Questões de Sociologia
6.493 Questões
Questão 39 15413862
UENP 2024Considere os fragmentos de texto a seguir para a questão.
TEXTO 1
Diante dos altos índices de feminicídio no Brasil, a socióloga Wânia Pasinato, que até o final do ano passado esteve à frente da ONU Mulheres, faz o alerta. “Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Acontece que esse caminho de apenas pedir punição para os agressores não funciona. Só quando a gente investir em educação e levar essa formação de igualdade de gênero para a formação de nossas crianças é que nós vamos quebrar esse padrão que acompanha e alimenta o feminicídio.” Na análise das estratégias que precisam ser repensadas, ela inclui outro ponto crucial. Deixar de concentrar a cobrança apenas na melhoria do atendimento policial. “Todo o discurso ainda é feito como se a Delegacia da Mulher fosse uma mágica. Ela foi uma mágica lá nos anos 80, quando não existia nada. Hoje a gente tem uma política nacional que nos diz como nós devemos trabalhar, já sabemos que temos que agir em rede, temos duas legislações que dizem o que é a violência contra a mulher e o tipo de resposta que precisa ser dada. Não é possível que a gente mantenha a mesma demanda”. Wânia pesquisa sobre o tema desde a década de 90. Em entrevista, concedida por telefone, a assessora da USP Mulheres faz uma série de reflexões sobre o quanto e como a luta em favor da igualdade de gênero ainda precisa avançar. [...]
Fonte: CARVALHO, C. O padrão de mortes ainda é o mesmo da década de 40. 2018. Disponível em: https://produtos.ne10.uol.com.br/umaporuma/no-interior-a-face-maisbrutal-do-machismo.php#padrao-de-mortes-e-o-mesmo.
TEXTO 2
No século XX, o Brasil experimentou intensas transformações na sua estrutura populacional e padrão de morbimortalidade. A partir da segunda metade do século, a constante queda da taxa de natalidade, mais acentuada que a verificada nas taxas de mortalidade, tem provocado uma diminuição nas taxas de crescimento populacional. Paralelamente, temse verificado um aumento da expectativa de vida ao nascer, que passa de 45,9 anos em 1950 para 68,5 anos em 2000, refletindo o processo de envelhecimento da população, com aumentos contínuos e significativos na proporção de indivíduos com idade superior a 60 anos.
Para entendermos as modificações na estrutura demográfica, faz-se necessária uma análise das recentes tendências no padrão de morbimortalidade. Uma das mais importantes tendências diz respeito à redução nas taxas de mortalidade infantil (TMI), intensificada a partir da década de 60 [...]. As tendências para os dois componentes da taxa de mortalidade infantil (neonatal e pós-neonatal) evidenciam que essa redução foi mais acentuada para a mortalidade infantil pós-neonatal. Esse componente associa-se, mais fortemente, com fatores relacionados ao ambiente, concentrando maior proporção de óbitos por doenças infecciosas, particularmente as infecções intestinais. Entretanto, a mortalidade neonatal relaciona-se, principalmente, com fatores ligados à assistência pré e pós-natal. [...]
Fonte: CARMO, E. H.; BARRETO, M. L.; SILVA JR., J. B. Mudanças nos padrões de morbimortalidade da população brasileira: os desafios para um novo século. Epidemiol. Serv. Saúde [online], v. 12, n. 2, p. 63-75, 2003. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br.
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação parcial ou integralmente INCORRETA.
Questão 37 15413856
UENP 2024Considere os fragmentos de texto a seguir para a questão.
