mente_estuprador_aa_cc).
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as alternativas de acordo com o texto:
( ) A entrevistada considera que as violências psicológica, física e financeira são tão graves quanto o estupro.
( ) Segundo Yuksel, mulheres são tratadas como cidadãos de segunda classe em todo o mundo. Um dado que contradiz essa afirmação é o fato de homens na Turquia receberem uma educação pior do que as mulheres.
( ) A entrevistada defende a pena de morte para estupradores porque entende que essa medida impede que novos crimes aconteçam.
( ) Segundo a entrevistada, há programas de reabilitação de criminosos sexuais que apresentam resultados interessantes, particularmente para adolescentes que cometem crimes sexuais.
Questão 32 14762450
UFMG Administração 2023O problema da centralização versus descentralização da autoridade é um assunto amplamente discutido pela Teoria Neoclássica. sobre esses conceitos, analise as seguintes afirmativas
I. Certas funções, como compras e financeiro, permitem maior especialização e vantagens com a descentralização.
II. A centralização permite que as decisões sejam tomadas pelas unidades situadas nos níveis mais baixos da organização.
III. A centralização limita esforços duplicados de vários tomadores de decisão e reduz custos operacionais.
IV. A descentralização aumenta a eficiência e a motivação, aproveitando melhor o tempo e a aptidão dos funcionários, evitando que fujam à responsabilidade.
Com base nas afirmações acima, estão CORRETAS as assertivas
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