Questões de EFAF Educação Física - Esporte e Sociedade
325 Questões
Questão 10 10736576
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
O dono da bola
O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
- Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
- Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
- Espírito esportivo, nada! berrava Caloca. E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.
A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.
Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando encrenca:
- Se o Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
- Se eu não for o capitão do time, vou embora!
- Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
E quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus, treino.
Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
- Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
- A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
- Pois é isso mesmo! - disse o Beto, zangado. - É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
- Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
- Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
- Viva!
- Viva o Catapimba!
- Viva!
- Viva o Carlos Alberto!
- Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
- Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias! São Paulo: Moderna, 1999. p. 47-59.
Na narrativa, as personagens fazem parte de um grupo de amigos que jogam futebol juntos, mas só um, Caloca, tem uma cobiçada bola de couro.
O conflito ocorre porque Caloca, ao jogar futebol,
Questão 1 10735906
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
Nas experiências pessoais, o caminho para a criatividade
Por Roberta Jansen
Talento pode ser desenvolvido e envolve motivação, flexibilidade, capacidade de pensar diferente e até mesmo brincadeiras.

Imagem retirada de http://migre.me/fzYRH, em 23/07/2013.
Almejada1 por todos, invejada por muitos, a criatividade é normalmente vista como
algo exclusivo de alguns poucos gênios ou, ao menos, de privilegiados dotados de
inteligência acima da média. Mas não é bem assim, garantem especialistas. A criatividade
pode não apenas ser aprendida como também estimulada, segundo alguns recentes estudos
[5] da neurociência2 revelados pela revista “New Scientist”.
A criatividade é normalmente definida como a capacidade para criar, inventar e
inovar, seja no campo artístico, científico ou em qualquer outro. Mas não se trata,
necessariamente, de um talento inato3, como muitos imaginam. Experiências vividas são a
principal matéria-prima para as ideias originais.
[10] (...)
Não por acaso, brincar é apontado como uma das principais formas de estimular a
criatividade e, por isso mesmo, absolutamente fundamental ao desenvolvimento das
crianças. Mas os adultos não devem abrir mão das brincadeiras, como sugere um estudo
desenvolvido na Universidade do Colorado. Ao brincar, as pessoas experimentam novidades
[15] sem medo de errar, sem medo de ser punido.
- Brincar encoraja a correrem riscos _ explica o autor do estudo, Marc Bekoff. - A
busca por novidade e o desejo por coisas novas são uma marca das brincadeiras. Aspectos
centrais da criatividade.
(Jornal O Globo, “Ciência/saúde”, 17/05/09, p. 39.)
Vocabulário:
1. Almejada (linha 1) – desejada.
2. Neurociência (linha 5) – ciência que estuda o sistema nervoso.
3. Inato (linha 8) – de nascimento, que nasce com.
Assinale a alternativa em que aparece a explicação mais correta em relação ao texto
Questão 14 10727184
CMC 6º Ano - Português 2013O texto a seguir serve de base para o item.
TEXTO:
A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de
plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em
[05] dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho.
Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
– Como é que liga? - perguntou.
– Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
[10] – Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são
decididamente outros.
– Não precisa manual de instrução.
– O que é que ela faz?
[15] – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
– O quê?
– Controla, chuta...
– Ah, então é uma bola.
– Claro que é uma bola.
[20] – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
– Você pensou que fosse o quê?
– Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê,
com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em
[25] que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao
mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação
e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
– Filho, olha.
[30] O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a
cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual
de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(Luís Fernando Veríssimo – Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. P. 41.)
Em “Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai.” (linhas 01e 02), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem alteração da ideia expressa pelo tempo verbal, por:
Questão 12 10727182
CMC 6º Ano - Português 2013O texto a seguir serve de base para o item.
TEXTO:
A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de
plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em
[05] dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho.
Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
– Como é que liga? - perguntou.
– Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
[10] – Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são
decididamente outros.
– Não precisa manual de instrução.
– O que é que ela faz?
[15] – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
– O quê?
– Controla, chuta...
– Ah, então é uma bola.
– Claro que é uma bola.
[20] – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
– Você pensou que fosse o quê?
– Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê,
com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em
[25] que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao
mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação
e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
– Filho, olha.
[30] O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a
cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual
de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(Luís Fernando Veríssimo – Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. P. 41.)
“O garoto era bom no jogo.” (linha 26).
Assinale a alternativa em que o vocábulo “bom” está empregado no mesmo sentido que no da frase acima.
Questão 10 10727178
CMC 6º Ano - Português 2013O texto a seguir serve de base para o item.
TEXTO:
A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de
plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em
[05] dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho.
Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
– Como é que liga? - perguntou.
– Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
[10] – Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são
decididamente outros.
– Não precisa manual de instrução.
– O que é que ela faz?
[15] – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
– O quê?
– Controla, chuta...
– Ah, então é uma bola.
– Claro que é uma bola.
[20] – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
– Você pensou que fosse o quê?
– Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê,
com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em
[25] que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao
mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação
e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
– Filho, olha.
[30] O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a
cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual
de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(Luís Fernando Veríssimo – Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. P. 41.)
O fato de o filho empregar o termo “legal” ao se referir à bola, indica que o menino:
Questão 9 10727174
CMC 6º Ano - Português 2013O texto a seguir serve de base para o item.
TEXTO:
A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua
primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de
plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em
[05] dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho.
Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
– Como é que liga? - perguntou.
– Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
[10] – Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são
decididamente outros.
– Não precisa manual de instrução.
– O que é que ela faz?
[15] – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
– O quê?
– Controla, chuta...
– Ah, então é uma bola.
– Claro que é uma bola.
[20] – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
– Você pensou que fosse o quê?
– Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê,
com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em
[25] que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao
mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação
e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas
embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
– Filho, olha.
[30] O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a
cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual
de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
(Luís Fernando Veríssimo – Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. P. 41.)
Na expressão “– Ah, então é uma bola.” (linha 18), percebe-se uma reação de:
06
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