TEXTO 1
Diante dos altos índices de feminicídio no Brasil, a socióloga Wânia Pasinato, que até o final do ano passado esteve à frente da ONU Mulheres, faz o alerta. “Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Acontece que esse caminho de apenas pedir punição para os agressores não funciona. Só quando a gente investir em educação e levar essa formação de igualdade de gênero para a formação de nossas crianças é que nós vamos quebrar esse padrão que acompanha e alimenta o feminicídio.” Na análise das estratégias que precisam ser repensadas, ela inclui outro ponto crucial. Deixar de concentrar a cobrança apenas na melhoria do atendimento policial. “Todo o discurso ainda é feito como se a Delegacia da Mulher fosse uma mágica. Ela foi uma mágica lá nos anos 80, quando não existia nada. Hoje a gente tem uma política nacional que nos diz como nós devemos trabalhar, já sabemos que temos que agir em rede, temos duas legislações que dizem o que é a violência contra a mulher e o tipo de resposta que precisa ser dada. Não é possível que a gente mantenha a mesma demanda”. Wânia pesquisa sobre o tema desde a década de 90. Em entrevista, concedida por telefone, a assessora da USP Mulheres faz uma série de reflexões sobre o quanto e como a luta em favor da igualdade de gênero ainda precisa avançar. [...]
Fonte: CARVALHO, C. O padrão de mortes ainda é o mesmo da década de 40. 2018. Disponível em: https://produtos.ne10.uol.com.br/umaporuma/no-interior-a-face-maisbrutal-do-machismo.php#padrao-de-mortes-e-o-mesmo.
TEXTO 2
No século XX, o Brasil experimentou intensas transformações na sua estrutura populacional e padrão de morbimortalidade. A partir da segunda metade do século, a constante queda da taxa de natalidade, mais acentuada que a verificada nas taxas de mortalidade, tem provocado uma diminuição nas taxas de crescimento populacional. Paralelamente, temse verificado um aumento da expectativa de vida ao nascer, que passa de 45,9 anos em 1950 para 68,5 anos em 2000, refletindo o processo de envelhecimento da população, com aumentos contínuos e significativos na proporção de indivíduos com idade superior a 60 anos.
Para entendermos as modificações na estrutura demográfica, faz-se necessária uma análise das recentes tendências no padrão de morbimortalidade. Uma das mais importantes tendências diz respeito à redução nas taxas de mortalidade infantil (TMI), intensificada a partir da década de 60 [...]. As tendências para os dois componentes da taxa de mortalidade infantil (neonatal e pós-neonatal) evidenciam que essa redução foi mais acentuada para a mortalidade infantil pós-neonatal. Esse componente associa-se, mais fortemente, com fatores relacionados ao ambiente, concentrando maior proporção de óbitos por doenças infecciosas, particularmente as infecções intestinais. Entretanto, a mortalidade neonatal relaciona-se, principalmente, com fatores ligados à assistência pré e pós-natal. [...]
Fonte: CARMO, E. H.; BARRETO, M. L.; SILVA JR., J. B. Mudanças nos padrões de morbimortalidade da população brasileira: os desafios para um novo século. Epidemiol. Serv. Saúde [online], v. 12, n. 2, p. 63-75, 2003. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br.
Considerando as características dos fragmentos de texto apresentados anteriormente e a temática central de cada um deles, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação integralmente CORRETA.
Questão 36 15227023
UFSM Prova 3 Tarde 2024Para responder à questão, leia o texto a seguir.
“Dicionário dos Antis” apresenta o Brasil como o país do contra
Jorge Barcellos
Doutor em Educação (UFRGS)
[1] Em “A Vertigem das Listas”, Umberto Eco afirma
que as listas mudaram ao longo do tempo e ex-
pressaram o espírito de sua época. A publicação de
“Dicionário dos Antis: a Cultura Brasileira em Nega-
[5] tivo”, por um lado, mostra que vivemos uma época
que pode ser resumida por um notável prefixo anti,
o que significa que somos, acima de tudo, uma cul-
tura do contra; por outro lado, vivemos num país no
qual, ao longo dos últimos anos, emergem todas as
[10] correntes e discursos centrados na percepção nega-
tiva do Outro – antissemitismo, anticlericalismo,
anticomunismo, etc. – e sobre o qual se constituem
as identidades no Brasil.
Reunindo artigos de 131 pesquisadores em 133
[15] verbetes que descrevem o processo de demonização
das diferenças [...], o livro “Dicionário dos Antis: a
Cultura Brasileira em Negativo”, versão nacional da
obra “Dicionário dos Antis: a Cultura Portuguesa em
Negativo”, começou a ser redigido em 2019, cujo
[20] processo foi impactado pela pandemia em 2020.
Talvez por essa razão, a versão brasileira saiu
menor do que a portuguesa: suas 858 páginas repre-
sentam menos do que a metade da versão além-mar,
com suas 2.314 páginas divididas em dois volumes.
[25] Ainda assim, é uma edição de fôlego.
Escreve José Eduardo Franco: “Fomos habituados,
na escola, a aprender fundamentalmente aquilo a que
podemos chamar cultura positiva, a visão afirmativa
da história. Este dicionário, em contrapartida, propõe
[30] uma visão diametralmente oposta: uma viagem pelas
correntes, etnias, religiões e instituições, as figuras
a partir do olhar do adversário, de quem discordou,
de quem atacou, de quem pensou o contrário”.
O cenário que os autores encontram no Brasil
[35] é inquietante. Os artigos reunidos revelam que
o negativo também faz parte de nossa natureza,
que percebemos o Outro de forma reduzida e,
com isso, criamos os estereótipos e demonizamos
as diferenças.
[40] É curioso que a ideia de ser “do contra” seja tão
presente tanto no Brasil quanto em Portugal. Seria
a intolerância, a segregação e a capacidade de ser
sectário também uma herança de nossa formação?
Os organizadores afirmam que o negativo “é um
[45] elemento constitutivo do processo de construção
de identidades, quando não parte integrante de-
las”. A obra instaura um discurso crítico do conhe-
cimento do Outro, recusando as visões simplifica-
doras e empobrecedoras. A realidade é complexa,
[50] rica e diversa [...].
Fonte: BARCELLOS, J. “Dicionário dos Antis” apresenta o Brasil como opaís do contra. GaúchaZH. Publicado em: 23 ago. 2021.Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2021/08/dicionario-dos-antis-apresenta-o-brasilcomo-o-pais-do-contra-cksomnefd001i013bayfitgee.html.Acesso em: 18 dez. 2023. (Adaptado)
Com relação aos recursos linguísticos empregados na resenha, assinale a alternativa correta.
Questão 35 15226987
UFSM Prova 3 Tarde 2024Para responder à questão, leia o texto a seguir.
“Dicionário dos Antis” apresenta o Brasil como o país do contra
Jorge Barcellos
Doutor em Educação (UFRGS)
[1] Em “A Vertigem das Listas”, Umberto Eco afirma
que as listas mudaram ao longo do tempo e ex-
pressaram o espírito de sua época. A publicação de
“Dicionário dos Antis: a Cultura Brasileira em Nega-
[5] tivo”, por um lado, mostra que vivemos uma época
que pode ser resumida por um notável prefixo anti,
o que significa que somos, acima de tudo, uma cul-
tura do contra; por outro lado, vivemos num país no
qual, ao longo dos últimos anos, emergem todas as
[10] correntes e discursos centrados na percepção nega-
tiva do Outro – antissemitismo, anticlericalismo,
anticomunismo, etc. – e sobre o qual se constituem
as identidades no Brasil.
Reunindo artigos de 131 pesquisadores em 133
[15] verbetes que descrevem o processo de demonização
das diferenças [...], o livro “Dicionário dos Antis: a
Cultura Brasileira em Negativo”, versão nacional da
obra “Dicionário dos Antis: a Cultura Portuguesa em
Negativo”, começou a ser redigido em 2019, cujo
[20] processo foi impactado pela pandemia em 2020.
Talvez por essa razão, a versão brasileira saiu
menor do que a portuguesa: suas 858 páginas repre-
sentam menos do que a metade da versão além-mar,
com suas 2.314 páginas divididas em dois volumes.
[25] Ainda assim, é uma edição de fôlego.
Escreve José Eduardo Franco: “Fomos habituados,
na escola, a aprender fundamentalmente aquilo a que
podemos chamar cultura positiva, a visão afirmativa
da história. Este dicionário, em contrapartida, propõe
[30] uma visão diametralmente oposta: uma viagem pelas
correntes, etnias, religiões e instituições, as figuras
a partir do olhar do adversário, de quem discordou,
de quem atacou, de quem pensou o contrário”.
O cenário que os autores encontram no Brasil
[35] é inquietante. Os artigos reunidos revelam que
o negativo também faz parte de nossa natureza,
que percebemos o Outro de forma reduzida e,
com isso, criamos os estereótipos e demonizamos
as diferenças.
[40] É curioso que a ideia de ser “do contra” seja tão
presente tanto no Brasil quanto em Portugal. Seria
a intolerância, a segregação e a capacidade de ser
sectário também uma herança de nossa formação?
Os organizadores afirmam que o negativo “é um
[45] elemento constitutivo do processo de construção
de identidades, quando não parte integrante de-
las”. A obra instaura um discurso crítico do conhe-
cimento do Outro, recusando as visões simplifica-
doras e empobrecedoras. A realidade é complexa,
[50] rica e diversa [...].
Fonte: BARCELLOS, J. “Dicionário dos Antis” apresenta o Brasil como opaís do contra. GaúchaZH. Publicado em: 23 ago. 2021.Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2021/08/dicionario-dos-antis-apresenta-o-brasilcomo-o-pais-do-contra-cksomnefd001i013bayfitgee.html.Acesso em: 18 dez. 2023. (Adaptado)
Em relação à organização textual e à construção argumentativa do texto, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O título do texto prenuncia ao leitor uma visão negativa da cultura brasileira e, consequentemente, da percepção do Outro.
( ) A voz de Umberto Eco, citada na linha 1 por Jorge Barcellos, autor da resenha, contextualiza o ponto de vista a ser empregado na análise da obra “Dicionário dos Antis: a Cultura Brasileira em Negativo”.
( ) Os operadores “por um lado” (ℓ. 5) e “por outro lado” (ℓ. 8) constituem recursos linguísticos para demonstrar conclusões opostas.
( ) O resenhista traz ao texto uma voz externa para mostrar que o “Dicionário dos Antis: a Cultura Brasileira em Negativo” apresenta uma visão oposta à cultura positiva aprendida na escola.
A sequência correta é
Questão 44 15116662
UFN VERÃO 2024Os direitos relativos ao patrimônio público são classificados como:
“(…) transindividuais, massificados, cuja titularidade é esparsa, difusa, atribuída a toda a coletividade, a exemplo dos direitos do consumidor, direitos ambientais, direitos relacionados ao desenvolvimento, à autodeterminação dos povos, à comunicação etc.. Tal categoria decorre, logicamente, dos princípios da dignidade da pessoa humana e solidariedade ou fraternidade coletivas.”
Fonte: WANIS, R. O. O patrimônio público como direito fundamental difuso e o Ministério Público como instrumento de sua proteção preventiva extrajurisdicional – aspectos teóricos e práticos. Escala de ação progressiva. Revista do CNMP. n. 5 (2015), pp. 51-73.
A partir desse texto, analise a veracidade das seguintes proposições.
I. Um direito difuso, respectivo à coletividade, não tem caráter contraditório ao direito individual de propriedade privada ou de liberdade.
II. Atos contra o patrimônio público devem ser considerados como afrontas à dignidade da pessoa humana.
III. Uma titularidade difusa e esparsa significa que a titularidade não é individualizada, mas comum a todas as pessoas da comunidade ao qual se aplica.
IV. O princípio de fraternidade coletiva e solidariedade amplificam a gama de direitos em comparação aos de primeira geração respectivos aos direitos individuais.
Assinale a alternativa que contenham apenas as proposições verdadeiras.
Questão 45 15013913
UNESPAR 2024A sociologia é amplamente conhecida como o estudo da sociedade, mas essa afirmação é problemática na medida em que se pode observar que o termo sociedade, nesse contexto, dá por certo uma concepção qualquer de sociedade antes de qualquer estudo. Sendo assim, o estudo da sociedade, a partir dessa definição genérica, requer alguns elementos que permitam ao cientista o entendimento das dinâmicas que fazem parte dos processos sociais e, a partir disso, forneçam a ele alguns pressupostos que o auxiliarão na definição que melhor retrata as preocupações da sociologia.
A partir dessas considerações, assinale a alternativa que representa a delimitação do campo de estudo da sociologia:
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